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  Re: grande texto
« Responder #40 em: 04 de Junho de 2007, 18:13 »


.E também não têm que se sentir incomodados com a acusação de "biclubistas", se o forem, já que a sua presença no Estádio é indispensável (ainda são a maioria)...



Temos Zandinga....ou viciado nas sondagens que já andou de lapis e papel em punho, a fazer sondagens à porta do municipal
O Braga não é um grande é o Enorme!
Mau Maria Juniores
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  Re: grande texto
« Responder #41 em: 04 de Junho de 2007, 18:36 »
boas camaradas e outros que tais.....

cá está o assunto Braguista de novo... não tenho pachorra para ler tudo o que aqui se disse... mas não seria do Mau Maria se não deixasse umas bicadas....

De facto, já várias vezes aqui falei do que eu próprio entendia por ser Braguista, e mais do que ser adepto apenas e só do braga, sempre falei que isso era pouco, muito pouco... para mim seria a oportunidade das gentes da Braga e do Braga mostrarem uma nova forma de estar no futebol nacional... só assim as coisas podem ser mudadas... só com a diferença de ideias, e sobretudo de comportamentos, sabendo exigir ao clube o que ele deve dar aos associados, lutar pelo clube e pelo seu engrandecimento, mas tudo isso apoiado numa postura diferente, baseada no respeito e na aceitação dos outros, sejam eles quem forem e como forem....

Diversas vezes alertei para o facto de o Braguismo estar a desviar-se dessa minha ideia (que é minha... e por isso não vale mais do que isso...). Por vezes os Braguistas que aqui partilham opiniões usam o próprio Braguismo como uma forma de expor ideais, ou conceitos, que esses sim são do passado. O "orgulhosamente sós" já deu o que tinha a dar, o insulto a quem é diferente toma aqui contornos "PIDEsdescos", a tentativa de censura em nome de uma ideia é diária, todos os dias assistimos à multidão a tentar calar quem pensa diferente.... e muito mais poderia dizer.

Este tipo de Braguismo não me serve. Ser Braguista, como diria o poeta "É ser mais alto.." é saber criticar, a direcção, os associados, os outros clubes, os associados dos outros clubes, os árbitros, enfim, toda a comunidade do futebol, mas é faze-lo com respeito e em prol de uma moral e ética superiores.... para termos o que já existe já basta... há que ser diferente.

Claro que está patente uma tentativa, nem imagino vinda de onde de tornar o Braguismo como um foco de oposição ao poder instalado…. A isso digo, quem não deve não teme…. Deixem os sócios do braga pensarem…. Deixem os bracarenses pensarem por eles mesmos…. Já basta de consensos… abram o clube à cidade, aos adeptos… assim é que se vêm os verdadeiros “bem feitores”….  E aos Braguistas não se deixem cair no medo de perder este ou aquele jogador… porque ele de facto é bom e sem ele nada mais ganharemos…. Deixem-se do medo de perder este ou aquele director, porque de facto ele tem feito um bom trabalho, e sem ele o braga cai na desgraça…. As coisas, as pessoas, as politicas têm o seu tempo próprio…. E por vezes esse tempo termina, mesmo sendo o fim de uma fase altamente positiva….

Abraço .



Olho Vivo Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #42 em: 04 de Junho de 2007, 18:41 »
É curiosa a tentativa de o colar a um certo radicalismo. É a melhor forma de o contestar, de o enfraquecer, de manter "o mundo exterior" afastado dele. É em suma a forma típica de atacar. Nisso não foi (foram) original (originais).


Penso que o Manuel Pereira acertou em cheio na leitura desta mensagem. Ela é o reconhecimento do potencial de crescimento do clube por parte daqueles que até aqui o viam como uma instituição sem real implantação popular e sem qualquer representatividade. É também sinal de incómodo porque percebem que o braguismo, a partir do plano meramente desportivo, questiona convicções adquiridas, torna as suas posições quase indefensáveis no plano da racionalidade e cria em muitas dessas pessoas um conflito interior quase insanável.
É um discurso que procura assim acomodar a sua própria posição à nova realidade, antecipando o potencial de afirmação futura do clube. Como?  De duas formas. Por um lado, como sublinhou o M. Pereira, etiquetando o braguismo de movimento radical e intolerante como forma de boicotar a adesão de pessoas que porventura se pudessem sentir tentadas pela ideia. Por outro lado, negando autenticamente a existência de um núcleo braguista com um mínimo de representatividade (“se só os braguistas fossem ao estádio, não tinhamos assistencias maiores que as do Leiria”), com o fim de “empurrar” quem nele se revê, para uma postura de radicalismo contraproducente. Não existe maior insulto que se possa fazer a alguém do que não reconhecer a sua identidade, na prática, negar a sua própria existência.
Percebo por isso a eficácia deste discurso. Como se pode perceber nalgumas reacções publicadas no seguimento deste post, não há dúvida que em boa medida este discurso consegue os seus intentos. Há muitas respostas carregadas de um radicalismo que percebo, mas que em nada nos favorece. É natural que muitos se sintam insultados por um discurso que lhes nega uma identidade que sentem como sua, como já disse. É difícil mas devemos reagir com inteligência, reafirmando o que está no cerne do braguismo, sem hostilizar ninguém, não nos deixando encurralar em posições de radicalismo que só nos menorizam. Porque nós temos uma vantagem clara que se impõe por si: o braguismo não ensina nada a ninguém, pretende apenas reavivar aquilo que já existe no interior de muitas pessoas – o apego às suas raízes. Nisto reside a força deste sentir: não tem a pretensão de convencer as pessoas de que o seu produto é melhor que outros porque as pessoas a quem interpela mantêm um laço de afectividade com as suas origens que as torna mais predispostas a abraçar essa ideia. Aí reside o enorme potencial do braguismo. Há um universo considerável de pessoas para quem esta mensagem potencialmente fará sentido. É uma questão de ser persistente e eficaz na mensagem, descolando-a de tudo aquilo que for imagem negativa, impondo-a pela positiva e afastando-a de posições radicais.
Esta ideia implica que eu discorde da tentativa de descolagem do termo braguista do termo bracarense. Não quero com isto significar que um seja sinonimo do outro. Todos percebemos que não são. Mas a força do braguismo está na sua dimensão territorial. As pessoas são braguistas ou porque nasceram em Braga; ou porque aí cresceram; ou porque para aí vieram estudar; ou porque dia-a-dia se relacionam com a cidade, aí trabalhando, etc... Não é uma questão fechada do tipo “só faz sentido ser braguista quem viva ou tenha crescido dentro das fronteiras administrativas do concelho. Mas o braguismo não pode ser dissociado da relação que as pessoas têm com um espaço com o qual, por razões afectivas, se identificam. Não se trata pois de uma dimensão meramente “administrativa” (que seria sempre vazia de conteúdo); está em causa uma dimensão afectiva que remete para um espaço concreto que mobiliza os afectos das pessoas. Sem a ligação a Braga-cidade, qualquer que seja a forma como ela é por cada indivíduo interpretada,  o braguismo perde todo e qualquer sentido, o potencial do clube esvazia-se...

