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Notícias, comentários relativos ao Plantel/Jogadores/Staff do SC Braga
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« Responder #40 em: 29 de Março de 2020, 09:53 »
Rolando, do México, EUA e Brasil até Braga

Rolando explicou a razão pela qual só chegou a Braga no mercado de inverno, quando teve proposta do SC Braga no verão.

«Falei com o presidente, depois chegou o Sá Pinto e falei com ele. Disse pessoalmente ao presidente que a questão não era ser o SC Braga. Depois da experiência que tive em França queria algo novo na minha carreira. Projeto mais dois ou três anos de carreira e queria provar algo diferente, ir para fora, Estados Unidos, México, Brasil, ou então para o mercado asiático. Por isso na altura não vim. Não conciliei a minha vontade com as propostas que chegaram. Analisei mais tarde a proposta do SC Braga, ainda por cima com o mister que era, e acabei por aceitar», conta.

Vê na concorrência qualidade acima da média. Até porque isso, explica, o SC Braga está no lugar em que cá está na Liga.

«Não é por acaso que o Braga vai em terceiro lugar no campeonato, depois de ter vencido a Taça da Liga. Tem centrais muito rodados na I Liga, como o Raul Silva e o Bruno Viana, e outros promissores, como é o caso do David Carmo, lançado num jogo importante, contra o FC Porto, e que tem várias internacionalizações pelas seleções jovens. E depois ainda há o Wallace, o Tormena e o Bruno Wilson. A equipa está bem servida de centrais, misturando juventude com experiência», salienta.

Na videoconferência que o central realizou este sábado com vários órgãos de comunicação social disse também estar bem identificado com o modelo de três centrais que Custódio herdou de Rúben Amorim: «Quando estive em Itália, com [Walter] Mazzarri, no Inter, joguei sempre com três centrais. Dependia depois se o meu colega era destro ou esquerdino ou mais ou menos experiente. Em função disso colocava-me numa das três posições, adapto-me a todas. Neste momento, pelas características do clube e dos colegas, o lugar onde posso oferecer mais é mesmo como central no meio.»

em: https://www.abola.pt/Clubes/2020-03-28/sc-braga-rolando-do-mexico-eua-e-brasil-ate-braga/836447/471
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« Responder #41 em: 29 de Março de 2020, 09:57 »
Rolando: o porquê de não ter assinado no verão e a saída do ″irmão Rúben Amorim″

Transferiu-se para o Braga em janeiro, mas ainda não se estreou com a camisola arsenalista. Rolando revelou o porquê de não ter assinado no início da época e comentou a saída de Rúben Amorim do clube.

Foi convencido por Rúben Amorim e o treinador partiu: "O Rúben Amorim é meu amigo desde as camadas jovens do Belenenses. É um irmão. Ele aceitou esse desafio [Sporting] por achar que era o melhor e eu fiquei contente por ele. Falámos antes ter acertado com o Braga e eu fiquei agradado com a possibilidade de trabalharmos juntos. Só que as coisas mudam rapidamente no futebol. Continuo feliz. Era importante regressar a Portugal até porque os meus filhos já estão grandes e sentiam a minha falta. O Braga permite-me estar em casa, perto da família. É um bom clube e está a lutar pelo pódio. Vou tentar ajudar nesse sentido".

Depois de a FPF ter suspendido os campeonatos secundários e de formação, receia o mesmo a nível profissional?

"Tenho um filho nos Sub-12 e ele deve encarar o futebol como divertimento. Achei bem que esses campeonatos tivessem parado. Já a finalização dos campeonatos profissionais parece-me algo mais complicado. O futebol é um "business". Eu espero continuar a jogar, embora dando primazia à saúde. Temos entidades competentes para decidir essa questão".

Por que razão não chegou a acordo com o Braga no verão: "Cheguei a falar com o presidente António Salvador e o míster Sá Pinto. Só que depois decidi que não era o momento por entender que tinha mais dois ou três anos de carreira pela frente. Foi isso que transmiti a António Salvador: queria algo diferente, nos EUA, no México, no Brasil ou na Ásia. Queria uma coisa diferente, mas as coisas não se proporcionaram e optei por esperar. Passado um tempo, surgiram novas propostas e outra vez o Braga, e ainda por cima com o Rúben Amorim".

A família: "Estamos todos bem. Tenho estado em permanente contacto com os pais [estão em Cabo Verde]. Estão longe e isso preocupa-me, mas até ao momento está tudo bem. Tenho confiança e muita fé em Deus. Istro vai ser ultrapassado".

em: https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/braga/noticias/rolando-o-porque-de-nao-ter-assinado-no-verao-e-a-saida-do-irmao-ruben-amorim-12000158.html
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« Responder #42 em: 29 de Março de 2020, 09:59 »
Rolando revela: «Salvador garantiu-nos que não vai mexer nos salários»

Central contou que o presidente do Sp. Braga falou com o plantel esta sexta-feira e deixou a promessa


António Salvador não vai mexer nos salários dos jogadores do Sp. Braga, nesta fase de interrupção competitiva devido à pandemia da Covid-19. A garantia foi deixada ontem, sexta-feira, numa conversa com o plantel.

"Tivemos uma reunião com o presidente. Ele falou connosco e garantiu que vai continuar a pagar igual, que não mexe em nada nos salários. É de louvar", revelou Rolando, em conversa com os jornalistas.

"Mexer em salários é um assunto que ninguém gosta de falar. O futebol é um negócio e move milhões e, se pára, os clubes vão sofrer. Por isso, se o presidente nos dá esta confiança, nós temos é de estar agradecidos pelo presidente e estrutura que temos e querer voltar a competir o mais rápido possível para recompensar dentro de campo esse esforço", acrescentou o defesa-central.

Num plano geral, a redução de salários praticada por alguns clubes de outros países mereceu o comentário de Rolando. "É uma questão complicada, pois nós trabalhamos para alguma coisa. Devia ser algo feito internamente com as pessoas a chegarem a um consenso. Não é preciso dizer-se que clube A ou B vai baixar salários, nem quanto baixou. Neste momento o que interessa é estarmos todos os juntos para combater isto. As pessoas têm de esquecer, neste momento, a parte material. O que importa é a saúde", apontou.  

"Eu falo por mim e, nesta fase, o que me preocupa é a pandemia, não é saber se vou receber amanhã. O que me interessa é a saúde dos meus", disse, revelando que está "tudo bem" com a família que vive consigo e com a que reside em Cabo Verde, mas revelando "algum medo" com o que possa vir a acontecer no arquipélago africano.

em: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sp--braga/detalhe/rolando-revela-salvador-garantiu-nos-que-nao-vai-mexer-nos-salarios?ref=Sp.%20Braga_DestaquesPrincipais
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« Responder #43 em: 29 de Março de 2020, 10:00 »
Rolando: «Agora partimos todos em pé de igualdade»

Rolando, de 34 anos, ainda não competiu desde que saiu do Marselha, no final da temporada passada. Chegou a Braga no final de fevereiro passado, na condição de jogador desempregado. Naturalmente em desvantagem para os seus colegas na corrida por um lugar na equipa, mas essa situação pode mudar em breve.

"Vamos todos partir em pé de igualdade. Até aqui eu estava em desvantagem, porque não estava assim tão mal fisicamente, mas não tinha o ritmo de jogo. Neste contexto de treino em casa, ao qual até eu já estava habituado, vamos recomeçar todos em pé de igualdade, mas só no Sp. Braga, mas todos os futebolistas. Como se entrássemos numa pequena pré-época. Neste momento só tenho de ser profissional, dedicar-me ao meu trabalho e estar preparado para quando regressarmos", referiu Rolando, em conversa com os jornalistas através de videoconferência.

"Estou muito feliz no Sp. Braga, inclusive nesta altura há um gabinete só para cuidar dos jogadores e tudo aquilo de que nós necessitamos, nós temos. Aproveito para agradecer publicamente ao Sp. Braga, coisas destas é que explicam porque é que o Sp. Braga luta contra os grandes, é porque é um grande", acrescentou.

Rolando está num clube que adotou o 3x4x3 como sistema tático principal, algo que nem é estranho para o internacional português. "Quando estive em Itália joguei sempre em defesas a três e, dependendo dos meus colegas e das suas características, acabei por jogar em todas as três posições. Neste momento, olhando também ao clube e aos meus colegas, diria que as minhas características se adaptam melhor à posição central da defesa. Sei que se tiver de jogar à direita ou à esquerda estou preparado, porque já o fiz, mas tenho treinado sobretudo ao meio", revelou.

O defesa-central chegou à Pedreira muito por culpa do incentivo de Rúben Amorim, que viria a sair para o Sporting apenas alguns dias depois. "O Rúben Amorim é um amigo e um irmão de há muitos anos e ele foi importante para a minha vinda, mas eu sei que o futebol muda muito depressa e felizmente o treinador que o rendeu é alguém que também conheço há muitos anos, desde a seleção de sub-21. Estar no Sp. Braga é muito bom, porque estou num clube grande e estou em casa, com a minha família. Claro que gostaria de trabalhar com o Rúben, mas o Custódio vai provar que é um treinador muito bom, porque no Sp. Braga é assim", apontou Rolando.

Contactos no último verão

Rolando explicou ainda por que razão não reforçou o Sp. Braga no último verão, tendo em conta que houve contactos nesse sentido. "O presidente falou-me, de início era o Abel o treinador, depois o Sá Pinto. Falei com o Sá Pinto, depois pessoalmente com o presidente. A questão não era ser ou não o Sp. Braga. Eu queria algo novo para a minha carreira, experimentar algo diferente, como EUA, México, Brasil ou Ásia. Por isso na altura não vim. Mas depois não consegui conciliar a minha vontade com as propostas que tive e então acabei por esperar. Passado algum tempo, comecei a analisar outras propostas, surgiu de novo o Sp. Braga, ainda por cima com o míster que era [Rúben Amorim] e acabei por aceitar", explicou Rolando.

em: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sp--braga/detalhe/rolando-agora-partimos-todos-em-pe-de-igualdade?ref=Sp.%20Braga_DestaquesPrincipais
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« Responder #44 em: 29 de Março de 2020, 10:05 »
ROLANDO: "AGRADECEMOS O PRESIDENTE E O CLUBE QUE TEMOS"

Recentemente contratado pelo SC Braga, o central Rolando tenta manter o foco numa fase inusitada da sua carreira, mas numa longa conversa com a Comunicação Social, este sábado, traçou rasgados elogios à organização e ao plantel dos Gverreiros e revelou até uma conversa que o grupo manteve com o Presidente António Salvador e na qual foi transmitido ao plantel que o SC Braga respeitará, no quadro atual, os compromissos estabelecidos com jogadores e funcionários. Rolando avalia a qualidade da equipa, fala de Custódio e da vontade que tem em estrear-se o mais depressa possível.

