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Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
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Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
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GverreirodoMinho
GverreirodoMinho Equipa Principal
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Por causa de algumas discussões que tenho visto aqui no fórum, decidi escrever acerca de um assunto que há muito tenho pensado. E se, tendo em conta o contexto específico do nosso clube na liga (um 4º lugar quase garantido época após época, e um clube isolado tanto do pelotão da frente como do de trás), e do contexto da liga em si (o domínio de 3 clubes), o Braga mudasse a forma como traça os objectivos por época?

É certo que não é nada inovador, e há clubes que o fazem na luta pela manutenção (objectivo dos 30 pontos), mas acho que merece pelo menos uma discussão. Que achavam vocês de, em vez de traçarmos o objectivo do 4º lugar e "depois logo se vê" (ou seja, um objectivo classificativo), traçássemos um objectivo pontual? E se, para além desse objectivo pontual (ou, se preferirem, para auxiliar esse objectivo pontual) traçássemos outros mini objectivos, para ajudar a garantir que há traços do clube que se mantém inalterados?

Há 3 factores que eu acho que têm que ser importantes para a nossa equipa: sermos, de forma inequívoca, o "primeiro dos últimos" (ou seja, o 4º sem margem para dúvidas); termos um estádio onde as equipas têm medo de jogar (o inferno da Pedreira); e praticarmos um futebol ofensivo e atractivo.

Para garantir que esses 3 factores são cumpridos, deixo aqui a ideia para alguns objectivos que eu acho que deviam ser traçados todas as épocas:

- Mínimo de pontos (para garantir o 4º lugar);
- Mínimo de vitórias (para garantir o 4º lugar);
- Mínimo de golos marcados (para garantir o futebol ofensivo);
- Mínimo de vitórias em casa (para garantir o inferno da Pedreira);
- Mínimo de golos em casa (para garantir o futebol ofensivo e o inferno da Pedreira);

Vamos então olhar para o desempenho do Braga nas últimas 7 épocas (desde que a Liga tem 18 equipas):



Olhando ao que tem sido feito, nas últimas 4 épocas conseguimos 60 ou mais pontos e 18 ou mais vitórias. Conseguimos 55 ou mais golos nas 3 épocas antes da época passada (marcamos 53 o ano passado), e em 14/15 também conseguimos os 55 golos. Conseguimos 11 ou mais vitórias em casa em 5 das 7 épocas (14/15, 15/16, 17/18, 8/19 e 20/21), e marcamos 30 ou mais golos em casa em todas as épocas menos a época passada.
Ou seja, tendo em conta mais ou menos aquilo que seriam os objectivos actuais (se seguíssemos estes moldes) a curto e médio prazo acho que deveríamos adoptar estes objectivos:

 

Convém notar que, mesmo com os tais 70 pontos, o 3º lugar é muito difícil (nestas 7 épocas, só em duas ocasiões um dos 3 fez 70 ou menos pontos: o Sporting fez 70 pontos em 16/17 e 60 em 19/20), mas é nisto que se fala quando se diz que se quer uma aproximação. Se a fazer 70 pontos é difícil, a fazer estes 60/60 e poucos que temos feito mais difícil é.

Depois destas 3 épocas a conseguir, com sucesso, 65 pontos, 20 vitórias (12 em casa), e 60 golos marcados (35 em casa), outro "mini-objectivo" que deviamos ter em consideração era o confronto directo com os metralhas (sendo que fazem sempre para cima de 70 pontos, uma das maneiras de nos aproximarmos é através dos jogos que temos contra eles).