A colagem destas ideias a um certo radicalismo desde logo associado a um provincianismo “nefasto e conservador” não é nova. Recordo ter lido da parte do Mau-Maria há uns tempos atrás uma ideia semelhante, embora noutros termos, fazendo o contraste entre aquilo que o braguismo corporiza e um certo cosmopolitismo pretensamente mais sadio e tolerante. Se nos deixarmos perturbar por estes argumentos, há de facto esse risco. Mas, lamento dizê-lo, parece-me que esta ideia reflecte apenas algum complexo de superioridade. Porque é que eu, assumindo a minha identidade de forma completa (de cuja definição a minha ligação afectiva à cidade onde nasci e cresci é parte importante), não serei capaz de ter o discernimento suficiente para me relacionar com tolerância com quem não partilha da minha identidade? A minha proximidade afectiva com os meus familiares, por exemplo, não me obriga a hostilizar todas as pessoas que estejam fora do meu círculo familiar. è absurdo. Logo, parece-me que o raciocínio implícito nesta critica é claramente abusivo. Até porque a ser válida, nada impede que ela seja aplicada àqueles que tenham outra identidade arreigada – um bracarense adepto de um dos metralhas será por definição mais tolerante? É importante pois que o braguismo se afirme pela positiva e não pelo “ódio” de forma a que estas criticas que não visam mais do que o menorizar percam toda a credibilidade. Neste aspecto concordo com as (últimas) palavras do Mau-Maria.
« Última modificação: 04 de Junho de 2007, 20:44 por Pedro Ribeiro »
Manuel Pereira Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #43 em: 04 de Junho de 2007, 19:53 »
O "braguismo" não é um movimento.

A Associação Braguista (por exemplo) pode sê-lo.

O "braguismo" e um estado de espírito, e é uma bandeira.

O pior  que podia acontecer ao "braguismo" transformar-se numa seita.

Isto é pretender ver nele um tipo de religião em estado inicial (a dita seita). É manifestamente um abuso pouco inocente.

Ora o braguismo, não é de tudo uma religião, ou uma seita, com os seus "pastores", "acólitos" e "fieis". Tão pouco é um bando de radicais.

E isto, tendo em conta que os braguistas usam por vezes algumas figuras de estilo (para melhor passarem a mensagem) tais com: "catequizar", "evangelizar", "fazer lavagem ao cérebro"... É claro que, só por má fé, ou por incompreensão do que é dito e do que é feito, pode alguém levar para esse campo.

Os braguistas são simplesmente cidadãos do mundo, na maioria naturais da região do Norte de Portugal e seus descendentes, que se orgulham das suas raízes e possuem auto estima suficiente para não precisarem de outras referências (desportivas) para a sua afirmação.

Não são contra nada, nem contra ninguém!

São simplesmente adeptos dos clubes da Cidade de Braga.

Saudações braguistas.

 PS
(Está subjacente a algumas criticas ao braguismo e aos braguistas a ideia de que "são um bando", "uma seita militante"...)
e depois, é um pequeno passo para acusar de intolerância, radicalismo...,
Mas para esse peditório já nós demos...
« Última modificação: 04 de Junho de 2007, 19:55 por Manuel Pereira »
Olho Vivo Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #44 em: 04 de Junho de 2007, 20:54 »
O "braguismo" não é um movimento.

A Associação Braguista (por exemplo) pode sê-lo.

O "braguismo" e um estado de espírito, e é uma bandeira.

O pior  que podia acontecer ao "braguismo" transformar-se numa seita.

Tens razão. Também eu utilizei inicialmente no texto o termo "movimento" sem tomar consciência de que poderia ser interpretado dessa forma. Mas concordando contigo, corrigi.
Considero que é contudo importante que esse estado de espírito, como lhe chamas (que nesse sentido ultrapassa o âmbito meramente desportivo), seja promovido. É uma tarefa-chave do clube...
Jazzdevill Juniores
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  Re: grande texto
« Responder #45 em: 04 de Junho de 2007, 21:29 »

... é faze-lo com respeito e em prol de uma moral e ética superiores.... para termos o que já existe já basta... há que ser diferente.







Apenas nesta frase há uma impossibilidade gritante. Quem é que define uma moral e ética superiores? Nem Emmanuel kant, que dedicou anos á causa o conseguiu e pretendemos nós, simples "terráqueos" ter o desplante de pretender ter uma moral e ética superior?

O "braguismo" não é um movimento.

A Associação Braguista (por exemplo) pode sê-lo.

O "braguismo" e um estado de espírito, e é uma bandeira.

O pior  que podia acontecer ao "braguismo" transformar-se numa seita.