Agradecimento ao presidente por mais uma “demonstração de confiança”:  “No SC Braga, ontem tivemos uma reunião por videoconferência e o Presidente falou connosco e disse-nos que vai manter tudo igual relativamente ao que está contratualizado com os jogadores até final da época, porque o SC Braga tem o seu planeamento. Isso é de louvar e é sinal do que de bom tem sido feito, por muito que no plano pessoal aquilo que me importe mais seja a saúde e o bem-estar dos meus. De qualquer forma, nós jogadores sabemos o clube em que estamos e o Presidente sempre disse que no SC Braga nunca falha nada, mas é mais uma demonstração de confiança e temos é de estar agradecidos pelo Presidente que temos e o Clube que temos. Isso só nos mais vontade para voltar o mais rápido e para compensar em campo o esforço que estão a fazer por nós.”

Radiante por representar o SC Braga: “Estou muito feliz no SC Braga, inclusive nesta altura há um gabinete só para cuidar dos jogadores e tudo aquilo de que nós necessitamos, nós temos. Aproveito para agradecer publicamente ao SC Braga, coisas destas é que explicam porque é que o SC Braga luta contra os grandes, é porque é um grande.”

Como vive o momento atual: “Tento ser positivo, apesar de o mundo passar por um momento horrível, mas tenho responsabilidades e em casa tento passar uma mensagem positiva porque aquilo que nos rodeia já carrega muito incerteza. É preciso levar as coisas com calma, o importante nesta altura é a saúde. Claro que como futebolista eu quero é jogar, mas como pai quero cuidar dos meus filhos.”

O regresso ao campeonato: “Vamos partir todos em pé de igualdade. Até aqui eu estava em desvantagem, porque não estava mal fisicamente, mas não tinha ritmo de jogo. Neste contexto, ao qual até eu já estava habituado, vamos voltar todos em pé de igualdade, mas só no SC Braga, mas todos os futebolistas, porque vamos precisar de uma pequena pré-época. Neste momento só tenho de ser profissional, dedicar-me ao meu trabalho e estar preparado para quando regressarmos.”

Adaptação rápida ao sistema de jogo: “Quando estive em Itália joguei sempre em defesas a três e dependendo dos meus colegas e das suas características acabei por jogar em todas as três posições. Neste momento, olhando também ao clube e aos meus colegas, diria que as minhas características se adaptam melhor à posição central da defesa. Sei que se tiver de jogar à direita ou à esquerda estou preparado, porque já o fiz, mas tenho treinado sobretudo ao meio.”

A competitividade dentro do plantel: “O SC Braga está em 3.º lugar e venceu a Taça da Liga, isso diz bem do patamar em que está e da qualidade dos jogadores que tem. O Raul e o Bruno Viana são jogadores experientes, o David Carmo é um miúdo que o Rúben lançou e que tem muita qualidade, além de ter experiência adquiridas nas seleções jovens, mas o Wallace, o Tormena e o Bruno Wilson também são excelentes jogadores. O nível é muito alto.”

A experiência adquirida até ao momento: “A carreira que eu tenho ajuda-me nos detalhes, estou habituado a vencer, joguei sempre para vencer e sei que posso transmitir algo aos meus colegas. Isso é importante e estarei sempre disponível para dar aos mais novos aquilo que outros me deram a mim no passado, sei que é esperado esse papel da minha parte e é algo que também quero acrescentar.”

Comparação entre o futebol português e o futebol dos países em que jogou:  “Em Portugal o futebol é muito técnico e tático; em Itália o foco é no tático, mas muito defensivo; em França é o físico e a velocidade e na Bélgica é o físico puro. Quando cheguei a Itália percebi que o futebol, sendo um só, é praticado de formas diferentes. Essas variantes obrigam-nos a crescer e dão-nos experiência, isso vale muito nos jogos a doer e nas competições europeias, porque estamos habituados a jogadores e a equipas diferentes.”

A relação com o anterior treinador do SC Braga: “O Rúben Amorim é um amigo e um irmão de há muitos anos e ele foi importante para a minha vinda, mas eu sei que o futebol muda muito depressa e felizmente o treinador que o rendeu é alguém que também conheço há muitos anos, desde a seleção de sub-21. Estar no SC Braga é muito bom, porque estou num clube grande e estou em casa, com a minha família. Claro que gostaria de trabalhar com o Rúben, mas o Custódio vai provar que é um treinador muito bom, porque no SC Braga é assim.”

em: www.scbraga.pt
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« Responder #45 em: 29 de Março de 2020, 12:30 »
"Nós trabalhamos para alguma coisa", diz Rolando sobre reduções de salários

"Nós trabalhamos para alguma coisa", diz Rolando sobre reduções de salários


O defesa central Rolando revelou hoje que o presidente do SC Braga, António Salvador, garantiu ao plantel da equipa principal que vai manter os mesmos salários até ao final da temporada.

Questionado sobre se, à semelhança de alguns clubes europeus, estaria disponível para reduzir o salário por causa dos constrangimentos financeiros que os clubes atravessam por estarem sem competir, ainda indefinidamente, por causa da pandemia da covid-19, o jogador revelou que António Salvador tranquilizou os jogadores recentemente.

"Tivemos uma reunião ontem [sexta-feira] com o presidente, que nos disse que vai continuar tudo na mesma e vai continuar a pagar igual, que o Braga tinha a época toda planeada e não vai mexer em nada, isso é de louvar", afirmou numa videoconferência com a comunicação social.

O experiente jogador (34 anos) admitiu que o tema é "complicado".

"Ninguém gosta de falar em mexer em salários, seja qual for a profissão. Mas sendo o futebol um negócio, move muitos milhões e, estando parado e não movendo esses milhões, claro que os clubes vão sofrer", disse.

Contudo, reforçou que António Salvador garantiu que, "no Braga, o salário não falha: deu-nos essa confiança e temos é que estar agradecidos por termos o presidente que temos, o clube e a estrutura que temos".

O treinador Rúben Amorim, entretanto transferido para o Sporting, justificou em grande parte a contratação de Rolando, que estava sem clube, pelo que podia transmitir aos mais jovens dada a sua vasta experiência, por ter conquistado títulos e jogar para ganhar.

"Claro que o essencial é dentro de campo, mas no dia-a-dia, nos pequenos detalhes no balneário e com a experiência que eu acumulei posso passar muitas informações. Jogar sempre para vencer é importante, quem está acostumado a ganhar é mais fácil alcançar o sucesso e essa experiência de carreira ajuda-me a lidar com os momentos de pressão", disse.

O jogador, que estava sem clube e chegou a Braga há cerca de um mês, disse ainda que esta paragem até terá um lado positivo para ele porque, depois dela, todos os jogadores estarão "em pé de igualdade fisicamente". "É como se todos fôssemos fazer uma pequena pré-temporada", disse.

No defeso do último verão, Rolando já tinha estado perto do clube minhoto, tendo mesmo falado com o então técnico Ricardo Sá Pinto e com António Salvador, mas na altura a sua vontade era tentar jogar "nos EUA, México, Brasil ou no mercado asiático".

As competições das camadas jovens foram suspensas por decisão da Federação Portuguesa de Futebol, decisão com a qual Rolando concorda, mas "é mais complicado" o mesmo acontecer com o futebol profissional.

"É um negócio, acarreta muitas coisas, deixou de ser apenas um desporto. Como jogador quero continuar a jogar, mas o que conta neste momento é a saúde, as pessoas competentes vão decidir", disse.

Sobre a covid-19, disse ser "uma situação horrível que o mundo está a passar". "Tento ser positivo e levar as coisas com calma", disse, confessando ter mais "medo" com a parte da família, pais e irmãos, que vive em Cabo Verde por não poder estar presente e ajudar.

em: https://bancada.pt/futebol/portugal/nos-trabalhamos-para-alguma-coisa-diz-rolando-sobre-reducoes-de-salarios
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« Responder #46 em: 30 de Março de 2020, 19:29 »
MATHEUS: "É UMA ALEGRIA IMENSA SER CIDADÃO PORTUGUÊS"

Matheus, em declarações à Comunicação Social esta segunda-feira, informou ter obtido nacionalidade portuguesa. O guardião dos Gverreiros – que reside no País desde 2014, casou em Portugal e tem dois filhos nascidos em Braga – revelou a satisfação por ver reconhecida a sua cidadania e, no capítulo desportivo, mostrou-se apto para desfrutar de uma chamada à Seleção Nacional caso ela venha a seguir.

Quanto ao atual momento da equipa principal do SC Braga, Matheus destacou a união e a dedicação no trabalho de todos os jogadores, afirmando que estão “focados em estar na melhor forma possível”.


O sentimento de ser cidadão português: “É uma alegria imensa ser cidadão português. A minha esposa e os meus filhos já tinham a nacionalidade, só eu é que não era português, era o único intruso. Já me sentia português, mas não tinha os documentos na mão, agora já tenho”.


O sonho da Seleção Nacional: “Todos os jogadores querem chegar à Seleção Nacional. Agora também tenho o sonho de ser chamado, mas o meu foco está em desfrutar de ser cidadão português, dos meus direitos e deveres, como acontece com todos.”


Adaptação ao estado de emergência: “Todos fomos apanhados de surpresa com esta situação. Estou a aproveitar para estar com a minha família e ter o privilégio de ver os meus filhos crescer. Claro que infelizmente foi por causa desta pandemia, mas temos de tirar o lado bom disto”.


O treino específico de guarda-redes: “Tenho espaço em casa e tenho tentado fazer o plano. Não é a mesma coisa do que treinar com o treinador de guarda-redes, mas tenho dado o máximo para estar na melhor forma possível”.


Todos os jogadores focados em estar ao mais alto nível: “Nós jogadores somos todos profissionais e sabemos que dependemos do nosso corpo. Os jogadores estão todos focados. É difícil, mas quando somos profissionais temos de fazer o máximo que conseguirmos para estar ao mais alto nível”.


Um grupo unido: “Falamos diariamente, o grupo está impecável, temos momentos descontraídos e momentos mais sérios. O presidente e todo o staff está connosco nos grupos que temos e estamos mesmo todos juntos neste momento”.