Olhando para estes dados, acho que podemos concluir que, em grande parte das épocas, os objectivos passam por conseguir 1 vitória e 1 empate nos 6 jogos (o equivalente a 4 pontos) e 6+ GM; 12- GS. Num futuro, acho que o ideal seria tentar 2 vitórias nos 6 jogos (6 pontos), marcar na mesma os 6/7 golos, mas sofrer 10 ou menos (diminuir o número de jogos em que perdemos por 3 ou mais)

O que é que vocês acham? Acham que é uma estratégia que faz sentido, ou seria só complicar aquilo que não precisa de ser complicado? Concordam que não faz sentido ter apenas o 4º lugar como objectivo, mas têm uma abordagem diferente ao problema?
Sócio 2669.
Somos Braga! Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #1 em: 07 de Março de 2022, 13:13 »
Este tipo de objetivos internamente já existem.

Torná-los públicos,  não vejo utilidade, pelo contrário.

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Hucry
  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #2 em: 07 de Março de 2022, 18:27 »
Este tipo de objetivos internamente já existem.

Torná-los públicos,  não vejo utilidade, pelo contrário.

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Não é bem assim, pois ainda no ano passado o Carvalhal disse que o objetivo da época era superar a pontuação da época anterior, disse-o várias vezes durante o ano... não o disse este ano porque já percebeu que só com um milagre é que iguala a pontuação do ano passado, 64 pontos, visto que temos 46 com 27 pontos para se jogar e tendo ainda jogos bastante complicados pelo caminho, diria que já não seria mau chegar aos 60 pontos. Aliás, o próprio Carvalhal está constantemente a falar em estatísticas, seja para o bem ou para o mal, se há pessoa que fala dos objetivos estatisticamente falando é o Carvalhal..
« Última modificação: 07 de Março de 2022, 18:29 por A4 »
Pé Ligeiro
Pé Ligeiro Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #3 em: 07 de Março de 2022, 19:06 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito pouco profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
« Última modificação: 29 de Setembro de 2023, 18:08 por Pé Ligeiro »
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rpo.castro
rpo.castro Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #4 em: 07 de Março de 2022, 19:48 »
Não me parece que haja um problema de definição de objetivos. Existe um problema de comunicação desses objectivos e de gestão de expectativas.

Apesar do crescimento que o Braga sofreu de 2003 para cá e de nos termos tornado claramente a 4a equipa, somos uma equipa no meio de um deserto: criamos uma grande distância para os demais, mas continuamos a ter uma enorme para o trio da frente. E quando o crescimento foi mais visível e em simultâneo tínhamos um ou até 2 do trio da frente à toa conseguimos tocar o céu. Aproveitando a onda falou se em sonhos e desejos de ser campeão nacional, e a partir daí, o objectivo que é o real e possível passou a ser pouco, e um objetivo demasiado ambicioso e que serão necessárias várias conjugações favoráveis passou a ser normal.

Já tivemos mais do que um treinador a falar de pontos. Lembro me do Simão falar constantemente numa meta de pontos, e de como isso era recebido pelos adeptos.

Chegar ao início da época e definir 70 pontos (atirei este número a título de exemplo e vou manter até ao fim) como objetivo significa o quê? Olhar pra tabela do ano anterior e ver com 70 pontos onde dava para ficar? Ou fazer a conta de merceeiro ganhar a todos com orçamento inferior e pronto?

Os pontos servem para dar a classificação. Esta é o que importa. Se uma equipa fizer o record de pontos mas terminar uma posição abaixo do ano anterior poderá ficar satisfeita? Bater recordes de invencibilidade se ficar em 2º vale o quê?

E se definirmos este ano a meta em 70 pontos e pro ano em 74 isso significa o quê? E quanto é preciso para fazer mais 4 pontos? Qual o rácio ponto/€.

Existem certamente várias pontuações que servem para perceber o momento que a equipa está e percebendo se continuar a tendência onde irá terminar. Perceber se a diferença poderá ser compensada, se justifica investimento ou se já é dado como perdida, mas não é pelos pontos em si.
Sinceramente não sei o que interessa definir uma meta de pontos. Para chegar a determinada altura e dizer "se ganharmos todos jogos vamos fazer 70 pontos"?