Tens razão. Também eu utilizei inicialmente no texto o termo "movimento" sem tomar consciência de que poderia ser interpretado dessa forma. Mas concordando contigo, corrigi.
Considero que é contudo importante que esse estado de espírito, como lhe chamas (que nesse sentido ultrapassa o âmbito meramente desportivo), seja promovido. É uma tarefa-chave do clube...

Eu penso que essas considerações não são de todo importantes. Porque a definição de "braguista" está para mim, como penso que para a maioria bem definida... um adepto de futebol que é adepto do SC Braga e só do SC Braga. Nada mais. Acho que não temos necessidade de teorizar estes limites até este ponto, sou da opinião que as coisas para a maioria são claras.
É curiosa a tentativa de o colar a um certo radicalismo. É a melhor forma de o contestar, de o enfraquecer, de manter "o mundo exterior" afastado dele. É em suma a forma típica de atacar. Nisso não foi (foram) original (originais).


Penso que o Manuel Pereira acertou em cheio na leitura desta mensagem. Ela é o reconhecimento do potencial de crescimento do clube por parte daqueles que até aqui o viam como uma instituição sem real implantação popular e sem qualquer representatividade. É também sinal de incómodo porque percebem que o braguismo, a partir do plano meramente desportivo, questiona convicções adquiridas, torna as suas posições quase indefensáveis no plano da racionalidade e cria em muitas dessas pessoas um conflito interior quase insanável.


Aqui, discordo apenas de tolerarmos de braços cruzados e "amigavelmente" as pessoas presentes nas bancadas de sócios do SC Braga a "torcer" por quem vem de fora - A, B ou C - sou da firme opinião, sem qualquer tipo de radicalismos, que quem quer apoiar o visitante, sócio do SCB ou não, que se dirija á bancada destinada aos adeptos dessa equipa. É vergonhoso pagar quotas de sócio do clube, passar o ano sentado na sua cadeira com o cachecol do Braga e "naquele" dia estar ali contra os que lhe fazem companhia do mesmo lado o resto do ano. Se há pessoas sem vergonha (e já o disse a muitos amigos) acho naturalíssimo que quem é 100 % SCB o faça ver a essa gente. Não estou de forma nenhuma a defender qualquer tipo de agressividade ou hostilidade nesses dias mas a atitude de repúdio que podemos ter para quem conhecemos e que o pratica é necessária no meu ponto de vista. As bancadas do EMB são para adeptos do SCB em TODOS OS JOGOS DA ÉPOCA.
disco infiltrator
  Re: grande texto
« Responder #46 em: 04 de Junho de 2007, 21:43 »

Muito bem Jazz, 101% de acordo!



"Aqui, discordo apenas de tolerarmos de braços cruzados e "amigavelmente" as pessoas presentes nas bancadas de sócios do SC Braga a "torcer" por quem vem de fora - A, B ou C - sou da firme opinião, sem qualquer tipo de radicalismos, que quem quer apoiar o visitante, sócio do SCB ou não, que se dirija á bancada destinada aos adeptos dessa equipa. É vergonhoso pagar quotas de sócio do clube, passar o ano sentado na sua cadeira com o cachecol do Braga e "naquele" dia estar ali contra os que lhe fazem companhia do mesmo lado o resto do ano. Se há pessoas sem vergonha (e já o disse a muitos amigos) acho naturalíssimo que quem é 100 % SCB o faça ver a essa gente. Não estou de forma nenhuma a defender qualquer tipo de agressividade ou hostilidade nesses dias mas a atitude de repúdio que podemos ter para quem conhecemos e que o pratica é necessária no meu ponto de vista. As bancadas do EMB são para adeptos do SCB em TODOS OS JOGOS DA ÉPOCA."
Olho Vivo Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #47 em: 04 de Junho de 2007, 23:03 »

... é faze-lo com respeito e em prol de uma moral e ética superiores.... para termos o que já existe já basta... há que ser diferente.







Apenas nesta frase há uma impossibilidade gritante. Quem é que define uma moral e ética superiores? Nem Emm que anuel kant, que dedicou anos á causa o conseguiu e pretendemos nós, simples "terráqueos" ter o desplante de pretender ter uma moral e ética superior? 

Não é questão de moral e ética superiores. Não sei se as palavras do Mau Maria se limitavam a isto, mas penso que o que está em causa é a aceitação da diferença, dentro do respeito que qualquer pessoa merece, independentemente de concordarmos ou não com ela. Não pode haver delito de opinião. Isto não significa que não possas manifestar o teu desagrado com determinados comportamentos de que discordas.

O "braguismo" não é um movimento.

A Associação Braguista (por exemplo) pode sê-lo.

O "braguismo" e um estado de espírito, e é uma bandeira.

O pior  que podia acontecer ao "braguismo" transformar-se numa seita.

Tens razão. Também eu utilizei inicialmente no texto o termo "movimento" sem tomar consciência de que poderia ser interpretado dessa forma. Mas concordando contigo, corrigi.
Considero que é contudo importante que esse estado de espírito, como lhe chamas (que nesse sentido ultrapassa o âmbito meramente desportivo), seja promovido. É uma tarefa-chave do clube...

Eu penso que essas considerações não são de todo importantes. Porque a definição de "braguista" está para mim, como penso que para a maioria bem definida... um adepto de futebol que é adepto do SC Braga e só do SC Braga. Nada mais. Acho que não temos necessidade de teorizar estes limites até este ponto, sou da opinião que as coisas para a maioria são claras.