A superação da lesão e o seu momento de forma esta temporada: “Tive a lesão mais grave dos atletas, a minha família ajudou-me muito nesse momento. Ela ajudou-me a voltar no mais alto nível. Muitas vezes pensei em desistir, acordei a chorar, mas ao ver o sorriso dos meus filhos e da minha esposa tudo melhorava. O SC Braga também me deu todas as condições para voltar na melhor forma possível e felizmente está a ser a minha melhor época no clube individualmente”.


A rotação na baliza no início da época: “Não foi fácil. Eu, o Tiago e o Eduardo conversámos muito, mas tentámos sempre estar preparados. O Eduardo disse-nos sempre: ‘fiquem tranquilos, independentemente de quem o mister escolher para jogar, vamos estar prontos’. Vivi uma experiência diferente, de aprendizagem, mas o mais importante é que estivemos sempre prontos para ajudar a equipa”.


O estado da sua família: “No Brasil não está fácil, os meus pais também estão em quarentena. O meu irmão voltou da China e está fechado no hotel. É como eu disse, só juntos vamos dar a volta a isto. Temos de seguir as orientações dos profissionais de saúde e ficar em casa”.


Uma batalha que todos têm de travar: “Nenhum ser humano estava preparado para isto. Nós vemos tantos infetados, tantas mortes e é muito difícil. Vimos que morreu um rapaz de 14 anos e ficámos muito tristes com isso. Todos achámos que era só uma ‘gripezinha’, mas a coisa é séria mesmo. Temos de estar ao lado dos médicos e todos unidos para dar a volta esta situação”.

em: www.scbraga.pt
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« Responder #47 em: 30 de Março de 2020, 21:43 »
Matheus já é cidadão português

Matheus, guarda-redes do SC Braga, concluiu o processo de naturalização e já é, por direito próprio, cidadão português, podendo, por isso, representar a Seleção Nacional. Mas esse sonho, legítimo, não foi o principal mote para o guarda-redes querer ser português, embora o guardião assuma que «qualquer jogador sonha em jogar pela seleção»

«É uma alegria imensa. Só eu na família não era português [tem mulher portuguesa e dois filhos nascidos no país], então era só eu que estava como intruso. Tenho a alegria imensa de ser português. Já me sentia português mas não tinha o documento na mão», disse, em videoconferência realiza esta segunda-feira.

«Vejo a situação mais pela vantagem de ser português, ter os meus direitos e deveres, poder no futuro investir no país e abrir negócios. Claro que depois há uma consequência e todo o jogador tem o sonho de chegar à Seleção e tenho esse privilégio, como português, de poder representar a seleção do meus país», afirmou o guardião, que ontem celebrou 28 anos.

em: https://www.abola.pt/Clubes/2020-03-30/sc-braga-matheus-ja-e-cidadao-portugues/836826/471
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« Responder #48 em: 30 de Março de 2020, 21:44 »
Matheus e a «difícil» rotatividade de Sá Pinto

Matheus começou a época titular, mas com Sá Pinto a baliza conheceu vários donos, com Eduardo e Tiago Sá a atuarem também no campeonato. Um quadro inusitado e uma nova experiência para Matheus, que com Rúben Amorim e Custódio voltou a ser o número 1 da equipa.

«Não foi fácil mas eu, o Edu [Eduardo] e o Tiago [Sá] sempre conversamos sobre isso e tínhamos  de estar preparados, mesmo não sabendo quem ia jogar. O Edu é o mais experiente e passava-nos tranquilidade. Todos estávamos prontos, foi uma opção do mister. Foi difícil, mas tinha de estar pronto para ajudar a equipa. Vivi uma experiência diferente que também foi uma aprendizagem», recordou.

O momento mais marcante e doloroso foi a grave lesão que sofreu na época passada – fez apenas cinco jogos até sofrer sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito.

«A minha família ajudou-me muito. É nesses momentos que se vê como eles nos dão a mão, agradeço a Deus tê-los colocado na minha vida. O Matheus pensou em desistir, o Matheus acordava a chorar, acordava triste, mas depois via o sorriso da esposa e dos filhos e isso… Alegrava-me. Fico emocionado de falar sobre isso, mexe comigo, porque aí é que vemos quem está do nosso lado, a família, bem como o SC Braga que me todas as condições para recuperar. Esta está a ser a melhor época no Braga com a conquista da Taça da Liga, mas já conquistei a Taça de Portugal noutra grande época pelo clube.»

em: https://www.abola.pt/Clubes/2020-03-30/sc-braga-matheus-e-a-dificil-rotatividade-de-sa-pinto/836834/471
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« Responder #49 em: 30 de Março de 2020, 21:45 »
«Bolsonaro? Um país inteiro sabe o que tem de fazer»

Confinado em casa, Matheus, guardião do SC Braga, assume que a nova rotina é uma exigência coletiva. O indivíduo não pode estar acima da comunidade. A propósito das palavras do presidente Brasil, Jair Bolsonaro, que desvaloriza a pandemia (ao contrário dos governadores dos vários Estados), o jogador do SC Braga evita entrar em polémicas políticas, mas deixa um recado: «Preocupa-me [esse discurso], seja de um brasileiro ou de outra nacionalidade. Temos de ouvir os médicos, cuidar de lavar as mãos, não sair de casa. Se o ser humano assimilar isso tudo, um presidente pode falar, mas um pais inteiro tem a consciência do que tem de fazer, de como ajudar e da necessidade de ficar em casa.»

Em relação ao seu quotidiano, evita que os filhos «vejam tantas notícias» sobre o Covid-19, mas é com o coração apertado que observa ao avanço implacável da pandemia: «Nós, jogadores, vivemos na nossa bolha, mas temos as nossas rotinas, nenhum ser humano estava preparado para isto. Vemos tantos infetados e tantas mortes… É difícil. Morreu recentemente um jovem de 14 anos e isto deixa-nos muto tristes, um jovem que tem a vida roda pela frente. É triste. Todos achavam que era uma gripezinha, mas não, a coisa é séria. Temos de seguir as ordem dos médicos, que estão na primeira linha de batalha. Só juntos vamos conseguir dar volta a isto.»

em: https://www.abola.pt/Clubes/2020-03-30/sc-braga-bolsonaro-um-pais-inteiro-sabe-o-que-tem-de-fazer/836837/471
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« Responder #50 em: 30 de Março de 2020, 21:52 »
Matheus sobre o coronavírus: «Todos pensavam que era só uma gripezinha...»

Guarda-redes contou aos jornalistas como tem vivido os tempos atuais, de isolamento social devido à pandemia da Covid-19


Instalado na sua casa em Braga, junto da esposa e os dois filhos, Matheus contou aos jornalistas como tem vivido os tempos atuais, de isolamento social devido à pandemia do coronavírus. "Todos achavam que era só uma gripezinha mas é algo muito mais sério. Só juntos vamos dar a volta a isto", resumiu o guarda-redes do Sp. Braga.

"Todos fomos apanhados de surpresa com esta situação. Eu tenho tirar o lado positivo disto, que é poder estar junto da minha família, poder ver o crescimento e a evolução dos meus filhos todos os dias. É algo que não tem preço. Temos de tirar o lado bom e aproveitá-lo ao máximo", referiu, revelando que evita assistir às notícias na televisão sobre a Covid-19: "Aqui é só Panda, desenhos animados... Também para que os meus filhos não vejam essas notícias. O que os olhos vêem, o coração sente. E se começarmos a ver coisas ruins, vamos ficar chateados."

Matheus vive uma casa, onde tem espaço para poder treinar. "Vou fazendo os planos que o clube indica. Mas não é a mesma coisa", referiu, antes de esmiuçar a importância do fator psicológico nesta fase. "Acho que sim. Mas os jogadores são todos profissionais. A carreira é curta e têm de estar bem. Estamos todos focados e, apesar do primeiro pensamento muitas vezes ser a saúde, todos querem estar bem. Ter foco e concentração nesta altura é difícil, mas sendo profissionais...", explicou.

"Irmão fechado num quarto de hotel na China"

Matheus tem evitado ver notícias na televisão, mas não deixa de acompanhar a evolução da pandemia, até porque tem família no Brasil e na China. "No Brasil não está a ser fácil. Os meus pais estão em casa, saem só para supermercado, farmácia ou postos de combustível... Tenho o meu irmão na China, também de quarentena, fechado num quarto de hotel. Só juntos vamos passar isto", contou o guarda-redes do Sp. Braga.

Por André Gonçalves

em: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sp--braga/detalhe/matheus-sobre-o-coronavirus-todos-pensavam-que-era-so-uma-gripezinha?ref=Sp.%20Braga_DestaquesPrincipais
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« Responder #51 em: 30 de Março de 2020, 21:54 »
Matheus recorda lesão grave da época passada: «Pensei em desistir»

Rotura de ligamentos afetou o guardião mas agora diz estar viver "a melhor temporada no Sp. Braga"


Matheus diz estar a viver "a melhor temporada" desde que chegou ao Sp. Braga, no início da temporada 2014/15. Um momento de sucesso individual, e também coletivo dada a conquista da Allianz Cup, que sucede a uma temporada 2018/19 da qual não existem boas recordações, em virtude a rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito contraída no final de agosto de 2018.

"É a lesão mais grave de jogadores. Mas a família ajudou-me muito, sempre do meu lado, contribuindo para que pudesse voltar a este grande nível. Pensei em desistir, acordava triste e chorei, mas depois via os sorrisos dos meus filhos e da minha esposa e isso animava-me. Emociona-me falar sobre isto, porque é nestes momentos quem vês com quem podes contar. A família e o Sp. Braga foram muito importantes", explicou Matheus.

"Então esta época está a ser a melhor aqui no Sp. Braga. A conquista da Taça da Liga marca a temporada. E individualmente está a ser a minha melhor época", reforçou Matheus, ainda que esta temporada tenha começado de forma diferente para os guarda-redes do Sp. Braga, atendendo à rotação implementada por Ricardo Sá Pinto nos primeiros meses da época, dando espaço a Matheus, mas também a Eduardo e Tiago Sá.

"Não foi fácil. Eu, o Eduardo e o Tiago conversávamos sempre e não sabíamos quem ia jogar. O Eduardo, sendo o mais experiente, dizia sempre para ficarmos tranquilos, pois quem jogasse estaria preparado. Foi uma experiência diferente que vivi. Uma aprendizagem também", apontou o... português Matheus, de 28 anos.