Ou o problema é de que o 4º lugar e o resto se vê sabe a pouco? Sabe mas é o que se pode arranjar. Transformar 4º e uns pozinhos em 70 pontos e uns pozinhos não vai tornar a coisa melhor. Ah se calhar 70 pontos podem dar para o terceiro. Podem, mas dariam tanto definindo um objetivo que toda a gente percebe e um objetivo que poucos percebem.
Quem não sente não é filho de boa gente.
JR1287 Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #5 em: 07 de Março de 2022, 22:42 »
Isso é tudo semântica! Dizer "queremos ficar em 4" ou "queremos fazer x pontos", que são os que costumam dar o 4 lugar, vai dar ao mesmo.
Há equipas que dizem que o objectivo é fazer 35 pontos. É mais bonito do que dizer que o objectivo é nao descer de divisão; mas vai dar ao mesmo...
Assim como alguém dizer que quer fazer 90 pontos, significa que quer ser campeão.
Tudo semântica.
Eu quero que o objectivo assumido na próxima época seja ficar no pódio!! Os pontos não me interessam, desde que dêem para ficar no pódio.
Quanto à questão de assumir ou não publicamente os objectivos, já é diferente. Mas isso não tem directamente a ver com os objectivos, pois eles têm de ser assumidos, independentemente de serem expostos externamente ou apenas internamente.
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #6 em: 08 de Março de 2022, 09:54 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.

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rpo.castro
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #7 em: 08 de Março de 2022, 10:19 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #8 em: 08 de Março de 2022, 11:35 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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Pé Ligeiro
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #9 em: 08 de Março de 2022, 16:01 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #10 em: 08 de Março de 2022, 16:36 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #11 em: 08 de Março de 2022, 17:15 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.

Sim, é isso! 100% de acordo.

No Porto do Sérgio,  é obvio que a estratégia é (e tem que ser) a inversa, colocar pressão de ter que ser campeão. Nem fazia sentido ser de outra forma.

No Braga, qualquer treinador que venha, tem que assumir que o objectivo mínimo é o 4° lugar. Tem que haver esse compromisso e essa exigência. Um treinador que chegue atualmente ao Guimarães, se assumir como minimo o 4° lugar é parvo! Até pode ser motivador no início e conquistar os adeptos, mas, quando os resultados não corresponderem, tudo isso se volta contra ele e contra a equipa. Acho o mesmo se um treinador do Braga assumir como objectivo o 3° lugar. É apenas estúpido!

Por outro lado, convém esclarecer que estamos a falar de objetivos para o exterior e de pressão externa (adeptos, media). O facto de se retirar alguma pressão externa não quer dizer que ela não exista internamente. No Braga isso é mais que evidente. AS, a nivel interno, no balneário, é de uma exigência brutal.
« Última modificação: 08 de Março de 2022, 17:24 por Somos Braga! »
O verdadeiro adepto vê-se nas derrotas!
Pé Ligeiro
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #12 em: 09 de Março de 2022, 09:57 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.

Sim, é isso! 100% de acordo.

No Porto do Sérgio,  é obvio que a estratégia é (e tem que ser) a inversa, colocar pressão de ter que ser campeão. Nem fazia sentido ser de outra forma.

No Braga, qualquer treinador que venha, tem que assumir que o objectivo mínimo é o 4° lugar. Tem que haver esse compromisso e essa exigência. Um treinador que chegue atualmente ao Guimarães, se assumir como minimo o 4° lugar é parvo! Até pode ser motivador no início e conquistar os adeptos, mas, quando os resultados não corresponderem, tudo isso se volta contra ele e contra a equipa. Acho o mesmo se um treinador do Braga assumir como objectivo o 3° lugar. É apenas estúpido!

Por outro lado, convém esclarecer que estamos a falar de objetivos para o exterior e de pressão externa (adeptos, media). O facto de se retirar alguma pressão externa não quer dizer que ela não exista internamente. No Braga isso é mais que evidente. AS, a nivel interno, no balneário, é de uma exigência brutal.