Discordo por completo de ti. É importante que se defina exactamente o que é (ou que se pretende que seja) o braguismo. Se a tua definição se reduz à qualidade de quem "é adepto do SC Braga e só do SC Braga", lamento dizer-te, é demasiado redutora e não contém em si mesma nada que potencie o crescimento do clube. Para ganhar gente para o braguismo é necessário que as pessoas o entendam como algo que ultrapasse a esfera desportiva. O SC Braga é apenas uma manifestação desse sentir, de uma relação afectiva com a cidade, qualquer que seja a sua origem. Esta ideia é muito mais poderosa e dá ao clube a possibilidade de "tocar" um conjunto muito alargado de pessoas.
Ao contrário do que dizes, estas questões são importantes porque desta definição depende a estratégia de crescimento que o clube pode implementar. Reduzir o braguismo a ser "adepto do SC Braga e só do SC Braga" não oferece grande margem de crescimento. Como chamar aqueles que não aderem ao clube (por esta ou por aquela razão) com este argumento? Não há maneira a não ser com vitórias. Seremos apenas mais um clube, mais um construído a partir das vitórias e portanto completamente à mercê do rendimento desportivo, sempre contingente. Pelo contrário, fazer do braguismo um sentir mais amplo que apela à ligação das pessoas às suas raízes abre a possibilidade de adesão de um conjunto de pessoas que de outra forma dificilmente seriam seduzidas. É minha convicção que, ao contrário do que a imprensa desportiva veicula, a maioria das pessoas não são adeptas nem dos metralhas nem de ninguém. Há uma imensa mole humana que pura e simplesmente se encontra afastada do futebol e portanto, nem faz sentido falar de preferência clubística. Mas na esmagadora maioria dessas pessoas, de uma ou de outra forma, já existe um sentimento de afecto para com a cidade que simboliza as suas raízes ou com que se relacionam mais de perto.  Cabe ao clube apelar a esse sentir. E portanto, a estratégia de crescimento deve assentar na relação do clube com a cidade e a região que a envolve. A mensagem a passar tem que sublinhar constantemente esta imagem; e por outro lado, promover o futebol como uma festa. Só assim se consegue a adesão daqueles que não têm o hábito de seguir o futebol (veja-se o público da selecção nacional). O clima de hostilidade para com o adversário é nesse sentido contraproducente...

(continuo mais tarde)  ;D
Manuel Pereira Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #48 em: 04 de Junho de 2007, 23:12 »

Muito bem Jazz, 101% de acordo!



"Aqui, discordo apenas de tolerarmos de braços cruzados e "amigavelmente" as pessoas presentes nas bancadas de sócios do SC Braga a "torcer" por quem vem de fora - A, B ou C - sou da firme opinião, sem qualquer tipo de radicalismos, que quem quer apoiar o visitante, sócio do SCB ou não, que se dirija á bancada destinada aos adeptos dessa equipa. É vergonhoso pagar quotas de sócio do clube, passar o ano sentado na sua cadeira com o cachecol do Braga e "naquele" dia estar ali contra os que lhe fazem companhia do mesmo lado o resto do ano. Se há pessoas sem vergonha (e já o disse a muitos amigos) acho naturalíssimo que quem é 100 % SCB o faça ver a essa gente. Não estou de forma nenhuma a defender qualquer tipo de agressividade ou hostilidade nesses dias mas a atitude de repúdio que podemos ter para quem conhecemos e que o pratica é necessária no meu ponto de vista. As bancadas do EMB são para adeptos do SCB em TODOS OS JOGOS DA ÉPOCA."

Uma coisa é ser "braguista". Outra coisa diferente é a posição que cada "braguista"  toma sobre cada assunto ou facto.

Um "braguista" pode ser ou não ser tolerante, mas a maior ou menor tolerância não depende da condição de "braguista", mas apenas da pessoa (personalidade e carácter) do "braguista" e si.

O que é perigoso e aparece no texto do Sr. Presidente da Junta é que ele confunde atitudes e comportamentos de alguns "braguistas" generalizando-os, pretendendo mesmo fazê-los passar como imanências necessárias e inevitáveis da condição de "braguista".
Mas isso é que não braguistas não podemos permitir por ser manifestamente abusivo, injusto e incorrecto. Até porque os "braguistas" são heterogéneos, plurais...

Sublinho este texto por me parecer que (talvez mesmo sem intenção) o(s) autor(es), traz à discussão algo perfeitamente não relevante para a análise do assunto em questão a sua própria opinião, não a distinguindo (do meu ponto de vista suficientemente) da sua condição.
E isso era exactamente "dar o flanco" ao Sr. Presidente da Junta para ele dizer estão a ver como eu tenho razão. 

Saudações braguistas
Manuel Pereira Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #49 em: 04 de Junho de 2007, 23:27 »
Citação de: Jazzdevill link=topic=3564.msg59141#msg59141 date=1180988941
[quote author=Mau Maria link=topic=3564.msg59107#msg59107 date=1180978595

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Não é questão de moral e ética superiores. Não sei se as palavras do Mau Maria se limitavam a isto, mas penso que o que está em causa é a aceitação da diferença, dentro do respeito que qualquer pessoa merece, independentemente de concordarmos ou não com ela. Não pode haver delito de opinião. Isto não significa que não possas manifestar o teu desagrado com determinados comportamentos de que discordas.

[quote author=Pedro Ribeiro link=topic=3564.msg59132#msg59132 date=1180986877
[quote author=Manuel Pereira link=topic=3564.msg59121#msg59121 date=1180983230

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Eu penso que essas considerações não são de todo importantes. Porque a definição de "braguista" está para mim, como penso que para a maioria bem definida... um adepto de futebol que é adepto do SC Braga e só do SC Braga. Nada mais. Acho que não temos necessidade de teorizar estes limites até este ponto, sou da opinião que as coisas para a maioria são claras.