Por André Gonçalves

em: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sp--braga/detalhe/matheus-recorda-lesao-grave-da-epoca-passada-pensei-em-desistir?ref=Sp.%20Braga_DestaquesPrincipais
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« Responder #52 em: 30 de Março de 2020, 22:04 »
″Não é por acaso que o Braga vai em terceiro lugar no campeonato″

Em conversa com os jornalistas, através de videoconferência, o defesa-central Rolando abordou a suspensão do campeonato, a concorrência no eixo da defesa e a bagagem com que chega a Braga.

Apresentou-se fisicamente bem durante duas semanas de trabalho e parou: "Esta paragem de treinos na relva acaba por ser positiva para mim. Agora estamos todos em pé de igualdade. Toda a gente vai recomeçar em pé de igualdade. Sou uma pessoa otimista e este é o único aspeto positivo que retiro da atual situação. Estavam em desvantagem em relação aos meus colegas e precisava de mais algum tempo para readquirir o ritmo de jogo, apesar de me sentir bem fisicamente. Já vamos para três semanas a treinar em casa e, curiosamente, eu já estava habituado a isso. Quando esta reclusão terminar, teremos pela frente uma pequena pré-temporada".

Em que posição da defesa a três se sentirá mais à vontade?

"Em Itália, tanto no Nápoles como no Inter, joguei sempre numa defesa a três. Por aí, tenho alguma experiência. Em função das características dos meus colegas e das minhas, julgo que poderei jogar no meio".

Impressões sobre os companheiros centrais: "Não é por acaso que o Braga vai em terceiro lugar no campeonato, depois de ter vencido a Taça da Liga. Tem centrais muito rodados na I Liga, como o Raul Silva e o Bruno Viana, e outros promissores, como é o caso do David Carmo, lançado num jogo importante, contra o FC Porto, e que tem várias internacionalizações pelas seleções jovens. E depois ainda há o Wallace, o Tormena e o Bruno Wilson. A equipa está bem servida de centrais, misturando juventude com experiência. É também por isso que a equipa funciona bem".

A missão de acrescentar experiência ao grupo: "Pela experiência em campo, poderei passar aos meus companheiros alguns detalhes importantes, tanto nos treinos como nos jogos, e o desejo frequente de vencer. Quem está acostumado a ganhar, lida melhor com essa obrigação. Não é fácil trabalhar dessa forma, mas eu já tenho essa experiência e creio que poderei ser importante nalguns momentos de maior pressão. Eles sabem que podem contar comigo".

A bagagem que adquiriu como jogador: "O futebol português era muito técnico e tático. Na Bélgica e em França, por exemplo, apercebi-me de que a componente tática estava muito relacionada com a capacidade física. Passei por diferentes experiências e isso ajudou-me a ser um jogador mais completo. Notei muito isso nos jogos europeus, naqueles que são mesmo a doer".

em: https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/braga/noticias/rolando-nao-e-por-acaso-que-o-braga-vai-em-terceiro-lugar-no-campeonato-12000137.html
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« Responder #53 em: 31 de Março de 2020, 13:26 »
AS HISTÓRIAS DE EDUARDO: "CHAMAM-ME "BICHO" PELO MEU EMPENHO"

Eduardo é um nome que ficará eternamente gravado na história dos grandes guarda-redes do SC Braga. O camisola 82 é um homem com identidade 100% Gverreira e um exemplo de dedicação e paixão com a camisola vermelha e branca. Em entrevista ao scbraga.pt, Eduardo abriu o livro da sua carreira, fez-nos algumas revelações e revelou-nos curiosidades que não poderás perder neste artigo.


O início da carreira: “Comecei a jogar na escola muito novo. Um amigo meu, o Rui Borges, precisava de um guarda-redes no Mirandela para os infantis. Ele levou-me para o clube, tinha um bocado de jeito, e pronto foi lá que tudo começou”.


A opção pela baliza: “Já era guarda-redes quando jogava contra os meus irmãos. Sempre quis ir à baliza, mas sinceramente também nunca tive grande apetência para ser jogador de campo (risos). Sempre fui guarda-redes, nunca precisei que me mandassem para lá, eu oferecia-me”.


Recordações de uma infância no campo: “Os meus pais eram agricultores, cresci numa quinta e ajudava-os. Tinha de vir da escola rápido para ajudar o meu pai na quinta. Ele era muito rigoroso, tinha de cumprir à risca. Adorava ir apanhar cerejas, que é o meu fruto preferido. Tenho muitas saudades desse tempo”.


José Rocha como um pai no futebol:  “Significa tudo para mim. Não tinha meio de transporte para ir para os treinos e esse senhor levava-me, deu-me as minhas primeiras luvas, deu-me tudo. Levou-me a vários clubes para ir treinar, inclusive ao SC Braga. O meu pai faleceu muito cedo e esse senhor foi um segundo pai para mim, ele abriu-me as portas do futebol”.


O primeiro dia no SC Braga após representar o rival: “Foi complicado. Eu vinha do Vitória SC e, no primeiro dia que fui  treinar, o Vítor Santos (Coordenador da Formação do SC Braga) perguntou-me qual era o meu clube anterior e disse: ‘Ui, nós ficamos com os dispensados dos outros?’ Fiquei apreensivo, mas felizmente consegui fazer uma carreira aqui”.


A alcunha de bicho: “Algumas pessoas chamam-me bicho pela forma como trabalho, como me empenho e muitas vezes como me chateio. Não gosto de perder nas peladas e sou um bocado chato, confesso (risos). A verdade é que eles também me picam para ficar chateado, mas pronto depois tudo passa”.


A experiência no estrangeiro: “O Genoa foi a minha primeira experiência internacional, num grande clube italiano. Depois fui para o Istambul BB, para um campeonato diferente e exigente. Estive no Dínamo Zagreb, onde fiz a minha estreia na Liga dos Campeões. Estive no Chelsea, que é um dos melhores clubes do mundo. Antes de voltar a Braga estive no Vitesse, um clube da primeira divisão da Holanda onde fui muito feliz. Sinto-me um felizardo por ter passado por esses países e por esses clubes.”


Do que sentiu mais falta no estrangeiro: “Na minha vida, quando estive fora, estive quase sempre sozinho. Foi muito duro. Na Turquia tinha dificuldade com a língua, foi muito difícil, muitas vezes tinha que ligar o tradutor quando ia a um restaurante. Acima de tudo, estar longe da minha família foi o mais complicado”.


País em que sentiu mais pressão do público: “Itália, sem dúvida. O Genoa tem uma massa adepta fabulosa, exigente e que fazia uma pressão enorme”.


Os treinadores que marcaram a sua carreira: “Gostei muito de trabalhar com o Jorge Vital e com o Spinelli, que é uma referência mundial em termos de treinadores de guarda-redes. Depois, como treinadores principais, gostei do Domingos, do Conte, do Balardini e do Jorge Jesus. Tive a felicidade de trabalhar com grandes treinadores”.


O treinador mais exigente: “O Jorge Jesus era o mais exigente. Ele é muito explosivo, detesta ver os jogadores errar e reage no momento. Eu não me posso queixar porque também sou um bocado assim”.


Os melhores momentos da carreira: “O meu melhor momento foi em 2010, fiz um segundo lugar no SC Braga e fui ao Mundial da África do Sul. Também fiz uma época brilhante na última temporada no Dínamo Zagreb”. 


A eliminatória com duas das suas melhores exibições: “Tive uma eliminatória com o Dínamo Zagreb frente ao Salzburg que nos qualificou para a Liga dos Campeões. Acho que fiz duas grandes exibições com grandes defesas”.


O golo em que foi mais mal batido: “O PSG aqui em casa, em que perdemos 1-0. Estávamos a fazer uma grande época a nível internacional, tínhamos ganho a Taça Intertoto. Falhei um cruzamento e sofremos um golo aos 70 e tal minutos, que nos custou a eliminatória”.


Os jogos que mais lhe custou perder: “O jogo frente à Espanha marca a minha carreira (oitavos-de-final do Mundial 2010). Lembro-me de outro jogo pelo SC Braga que perdemos 5-1 no Dragão (época 2009/2010), que me custou muito perder. Acredito que se ganhássemos aquele jogo podíamos ter conquistado o título”.


O encontro de apuramento da Seleção Nacional na Bósnia: “Lembro-me que no dia anterior os adeptos da Bósnia fizeram a festa à porta do nosso hotel para nós não descansarmos. Do hotel para o estádio, a polícia tirava os adeptos da Bósnia da frente do autocarro, nunca tinha visto algo assim. Depois chegámos ao estádio e vimos 6000 pessoas num estádio com lotação de 5000. Tínhamos ganho 1-0 em casa e depois aquele jogo era completamente decisivo. Estávamos com uma fé e com uma vontade de ganhar inacreditável, acredito que acontecesse o que acontecesse nunca iríamos perder aquele jogo”.


A conquista do Campeonato da Europa: “É algo que fica na memória de qualquer jogador. Nunca mais me vou esquecer da forma como todos acreditávamos. Depois do jogo com a Croácia, sentimos que aquele título ia ser nosso. A maneira como convivíamos uns com os outros no dia a dia, notava-se confiança. Sentíamos que a vitória era de todos”.


Passatempo no estágio do Euro: “Jogava sueca com o Cedric. Gosto muito de jogar e era uma maneira de passar o tempo. O Cedric estava um bocado em baixo de forma, mas ainda ganhámos umas vezes”.


Da piscina para o avião na Madeira: “Lutámos pelo título até à última jornada. Não o conquistámos, mas fizemos história ao apurarmo-nos para a Liga dos Campeões. Após o último jogo frente ao CD Nacional, fomos de autocarro para o hotel e disseram-nos que o voo de regresso tinha sido suspenso. Fomos para a piscina todos contentes, mas de um momento para outro dizem que afinal íamos regressar a Braga. Fomos para o avião todos molhados, foi um momento engraçado”.


A crítica da imprensa: “Em certas alturas foi difícil lidar com a crítica da imprensa. Um avançado falha um golo e não é uma capa de jornal, o guarda-redes sofre um frango e é capa de jornal. A minha opinião é que os guarda-redes que têm uma maior estabilidade emocional conseguem ter uma carreira melhor”.


O ponto mais forte e o mais fraco na baliza: “Acho que o meu ponto mais forte é o um contra um e o meu ponto mais fraco é o meu jogo aéreo”.


Os jogadores mais talentosos com quem trabalhou: “Cristiano Ronaldo, Hazard e o Fabregas. O Fabregas impressionou-me a nível de passe e pela sua inteligência, é fantástico”.


