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POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
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POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4360 em: 24 de Fevereiro de 2021, 18:41 »
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4361 em: 24 de Fevereiro de 2021, 20:20 »
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4362 em: 24 de Fevereiro de 2021, 20:30 »
O Rafa sempre me pareceu um jogador muito low profile, distraído e assim meio alheado daquilo que o rodeia.. se for preciso, nem é grande fã de futebol e toda a história que envolve este desporto e o clube onde joga passa-lhe ao lado ( há centenas de casos assim, futebolistas de elite que não gostam de futebol apesar de ser o seu sustento, ainda à pouco vi uma entrevista do Ter Stegen a dizer que não gosta de futebol e que os tempos livres dele é ver a namorada a trabalhar nos seus projetos de arquitetura, inclusive pediram-lhe para dizer nomes de jogadores de algumas boas equipas espanholas e ele não sabia mesmo).

À parte disso, se o Rafa estivesse a render (e o Benfas também) isso era um não assunto... quantos jogadores do nosso plantel saberão a história ou terão conhecimento de jogos europeus memoráveis de 10 anos atrás?
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4363 em: 24 de Fevereiro de 2021, 21:33 »
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4365 em: 01 de Março de 2021, 10:38 »
Sobre o Kritciuk: https://goalpoint.pt/que-guardioes-da-liga-20-21-suplantam-as-expectactivas_108719

Provavelmente o melhor que vi na nossa baliza, pena que tenha sido por pouco tempo. Dava a ideia que não lhe passava nada.
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4366 em: 01 de Março de 2021, 13:01 »
Vai acabar contrato no final da época...
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4367 em: 01 de Março de 2021, 18:20 »
o Bruno Wilson continua a não contar no Tenerife...

foi sempre titular desde o início da temporada... mas nos últimos 3 ou 4 jogos nem no banco esteve...
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4368 em: 01 de Março de 2021, 21:03 »
o Bruno Wilson continua a não contar no Tenerife...

foi sempre titular desde o início da temporada... mas nos últimos 3 ou 4 jogos nem no banco esteve...
Esteve lesionado. Regressou hoje aos treinos:

https://www.deporpress.com/index.php/2021/03/01/bruno-wilson-club-cd-deportivo-tenerife-aitor-sanz/

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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4369 em: 07 de Março de 2021, 23:22 »
Abel Ferreira conquista Copa do Brasil

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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4371 em: 12 de Março de 2021, 09:22 »
www.zerozero.pt

«Ligaram-me com o presidente ao lado, mas eu não conhecia o Salvador e achei que era uma brincadeira»

Muito antes de dar nas vistas pelo Minho, Wilson Eduardo construiu um caminho interessante no futebol português. Desde a formação, que começou no FC Porto e terminou no Sporting, e passando por vários pontos do país, onde deixou sempre a sua marca, o extremo foi, durante anos, um dos jogadores mais entusiasmantes da nossa liga.

Na primeira parte de uma entrevista ao zerozero, o agora jogador do Al Ain falou dos seus primórdios no futebol e da caminhada até ao SC Braga, que culminou com a conquista de dois títulos. Pelo caminho cruzou-se com Leonardo Jardim, Sérgio Conceição e Abel Ferreira e ainda participou em vitórias épicas, como a da Académica ao Atlético Madrid de Simeone (2x0). O melhor é mesmo ler.

Parte II: Wilson Eduardo e o regresso de João Mário: «Quis voltar para ser novamente feliz e poder regressar à Seleção» ( https://www.zerozero.pt/news.php?id=315962 )

zerozero (ZZ): Como acontece a mudança da formação do FC Porto para o Sporting?

Wilson Eduardo (WE):
A opção foi simples. Foi a mudança da minha mãe, na altura, para Lisboa. Sai do Porto para trabalhar em Lisboa e nós, tanto eu como os meus irmãos, acompanhamos a minha mãe para Lisboa. E depois foi juntamente com o meu pai e com o Sr Aurélio Pereira. Tivemos uma conversa na academia em que tivemos de ter treinos. Depois do primeiro treino vieram falar connosco. Também já nos conheciam de torneios anteriores, tanto a mim como ao meu irmão, e quiseram ficar connosco. 

ZZ: Quais são as tuas melhores memórias nos teus anos de formação no Sporting?

WE:
Eu tenho várias. Claramente à cabeça estão os títulos de campeão que tive na formação. O facto de ainda ser júnior e ir treinar à equipa principal.

ZZ: No primeiro ano como sénior vais emprestado para o Real Massamá e Portimonense. Essa primeira época foi importante?

Sempre que falo de treinadores, falo do Leonardo [Jardim] porque é uma pessoa que tenho grande carinho, não só pelo facto de me ter estreado na I Liga como ele, mas por tudo o que me deu e ajudou

WE:
Eu lembro-me que nessa altura o Portimonense já tinha falado comigo e com o meu empresário para no início da época ir para lá. Não foi possível até pelo acordo que o Sporting tinha com o Real. Vou seis meses para Massamá e depois nos últimos seis faço em Portimonense. São importantes esses empréstimos porque estava habituado a uma realidade e tive de me adaptar rapidamente a outra. O facto de treinarmos ao final do dia… Foi uma realidade que mudou e depois o conforto. Na formação do Sporting temos tudo e depois a pessoa acaba por ficar confortável. Fez-me crescer e penso que foi positivo.

ZZ: Segues para o Beira-Mar onde encontras o Leonardo Jardim que voltarias a encontrar no Sporting. Qual foi a primeira opinião sobre o treinador?

WE:
Eu lembro-me que esse ano eu começo no Sporting. Faço as duas primeiras semanas da temporada no Sporting. Quando lá cheguei já vou com algum ritmo, as coisas começaram a correr bem desde o início e o treinador sempre me falou comigo para ir para lá porque me ia ajudar a crescer. E a verdade é que ajudou, tanto que hoje, sempre que falo de treinadores, falo do Leonardo [Jardim] porque é uma pessoa que tenho grande carinho, não só pelo facto de me ter estreado na I Liga como ele, mas por tudo o que me deu e ajudou. É sem dúvida um treinador por quem tenho um grande carinho.