Discordo por completo de ti. É importante que se defina exactamente o que é (ou que se pretende que seja) o braguismo. Se a tua definição se reduz à qualidade de quem "é adepto do SC Braga e só do SC Braga", lamento dizer-te, é demasiado redutora e não contém em si mesma nada que potencie o crescimento do clube. Para ganhar gente para o braguismo é necessário que as pessoas o entendam como algo que ultrapasse a esfera desportiva. O SC Braga é apenas uma manifestação desse sentir, de uma relação afectiva com a cidade, qualquer que seja a sua origem. Esta ideia é muito mais poderosa e dá ao clube a possibilidade de "tocar" um conjunto muito alargado de pessoas.
Ao contrário do que dizes, estas questões são importantes porque desta definição depende a estratégia de crescimento que o clube pode implementar. Reduzir o braguismo a ser "adepto do SC Braga e só do SC Braga" não oferece grande margem de crescimento. Como chamar aqueles que não aderem ao clube (por esta ou por aquela razão) com este argumento? Não há maneira a não ser com vitórias. Seremos apenas mais um clube, mais um construído a partir das vitórias e portanto completamente à mercê do rendimento desportivo, sempre contingente. Pelo contrário, fazer do braguismo um sentir mais amplo que apela à ligação das pessoas às suas raízes abre a possibilidade de adesão de um conjunto de pessoas que de outra forma dificilmente seriam seduzidas. É minha convicção que, ao contrário do que a imprensa desportiva veicula, a maioria das pessoas não são adeptas nem dos metralhas nem de ninguém. Há uma imensa mole humana que pura e simplesmente se encontra afastada do futebol e portanto, nem faz sentido falar de preferência clubística. Mas na esmagadora maioria dessas pessoas, de uma ou de outra forma, já existe um sentimento de afecto para com a cidade que simboliza as suas raízes ou com que se relacionam mais de perto.  Cabe ao clube apelar a esse sentir. E portanto, a estratégia de crescimento deve assentar na relação do clube com a cidade e a região que a envolve. A mensagem a passar tem que sublinhar constantemente esta imagem; e por outro lado, promover o futebol como uma festa. Só assim se consegue a adesão daqueles que não têm o hábito de seguir o futebol (veja-se o público da selecção nacional). O clima de hostilidade para com o adversário é nesse sentido contraproducente...

(continuo mais tarde)  ;D


Não combinamos nada, (mas se pensam o contrário o problema é de quem o pensa)...
Não podia estar mais de acordo.

Saudações braguistas
« Última modificação: 04 de Junho de 2007, 23:39 por Manuel Pereira »
Manuel Pereira Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #50 em: 04 de Junho de 2007, 23:36 »

Por incrível que te pareça é possivel detestar TODOS os grandes e todos os fracos de espírito que precisam de apoiar um grande para satisfazer o seu ego enfraquecido por anos e anos de tudo querer e tudo perder.


Sem outras pretensões e muito menos pretendo "azedar o debate", declaro que entendo perfeitamente o que aqui está escrito e o subscrevo na sua essência.
É curioso, parece que o que para uns são palavras "duras", para outros são palavras "poéticas".
 
Saudações braguistas
perrinchon 66 Juniores
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  Re: grande texto
« Responder #51 em: 04 de Junho de 2007, 23:56 »
sendo braguista ou bracarense(scb)havera sempre divergencias,por isso acho que se esta a discutir o sexo dos anjos
Ana Cunha
Ana Cunha Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #52 em: 05 de Junho de 2007, 00:09 »

Por incrível que te pareça é possivel detestar TODOS os grandes e todos os fracos de espírito que precisam de apoiar um grande para satisfazer o seu ego enfraquecido por anos e anos de tudo querer e tudo perder.


Sem outras pretensões e muito menos pretendo "azedar o debate", declaro que entendo perfeitamente o que aqui está escrito e o subscrevo na sua essência.
É curioso, parece que o que para uns são palavras "duras", para outros são palavras "poéticas".
 
Saudações braguistas

Eu vejo nestas palavras um lindo poema! É isso mesmo, Cardoso ;D.
BRAGA FOREVER
BRAGA FOREVER Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #53 em: 05 de Junho de 2007, 00:29 »
...
Por incrível que te pareça é possivel detestar TODOS os grandes e todos os fracos de espírito que precisam de apoiar um grande para satisfazer o seu ego enfraquecido por anos e anos de tudo querer e tudo perder.

Há muito que procurava uma frase assim, 5 estrelas Cardoso.

Esta é que é a verdade "nua e crua"!
S.C.BRAGA NÃO O MAIOR, MAS O MELHOR CLUBE DO MUNDO!
Jazzdevill Juniores
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  Re: grande texto
« Responder #54 em: 05 de Junho de 2007, 02:06 »

... é faze-lo com respeito e em prol de uma moral e ética superiores.... para termos o que já existe já basta... há que ser diferente.







Apenas nesta frase há uma impossibilidade gritante. Quem é que define uma moral e ética superiores? Nem Emm que anuel kant, que dedicou anos á causa o conseguiu e pretendemos nós, simples "terráqueos" ter o desplante de pretender ter uma moral e ética superior? 

Não é questão de moral e ética superiores. Não sei se as palavras do Mau Maria se limitavam a isto, mas penso que o que está em causa é a aceitação da diferença, dentro do respeito que qualquer pessoa merece, independentemente de concordarmos ou não com ela. Não pode haver delito de opinião. Isto não significa que não possas manifestar o teu desagrado com determinados comportamentos de que discordas.

O "braguismo" não é um movimento.

A Associação Braguista (por exemplo) pode sê-lo.

O "braguismo" e um estado de espírito, e é uma bandeira.

O pior  que podia acontecer ao "braguismo" transformar-se numa seita.

Tens razão. Também eu utilizei inicialmente no texto o termo "movimento" sem tomar consciência de que poderia ser interpretado dessa forma. Mas concordando contigo, corrigi.
Considero que é contudo importante que esse estado de espírito, como lhe chamas (que nesse sentido ultrapassa o âmbito meramente desportivo), seja promovido. É uma tarefa-chave do clube...

Eu penso que essas considerações não são de todo importantes. Porque a definição de "braguista" está para mim, como penso que para a maioria bem definida... um adepto de futebol que é adepto do SC Braga e só do SC Braga. Nada mais. Acho que não temos necessidade de teorizar estes limites até este ponto, sou da opinião que as coisas para a maioria são claras.