O defesa central com quem mais gostou de jogar: “Tive a felicidade de jogar com grandes centrais. O Moisés marcou-me muito porque era daqueles jogadores que ia para o treino cheio de dores, mas chegava ao jogo e dava tudo o que tinha, era contagiante. Foi um prazer ter jogado com ele”.


A sua maior referência: “Buffon é sem dúvida a minha grande referência. Quando fui para Itália disse ao meu treinador de guarda-redes, Spinelli, que adorava ter uma camisola do Buffon. Nos dois jogos que tive contra a Juventus ele não jogou e não consegui falar com ele. No último jogo que fiz em Itália, um senhor veio trazer-me uma camisola dele com uma dedicatória. Foi um gesto que me marcou muito e que me fez pensar que as pessoas, independentemente do nível que alcançam, nunca deixam de ser grandes seres humanos”.


O desejo de treinar guarda-redes no futuro: “Gostava de ser treinador de guarda-redes no futuro. Trabalhei com treinadores de grande nível, que me deram muitas bases. O trabalho com os guarda-redes é algo que eu adoro e gostava de me dedicar a isso quando acabar a minha carreira”.


Como pensa que ficará a ser recordado quando acabar a carreira: “Como alguém que trabalhou muito, que sonhou muito e que atingiu quase tudo aquilo que pretendia. Gostava que me recordassem como uma pessoa simples e que lutou pelos seu sonhos”.

em: www.scbraga.pt
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« Responder #54 em: 31 de Março de 2020, 17:37 »
Eduardo, o guarda-redes simples que lutou pelos seus sonhos

Eduardo concedeu uma interessante entrevista ao site oficial do SC Braga, na qual faz um resumo da sua carreira. O início no Mirandela, a simpatia de sempre pela baliza, a infância a ajudar o pai na agricultura e a apanhar cerejas, o seu pai do futebol chamado José Rocha e a chegada a Braga proveniente… do Vitória de Guimarães, tudo episódios recordados com saudade por parte do experiente guarda-redes, a quem muitos chamam Bicho pela forma como trabalha e também como se chateia quando perde, nem que seja nos treinos.
 

A experiência de vários anos no estrangeiro também o marcou. Génova, Istambul BB, Dínamo Zagreb, Chelsea e Vitesse foram experiências que o fazem sentir-se «um felizardo por ter passado por esses países e por esses clubes». Longe de Portugal, sentiu «saudades da família» e teve de superar barreiras difíceis, como a linguística na Turquia. «Muitas vezes tinha de ligar ao tradutor quando ia a um restaurante», lembra.

Itália foi onde sentiu maior pressão do público, num percurso onde elege «Jorge Vital e Spinelli» como os treinadores de guarda-redes que mais o marcaram. Quanto a técnicos principais, Jorge Jesus lidera uma lista que conta com Carlos Carvalhal, Domingos, Conte e Balardini.


O melhor momento da carreira aconteceu em 2010, com o segundo lugar do SC Braga e a participação no Mundial da África do Sul «Também fiz uma época brilhante na última temporada no Dínamo Zagreb», sublinha. As derrotas que mais dificuldade teve em engolir foram «o jogo com Espanha nos oitavos-de-final do Mundial-2010 e a derrota 5-1 no Dragão pelo SC Braga». «Se ganhássemos aquele jogo podíamos ter conquistado o título», frisa.


O Euro-2010 também fica gravado a letras de ouro na sua carreira, apesar ed não ter sido utilizado. «Todos acreditávamos. Depois do jogo com a Croácia sentimos que aquele título ia ser nosso», recorda, ele que passava tempo a «jogar à sueca», tendo Cédric como dupla nas cartas.

Para o futuro, Eduardo «gostava de ser treinador de guarda-redes», esperando ainda ficar recordado como «uma pessoa simples e que lutou pelos seus sonhos».

em: https://www.abola.pt/Clubes/2020-03-31/sc-braga-eduardo-o-guarda-redes-simples-que-lutou-pelos-seus-sonhos/837044/471
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« Responder #55 em: 31 de Março de 2020, 17:39 »
O explosivo Jorge Jesus, a inteligência de Fabregás e a camisola de Buffon

Eduardo não tem dúvidas: Jorge Jesus foi o treinador «mais exigente» com quem trabalhou na sua carreira. «É muito explosivo, detesta ver os jogadores errarem e reage no momento. Eu não me posso queixar porque também sou um bocado assim», diz o guarda-redes numa entrevista ao site do SC Braga.

Cristiano Ronaldo está no topo dos jogadores de mais qualidade de quem foi companheiro, além de Hazard e Fabregás, futebolista que o «impressionou a nível do passe e pela sua inteligência. É fantástico», deixa o elogio ao médio espanhol.

O central que mais segurança lhe transmitiu foi Moisés (brasileiro que jogou no SC Braga de 2008 a 2010). «Ia para o treino cheio de dores mas chegava ao jogo e dava tudo, era contagiante», recorda.

O seu ídolo é um ícone das balizas mundiais. «Buffon é sem dúvida a minha grande referência. Quando fui para Itália disse ao meu treinador de guarda-redes, Spinelli, que adorava ter uma camisola do Buffon. Nos dois jogos que tive contra a Juventus ele não jogou e não consegui falar com ele. No último jogo que fiz em Itália, um senhor veio trazer-me uma camisola dele com uma dedicatória. Foi um gesto que me marcou muito e que me fez pensar que as pessoas, independentemente do nível que alcançam, nunca deixam de ser grandes seres humanos», recorda esta história.

em: https://www.abola.pt/Clubes/2020-03-31/sc-braga-o-explosivo-jorge-jesus-a-inteligencia-de-fabregas-e-a-camisola-de-buff/837045/471
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« Responder #56 em: 31 de Março de 2020, 17:43 »
Eduardo entre muitas revelações: ″Sou chato, mas eles também me picam″

Eduardo regressou ao passado para contar várias histórias da carreira. O guarda-redes do Braga fez várias revelações, contou algumas curiosidades e explicou porque tem o apelido de "bicho" no balneário.

O início da carreira: "Comecei a jogar na escola muito novo. Um amigo meu, o Rui Borges, precisava de um guarda-redes no Mirandela para os infantis. Ele levou-me para o clube, tinha um bocado de jeito, e pronto foi lá que tudo começou".

A opção pela baliza: "Já era guarda-redes quando jogava contra os meus irmãos. Sempre quis ir à baliza, mas sinceramente também nunca tive grande apetência para ser jogador de campo (risos). Sempre fui guarda-redes, nunca precisei que me mandassem para lá, eu oferecia-me".

Recordações de uma infância no campo: "Os meus pais eram agricultores, cresci numa quinta e ajudava-os. Tinha de vir da escola rápido para ajudar o meu pai na quinta. Ele era muito rigoroso, tinha de cumprir à risca. Adorava ir apanhar cerejas, que é o meu fruto preferido. Tenho muitas saudades desse tempo".

José Rocha como um pai no futebol: "Significa tudo para mim. Não tinha meio de transporte para ir para os treinos e esse senhor levava-me, deu-me as minhas primeiras luvas, deu-me tudo. Levou-me a vários clubes para ir treinar, inclusive ao Braga. O meu pai faleceu muito cedo e esse senhor foi um segundo pai para mim, ele abriu-me as portas do futebol".

O primeiro dia no Braga após representar o rival: "Foi complicado. Eu vinha do Vitória SC e, no primeiro dia que fui treinar, o Vítor Santos (Coordenador da Formação do Braga) perguntou-me qual era o meu clube anterior e disse: "Ui, nós ficamos com os dispensados dos outros?" Fiquei apreensivo, mas felizmente consegui fazer uma carreira aqui".

A alcunha de bicho: "Algumas pessoas chamam-me bicho pela forma como trabalho, como me empenho e muitas vezes como me chateio. Não gosto de perder nas peladas e sou um bocado chato, confesso (risos). A verdade é que eles também me picam para ficar chateado, mas pronto depois tudo passa".

A experiência no estrangeiro: "O Genoa foi a minha primeira experiência internacional, num grande clube italiano. Depois fui para o Istambul BB, para um campeonato diferente e exigente. Estive no Dínamo Zagreb, onde fiz a minha estreia na Liga dos Campeões. Estive no Chelsea, que é um dos melhores clubes do mundo. Antes de voltar a Braga estive no Vitesse, um clube da primeira divisão da Holanda onde fui muito feliz. Sinto-me um felizardo por ter passado por esses países e por esses clubes."

Do que sentiu mais falta no estrangeiro: "Na minha vida, quando estive fora, estive quase sempre sozinho. Foi muito duro. Na Turquia tinha dificuldade com a língua, foi muito difícil, muitas vezes tinha que ligar o tradutor quando ia a um restaurante. Acima de tudo, estar longe da minha família foi o mais complicado".

País em que sentiu mais pressão do público: "Itália, sem dúvida. O Genoa tem uma massa adepta fabulosa, exigente e que fazia uma pressão enorme".

Os treinadores que marcaram a sua carreira: "Gostei muito de trabalhar com o Jorge Vital e com o Spinelli, que é uma referência mundial em termos de treinadores de guarda-redes. Depois, como treinadores principais, gostei do Domingos, do Carlos Carvalhal, do Conte, do Balardini e do Jorge Jesus. Tive a felicidade de trabalhar com grandes treinadores".

O treinador mais exigente: "O Jorge Jesus era o mais exigente. Ele é muito explosivo, detesta ver os jogadores errar e reage no momento. Eu não me posso queixar porque também sou um bocado assim".

Os melhores momentos da carreira: "O meu melhor momento foi em 2010, fiz um segundo lugar no Braga e fui ao Mundial da África do Sul. Também fiz uma época brilhante na última temporada no Dínamo Zagreb".

A eliminatória com duas das suas melhores exibições: "Tive uma eliminatória com o Dínamo Zagreb frente ao Salzburgo que nos qualificou para a Liga dos Campeões. Acho que fiz duas grandes exibições com grandes defesas".

O golo em que foi mais mal batido: "O PSG aqui em casa, em que perdemos 1-0. Estávamos a fazer uma grande época a nível internacional, tínhamos ganho a Taça Intertoto. Falhei um cruzamento e sofremos um golo aos 70 e tal minutos, que nos custou a eliminatória".