Essa pressão que falas do Salvador no balneário é a pior de todas e normalmente ocorre na sequência de maus resultados. Essa pressão é aquela que se deve evitar a todo o custo, pois essa sim, cria instabilidade e receio na equipa. Essa é como a chapada na cara do filho, quando o pai já não tem argumentos.
Admito que para o exterior em determinadas situações não se mostre todo o jogo, mas receio que quanto aos objetivos, se andarmos constantemente com o discurso do "jogo a jogo", essa é a mensagem que fica na mente dos jogadores e até nos restantes envolvidos. Essa forma de estar, é muito perigosa, pois leva à preguiça, ao relax, e, por norma, não dá bons resultados.
BRAGA SEMPRE MAIS!
Somos Braga! Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #13 em: 09 de Março de 2022, 13:16 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.

Sim, é isso! 100% de acordo.

No Porto do Sérgio,  é obvio que a estratégia é (e tem que ser) a inversa, colocar pressão de ter que ser campeão. Nem fazia sentido ser de outra forma.

No Braga, qualquer treinador que venha, tem que assumir que o objectivo mínimo é o 4° lugar. Tem que haver esse compromisso e essa exigência. Um treinador que chegue atualmente ao Guimarães, se assumir como minimo o 4° lugar é parvo! Até pode ser motivador no início e conquistar os adeptos, mas, quando os resultados não corresponderem, tudo isso se volta contra ele e contra a equipa. Acho o mesmo se um treinador do Braga assumir como objectivo o 3° lugar. É apenas estúpido!

Por outro lado, convém esclarecer que estamos a falar de objetivos para o exterior e de pressão externa (adeptos, media). O facto de se retirar alguma pressão externa não quer dizer que ela não exista internamente. No Braga isso é mais que evidente. AS, a nivel interno, no balneário, é de uma exigência brutal.

Essa pressão que falas do Salvador no balneário é a pior de todas e normalmente ocorre na sequência de maus resultados. Essa pressão é aquela que se deve evitar a todo o custo, pois essa sim, cria instabilidade e receio na equipa. Essa é como a chapada na cara do filho, quando o pai já não tem argumentos.
Admito que para o exterior em determinadas situações não se mostre todo o jogo, mas receio que quanto aos objetivos, se andarmos constantemente com o discurso do "jogo a jogo", essa é a mensagem que fica na mente dos jogadores e até nos restantes envolvidos. Essa forma de estar, é muito perigosa, pois leva à preguiça, ao relax, e, por norma, não dá bons resultados.
Podes ter razão.  Não sei.

O que sei é que os resultados desportivos do Braga nos últimos 20 anos desmentem de alguma forma a tua opinião.

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O verdadeiro adepto vê-se nas derrotas!
Pé Ligeiro
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #14 em: 09 de Março de 2022, 14:04 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.

Sim, é isso! 100% de acordo.

No Porto do Sérgio,  é obvio que a estratégia é (e tem que ser) a inversa, colocar pressão de ter que ser campeão. Nem fazia sentido ser de outra forma.

No Braga, qualquer treinador que venha, tem que assumir que o objectivo mínimo é o 4° lugar. Tem que haver esse compromisso e essa exigência. Um treinador que chegue atualmente ao Guimarães, se assumir como minimo o 4° lugar é parvo! Até pode ser motivador no início e conquistar os adeptos, mas, quando os resultados não corresponderem, tudo isso se volta contra ele e contra a equipa. Acho o mesmo se um treinador do Braga assumir como objectivo o 3° lugar. É apenas estúpido!

Por outro lado, convém esclarecer que estamos a falar de objetivos para o exterior e de pressão externa (adeptos, media). O facto de se retirar alguma pressão externa não quer dizer que ela não exista internamente. No Braga isso é mais que evidente. AS, a nivel interno, no balneário, é de uma exigência brutal.