Discordo por completo de ti. É importante que se defina exactamente o que é (ou que se pretende que seja) o braguismo. Se a tua definição se reduz à qualidade de quem "é adepto do SC Braga e só do SC Braga", lamento dizer-te, é demasiado redutora e não contém em si mesma nada que potencie o crescimento do clube. Para ganhar gente para o braguismo é necessário que as pessoas o entendam como algo que ultrapasse a esfera desportiva. O SC Braga é apenas uma manifestação desse sentir, de uma relação afectiva com a cidade, qualquer que seja a sua origem. Esta ideia é muito mais poderosa e dá ao clube a possibilidade de "tocar" um conjunto muito alargado de pessoas.
Ao contrário do que dizes, estas questões são importantes porque desta definição depende a estratégia de crescimento que o clube pode implementar. Reduzir o braguismo a ser "adepto do SC Braga e só do SC Braga" não oferece grande margem de crescimento. Como chamar aqueles que não aderem ao clube (por esta ou por aquela razão) com este argumento? Não há maneira a não ser com vitórias. Seremos apenas mais um clube, mais um construído a partir das vitórias e portanto completamente à mercê do rendimento desportivo, sempre contingente. Pelo contrário, fazer do braguismo um sentir mais amplo que apela à ligação das pessoas às suas raízes abre a possibilidade de adesão de um conjunto de pessoas que de outra forma dificilmente seriam seduzidas. É minha convicção que, ao contrário do que a imprensa desportiva veicula, a maioria das pessoas não são adeptas nem dos metralhas nem de ninguém. Há uma imensa mole humana que pura e simplesmente se encontra afastada do futebol e portanto, nem faz sentido falar de preferência clubística. Mas na esmagadora maioria dessas pessoas, de uma ou de outra forma, já existe um sentimento de afecto para com a cidade que simboliza as suas raízes ou com que se relacionam mais de perto.  Cabe ao clube apelar a esse sentir. E portanto, a estratégia de crescimento deve assentar na relação do clube com a cidade e a região que a envolve. A mensagem a passar tem que sublinhar constantemente esta imagem; e por outro lado, promover o futebol como uma festa. Só assim se consegue a adesão daqueles que não têm o hábito de seguir o futebol (veja-se o público da selecção nacional). O clima de hostilidade para com o adversário é nesse sentido contraproducente...

(continuo mais tarde)  ;D

Reitero a minha opinião, apesar da discórdia. É importante não nos esquecermos a partir de que paradigma partimos para pensar. E neste contexto particular o paradigma é claro: o futebol - mais, o SC Braga. Este fórum é dedicado a um clube e 99% das ideias que por aqui se partilham têm a ver com o desporto-rei. Concordo genericamente com tudo o que dizes sobre a cidade, o clube e de como deve ser a relação entre ambos.  Mas discordo da relação que isso tem com o "Braguismo". Aliás, o termo nasce em justaposição a "Bracarense" que designa um habitante da cidade. Aliás, o Braguismo, vejo-o restritivamente como um Bracarense (ou não) que gosta de futebol e é exclusivamente adepto do SC Braga. Não é um termo, uma designação escolhida para distinguir o habitante do adepto que encerra em si todas as inerências que lhe pretendes atribuir. Todas as caraterísticas que enuncias são acidentais ao Braguista, não necessárias. E honestamente não sou muito a favor de "evangelização", conquista de adeptos ou "sermos melhores" para que os outros gostem de nós. Acho que isso advém de uma lógica muito mais simples e que não pode ser "ensinada": Bracarense -> adepto de futebol -> Braguista. Esta dedução natural é para ser feita por eles, os outros, quem não o é ainda. Acho que ao Braguista não se pode pedir que seja um exemplo homogéneo, pelas razões óbvias. A definição de estratégias de crescimento, de potenciação do Braguismo, de identificação do clube com a cidade é, em primeira instância, quer se queira quer não, da direcção do clube. E de novo, quer queiramos quer não, os resultados são sempre um impulsionador de gerações mais dedicadas a um clube, seja qual for o período temporal, a proporcionalidade verifica-se. Ao adepto pede-se o mais difícil. Que pague as suas quotas, que vá aos jogos, que com a sua presença seja um exemplo por si só -> no futebol. É certo que cada um pode falar aos amigos, familiares, conhecidos. Mas nada mais convincente que a lealdade incondicional e exclusiva. Mais, tentar racionalmente encontrar pontos em comum entre as pessoas que vão ao futebol é um esforço inglório porque o que importa é ESSE ponto que todos partilham - SER BRAGUISTA e basta. E sinceramente não me aquece nem me arrefece que quem não quer ser ou não gosta do SCB não o seja. Não quer, ponto. Prefiro partilhar a bancada com mais 5000 braguistas do que com 8000 em que 3000 são de outras cores. Cada macaco no seu galho. É uma questão de respeito.
Olho Vivo Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #55 em: 05 de Junho de 2007, 04:22 »
Reitero a minha opinião, apesar da discórdia. É importante não nos esquecermos a partir de que paradigma partimos para pensar. E neste contexto particular o paradigma é claro: o futebol - mais, o SC Braga. Este fórum é dedicado a um clube e 99% das ideias que por aqui se partilham têm a ver com o desporto-rei. Concordo genericamente com tudo o que dizes sobre a cidade, o clube e de como deve ser a relação entre ambos.  Mas discordo da relação que isso tem com o "Braguismo". Aliás, o termo nasce em justaposição a "Bracarense" que designa um habitante da cidade. Aliás, o Braguismo, vejo-o restritivamente como um Bracarense (ou não) que gosta de futebol e é exclusivamente adepto do SC Braga. Não é um termo, uma designação escolhida para distinguir o habitante do adepto que encerra em si todas as inerências que lhe pretendes atribuir. Todas as caraterísticas que enuncias são acidentais ao Braguista, não necessárias. E honestamente não sou muito a favor de "evangelização", conquista de adeptos ou "sermos melhores" para que os outros gostem de nós. Acho que isso advém de uma lógica muito mais simples e que não pode ser "ensinada": Bracarense -> adepto de futebol -> Braguista. Esta dedução natural é para ser feita por eles, os outros, quem não o é ainda. Acho que ao Braguista não se pode pedir que seja um exemplo homogéneo, pelas razões óbvias. A definição de estratégias de crescimento, de potenciação do Braguismo, de identificação do clube com a cidade é, em primeira instância, quer se queira quer não, da direcção do clube. E de novo, quer queiramos quer não, os resultados são sempre um impulsionador de gerações mais dedicadas a um clube, seja qual for o período temporal, a proporcionalidade verifica-se. Ao adepto pede-se o mais difícil. Que pague as suas quotas, que vá aos jogos, que com a sua presença seja um exemplo por si só -> no futebol. É certo que cada um pode falar aos amigos, familiares, conhecidos. Mas nada mais convincente que a lealdade incondicional e exclusiva. Mais, tentar racionalmente encontrar pontos em comum entre as pessoas que vão ao futebol é um esforço inglório porque o que importa é ESSE ponto que todos partilham - SER BRAGUISTA e basta. E sinceramente não me aquece nem me arrefece que quem não quer ser ou não gosta do SCB não o seja. Não quer, ponto. Prefiro partilhar a bancada com mais 5000 braguistas do que com 8000 em que 3000 são de outras cores. Cada macaco no seu galho. É uma questão de respeito.