Os jogos que mais lhe custou perder: "O jogo frente à Espanha marca a minha carreira (oitavos-de-final do Mundial 2010). Lembro-me de outro jogo pelo Braga que perdemos 5-1 no Dragão (época 2009/2010), que me custou muito perder. Acredito que se ganhássemos aquele jogo podíamos ter conquistado o título".

O encontro de apuramento da Seleção Nacional na Bósnia: "Lembro-me que no dia anterior os adeptos da Bósnia fizeram a festa à porta do nosso hotel para nós não descansarmos. Do hotel para o estádio, a polícia tirava os adeptos da Bósnia da frente do autocarro, nunca tinha visto algo assim. Depois chegámos ao estádio e vimos 6000 pessoas num estádio com lotação de 5000. Tínhamos ganho 1-0 em casa e depois aquele jogo era completamente decisivo. Estávamos com uma fé e com uma vontade de ganhar inacreditável, acredito que acontecesse o que acontecesse nunca iríamos perder aquele jogo".

A conquista do Campeonato da Europa: "É algo que fica na memória de qualquer jogador. Nunca mais me vou esquecer da forma como todos acreditávamos. Depois do jogo com a Croácia, sentimos que aquele título ia ser nosso. A maneira como convivíamos uns com os outros no dia a dia, notava-se confiança. Sentíamos que a vitória era de todos".

Passatempo no estágio do Euro: "Jogava sueca com o Cedric. Gosto muito de jogar e era uma maneira de passar o tempo. O Cedric estava um bocado em baixo de forma, mas ainda ganhámos umas vezes".

Da piscina para o avião na Madeira: "Lutámos pelo título até à última jornada. Não o conquistámos, mas fizemos história ao apurarmo-nos para a Liga dos Campeões. Após o último jogo frente ao Nacional, fomos de autocarro para o hotel e disseram-nos que o voo de regresso tinha sido suspenso. Fomos para a piscina todos contentes, mas de um momento para o outro dizem que afinal íamos regressar a Braga. Fomos para o avião todos molhados, foi um momento engraçado".

A crítica da imprensa: "Em certas alturas foi difícil lidar com a crítica da imprensa. Um avançado falha um golo e não é uma capa de jornal, o guarda-redes sofre um frango e é capa de jornal. A minha opinião é que os guarda-redes que têm uma maior estabilidade emocional conseguem ter uma carreira melhor".

O ponto mais forte e o mais fraco na baliza: "Acho que o meu ponto mais forte é o um contra um e o meu ponto mais fraco é o meu jogo aéreo".

Os jogadores mais talentosos com quem trabalhou: "Cristiano Ronaldo, Hazard e o Fàbregas. O Fabregas impressionou-me a nível de passe e pela sua inteligência, é fantástico".

O defesa central com quem mais gostou de jogar: "Tive a felicidade de jogar com grandes centrais. O Moisés marcou-me muito porque era daqueles jogadores que ia para o treino cheio de dores, mas chegava ao jogo e dava tudo o que tinha, era contagiante. Foi um prazer ter jogado com ele".

A sua maior referência: "Buffon é sem dúvida a minha grande referência. Quando fui para Itália disse ao meu treinador de guarda-redes, Spinelli, que adorava ter uma camisola do Buffon. Nos dois jogos que tive contra a Juventus ele não jogou e não consegui falar com ele. No último jogo que fiz em Itália, um senhor veio trazer-me uma camisola dele com uma dedicatória. Foi um gesto que me marcou muito e que me fez pensar que as pessoas, independentemente do nível que alcançam, nunca deixam de ser grandes seres humanos".

O desejo de treinar guarda-redes no futuro: "Gostava de ser treinador de guarda-redes no futuro. Trabalhei com treinadores de grande nível, que me deram muitas bases. O trabalho com os guarda-redes é algo que eu adoro e gostava de me dedicar a isso quando acabar a minha carreira".

Como pensa que ficará a ser recordado quando acabar a carreira: "Como alguém que trabalhou muito, que sonhou muito e que atingiu quase tudo aquilo que pretendia. Gostava que me recordassem como uma pessoa simples e que lutou pelos seu sonhos".

em: https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/braga/noticias/eduardo-entre-muitas-revelacoes-sou-chato-mas-eles-tambem-me-picam-12011362.html
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« Responder #57 em: 31 de Março de 2020, 17:49 »
Eduardo: «Jorge Jesus é o treinador mais exigente»

Eduardo abriu o livro ao site do Sp. Braga. O experiente guarda-redes de 37 anos falou sobre a sua longa carreira, destacando as inúmeras passagens que o marcaram até ao momento, ele que festeja esta época os 20 anos como profissional e já correu Mundo. Tem, por isso mesmo, muitas histórias para contar.

É um longo percurso que deixou marcas. Tudo para saber ao pormenor:

O início da carreira: "Comecei a jogar na escola muito novo. Um amigo meu, o Rui Borges, precisava de um guarda-redes no Mirandela para os infantis. Ele levou-me para o clube, tinha um bocado de jeito, e pronto foi lá que tudo começou".

A opção pela baliza: "Já era guarda-redes quando jogava contra os meus irmãos. Sempre quis ir à baliza, mas sinceramente também nunca tive grande apetência para ser jogador de campo (risos). Sempre fui guarda-redes, nunca precisei que me mandassem para lá, eu oferecia-me".

Recordações de uma infância no campo: "Os meus pais eram agricultores, cresci numa quinta e ajudava-os. Tinha de vir da escola rápido para ajudar o meu pai na quinta. Ele era muito rigoroso, tinha de cumprir à risca. Adorava ir apanhar cerejas, que é o meu fruto preferido. Tenho muitas saudades desse tempo".

José Rocha como um pai no futebol:  "Significa tudo para mim. Não tinha meio de transporte para ir para os treinos e esse senhor levava-me, deu-me as minhas primeiras luvas, deu-me tudo. Levou-me a vários clubes para ir treinar, inclusive ao SC Braga. O meu pai faleceu muito cedo e esse senhor foi um segundo pai para mim, ele abriu-me as portas do futebol".

O primeiro dia no SC Braga após representar o rival: "Foi complicado. Eu vinha do Vitória SC e, no primeiro dia que fui  treinar, o Vítor Santos (Coordenador da Formação do SC Braga) perguntou-me qual era o meu clube anterior e disse: ‘Ui, nós ficamos com os dispensados dos outros?’ Fiquei apreensivo, mas felizmente consegui fazer uma carreira aqui".

A alcunha de bicho: "Algumas pessoas chamam-me bicho pela forma como trabalho, como me empenho e muitas vezes como me chateio. Não gosto de perder nas peladas e sou um bocado chato, confesso (risos). A verdade é que eles também me picam para ficar chateado, mas pronto depois tudo passa".

A experiência no estrangeiro: "O Genoa foi a minha primeira experiência internacional, num grande clube italiano. Depois fui para o Istambul BB, para um campeonato diferente e exigente. Estive no Dínamo Zagreb, onde fiz a minha estreia na Liga dos Campeões. Estive no Chelsea, que é um dos melhores clubes do mundo. Antes de voltar a Braga estive no Vitesse, um clube da primeira divisão da Holanda onde fui muito feliz. Sinto-me um felizardo por ter passado por esses países e por esses clubes."

Do que sentiu mais falta no estrangeiro: "Na minha vida, quando estive fora, estive quase sempre sozinho. Foi muito duro. Na Turquia tinha dificuldade com a língua, foi muito difícil, muitas vezes tinha que ligar o tradutor quando ia a um restaurante. Acima de tudo, estar longe da minha família foi o mais complicado".

País em que sentiu mais pressão do público: "Itália, sem dúvida. O Genova tem uma massa adepta fabulosa, exigente e que fazia uma pressão enorme".

Os treinadores que marcaram a sua carreira: "Gostei muito de trabalhar com o Jorge Vital e com o Spinelli, que é uma referência mundial em termos de treinadores de guarda-redes. Depois, como treinadores principais, gostei do Carlos Carvalhal, Domingos Paciência, do Conte, do Balardini e do Jorge Jesus. Tive a felicidade de trabalhar com grandes treinadores".

O treinador mais exigente: "O Jorge Jesus era o mais exigente. Ele é muito explosivo, detesta ver os jogadores errar e reage no momento. Eu não me posso queixar porque também sou um bocado assim".

Os melhores momentos da carreira: "O meu melhor momento foi em 2010, fiz um segundo lugar no SC Braga e fui ao Mundial da África do Sul. Também fiz uma época brilhante na última temporada no Dínamo Zagreb".

A eliminatória com duas das suas melhores exibições: "Tive uma eliminatória com o Dínamo Zagreb frente ao Salzburg que nos qualificou para a Liga dos Campeões. Acho que fiz duas grandes exibições com grandes defesas".

O golo em que foi mais mal batido: "O PSG aqui em casa, em que perdemos 1-0. Estávamos a fazer uma grande época a nível internacional, tínhamos ganho a Taça Intertoto. Falhei um cruzamento e sofremos um golo aos 70 e tal minutos, que nos custou a eliminatória".

Os jogos que mais lhe custou perder: "O jogo frente à Espanha marca a minha carreira (oitavos-de-final do Mundial 2010). Lembro-me de outro jogo pelo SC Braga que perdemos 5-1 no Dragão (época 2009/2010), que me custou muito perder. Acredito que se ganhássemos aquele jogo podíamos ter conquistado o título".

O encontro de apuramento da Seleção Nacional na Bósnia: "Lembro-me que no dia anterior os adeptos da Bósnia fizeram a festa à porta do nosso hotel para nós não descansarmos. Do hotel para o estádio, a polícia tirava os adeptos da Bósnia da frente do autocarro, nunca tinha visto algo assim. Depois chegámos ao estádio e vimos 6000 pessoas num estádio com lotação de 5000. Tínhamos ganho 1-0 em casa e depois aquele jogo era completamente decisivo. Estávamos com uma fé e com uma vontade de ganhar inacreditável, acredito que acontecesse o que acontecesse nunca iríamos perder aquele jogo".

A conquista do Campeonato da Europa: "É algo que fica na memória de qualquer jogador. Nunca mais me vou esquecer da forma como todos acreditávamos. Depois do jogo com a Croácia, sentimos que aquele título ia ser nosso. A maneira como convivíamos uns com os outros no dia a dia, notava-se confiança. Sentíamos que a vitória era de todos".

