Ainda não percebi a gravidade do sucedido que justifique um jogo à porta fechada...este tipo de punição não é o caminho, há certamente excepcões, actos que a justifiquem, mas o ideal, para bem do futebol, adeptos, patrocinadores e promoção do espectáculo, seria copiar a solução que a mellhor liga do mundo colocou em prática para banir tais comportamentos, identificar os infractores e proibi-los de assistir aos jogos apresentando-se há hora do mesmo numa esquadra (dependendo da gravidade a sanção foi de X tempo até ao limite de expulsão de sócio).
Todos os estádios deveriam estar munidos de um circuito interno de camaras, cctv, (obrigatoriamente) para facilitar a identificação e protejer-se a si (clube) como às restantes dezenas de milhar de adeptos que merecem/tem legítimo direito de assistir a todos os jogos...mas como os clubes fazem as leis eles lá saberão qual a relação custo benefício entre jogos à porta fechada ou proibição (neste caso não proibição) de entrada a quem tem comportamentos que levam a tamanha punição...ultrapassa-me o porquê de nada ser feito.
O que dizes é tão básico e óbvio que quem gosta de futebol fica impossível de perceber como é que não é posto em prática, mais ainda quando é uma medida "fácil" de implementar.
Quando tens clubes, todos ou quase todos, a esconder e a fazer desaparecer as imagens de agressões e de confusões na verdade também não podemos esperar que tudo o resto possa funcionar.
Quando tens a própria policia a ter interesse em que haja confusão, mais confusão, mais agentes, mais dinheiro.
Quando tens a liga a fechar os olhos até a agressões a jogadores dentro do próprio campo como aconteceu o ano passado com Pizzi, podemos esperar o quê?
Claro que jogos à porta fechada teriam que ser a punição mais grave e uma grande excepção, mas tendo em conta o que se vai vendo em Portugal este tipo de decisões deveria ser todas as semanas a ver se de uma vez por todas se arrepia caminho e se pensa no futebol a longo prazo.
Eu não me importava de ter 10 jogos à porta fechada se a seguir tivesse a certeza que poderia ir a qualquer jogo descansado da vida com a família, seja em casa seja fora.
Se nem assim os clubes percebem o caminho errado que estão a seguir, o que mais se pode fazer?
Os clubes castigados (e o pessoal por cá numa maioria) em vez de tentarem resolver o problema que está na base de tudo isto, arranjar soluções como as que referes, chutam para canto e no fim os criminosos quase parecem quem tomou a decisão.