Não esperaria convencer-te! A tua opinião é a tua opinião...  ;)

É claro que esta discussão parte da análise do clube na sua dimensão desportiva. Não sei se a tua análise está correcta quanto ao que é hoje o braguismo. Ser braguista, para ti, é... nada em concreto! Não teria explicação. É-se braguista e pronto. Aceito essa tua ideia, mas para além de não concordar com ela (por mais remotas que sejam as razões creio que para tudo há alguma explicação), penso que ela não tem qualquer "poder prático".
A associação que sugiro entre ser braguista e a cidade é de natureza afectiva. Não exclui quem não nasceu ou quem não vive na cidade. Mas parece-me claro que em todos os adeptos existe essa proximidade com ela, qualquer que seja a origem desse sentir. Quantos adeptos teremos nos quais essa relação de proximidade, consciente ou não, não exista? Contar-se-ão pelos dedos de uma mão, certamente. Se essa relação não existisse, como explicar os posts neste fórum vibrando com a vitória na Liga de andebol do ABC ou com a épica final da Taça de Portugal de hóquei em patins em que interveio o Hoquei Clube de Braga?
Tu acreditas que a "definição de estratégias de crescimento, de potenciação do Braguismo, de identificação do clube com a cidade é, em primeira instância, quer se queira quer não, da direcção do clube." Ora sem entender o que está na génese do braguismo, em minha opinião, não pode haver uma estratégia eficaz de crescimento. A promoção do braguismo entendido como eu o entendo não requer nenhuma "evangelização" ou que se passe a mensagem de "sermos melhores". Pelo contrário, a promoção do braguismo do meu ponto de vista deve limitar-se a fazer emergir um sentimento que já existe em muitas pessoas e que simplesmente se encontra adormecido, procurando focalizar esse sentir no clube. Não é (tanto) nas vitórias que o braguismo vai beber o seu fundamento.
Não te incomoda que pessoas de alguma forma ligadas à cidade não queiram ser braguistas ("Não me aquece nem me arrefece que quem não quer ser ou não gosta do SCB não o seja. Não quer, ponto.). A questão é que a muitas delas o Braga "realmente" não lhes perguntou se queriam ser braguistas... Estou convencido que muitas delas responderiam afirmativamente. E a mim incomoda-me que não sejamos mais porque simplesmente não interpelamos como devemos essas pessoas. Entenda-se, como atrás já expliquei, o nosso alvo deve ser aquele conjunto de pessoas (para mim maioritário) que pura e simplesmente por uma ou outra razão estão afastadas do futebol e que portanto, desde que o futebol seja promovido como uma festa, talvez seja possível conquistar... desde que o clube esteja identificado com a cidade. E para isso, em minha opinião não basta a mensagem e o marketing. É preciso que  o clube tenha também um papel mais interventivo noutras áreas assumindo-se como uma instituição com um papel social na cidade. Por exemplo, associando-se a instituições da cidade e das redondezas em iniciativas de cariz social (e.g., luta contra a pobreza, apoio a crianças abandonadas...). Há gestos que por vezes valem mais que mil e uma campanhas de marketing...
« Última modificação: 05 de Junho de 2007, 04:27 por Pedro Ribeiro »
Manuel Pereira Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #56 em: 05 de Junho de 2007, 08:54 »
Uma constatação:
Começa o conhecimento/reconhecimento de que há braguistas.
Começam alguns a ter necessidade de se justificarem pelo seu não braguismo, quanto mais não seja, "acusando" os braguistas de praticarem actos que nada têm a ver com a sua condição de braguistas.

Saudações braguistas

ric Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #57 em: 05 de Junho de 2007, 09:36 »
Bem, este assunto mais uma vez dá pano para mangas.

Ser Braguista e adoptar uma atitude de ser só "do Braga" que tem de radical ,como já vi aqui chamar-lhe?

Será alguma atitude de lesa estado, ou neste caso, lesa clube?

Engraçado que nunca vi este tema discutido entre portistas, benfiquistas e sportinguistas. Lá não existe bi-clubismo!!!!!Lá são lagartos, dragões ou águias. Porque não podemos ser braguistas, amando apenas o nosso Braga?

Apesar disto, a questão do bi-clubismo tem razões históricas e temos que aceitá-las sob pena de sermos liricos ou palermas.