Passatempo no estágio do Euro: "Jogava sueca com o Cedric. Gosto muito de jogar e era uma maneira de passar o tempo. O Cedric estava um bocado em baixo de forma, mas ainda ganhámos umas vezes"

Da piscina para o avião na Madeira: "Lutámos pelo título até à última jornada. Não o conquistámos, mas fizemos história ao apurarmo-nos para a Liga dos Campeões. Após o último jogo frente ao CD Nacional, fomos de autocarro para o hotel e disseram-nos que o voo de regresso tinha sido suspenso. Fomos para a piscina todos contentes, mas de um momento para outro dizem que afinal íamos regressar a Braga. Fomos para o avião todos molhados, foi um momento engraçado".

A crítica da imprensa: "Em certas alturas foi difícil lidar com a crítica da imprensa. Um avançado falha um golo e não é uma capa de jornal, o guarda-redes sofre um frango e é capa de jornal. A minha opinião é que os guarda-redes que têm uma maior estabilidade emocional conseguem ter uma carreira melhor".

O ponto mais forte e o mais fraco na baliza: "Acho que o meu ponto mais forte é o um contra um e o meu ponto mais fraco é o meu jogo aéreo".

Os jogadores mais talentosos com quem trabalhou: "Cristiano Ronaldo, Hazard e o Fabregas. O Fabregas impressionou-me a nível de passe e pela sua inteligência, é fantástico".

O defesa-central com quem mais gostou de jogar: "Tive a felicidade de jogar com grandes centrais. O Moisés marcou-me muito porque era daqueles jogadores que ia para o treino cheio de dores, mas chegava ao jogo e dava tudo o que tinha, era contagiante. Foi um prazer ter jogado com ele".

A sua maior referência: "Buffon é sem dúvida a minha grande referência. Quando fui para Itália disse ao meu treinador de guarda-redes, Spinelli, que adorava ter uma camisola do Buffon. Nos dois jogos que tive contra a Juventus ele não jogou e não consegui falar com ele. No último jogo que fiz em Itália, um senhor veio trazer-me uma camisola dele com uma dedicatória. Foi um gesto que me marcou muito e que me fez pensar que as pessoas, independentemente do nível que alcançam, nunca deixam de ser grandes seres humanos".

O desejo de treinar guarda-redes no futuro: "Gostava de ser treinador de guarda-redes no futuro. Trabalhei com treinadores de grande nível, que me deram muitas bases. O trabalho com os guarda-redes é algo que eu adoro e gostava de me dedicar a isso quando acabar a minha carreira".

Como pensa que ficará a ser recordado quando acabar a carreira: "Como alguém que trabalhou muito, que sonhou muito e que atingiu quase tudo aquilo que pretendia. Gostava que me recordassem como uma pessoa simples e que lutou pelos seu sonhos".

em: https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sp--braga/detalhe/eduardo-jorge-jesus-e-o-treinador-mais-exigente?ref=Sp.%20Braga_DestaquesPrincipais
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  Re: Notícias, comentários relativos ao Plantel/Jogadores/Staff do SC Braga
« Responder #58 em: 01 de Abril de 2020, 21:25 »
Tiago Sá: o ídolo que veste à FC Porto e a desfeita a Brahimi

Guarda-redes do Braga esteve esta quarta-feira a responder às questões dos adeptos nas redes sociais.

Ídolo de infância: "O Casillas é o meu ídolo desde criança. O Buffon será o melhor guarda-redes de sempre pela qualidade e longevidade".

Estreia: "A minha estreia em Chaves foi muito especial. Sonhava com aquilo desde criança e, felizmente, aconteceu. Ganhámos e, com a ajuda dos meus companheiros, não sofri golos. Foi um dia muito feliz".

Melhor defesa: "Talvez uma defesa a um remate do Brahimi no Dragão: apareceu isolado e não foi fácil aguentar até ao remate dele".

Primeiras chuteiras: "As minhas primeiras chuteiras foram umas R9, do Ronaldinho Fenómeno. Comecei por ser avançado e só experimentei a baliza porque perdemos o nosso guarda-redes. Foi com essas chuteiras que comecei a defender".

​​​​​​​Conselhos aos mais jovens: "Aconselho os jogadores da formação a acreditarem sempre. É preciso trabalhar muito e abdicar de muita coisa, mas tendo qualidade é sempre possível chegar longe".

​​​​​​​Conquista da Taça da Liga: "Vencer a Taça da Liga foi um orgulho enorme. Foi uma conquista inesquecível para todos e ainda por cima aconteceu no nosso estádio, no último ano da competição em Braga. O Braga tem melhorado muito nos últimos anos: passou a ter uma estrutura enorme e que dá todas as condições aos jogadores. Em 2004, quando cheguei ao clube, essas condições não existiam".

Sobre as ambições: "Gosto da liga inglesa, mas julgo que encaixaria melhor, pelas minhas características, no futebol espanhol ou no alemão".

em: https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/braga/noticias/tiago-sa-o-idolo-que-veste-a-fc-porto-e-a-desfeita-a-brahimi-12017801.html
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  Re: Notícias, comentários relativos ao Plantel/Jogadores/Staff do SC Braga
« Responder #59 em: 01 de Abril de 2020, 21:33 »
DUAS DE LETRA COM PAULINHO E TIAGO SÁ
Mais um Duas de Letra… em dose dupla.

Paulinho e Tiago Sá deram o peito às balas, sacudiram as acusações de serem ‘chorões’ e abriram ainda mais o véu sobre o quotidiano da equipa.


Tiago Sá – Sendo um menino da casa, qual o sentimento de fazer parte do SC Braga?

“É um sentimento muito especial e fico muito feliz por ter conseguido o objetivo de chegar à equipa principal. Era o meu sonho enquanto adepto e enquanto jogador da formação. Sinto-me muito feliz e realizado por estar onde estou”.

 

Paulinho – O que tens feito para passar o tempo?

“Pelo que tenho visto temos feito quase todos o mesmo. Jogar Playstation à tarde e treinos de manhã. Não queremos ficar longe de treinos e horários habituais. À tarde jogamos e pelo meio uma série ou um filme”.

 

Tiago Sá – É verdade que és vaidoso?

“Gosto de andar bem vestido e bem apresentado. Admito que sou um bocadinho, no bom sentido como disse”.

P – “Se não é o mais vaidoso… está no top três”.


Paulinho – Esta é a tua melhor época até agora?

“Está a ser a minha melhor época a nível individual e coletivo. Os resultados e os números falam por si. Esperemos acabar a época, em segurança claro, para fazer mais e melhor”.

 

Tiago Sá – Na tua opinião, quem foi o melhor guarda-redes de sempre?

“É uma pergunta difícil, mas diria que foi o Buffon. O meu ídolo é o Casillas, mas acho que o Buffon é o melhor de sempre. Esteve muito tempo no top, desde os 20 anos aos 40”.

 

Paulinho – Preferias marcar o golo da vitória na Taça da Liga ou um hat-trick em casa frente ao Vitória SC?

“Tem que ser o golo da vitória na Taça da Liga porque é um troféu. Mas escolhia os dois claro (risos)”.


Tiago Sá – Como é que descreves a tua estreia, em Chaves?

“Foi um dia muito especial. Era algo por que trabalhava há muito tempo. Sonhei com isto a vida toda. Felizmente aconteceu, ganhámos por 1-0 e não sofri golos. Os meus colegas ajudaram-me muito. Foi um dos dias mais especiais que tive com esta camisola”.

 

Paulinho – Concordas com os teus colegas que dizem que tens um feitio especial?

“Não concordo em nada. O Palhinha disse aquilo porque eu fui acusado de brincar demasiado com ele e acabou por se vingar. O Esgaio disse o mesmo por dizer. Não tinha mais nada para dizer”.

TS – “O Paulinho faz bulling com o Palhinha”.


Paulinho – Nos treinos, qual é o colega que fica mais chateado quando lhe fazes um túnel?

“O Palhinha meu Deus… Leva e depois nega. O Esgaio também fica chateado, mas o Palhinha é o pior. Depois é mentiroso. Nega até à morte. O Tiago Sá é testemunha”.

TS – “É verdade. Às vezes diz que o pé estava levantado um centímetro… mas não deixa de ser ‘cueca’. Mas é o que eu digo, tu (Paulinho) fazes bulling. Podes meter a outro mas preferes guardar para o Palhinha”.

 

Tiago Sá – Qual foi a tua melhor defesa de sempre?

“Tantas. Acho que a melhor, e a mais difícil, foi num remate do Brahimi no ano passado. Ele fica isolado dentro de área, remata à minha direita e foi muito complicado. Foi difícil aguentar até a bola chegar, mas consegui”.

 

Tiago Sá – Qual é o maior defeito do Paulinho?

“O Paulinho é ranhoso. O Sequeira disse que eu era chorão, mas o Paulinho é muito ranhoso. Mas depois tem outra coisa… Eu canso-me de vê-lo a reclamar com os árbitros nos jogos. É impressionante (risos). Vem a correr do outro lado do campo para reclamar”.

P – “Está-me a queimar. No próximo jogo vou levar amarelo”.

 

Paulinho – Preferes jogar sozinho ou com mais um avançado?

“Gosto de jogar com mais gente na frente porque acaba por dificultar mais a vida aos defesas. Mas também gosto de jogar sozinho. Se tivesse que escolher talvez preferisse jogar mais gente na frente”.

 

Paulinho/Tiago Sá – Têm algum superstição/ritual antes dos jogos?

P – “Eu não tenho absolutamente nada”.

TS – “Também não tenho nada por acaso”.
 

Paulinho/Tiago Sá – Quais foram as vossas primeiras chuteiras?

P – “Não me recordo, mas tenho a certeza que não custaram mais do que 20/30 euros”.

TS – “As primeiras que os meus pais me ofereceram foram umas R9 (Ronaldo Fenómeno) cor de laranja. Ainda era avançado na altura”.

 

Paulinho/Tiago Sá – Como é que se definem um ao outro como jogadores e como companheiros?

P – “O Tiago Sá é muito profissional e competitivo. Não aceita perder nem a feijões. Como profissional é um exemplo, tal como companheiro. Passa aquilo que são os valores e exigência do clube”.

TS – “O Paulinho é como eu. Um profissional a 200 por cento. Até nas lesões, onde se esforçou para recuperar da melhor forma. É um matador e está sempre ansioso por festejar. É um bom companheiro e um bom jogador de grupo. Está sempre pronto para tudo. Para treinar, almoçar, brincar, o que for”.

 

Paulinho – O que sentiste no jogo pós-lesão em que todo o estádio te aplaudiu?

“Foi muito especial. Estava à espera que primeiro golo após lesão surgisse… Fazê-lo e ter todo o estádio aplaudir e a gritar o meu nome foi um momento marcante”.
 