Essa pressão que falas do Salvador no balneário é a pior de todas e normalmente ocorre na sequência de maus resultados. Essa pressão é aquela que se deve evitar a todo o custo, pois essa sim, cria instabilidade e receio na equipa. Essa é como a chapada na cara do filho, quando o pai já não tem argumentos.
Admito que para o exterior em determinadas situações não se mostre todo o jogo, mas receio que quanto aos objetivos, se andarmos constantemente com o discurso do "jogo a jogo", essa é a mensagem que fica na mente dos jogadores e até nos restantes envolvidos. Essa forma de estar, é muito perigosa, pois leva à preguiça, ao relax, e, por norma, não dá bons resultados.
Podes ter razão.  Não sei.

O que sei é que os resultados desportivos do Braga nos últimos 20 anos desmentem de alguma forma a tua opinião.

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Para tirares uma conclusão tão perentória, partes do princípio que nos últimos 20 anos não foram definidos objetivos.
Tanto foram, que várias vezes nos anunciaram que seria para encurtar a distância para os 3 grandes e ainda nos acenaram com a possibilidade de até ao centenário o Braga poder ser campeão.
BRAGA SEMPRE MAIS!
SEMPRESCB
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #15 em: 09 de Março de 2022, 14:45 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.
Por acaso não concordo com isto, acho até que correu bem melhor que as expectativas. Acho que o gasto dos 10M€ foi pensando principalmente em 2 fatores, primeiro o Vagandas sabia que no ano seguinte 2 iriam à fase da grupos da CL e o 3º à pré eliminatória e segundo de uma vez enquanto pagava a clausula sabia que enfraquecia o Braga para essa luta (com o trabalho que Amorim estava a desenvolver iria ser muito difícil ao zborting atingir um dos 3 primeiros lugares na época seguinte dado o buraco em que estava) e se conseguisse fazer o mesmo trabalho que tinha feito por cá acredito que tinham talvez a esperança de conseguir um apuramento directo, correu melhor que o que imaginavam. Não acho que tivessem dado esse valor com o objectivo concreto de ganhar o campeonato sinceramente.

Acho que foi mais o garantir de um possível lugar de CL enfraquecendo nessa altura a maior ameaça da próxima época, colocando no entanto a cabeça a prémio na eventualidade de ser um falhanço. Correu lhe tudo bem e sinceramente mesmo sabendo que era impossível ao Braga resistir à venda mostrou mais visão que Salvador num futuro a médio prazo, preparando-se bem para a abertura de mais uma vaga de CL. Salvador foi indiferente a isso e o fosse aumentou de novo. 
rpo.castro
rpo.castro Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #16 em: 09 de Março de 2022, 18:57 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

Enviado do meu SM-A515F através do Tapatalk

A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.
Num sporting em que gasta mais de 10M€ só para sacar o treinador, estava claro como água que o objectivo era o campeonato.
Claro que depois os treinadores fazem a gestão da pressão. Em equipas mais experientes e a viver bom momento se calar faz sentido colocar mais pressão, em equipas menos experientes (ou menos anos juntas) e com ciclos menos bons tirar pressão ajuda. Mas não é por um treinador dizer que é jogo a jogo que os jogadores não sabem qual o objetivo.
Por acaso não concordo com isto, acho até que correu bem melhor que as expectativas. Acho que o gasto dos 10M€ foi pensando principalmente em 2 fatores, primeiro o Vagandas sabia que no ano seguinte 2 iriam à fase da grupos da CL e o 3º à pré eliminatória e segundo de uma vez enquanto pagava a clausula sabia que enfraquecia o Braga para essa luta (com o trabalho que Amorim estava a desenvolver iria ser muito difícil ao zborting atingir um dos 3 primeiros lugares na época seguinte dado o buraco em que estava) e se conseguisse fazer o mesmo trabalho que tinha feito por cá acredito que tinham talvez a esperança de conseguir um apuramento directo, correu melhor que o que imaginavam. Não acho que tivessem dado esse valor com o objectivo concreto de ganhar o campeonato sinceramente.