ZZ: E no ano seguinte, novo empréstimo, agora para o Olhanense às ordens do Sérgio Conceição. Chegou a elogiar-te publicamente no fim da temporada. Tens uma relação especial com ele?

WE:
Eu quando vou para Olhão começo com o Daúto e nos últimos seis meses é que faço com o Sérgio. A verdade que é que a nossa relação… como é que posso dizer? Não é que seja complicada, mas não foi fácil, pelo feitio que eu tenho e pelo feitio que o mister tem. Não foi fácil. Conseguimo-nos ajudar um ao outro. No seguinte ele queria que eu voltasse a Olhão, mas acabei por não ir para lá novamente. Depois disso nunca mais tivemos assim um contacto, a não ser nos jogos que tive contra ele.

ZZ: Segue-se a Académica e encontras o Pedro Emanuel, curiosamente o teu técnico atual…

WE:
E por curiosidade, quem termina essa época na Académica é o Sérgio Conceição. O Pedro na altura tinha um dos adjuntos que foi um dos meus treinadores na formação do FC Porto, o Professor João [Brandão], e ele andou a ligar-me porque o Pedro queria que eu fosse para lá. No ano anterior tinham ganho a Taça de Portugal e iam jogar a Liga Europa e claro que foi o fator que pesou na minha escolha. Escolhi a Académica, joguei praticamente a época toda com o mister e quase no fim como as coisas não estavam tão bem acabou por ser o Sérgio. Foi uma pessoa que já conhecia e foi fácil adaptar-me. Acabou por ser um ano, a nível individual, positivo…

ZZ: É a tua melhor época até então. Fazes mais golos e mais jogos.

WE:
É verdade. Foi a época que tive mais jogos e mais golos. Correu-me bem a nível individual, tanto que no ano a seguir o mister Leonardo volta ao Sporting e eu volto a Alvalade.

ZZ: Sobre essa época é impossível não falar daquele jogo contra o Atlético Madrid de Simeone que vocês ganham e tu marcas os dois golos. Fala-me desse jogo. 

Marcou os dois golos na vitória frente ao Atlético Madrid Catarina Morais

WE:
Quando saiu o grupo, claramente a equipa que mias receávamos era o Atlético. Todas as outras para a Académica iam ser complicadas, mas essa sem dúvida era a que mais receávamos. Eu lembro-me que nesse ano o Falcão nem é utilizado na fase de grupos. Eles nem sempre jogaram com os titulares absolutos. Depois do jogo que fizemos em Madrid, perdemos 2x1, achámos que podia acontecer alguma coisa. No jogo a seguir correu-nos tudo bem. Óbvio que eles tiveram mais bola, mas nós acabámos por fazer um golo… Lembro-me que quando sofremos o penálti nem era eu que ia bater, mas foi o Pedro que insistiu que fosse eu e correu-nos bem. Foi uma noite memorável e histórica em Coimbra e foi uma noite que não esquecerei e não esqueço por tudo aquilo que significava o jogo. O Atlético não perdia nas competições europeias há 16 ou 17 jogos na altura e perder para nós foi memorável, fantástico.

ZZ: Depois de vários empréstimos, ganhas um lugar no plantel do Sporting. Foi um sonho realizado? 

WE:
Como é óbvio. Uma pessoa quando está na formação ambiciona sempre chegar à equipa principal. No meu caso demorou quatro anos a conseguir estrear-me pela equipa principal do Sporting, mas acabou por ser com o mister Leonardo num ano em que foi tudo diferente. Não tivemos competições europeias, mudança de presidente na altura e pronto. Foi a época que teve de ser. Nesse ano ficámos em segundo lugar…

ZZ: É uma época que até correu bem ao Sporting.

WE:
Sim. Lembro-me que começámos muito bem a época, mas depois chegou a uma altura em que começámos a quebrar e ficámos seis ou sete pontos atrás do Benfica. Foi uma época, por tudo o que tinha acontecido na anterior, positiva para nós.

ZZ: Vocês não tiveram competições europeias, tal como o Sporting na atual temporada. Fazendo um comparativo, achas que esse fator pode ser uma das razões do sucesso?

A estreia oficial pelo clube que o formou acontece na vitória frente ao Arouca, com um golo Carlos Alberto Costa

WE:
Eu não acredito muito nisso. Se analisarmos a época 2015/16, a primeira época de Jesus em Alvalade, eles também lutaram até ao final, até à última jornada pelo título e tiveram competições europeias. Por isso não acredito que seja uma influência muito grande. A verdade é que têm menos jogos e mais tempo para descansar e preparar o jogo seguinte, mas acho que não tem interferência.

ZZ: Apesar das coisas terem corrido relativamente bem, no ano seguinte és emprestado ao Dinamo Zagreb e depois à Holanda. Como explicas a decisão? 

WE:
Na parte final da época do mister Leonardo já não joguei muito. Os últimos três, quatro jogos acho que nem joguei. No ano seguinte, com o mister Marco [Silva], pela pré-época eu até estava a jogar e a ter minutos. Sempre ouvia coisas que vão chegar mais jogadores, que ia acabar por perder espaço e a verdade é que chegou o Nani depois de eu sair. As pessoas já tinham falado com o meu empresário e que seria rodar mais um ano. Saio por empréstimo com opção de compra para a Croácia, joguei, mas as coisas não correram da melhor maneira e quando saímos das opções europeias em janeiro e sabendo que eles não iam acionar a opção de compra, optei por ir para a Holanda para que tivesse ficado seis meses sem competição.

ZZ: Como é que surge a oportunidade de rumar a Braga?