Paulinho – Qual foi o golo que te emocionou mais?

“Talvez quando voltei de lesão. Não foi o melhor, mas o que mais me emocionou”.

 

Tiago Sá – Sendo tu um produto da formação, que palavras dirias a quem luta pelo mesmo sonho?

“Diria para acreditarem que as coisas podem tornar-se realidade. Quando entrei era mais um no meio de muitos. Acreditei, trabalhei e abdiquei de muita coisa para lutar por isto. É possível concretizar com trabalho, crença e qualidade”.

 

Paulinho – Já mereces uma chamada à Seleção?

“Não sou eu que tenho que responder. Compete-me trabalhar todos os dias como tenho feito. Não é uma decisão minha, ficando apenas a promessa de que vou trabalhar sempre para o conseguir”.

TS – “Eu acho que merece”.

 

Paulinho/Tiago Sá – Qual a sensação de perder com o Rangers? E a de vencer a Taça da Liga?

P – “Perder lá foi horrível. Desde que estou no SC Braga não me recordo de termos 60 minutos de tanta qualidade. Depois em 30 minutos aconteceu futebol. Aqui fizeram um golo numa transição. Achamos que merecíamos mais, mas não aconteceu”.

TS – “A Taça da Liga foi um momento de grande felicidade. Ficamos todos na história do clube. Ainda para mais em nossa casa, no último ano da Final Four aqui”.
 

Tiago Sá – Achas que o SC Braga tem vindo a melhorar ao longo dos anos?

“Não é preciso achar, basta ver tudo o que clube evoluiu. Uma estrutura enorme para dar as melhores condições a todos. Mudou muito em relação aquilo que era quando cá cheguei”.

 

Paulinho – Qual foi o momento mais difícil da tua carreira?

“Talvez tenha sido quando desci de divisão com o Gil Vicente FC. Foi um ano difícil, joguei pouco. Foi o ano em que cresci menos como jogador, mas muito como homem”.

 

Paulinho/Tiago Sá – Qual é a Liga com que mais te identificas?

P – “Gosto muito da Liga Espanhola e da Liga Inglesa. São diferentes, mas são as que gosto mais. Também aprecio a alemã”.

TS – “A Premier League é um sonho para todos os jogadores. As minhas características talvez se enquadrassem mais no espanhol”.
 

Paulinho – Qual foi o teu melhor golo?

“Talvez com o Portimonense fora de casa. O Moreirense FC aqui em casa também foi muito bom. O golo de cabeça contra o Vitória SC igualmente”.

 

Tiago Sá – Quem é o melhor no Call of Duty: eu, tu ou o Wilson? (Pergunta feita pelo Rui Fonte)

“Tu e o Wilson jogam bem, mas eu acho que estou a ganhar um problema nas costas por vos estar sempre a carregar. Pego em vocês e levo-vos às costas. Sem mim não ganhavam. Por isso o melhor sou eu”.

P – “Todos jogam bem, mas tinha a sensação que o Rui Fonte era o melhor”.

 

Paulinho – Gostavas de ser capitão de equipa?

“Não é algo que pense. Estamos bem entregues. O Wilson é um excelente capitão e a voz do grupo”.

 

Paulinho/Tiago Sá – Quem é o vosso ídolo de infância?

TS – “Casillas”.

P – “Eu era completamente apaixonado pelo Ronaldinho”.
 

Tiago Sá – Como encaram os guarda-redes quando não são opção?

“Não é fácil mas faz parte do futebol. Os jogadores de campo têm mais facilidade de entrar. Os guarda-redes podem ficar meses sem ser opção, mas também aí se vê a qualidade. Temos que mostrar que estamos prontos todos os dias. Trabalho tanto ou mais do que quando sou titular, para quando a oportunidade chegar dizer presente”.

 

Paulinho – Qual é a tua comida favorita?

“Talvez um salmão grelhado com batata doce. Já foram bifes e ovos estrelados, mas neste momento é o salmão”.

 

Tiago Sá – Como é treinar com um guarda-redes que podia ser teu pai?

“Grande Edu. Velhote! Quando ele cá estava em 2010 eu estava nos iniciados e lembro-me de ele ir à nossa equipa, numa daquelas ações. Recordo-me de andar atrás dele (risos). Agora é meu companheiro de equipa. É especial. Ajuda-me a evoluir todos os dias com a sua experiência”.
 

Paulinho – Porquê Paulinho e não Paulo?

“Agora sou alto mas já fui muito pequeno. Era muito pequenino e ficou Paulinho por isso”.

 

Tiago Sá – Desde cedo soubeste que querias ser guarda-redes?

“Não. Queria ser avançado, posição onde jogava quando entrei para o SC Braga. Ficamos sem guarda-redes, eu tinha jeito e acabei por ficar. Felizmente tomei essa opção”.

 

Paulinho – Em quem jogador do balneário te inspiras quando te vestes de manhã? (Pergunta feita pelo João Novais)

“Em ninguém. Era muito mau sinal. Quem se deve inspirar mais de manhã é o Tiago Sá”.
 

Tiago Sá – Qual foi o primeiro colega com quem te enervaste?

“Enervei-me com quase todos os meus colegas ao longo da carreira. Preciso de competitividade no treino”.

 

Paulinho – Preferes marcar golos de cabeça ou com os pés?

“Prefiro é marcar golos. Não há golo feio. Feio é não fazer golo. Até com o GPS já marquei (risos)”.

 

Tiago Sá – Se fosses jogador de campo, onde jogarias?

“Avançado. O Paulinho disse que gosta de jogar com mais gente na frente e jogava eu e ele. Ele no apoio e eu na rotura, porque sou mais rápido (risos)”.

 

Paulinho – Para ti quem é o jogador com melhor desempenho nos treinos e nos jogos?

“O Esgaio. É um andamento… Nós mortos e ele sempre pronto. Acaba por ser contagiante. Apetece acompanhá-lo mas não é fácil”.

 

Tiago Sá – Qual o momento mais difícil da tua carreira?

“Nunca tive nenhuma lesão grave. Talvez a transição da equipa B para a equipa principal. Joguei pouco e não foi fácil. Perder a final do europeu sub-19 e a final da Taça da Liga contra o Moreirense também foram momentos complicados”.

 

Paulinho – O que achas do nosso presidente Salvador?

“Estás aos olhos de toda a gente aquilo que o clube tem crescido. O clube cresceu nos três anos que já levo de SC Braga e o futuro é seguramente risonho”.

 

Tiago Sá – Oliver Kahn ou Casillas?

“Casillas. O Kahn era tolo (risos)”.
 

Paulinho – Qual o teu maior defeito e a tua maior qualidade?

“O meu maior defeito… São muitos (risos). Sou um pouco chato talvez. A maior qualidade… Acho que sou bom rapaz”.

 

Tiago Sá – O Paulinho marca-te muitos golos?

“No treino marca alguns, mas também lhe ganho muitos duelos no um contra um”.

 

Paulinho – Quais são os três melhores pontas de lança do mundo?

“Os que gosto mais são o Lewandowski, Suarez, Cavani e Aguero”.

 

Tiago Sá – Porque é que o Sequeira disse que tu e o Fonte são os mais chorões?

“Estava à espera desta pergunta para me poder defender. O Sequeira diz isso porque somos os campeões em título da sueca. O Sequeira joga com o Horta, o Esgaio com quem aparecer… Eles acham que só temos bons jogos porque choramos. Mas toda a gente faz isso quando tem jogos sem ases ou trunfos. Sou chorão, admito. Mas eles esqueceram-se de dizer que somos os campeões. O trono é meu e do Fonte”.


Paulinho – Como é que é ter o Sequeira a cruzar para ti?

“O Sequeira foi o jogador que mais cresceu. É incrível ver o que evoluiu. Cruza bem, mas tem que cruzar mais vezes (risos).

 

Tiago Sá – Se tivesses de ouvir uma música do Braga todos os dias qual seria?

“A que mais gosto é o hino. Tenho muitas outras, mas o hino é a verdadeira música”.

 

Tiago Sá – Quem é o mais trapalhão da equipa?

“O Palhinha é capaz de estar nesse lote. Às vezes é um cabeça no ar que ninguém percebe o que está a fazer. Mas quando o Raul dá no lateral e vai nas costas (risos). Mas o Palhinha parece que está na lua às vezes”.

 

Paulinho – Quem é o mais impulsivo do plantel?

“Tiago Sá, Wilson… Eduardo… Tem o coração na boca. O que tiver que dizer… diz”.


Tiago Sá – Conta a história dos 3 pénaltis que defendeste em 2 minutos num jogo…

“Foi nos iniciados, fomos jogar contra o Barroselas e houve um penálti para eles. Defendi o primeiro, mandaram repetir e voltei a defender. Houve nova repetição. Trocaram de batedor e voltei a defender e a bola foi para canto”.

 

Paulinho – Uma palavra/frase que digas constantemente…

“Trolha”.

 

Tiago Sá – Preferias defender um pénalti no último lance ou subir à área adversário e marcar?

“Difícil, mas preferia ir à área e marcar. Já defendi um penalti no último lance e sei qual a sensação, por isso há um novo objetivo agora (risos).
 

Paulinho – Porque é que bates palmas em todos os lances?

“Bato palmas? É para incentivar os colegas”.


Tiago Sá – Quem é o jogador mais enérgico da equipa?

“O Esgaio. Até faz impressão. Os kilómetros que faz, à velocidade que o faz é impressionante”.
 

Paulinho – Aguentavas estar com o Palhinha uma semana?

“Eu aguentava, ele talvez não (risos).
 

Tiago Sá – Eduardo, Matheus ou Tiago?

“Tiago, porque tenho que acreditar em mim. Já trabalhei com grandes guarda-redes, mas talvez este ano seja o trio mais forte com quem já trabalhei. O Eduardo é um guarda-redes experiente e excepcional e o Matheus tem uma qualidade tremenda”.


Paulinho – Alguma vez entraste em campo e te deu vontade de ir à casa de banho?

“Nunca me aconteceu”.


Paulinho/Tiago Sá – Qual de vocês os dois é que perde mais vezes no treino?

TS – “É o Paulinho claramente. Mas devemos estar muito próximos”.

Paulinho – O que achas do Abel Ruiz como jogador?

“É um miúdo com muita qualidade. Ainda se está a adaptar. Tem muita qualidade técnica. Ainda não se impôs mas vai fazê-lo”.

em: www.scbraga.pt
 

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