Acho que foi mais o garantir de um possível lugar de CL enfraquecendo nessa altura a maior ameaça da próxima época, colocando no entanto a cabeça a prémio na eventualidade de ser um falhanço. Correu lhe tudo bem e sinceramente mesmo sabendo que era impossível ao Braga resistir à venda mostrou mais visão que Salvador num futuro a médio prazo, preparando-se bem para a abertura de mais uma vaga de CL. Salvador foi indiferente a isso e o fosse aumentou de novo.
Esqueçam lá enfraquecer o Braga. Foi a meio do ano para não ir para o benfica mais tarde.
Gastar essa quantia tinha de ser para ser campeão. Foi a mesma lógica de ir buscar o JJ. O sporting ficar nos 3 primeiros não é difícil. Difícil é o Braga ficar nos 3 primeiros.
Quem não sente não é filho de boa gente.
(S)oon(C)hampion(B)raga
(S)oon(C)hampion(B)raga Equipa Principal
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  Re: Devia o Braga mudar a forma como traça os objectivos no início da época?
« Responder #17 em: 29 de Setembro de 2023, 02:07 »
A definição de objetivos claros e ambiciosos é fundamental, para um bom planeamento de cada época e para a responsabilização coletiva de todos os intervenientes, na sua concretização.
A frase que mais se ouve dizer é "vamos jogo a a jogo" ou "o mais importante é o próximo jogo". Esta forma de estar transparece uma falta de planeamento e de definição de objetivos. Desresponsabiliza treinador, jogadores e dirigentes, pelo que é mais confortável para todos, mas é muito profissional.
Os objetivos devem ser ambiciosos, devem ser gerais (fim da época) e parciais (1/3; 1/2 e 2/3 do campeonato) e serem do conhecimento geral, para que, quer jogadores, quer treinador, quer dirigentes e sócios, possam saber com o que todos se comprometeram. Essa definição clara permite ao longo da época ir fazendo pequenos ajustes, em função daquilo que forem os desvios ocorridos aos objetivos parciais.
Permitirá no final, mais facilmente fazer o balanço daquilo que foi alcançado, em função daquilo que tinha sido planeado.
O Amorim ganhou a liga no ano passado com a treta do jogo a jogo, pouca experiência,  equipa de meninos da academia, no fim fazemos as contas.

Este ano, assumidamente candidatos e com um investimento ainda maior, não vejo melhores resultados.
Pensei que fosse com o trabalho dele, com a forma como consegue trabalhar as equipas e por las a jogar como uma equipa. Afinal é semântica.
Óbvio que foi pela qualidade da equipa e do trabalho dele! Acho que isso é indiscutível.

Só estou a reforçar o mérito do Amorim dizendo que ele teve capacidade para retirar pressão à equipa não colocando fasquias altas. Foi notório na reta final, quando a pressão aumentou,  a equipa tremeu. Foram campeões porque tinham um bom avanço pontual.

Por isso, o facto de o Amorim ter conseguido que a equipa jogasse mais de 3/4 do campeonato sem a pressão de ser campeão é para mim mérito do Amorim e não um erro na definição dos objectivos.

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A outra face da moeda é que não havendo objetivos bem definidos e do conhecimento de todos, deixa de haver a devida responsabilização. Pode acontecer o desleixo, porque afinal está tudo bem. Perdemos este, mas vamos ver como corre o próximo e assim sucessivamente. A responsabilização deve implicar cada elemento por si. Cada um deve sentir-se responsável por aquilo que faz, pelo desempenho que tem.
Profissionais bem pagos têm que saber lidar com a pressão. A pressão nem sempre é negativa. Com pressão conseguem-se fazer coisas que com relaxamento não se conseguem.

concordo plenamente com o que realcei a negrito
 

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