Chegou em 2015/16 para a primeira de cinco temporadas ao serviço dos Gverreiros do Minho

WE:
Essa opção é curiosa. Eu começo esse ano no Sporting, faço o primeiro mês com o mister Jesus, mas depois eles vão para a África do Sul, mas eu não vou. Eu tinha um amigo que trabalhava no SC Braga, que era um dos chefes do scouting, e ele ligou-me e estava com o presidente ao lado. Ligou-me a dizer: «Tenho aqui uma pessoa que quer falar contigo». Eu na altura não conhecia o presidente, o [António] Salvador, e até achei que era uma brincadeira em que ele passa o telemóvel ao presidente... E não dei muita importância. Passado uma semana, o presidente voltou a ligar-me porque queria que eu fosse para Braga, também para relançar a minha carreira, que queria que eu fizesse parte dos quadros do SC Braga, mas não foi fácil por várias complicações. O Sporting queria que eu saísse de uma maneira, que o SC Braga não poderia pagar. Surgiram outras oportunidades até monetariamente melhores, mas eu sempre disse que não era o meu objetivo, que queria para Braga e acabo por ir no último dia de mercado. Fui em definitivo, com 50% para cada clube. Insistiu durante um mês para que fosse e eu até hoje digo sempre que é uma pessoa por quem tenho muito carinho. Foi assim que surgiu a oportunidade do Braga, num telefonema. 

ZZ: É lá que vives os teus melhores anos com regularidade…

WE:
Foi importante porque todos os anos eu andava sempre a saltar de cidade em cidade e ali em Braga acabei por ter uma estabilidade que não estava habituado. Fico lá cinco anos e correu-me bem. A primeira época lembro-me de, apesar de ter feito muitos jogos, nem sempre foi com o número de minutos desejáveis, mas conquistámos a Taça de Portugal. Fora o ano da lesão joguei sempre com regularidade e olhando para trás a decisão que tomei quando saí do Sporting foi acertada por tudo o que me deu.

ZZ: Taça de Portugal, Taça da Liga… Se tivesses de escolher a melhor memória, qual seria?

WE:
Tive muitas boas memórias em Braga, mas claramente essas duas conquistas são as melhores que eu tenho. Ainda tivemos outra final da Taça da Liga que não conseguimos vencer, mas essas duas são mesmo as melhores.

ZZ: Em 2017/18, tens uma lesão grave aos 26/27 anos. Numa altura em que os jogadores começam a pensar noutros passos, achas que essa paragem pode ter prejudicado um eventual salto teu?

WE:
Sinceramente, tento não pensar muito nisso porque foi o que teve de ser. Nesse ano, antes da lesão, estava a jogar e estava bem. Já ia com oito golos e talvez 11/12 assistências nessa época. Quando me lesiono, é na altura em que estou por cima. Não sei se podia terminar a época com números superiores aos que tive com o mister Abel [Ferreira], mas fico a pensar que a lesão nunca vem em boa altura, mas esse ano foi numa altura em que estava muito bem. Agora se podia dar o salto, se podia estar melhor, não faço mesmo ideia e tento não pensar muito nisso. Foi um ano complicado, tive três recaídas na lesão e até tive de ir a Londres ser operado. Tento não pensar muito nisso e apenas naquilo que passei.

ZZ: Na temporada seguinte regressas a um nível ainda melhor ao que tinhas apresentado antes…

Ao serviço de Abel Ferreira Global Imagens / 10664

WE:
Eu lesiono-me a meio da época 16/17 e não jogo até dezembro de 17/18. Acabo os últimos meses dessa época com o mister Abel. Foi ele que me deu confiança porque uma pessoa quando passa um ano sem jogar e a ter as recaídas que teve… Ainda por cima na minha perna dominante. Bater na bola era complicado, tinha sempre receio de fazer cruzamentos, bater um canto, um livre, de chutar. Muitas vezes rematava com o peito do pé porque sabia que não ia ter dor. Esses seis meses foram importantes para mim. No ano a seguir foi o ano em que realmente estive melhor e o treinador apostou em mim em várias posições durante a época. Consegui fazer golos e isso foi o mais importante. 

ZZ: O SC Braga teve cinco treinadores na última temporada, um ano instável. Apesar do título conquistado, achas que isso pode ter prejudicado um pouco a época?

A verdade é que, mesmo não sendo opção, sempre me respeitou, sempre falou comigo abertamente e uma pessoa aceita as decisões

WE:
Como é óbvio quando há tanta mudança nunca fácil porque cada treinador tem a sua filosofia e se há mudança é porque as coisas não estavam a correr da melhor maneira. Tirando o mister Custódio, que quando entrou não foi por um despedimento e ficou com as ideias que o Rúben tinha deixado e estava a correr bem, todos os outros tiveram de meter as suas ideias. Quando durante uma época tens cinco treinadores e que cada um tem as suas ideias, que demoram a passar aos jogadores e entender. Claro que isso influencia. É verdade que ganhámos um título, mas tanta mudança não foi favorável. Conseguimos, apesar de tudo, conquistar um título, terminar no terceiro lugar que deu acesso direto à Liga Europa e não podemos dizer que foi uma época má.

ZZ: Com a chegada do Rúben Amorim tu perdeste espaço e até deixaste de ser convocado. Consegues explicar o que aconteceu?

WE:
Não sei. São decisões do treinador. Ele na altura justificou-se, não tinha que o fazer porque cada treinador tem as suas ideias e nós só temos que as respeitar. A verdade é que, mesmo não sendo opção, sempre me respeitou, sempre falou comigo abertamente e uma pessoa aceita as decisões. Quando ele chega eu ainda faço três ou quatro jogos com ele, mas depois achou por bem que não iria ser opção e uma pessoa respeita. Tentei ser positivo, estar ali para ajudar e naquele momento era a única coisa que podia fazer. É a única coisa que consigo dizer. Achou que não deveria ser opção e assim foi. Quando ele saiu chegou o mister Custódio e eu volto a ser opção, não de início, mas mais participativo nos jogos.

em:
https://www.zerozero.pt/news.php?id=315947
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4372 em: 12 de Março de 2021, 09:25 »
www.zerozero.pt

«Quis voltar para ser novamente feliz e poder regressar à Seleção»

O último verão trouxe uma enorme mudança na carreira de Wilson Eduardo. Depois de cinco anos ao serviço dos Gverreiros do Minho, o extremo rumou aos Emirados Árabes Unidos para reencontrar Pedro Emanuel e representar o Al Ain. A passagem pelo futebol português foi abordada na primeira parte de uma entrevista ao zerozero que pode ler aqui ( https://www.zerozero.pt/news.php?id=315947 )

A entrevista continuou até ao presente, numa conversa aberta sobre a vida de Wilson Eduardo, a primeira que abordou toda a sua carreira, admitiu. As «interrupções para rezar», a relação com Pedro Emanuel e Nakajima e ainda o regresso do irmão João Mário ao Sporting. Está tudo aqui.