Já ouvi alguns sociológos da UM explicarem este "fenómeno" do bi-clubismo e estou de acordo com ele.

Vou relembrar os mais "esquecidos"...

Como sabem, o SCB viveu alguns (bastantes) periodos da sua história na segunda divisão. Curiosamente , nessa altura vivia em grande o benfica e anteriormente o Sporting. Quem não era pelo Eusébio, esse grande simbolo nacional? Quem, até por questões de seguidismo (lembrem-se qu estavamos ns anos de ouro do Estado Novo) não aplaudia o benfica , esse clube que era a bandeira portuguesa além fronteiras?
os bracarenses, esses viam o seu clube na segunda. A jogar com varzins e Chaves, oliveirenses e freamunde...
Era natural que  tais jogos ou competição não pudessem arrastar multidões. E sem festa e glória, ninguém segue ninguém (com excepção dos fundamentalistas...)

Por outro lado, Braga estava a crescer. A UM iniciava a sua aparição e a cidade alargava os seus horizontes trazendo muitos forasteiros. Paralelamente, estavamos no centro de um grande movimento migratório. Muitos cidadãos deste concelho foram para o estrangeiro e levaram, como forma de afirmação, aquilo que melhor tinha Portugal (o seu futebol e naquela altura , o benfica).e a segunda geração, mesma aquela que regressou a Braga trazia esse sentimento e esse gosto encarnado...

Por analogia, lembro apenas que em guimarães, a cidade esteve mais tempo sem fenómenos migratórios (apesar de haver emigração) mas a cidade manteve-se mais tempo sem "novos cidadãos" vindos de fora. Por outro lado, foi bastante mais duradoura a permanência do Vitoria na 1ª divisão e assim, os "amores" não se espalhavam tanto. Daí uma explicação para um maior amor vimarenenese ao seu clube...

è pois natural que com um claro aumento da importancia desportiva do Braga se torne a falar de uma maior aproximação do clube.
Mesmo os forasteiros que vieram engrandecer a cidade nos anos 70 e 80 estão agora a ter os seus descendentes e estes identificam-se com Braga e podemos aspirar PERFEITAMENTE  a que sintam o chamamento de um só clube e que tenham identificação com aquilo que é SEU
Não percebo o que isto possa trazer de "complicado", "radical" ou "estranho".!!!!

Sou Braguista, E Bracarense. nasci, cresci, estudei e trabalho em Braga. Sou braguista com muito gosto e embora ache estranho que se possa ser bi-clubista não sou fundamentalista nem acho que deviamos "caçar bi-clubistas" como qualquer critão caçava infieis na idade média.
Respeito-os mas continuo a não perceber a sua capacidade e golpe de rins para justificar apoio ao Braga e ao...outro.Sobretudo estando na mesma competição e com idneticos objectivos.
Mas o Braguista não deve ser radical e não o pode ser.

Sei que bi-clubistas existem. Mas tb sei que estão em desuso, Sobretudo a nova geração de bracarenses. Que se mostram claramente como Braguistas.

é nossa missão esclarecer, mostrar o quão bom é ser só do Braga. Sem fundamentalismos nem "racismo clubistico". Não pactuar com esta realidade é não perceber e entender o meio onde vivemos.Por isso fico fulo qdo nos colam "a movimentos radicais e os tais do contra...

Quando alinhei na Associação Braguista, foi por achar que para além do clube não ter uma filosfia de voluntariado ,existiam muitos bracarenses- braguistas que gostariam de trabalhar em prol do clube e do seu engrandecimento. E qdo falamos de engrandecimento, estamos a falar de adeptos puros. daqueles braguistas de 365 dias e não de ...363. A AB tem como objectivo lutar pelo engrandecimento e desenvolvimento do clube, procurando trazer para todos um chamemento ao clube consubstanciado em acções de promoção, de marketing e até culturais e recreativas.Desta forma estamos a tomar a tal atitude "pacifica" e de razão que devem ter os Braguistas. Sem radicalismos mas cientes de que ser do Braga é BOM

Mas o amor quer-se de "peito feito"". Exclusivo. è assim que ele é intenso e pode ser alimentado e crescer. Se o dividir, não passa de ...simpatia...


desculpem o sermão mas acho que muitas pessoas ainda não percebem bem esta questão.

E como disse´no ano passado o jornal A Bola depois de um Braga-benfica : fechou a casa do benfica no Minho..."


PS: Declino completamente a ideia de que ser Braguista é ser do contra!!!!!!!!
« Última modificação: 05 de Junho de 2007, 10:00 por ric »
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  Re: grande texto
« Responder #58 em: 05 de Junho de 2007, 09:51 »
criar a ideia que em braga há muitos bi-clubistas é das piores coisas que podem fazer para o crescimento do clube. É marketing destrutivo.. enquanto alguns clubes fazem um marketing agressiivo e muito construtivo, com campanhas do tipo somos unicos e cenas do genero.. aqui em Braga vem o principal responsavel do clube dizer que nao tem adeptos e que o muda de cidade...

O que mudou em 4 anos que fizesse haver uma diferença entre as medias de espectadores entre os dois clubes do minho... pensem!? e olhem que em termos desportivos tinha tudo para ser o inverso..
LAMPIÕES, LAGARTOS E TRIPEIROS...SÃO TODOS *****!!!

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ric Equipa Principal
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  Re: grande texto
« Responder #59 em: 05 de Junho de 2007, 10:03 »
Sem ver fantasmas, o que noto também é que estas atitudes anti braguismo colando-o a "movimentos radicais e do contra" estão a incomodar o status quo.

O Braga tem crescido, tem mordido calcanhares e as distancias diminuem.

Um Braga grande, de grandes bragusitas, fieis seguidores e que enchem estadio forasteiros incomoda e vai incomodando muita gente.

e como o Luis Filipe Vieira gostaria de ter eternamente em Braga a "2ª Luz"...  mas já não tem. Esta é que é a verdade!!!!!!!!