Parte I: «Ligaram-me com o presidente ao lado, mas eu não conhecia o Salvador e achei que era uma brincadeira» ( https://www.zerozero.pt/news.php?id=315947 )

zerozero (ZZ): Estavas em último de contrato e surgiram vários rumores, incluindo um do Sporting, que estaria interessado em contar contigo. Isso teve algum fundamento?

Wilson Eduardo (WE): Vou ser sincero. Saiu tanta notícia… Vou falar por experiência própria porque nunca tinha estado numa situação dessas. Uma pessoa quando está em último ano de contrato aparecem pessoas de todo o lado. Eu tenho as minhas pessoas que trabalham comigo e da minha confiança, mas aparece tanta gente com propostas para aqui e para ali e muitas das vezes nem é verdade. Falando do Sporting, eu não sei de onde é que surgiu essa notícia. Ninguém falou comigo, não tive conversa com ninguém do clube nem nenhuma das pessoas que trabalham comigo tiveram conhecimento. As pessoas olham para um negócio e para um jogador, neste caso, como uma oportunidade de negócio. E depois acaba por ser prejudicial para o jogador porque é tanta gente… Estes últimos seis meses que estive em Braga foi uma coisa absurda. Todos os dias era mensagem, chamada ou um jornalista a dizer que tal pessoa tinha uma proposta de um clube. Tanta gente que quer fazer negócio e quer tirar alguma coisa que acaba por surgir notícia. Lembro-me que saiu da Arábia, Grécia, Turquia… Tanta notícia que muitas delas eu nem faço ideia de onde surgiram, como foi essa do Sporting.

ZZ: Olhando para o lado internacional, tu decidiste, aos 28 anos, representar a seleção de Angola. Porquê essa escolha?

WE: A seleção de Angola já tinha tentado que eu representasse o país há alguns anos. Eu achei por bem não aceitar. Lembro-me que a primeira vez que eles tentaram eu ainda estava no apuramento sub-21 e não quis aceitar. Depois em conversa com o meu pai e a minha família, mais por força do meu pai, achei que era a altura de aceitar. Poderia ter esperado para ver se a Angola ia a algum campeonato grande, como a CAN. Mas não quis esperar para parecer que era só interesse. Foi na altura que teve de ser, ainda houve alguns problemas com a documentação que não me deixou ir mais cedo, mas foi uma decisão minha em conjunto com o meu pai. Também pelo esforço que eles fizeram durante os anos e porque é um país que eu tenho ligação porque os meus pais são angolanos e praticamente toda a minha família também.

ZZ: A tua estreia foi marcante com o golo decisivo para o apuramento para a CAN.

WE: É verdade. Eu tinha sido convocado ainda na jornada anterior a essa, só que com os problemas com a documentação não consegui fazer a estreia. Acabo por estrear-me no último jogo da fase de grupos em que temos de vencer. Marco o golo que deu vitória e como é óbvio é bom.

ZZ: Vários jogadores como Hélder Costa, Aurélio Buta têm sido falados para a seleção angolana. Perspetiva-se uma nova era que seja possível rivalizar com as melhores seleções africanas?

WE: Hoje já se vê mais jogadores descendentes de angolanos a aceitarem jogar pela seleção de Angola. Claro que há muitos que ainda ambicionam, porque fizeram toda a formação, tal como eu, pelas seleções de Portugal, chegar à equipa principal, muitos deles pelo campeonato onde jogam. O Hélder está a jogar a Premier League, temos outros jogadores também na liga italiana. Com estas últimas chamadas que a seleção tem feito como é óbvio vai chamar a atenção aos outros e, num espaço de cinco anos, se conseguirmos ter mais jogadores que jogam na Europa a seleção vai ser mais forte. Se vai poder rivalizar com as outras grandes? Não acredito, mas a verdade é que pode crescer bastante e melhorar cada vez mais a seleção.

ZZ: Voltando ao capítulo dos clubes, tu escolheste rumar ao Al Ain. Como é que isto surgiu?

WE: Surgiu porque estava em final de contrato e acabei por conseguir escolher aquilo que pretendia para o futuro. E o mister Pedro foi uma pessoa com quem já tinha trabalhado e gostei de trabalhar e falou comigo. Disse-me que seria uma experiência diferente, que está a ser, e que seria um campeonato, apesar de inferior, bom para mim e foi mesmo por isso. O facto de vir para um sítio onde tudo é diferente, a cultura é diferente, o tempo é diferente e ter alguém que conheça e que eu posso dizer que sei para o que vou, foi uma decisão que tive. 

ZZ: E a adaptação?

WE: Sinceramente, o início não foi fácil. Por tudo aquilo que disse ainda agora. Quando cheguei eles também tinham parado pela pandemia e já não estavam a treinar há quatro meses e não nos foi permitido fazer a pré-época fora. Foi complicado porque não estamos habituados em Portugal a temperaturas elevadas como fazem aqui. A pessoa não consegue correr, pensar. A cultura é diferente. Há uma coisa que nunca tinha visto que são jogadores que têm os horários para rezar e nós temos de respeitar, como é óbvio. Mesmo nos jogos, às vezes quando o jogo é mais cedo temos de sair do aquecimento mais cedo porque eles têm de rezar. Não estava habituado, neste momento já estou. 

ZZ: Reencontras o Pedro Emanuel, com quem já tinhas trabalhado na Académica. Quais são as principais diferenças que encontras no mister?

WE: Agora está com mais experiência, já passou por vários campeonatos. Mas ele sempre foi esta pessoa. Quem se lembra apenas do mister como jogador pode achar que é uma pessoa um bocado dura, fria… Mas não é. Eu já tinha vivenciado isso na Académica e continuo a ter a mesma ideia. Ele é uma pessoa tranquila, que gosta de brincar, mas quando tem de ser a sério ele não facilita. Dá para conversar e é uma das coisas que o jogador gosta.

ZZ: Tenho de perguntar pelo Nakajima. Saiu do FC Porto para o Al Ain. Chegaste a conviver com ele antes da lesão?

WE: Não cheguei a ter uma relação com ele. Claro que falamos, mas era complicado porque ele não fala muito bem inglês, também não fala muito bem português. Nós temos um japonês aqui com quem ele estava sempre. Quando chegou teve de ficar de quarentena, depois quando começou a jogar fez dois jogos e teve esta lesão grave e agora nem sei se ainda está no país, se está a fazer tratamento no clube ou no Porto. Acabou por ser uma pessoa com quem tive um relação durante três semanas, não mais que isso.

ZZ: O Al Ain costuma lutar pelo título, mas neste momento as coisas não estão a correr da melhor maneira. Consegues explicar a razão?

WE: É verdade. O Al Ain é equipa que tem mais títulos aqui nos Emirados, mas este ano não nos está a correr bem. Eu não gosto muito de falar de sorte, mas temos tido sempre lesionados… Também temos, por exemplo, jogadores que vão para o exército. Não nos está a correr bem, mas também sabemos que com a igualdade que está e a proximidade que temos, com uma vitória passamos de quinto para terceiro lugar. Sabendo que o primeiro está longe, isso é uma realidade, mas todas as outras estão ali próximas.

ZZ: E um regresso a Portugal? Ainda sonhas com isso?

WE: É uma boa pergunta e uma pergunta complicada. O jogador responde que é imprevisível e é mesmo isso. Hoje estamos aqui como amanhã podemos não estar. Eu hoje posso estar neste campeonato, amanhã posso estar noutro e o futebol é uma inconstante. Nós nunca sabemos o que vai acontecer. Eu saí de Portugal esta época por isso neste momento não estou a pensar voltar, exceto para férias ou para a família. 

ZZ: Olhando para a tua família, são todos irmãos ligados ao desporto, quer no futebol ou no futsal. Sempre foram muito competitivos?

qRegresso de João Mário? Posso dizer e toda a gente consegue ver que foi a escolha acertada porque, além de estar novamente feliz, como se nota que está em campo, a oportunidade de voltar à seleção é cada vez maior

WE: Competitivos sempre fomos, nunca entre nós. Claro que quando éramos mais jovens gostávamos muito de jogar uns contra os outros, jogávamos sempre praticamente na mesma equipa, mas agora não. Agora cada um tem a sua carreira e quando estamos juntos não pensamos em futebol sequer. Queremos é aproveitar a família. O Hugo [Eduardo] está no futsal, o João [Mário] neste momento está no Sporting e cada um tem a sua carreira.

ZZ: No início disseste que tens acompanhado o Sporting, mas ainda mais por teres o João Mário. Como surgiu a decisão dele em ir para lá?

WE: Desde o início sei que ele sempre quis voltar. Antes de ele aceitar voltar para o Sporting nós falámos, como falámos praticamente todos os dias, e lembro-me que uma das coisas que ele me disse foi o que toda a gente sabe, que ele queria voltar. Primeiro para se sentir novamente feliz no futebol, e felizmente as coisas estão a correr bem. Depois porque sabia que este ano, com o adiamento do Europeu, só a jogar poderia em estar novamente. Tem estado a jogar e correr bem, não só a ele, mas também à equipa toda do Sporting. Posso dizer e toda a gente consegue ver que foi a escolha acertada porque, além de estar novamente feliz, como se nota que está em campo, a oportunidade de voltar à seleção é cada vez maior e é por isso que ele tomou esta decisão.

ZZ: Surgiu a notícia de que tu ajudaste a pagar alguns salários aos funcionários do Vitória de Setúbal. Porquê o gesto?

WE: Não é que nós queiramos que essas notícias saiam porque eu não ajudo para mostrar, mas já que saiu, pode ser que mais pessoas fiquem sensibilizadas e mais gente possa ajudar. Este projeto em que eu estou incluído não começa por mim, começa pela malta no CNS. Quando foi a paragem do Covid, eles juntaram-se para ajudar aqueles que mais necessitavam na altura, que é o «Futebol Para a Vida», e eu sempre quis fazer parte, seja a pagar ordenados ou a meter comida em casa, que é o que o nosso grupo tem feito. Nós temos tentado ajudar e foi assim que surgiu essa notícia em que nós soubemos que os funcionários do Vitória estavam com vários ordenados em atraso. E da mesma forma que eu agora estou a construir a minha família, a minha filha está para nascer, eu também começo a pensar na dificuldade que essas pessoas tenham. O mais importante é poder ajudar a que metam a comida em casa e é isso que nós tentamos fazer. Hoje vê-se muitos clubes do CP a desistir e a não ter a capacidade para pagar os ordenados aos jogadores e sabemos que a situação não é a mais fácil. 

em: https://www.zerozero.pt/news.php?id=315962
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4373 em: 14 de Março de 2021, 12:45 »
«Eu era mais forte e mais conhecido do que o Eto’o nos Camarões» – Entrevista BnR com Meyong
(...)
Albert Meyong Ze faisait les beaux jours du Sporting Braga. https://t.co/RGMrMcfLOH 

https://twitter.com/AllezLesLions/status/1255421616185581571?ref_src=twsrc%5Etfw

(...)

em:
https://bolanarede.pt/nacional/clubesportugueses/era-mais-forte-conhecido-etoo-camaroes-entrevista-bnr-com-meyong/
Luís Duarte
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4375 em: 22 de Março de 2021, 22:11 »


mais uns milhões a entrar dos direitos de formação  ;D ;D ;D ;D
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4376 em: 23 de Março de 2021, 22:47 »
Alguém tem acompanhado este jovem? https://www.zerozero.pt/player.php?id=364494

Tem belíssimos números no campeonato Croata, está em final de contrato e acho que ainda temos uma preferencia qualquer sobre ele.
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4377 em: 23 de Março de 2021, 23:49 »
Alguém tem acompanhado este jovem? https://www.zerozero.pt/player.php?id=364494

Tem belíssimos números no campeonato Croata, está em final de contrato e acho que ainda temos uma preferencia qualquer sobre ele.

mais 1 extremo para quê????

para além dos que temos no plantel r.horta, piazon, galeno, rodrigo gomes, yuri medeiros, moura(sim pode jogar a extremo), etc e tal... ainda temos emprestados o luther singh, o sanca, o fabio martins(se regressar)... ainda se fala que o rayan gould já está apalavrado para a próxima temporada...

não faz sentido pensar sequer nisso, não achas?
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  Re: POR ONDE ANDAM ANTIGOS JOGADORES DO BRAGA
« Responder #4379 em: 07 de Abril de 2021, 15:22 »
bolanarede.pt

«Os dois anos no Vitória FC foi onde eu desfrutei mais de jogar» - Entrevista BnR com Artur Jorge
Por Romão Rodrigues

Artur, Jorge ou Artur Jorge. As designações não devem interessar no contexto futebolístico. Nascido e criado em Braga, Artur Jorge privou essencialmente com um objeto: a bola. Trocou impressões, construiu uma relação sólida e duradoura e realizou uma jura de amor eterno. Pode afirmar-se que o esférico representa um filho não gerado, mas educado e fonte dos seus valores.

Desde cedo que acompanha todos os movimentos do universo do Futebol, proporcionados pelo pai, Artur Jorge, antigo capitão do SC Braga. Fez formação em casa, rodopiou em campeonatos inferiores e regressou à ribalta do futebol português pela mesma porta na qual entrou. Conta com duas experiências internacionais, separadas por duas temporadas no histórico Vitória de Setúbal, paixão recente do seu âmago. Brincadeiras à parte – foram duas nesta conversa, a encetá-la e a terminá-la – o central posicionou-se sobre o seu futuro e marcou-o como indeferido.

-O crescimento no SC Braga, os empréstimos e a afirmação-

«O meu grande sonho era poder chegar à equipa principal»

Bola na Rede: Olá, Artur Jorge! Antes de mais, quero agradecer-te por teres aceite o convite para a entrevista. De modo a quebrar o gelo e a dissipar a distância que nos separa, vou encetar isto com uma espécie de brincadeira. Posso tratar-te por tu?

Artur Jorge: Olá! Obrigado pelo convite! Sim, vamos a isso, claro que aceito. E claro que me podes tratar por tu!

Bola na Rede: Preferes que te trata por Artur, Jorge ou Artur Jorge?

Artur Jorge: No mundo do futebol todos me tratam por Artur Jorge. Mas, quando convivem comigo, acaba por ser só Artur.

Bola na Rede: Marcar um golo decisivo ou cortar uma bola em cima da linha de golo, para lá do minuto 90?

Artur Jorge: A segunda opção, claramente. Se o resultado for favorável para nós, sem dúvida.

Bola na Rede: Esta última considero ser a mais difícil de responder. Preferes marcar o Ronaldo, o Messi ou o Mbappé? Em termos de posicionamento, claro…

Artur Jorge: O que prefiro ou o que acho mais difícil?

Bola na Rede: Ambas. O que preferes e o que achas mais difícil.

Artur Jorge: Em termos de dificuldade, o Ronaldo. Não existe finalizador como ele. Preferia marcar o Ronaldo também, ter a experiência de marcar o Ronaldo.

Bola na Rede: Agora sim, passamos para a entrevista propriamente dita. Conta-me lá como foi a tua infância… A bola era presença assídua nas tuas brincadeiras?

Artur Jorge: Era, era. Aliás, diria que era o único brinquedo, a única forma de brincar que eu tenho, que eu gostava. Muito por influência do meu pai, que era jogador e que eu acompanhava de muito perto. E, desde muito novo, que sempre tive essa grande paixão. Acompanhava-o nos treinos, vi os adultos e tinha oportunidade de ver ali os profissionais a treinar. Isso encantava-me. Era a forma que me entretinha. Isso e jogar à bola a toda a hora também.

Bola na Rede: O teu pai jogou no SC Braga? Foi capitão?

Artur Jorge: Sim, durante alguns anos. Não sei precisar quantos, mas foi.

Bola na Rede: A tua formação, pelo que consta nos registos, foi sempre efetuada no SC Braga. Tiveste, durante esse período, outras propostas para abandonar o clube?

Artur Jorge: Não. Quando tens aquela idade dos 14/15/16 anos, se te destacas um bocadinho, acabas por ser associado, porque falaram dos três grandes, disto e daquilo. Mas, de forma concreta, nunca me chegou nada. Ao clube, não sei, não me diz respeito. A verdade é que, ali no SC Braga, sempre subi de patamar, sempre fui capitão de equipa, sempre joguei em escalões acima da minha idade, num processo muito natural. Era ali que eu queria estar…

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Bola na Rede: Após a tua subida ao escalão profissional, fazes a estreia pela equipa B do SC Braga. Pensaste, em algum momento, abandonar o clube por almejares outros voos?

Artur Jorge: Não, honestamente não. Tinha – obviamente – desde muito pequeno, tinha ambição de o ser muito por causa do meu pai. Depois, a partir de uma certa idade, comecei a ter mesmo essa ambição e, de facto, o meu grande sonho era poder chegar à equipa principal. Até o conseguir, nunca pensei noutro tipo de possibilidade ou de sair para onde quer que fosse. Estava em casa, sentia-me muito bem ali. Era o sítio onde eu queria estar. Sentia-me valorizado e bem! Eu acreditava – seriamente – que o meu tempo na equipa principal ia chegar. Portanto, sempre optei por esperar por ela e ver como é que ia correr.

Bola na Rede Inclusive tu também tiveste uma época no Vilaverdense e no Freamunde. Consideras que esses empréstimos foram fundamentais na projeção da tua carreira, que serviram de rampa de lançamento? Também sentiste carinho fora do SC Braga?

Artur Jorge: Sim, eu nesses dois sítios fui muito bem tratado. Mas isso surgiu em condições muito específicas. No meu primeiro ano de sénior, fraturei a perna; depois, no meu regresso, houve a possibilidade de ser emprestado. O treinador da altura também tinha essa vontade. Isto para que eu pudesse ganhar ritmo competitivo para uma equipa situada num patamar inferior, digamos assim. Surgiu o Vilaverdense. Na altura, eles tinham um protocolo com o SC Braga. Eu estive lá três/quatro meses. Depois, em janeiro, surge a opção do Freamunde. Lembro-me que eles estavam nos primeiros lugares e na luta pela subida à Primeira Liga. Eu pedi ao SC Braga que me libertassem, porque estavam num patamar acima e porque também já reunia as condições físicas necessárias para voltar a competir num escalão superior, estava apto. Foi um desafio aliciante. Sabia, também, que no fim dessa mesma época, retornaria a Braga porque era isso que tinha ficado estipulado: eu ia rodar, fazer jogos, ganhar ritmo e depois regressava a casa.

Bola na Rede: Tu já afloraste o tema no qual eu iria incidir. Após esses empréstimos, regressas à equipa B novamente. Realizas uma temporada sólida e regular. Foi isso que catapultou a chamada à equipa A?

Artur Jorge: Sim, acho que sim. Essa época correu-me muito bem. O treinador era o mister Abel Ferreira, que agora está no Palmeiras. Creio não ter sido só totalista por convocatórias para a equipa A, ou seja, eu falhei um ou dois jogos só. Fiz 40 e tal jogos nessa época! Uma regularidade muito boa, sem lesões, sem qualquer tipo de problemas, sempre a jogar. Depois, a partir de certo momento, umas lesões na equipa principal ou uma simples gestão do plantel fizeram com que fosse chamado à equipa principal. Primeiro, a treinar e a integrar a equipa durante a semana, sendo que no fim de semana baixava para jogar pela equipa B. Até que depois, de forma natural, comecei a ser mais uma opção.

Bola na Rede: Na época 2016/2017, completas grande parte dos jogos ao serviço da equipa A. Só te inteiraste desses momentos quando pisaste o relvado ou andaste uma semana a pensar nisso?

Artur Jorge: A partir do momento em que comecei a ficar no plantel de forma mais regular, senti que estava mais perto de conquistar a oportunidade que me tinha sido concedida e só precisava de algum problema físico de um colega meu – é mesmo assim que as coisas funcionam – ou alguma oportunidade. E a verdade é que nesse ano surgiu, com o mister Peseiro. Nós tínhamos alguns problemas físicos na defesa com o André Pinto, com o Ricardo Ferreira. Na primeira vez que o André Pinto tem esse problema, o mister Peseiro deu-me oportunidade e colocou-me em campo logo na Luz. Ele confiava muito em mim e sempre me disse que me ia colocar a jogar, não interessava onde fosse. Foi perfeito! Quer dizer, não foi perfeito porque não vencemos, mas foi uma estreia contra um grande de Portugal, contra um clube que tem mais adeptos. Foi um momento fantástico para mim!

Bola na Rede: Também te sentiste assim quando jogaste na Liga Europa, quando te estreaste?

Artur Jorge: Foi tudo muito rápido aquele começo de época. Na verdade, inicialmente eu entrei na equipa devido ao problema físico de um colega. Mas, com o passar do tempo, senti que também conquistei ali o meu espaço e o facto de ser opção para o mister Peseiro. Tanto é que depois já jogava de forma natural. Penso até que, nessa mesma época, fui o central com mais minutos nessa época. Depois, adquiri a ambição de jogar todos os jogos e ser titular. Na Liga Europa foi um bocadinho assim também: eu já vinha a jogar para o campeonato e depois a escolha para jogar na competição recaiu sobre mim. Fiz a minha estreia no Shahktar, na Ucrânia. Foi um jogo dificílimo, mas também foi mais um sonho que realizei. Joguei pela equipa que eu mais queria, que era o SC Braga.

Bola na Rede: Finalizamos aqui o capítulo do SC Braga. Queria perguntar-te qual foi o treinador que mais te marcou a nível mental e emocional durante a estadia?

Artur Jorge: Tenho sempre de fazer menção ao mister José Peseiro, porque foi ele quem me lançou e que apostou em mim sem qualquer tipo de receio. Depois, existe também o Abel, importantíssimo nesse meu ano da equipa B. Sinto que dei ali um salto de qualidade no meu jogo. Além disso, gostei muito de trabalhar com o mister Jorge Simão, mesmo apesar de a passagem dele pelo clube ser muito curta. Identifiquei-me muito com a personalidade dele e com o seu método de treino.

- De estrela de aeroporto à regularidade encontrada em Setúbal-

“Quando cheguei ao aeroporto, tive uma receção como acho que nunca mais vou ter na vida ”


Bola na Rede: Na época que se seguiu, tu vivenciaste a primeira experiência internacional e logo num clube que, no passado, integrou o lote dos grandes europeus. Foste transferido para o Steaua de Bucuresti. Mas a época não te corre de feição. O que aconteceu?

Artur Jorge: A opção do Steaua já surgiu muito tarde no mercado e foi quase uma opção de recurso. Aquilo cativou-me porque, como disseste, foi um grande europeu e, a nível interno, era o maior clube da Roménia. Sabendo que teria de sair, a escolha incidiu sobre o Steaua. Não me arrependo, mas, depois de lá estar, percebi que era um clube com umas dinâmicas um bocadinho diferentes e complicadas. O presidente/dono (Gigi Becali) era muito polémico e a verdade é que eu também tive a infelicidade de, na minha estreia, marcar um autogolo. Eu cheguei e, no dia seguinte, estreei-me. Estávamos a meio dos playoffs da Liga dos Campeões, contra o Sporting CP, e, nessa gestão, eu joguei logo. Não tinha feito pré-época, não tinha feito nada. Devido à gestão que ele faz ali na equipa – é ele que manda e ponto final – decidiu (falo logo nisso durante essa semana) que não saberia se eu iria ter mais oportunidades porque não tinha gostado da estreia. De facto, na primeira semana, vi logo que ia ter uma época complicada.

OFICIAL: Braga empresta Artur Jorge ao Steaua https://t.co/5PZezeGT0U #Braga #Steaua #Mercado #ArturJorge https://t.co/gin3G0Q1A6

https://twitter.com/zerozeropt/status/897495124057501698?ref_src=twsrc%5Etfw

Bola na Rede: Falaste aí do autogolo, eu ia perguntar-te isso precisamente agora. Eu pesquisei notícias sobre ti, tive que realizar o trabalho de casa, naturalmente. Existe uma notícia muito interessante, avançada – na altura – pelo ZeroZero, que dizia “autogolo aos 14 segundos… e estrela no aeroporto”. Queres contar-nos o que se passou?

Artur Jorge: No dia anterior, eu tinha chegado e a equipa tinha empatado em Alvalade (0-0), na primeira mão do playoff de acesso à Champions League. Estava num bom momento e lá está, como te disse, é um gigante na Roménia. Se estiveres dentro da realidade, consegues ter essa ideia e perceber o que estou a dizer. Eu não tinha bem, no início. Quando cheguei ao aeroporto, tive uma receção como acho que nunca mais vou ter na vida. Sobretudo da imprensa. Aqui em Portugal nunca tinha vivenciado isso e não estava habituado, naturalmente. Achei aquilo diferente e motivador, ao mesmo tempo. Acompanhavam-te desde a chegada ao aeroporto até ao carro, com as câmaras atrás de ti e tudo mais. Penso que seja daí que venha o termo “estrela do aeroporto”. De facto, fui recebido como tal. No dia seguinte, acontece aquela infelicidade; na primeira vez que toco na bola, faço um autogolo. É caricato, é raro, mas aconteceu.

Bola na Rede: Na época que se seguiu, 2018/2019, regressas a Portugal e assinas contrato com o Vitória de Setúbal. Representas os sadinos durante duas temporadas. Sentes que foi daquelas situações nas quais dás um passo atrás para no futuro dar dois à frente?

Artur Jorge: Claramente, claramente. Depois dessa época na Roménia, onde joguei muito pouco para aquilo que é uma temporada inteira, eu tinha muito poucas opções. E só tinha dois caminhos: ou continuava por mercados alternativos, não estando nas equipas mais fortes, ou voltava a Portugal, que era uma liga que eu conhecia e a um clube que me quisesse de modo a que voltasse a ganhar confiança, condição física e regularidade, fatores essenciais para um jogador. Abdiquei da parte financeira, de tudo, para olhar só para a parte desportiva. Eu venho da Roménia numa realidade contratual completamente diferente daquela que encontrei em Setúbal. Em relação ao Steaua de Bucuresti, o Vitória de Setúbal foi completamente diferente: desde a abertura do mercado, foi um clube que demonstrou sempre muito interesse. Ligaram-me, quiseram contar comigo e eu não hesitei. Enquadrava-se dentro daquilo que que queria. Uma equipa de Primeira Liga, com muita História, com histórico de lançar jogadores nas últimas épocas, porque nas temporadas anteriores tinha lançado imensos jogadores, mesmo para os três grandes. O tempo veio dar-me razão. Eu tinha que jogar, senti que a minha carreira precisava disso.

Bola na Rede: Qual foi o treinador que mais te marcou em Setúbal?

Artur Jorge: Velásquez, talvez…

Bola na Rede: Identificaste-te com ele pela personalidade, pelo método de treino?

Artur Jorge: Sim. Muito metódico, muito ao pormenor, e eu vejo o futebol um bocadinho também dessa forma. Portanto, identificava-me com aquilo. E depois pelo facto de coincidir – apesar de eu não acreditar nesse mundo – com o meu melhor momento de forma a nível de rendimento até hoje, se calhar. Foi uma fase na qual eu estive muito bem e juntou-se o útil ao agradável. Poderá ser um bocadinho por aí. Contudo, todos os treinadores que eu tive no Vitória de Setúbal (o mister Lito, o mister Sandro) joguei com todos eles, retirei um bocadinho de todos eles e gostei, honestamente, de ser treinado por todos eles. Portanto, eu estou aqui a dizer o Velásquez porque apanhou o meu pico de forma, mas, sinceramente, entre os três, não existe grande diferença nesse aspeto. Até seria injusto da minha parte…

Bola na Rede: Para além de completares duas temporadas de forma sólida, também marcaste alguns pontos fora das quatro linhas. Existe um vídeo na internet que demonstra a surpresa que preparas a um adepto do clube, no dia do seu aniversário e em frente à escola que ele frequentava. Foi combinado ou partiu da tua iniciativa/ iniciativa do clube?

Artur Jorge: Não, partiu da minha iniciativa. Se me recordo, era um miúdo que gostava imenso de mim, esperava por mim à porta do estádio. Ele já me tinha pedido a camisola algumas vezes, no final dos jogos. Em conversa com um diretor, soube que o miúdo fazia anos, já não me recordo bem como. Surgiu essa ideia, de preparar uma surpresa e levar-lhe a camisola assinada. O próprio clube ganha com isso porque desempenhava uma boa ação, eu próprio também e o miúdo ficava feliz. Seguíamos todos a ganhar. Ele adorou. É de vincar que o Vitória de Setúbal tem muitas iniciativas desse género. Daí, eu te digo. Foram os dois anos onde eu desfrutei mais de jogar, foi ali, até hoje. Mesmo na cidade, senti-me muito valorizado, como nunca me senti até hoje em lado nenhum. Foram dois anos muito bons.

15′ | Vitória Setúbal 0-0 Porto

Artur Jorge já leva 5 alívios em apenas 15 minutos. Mantendo a média, chega ao fim do jogo com 30#LigaNOS #VFCFCP #SomosVitória #FCPorto https://t.co/4v4EDJcwZJ

https://twitter.com/_Goalpoint/status/1223673139735007232?ref_src=twsrc%5Etfw

(continua no post seguinte)

em:em: https://bolanarede.pt/internacional/restodomundo/anos-vitoriafc-desfrutei-jogar-entrevista-bnr-com-artur-jorge/
« Última modificação: 07 de Abril de 2021, 15:27 por Lipeste »
 

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