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Futebol português em debate
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2720 em: 20 de Fevereiro de 2024, 18:45 »
tribuna.expresso.pt

A guerra no futebol alemão que tem interrompido muitos jogos com protestos (e maças, barras de chocolate ou carros telecomandados)

Os clubes da Bundesliga e da 2. Bundesliga votaram favoravelmente uma proposta para vender, a um investidor, 8% dos direitos comerciais das competições em troca de dinheiro para ajudar à “internacionalização e modernização” do futebol alemão. Mas os adeptos, que temem que isso abra a porta à entrada de capital externo nos emblemas, demonstraram a sua oposição ao negócio

Por
Pedro Barata

Quem tiver visto, recentemente, jogos da Bundesliga e da 2. Bundesliga já se habitou ao ritual: ao minuto 12 começam as manifestações dos adeptos, levando à interrupção das partidas. A fórmula consiste sempre em atirar objetos para o relvado, podendo estes ir desde bolas de ténis até maçãs, de barras de chocolate até notas, passando por apitos ou carros telecomandados.

O cenário apresentou-se, no escalão principal, no Bochum-Bayern, no Friburgo-Eintracht Frankfurt, no Mainz-Augsbrugo, no Wolfsburg-Borussia Dortmund, no Hoffenheim-Union Berlin, no Darmstadt-Estugarda ou no Bayer Leverkusen-Bayern; na segunda divisão, viu-se no Hansa Rostock-Hamburgo, no St. Pauli-Eintracht Braunschweig, no Paderborn-Kiel ou no Hannover-Fürth. A escolha do minuto 12 é uma referência simbólica ao número habitualmente associado aos adeptos.

Mas porquê? Qual a razão para esta revolta que une os diferentes estádios do fußball?

O motivo prende-se com a intenção de vender 8% dos direitos comerciais da Bundesliga e da 2. Bundesliga a uma private equity, um investidor externo que ficaria, durante 20 anos, detentor de partes dos direitos de televisão, comerciais e até, possivelmente, do naming das ligas. Segundo os responsáveis do futebol do país, o encaixe financeiro — que iria entre 900 milhões de euros e os mil milhões — serviria para ajudar à “internacionalização e modernização” do futebol alemão, mas o negócio gera apreensões e receios junto dos adeptos.

O sagrado ‘50+1’

A maior razão de protesto deve-se ao medo que esta venda seja o primeiro passo para terminar com a regra ‘50+1’, uma norma que se confunde com a essência do futebol na Alemanha.

O ‘50+1’ dita que os clubes e os seus sócios (não um investidor externo) devem sempre deter a maioria do capital e direitos de voto. Há as chamadas “exceções históricas”, dadas ao Bayer Leverkusen, financiado pela farmacêutica Bayer, e ao Wolfsburgo, da Volkswagen —o Hoffenheim deixou em 2023 de a ter.

Outro clube que foge, na prática, à lógica do ‘50+1’ é o RB Leipzig, financiado pela Red Bull. Para cumprir com os regulamentos, o Leipzig está dentro dos ‘50+1’, mas ser sócio da entidade é burocraticamente difícil e caro, pelo que os poucos membros são todos ligados à Red Bull, que detém o controlo efetivo das operações.

A natureza da propriedade dos clubes é um assunto muito discutido no país. Há quem argumente que bloquear a entrada de investidores externos limita a competitividade além-fronteiras, mas a generalidade dos adeptos continua a olhar para o ‘50+1’ como uma norma sagrada.

Em dezembro, 24 dos 36 clubes das duas principais divisões votaram a favor da proposta que permitia iniciar negociações para a tal venda dos 8% de direitos. Diversas plataformas de adeptos contestam, desde logo, a essência da votação, que se deu à porta fechada e sem se saber qual o sentido de voto de cada dirigente.

À “France 24”, Kristina Schroeder, da organização de adeptos Unsere Kurve, argumenta: “Que os clubes alemães sejam dos adeptos é algo que os torna especiais. Os adeptos têm de ser incluídos nas decisões, sobretudo nas que são importantes”. A dirigente pediu que a votação de dezembro “seja repetida”, com os votos de cada clube sendo públicos.

O histórico de reivindicações populares no futebol alemão é vasto. Nos primeiros anos do RB Leipzig na elite, era comum ver grandes cartazes contra a Red Bull e a autorização para que o clube competisse na Bundesliga; nas bancadas do país houve, também, alguns dos protestos mais vocais contra a realização do Mundial no Catar; foi, também, graças a estas queixas que o impopular horário de segunda-feira à noite deixou de ser utilizado para partidas da Bundesliga, em 2021.

As queixas dos adeptos tiveram uma primeira vitória quando a Blackstone, uma das empresas interessadas na compra, se retirou do processo. Neste momento, o único candidato conhecido é a CVC Capital Partners, que já investe na Ligue 1 e na La Liga.

Os argumentos da liga

O último relatório financeiro da UEFA indica que a Bundesliga é a terceira liga que mais dinheiro encaixa com a venda de direitos televisão, com €1.048 mil milhões em 2022, atrás da La Liga (€1.462 mil milhões) e da incontestada Premier League (€3.029 mil milhões). Na Alemanha, este valor é 13% menor do que o acordo que havia em 2019/20.

Os dirigentes da liga de clubes argumentam que este negócio permitiria aumentar as receitas televisivas, de marketing e, ainda, potenciar o mercado além-fronteiras. Vários clubes apontam ainda que um parceiro externo poderia trazer valioso conhecimento, que poderia ajudar a aumentar as receitas da Bundesliga e 2. Bundesliga.

A tensão entre a vontade de manter o poder dos adeptos e a tentação de recorrer a investimento externo tem marcado o debate num país que, apesar de ser a mais potente economia da União Europeu, vê os seus clubes sem terem o músculo financeiro que se verifica em Inglaterra ou mesmo nos gigantes de Espanha.

A liga quer ter o negócio fechado até ao final de março, a tempo das negociações para a venda dos direitos televisivos para o ciclo que se iniciará em 2025/26.

Os protestos têm, também, levantado outra questão: quando é que se deve suspender, e não apenas interromper, um jogo? Durante o Hertha-Hamburgo, da 2. Bundesliga, o desafio esteve 32 minutos parado até ser reatado. A federação alemã já se pronunciou, dizendo que “suspender deve ser um último recurso”.

Nos últimos dias, as posições de ambos os lados têm-se extremado. Na semana passada, os máximos responsáveis da liga convidaram várias associações de adeptos para uma reunião, mas estas rejeitaram o encontro, argumentando que se tratava de “uma armadilha”, pois “não havia vontade de negociar”.

Em resposta, Hans-Joachim Watzke, CEO do Borussia Dortmund presidente do conselho de supervisão da liga e conhecido apoiante do negócio com o investidor, alegou que “o diálogo é a base da cooperação democrática”, sublinhando que “ficou registada” a recusa. A guerra no futebol de um gigante europeu continua.

em: https://tribuna.expresso.pt/futebol-internacional/2024-02-19-A-guerra-no-futebol-alemao-que-tem-interrompido-muitos-jogos-com-protestos--e-macas-barras-de-chocolate-ou-carros-telecomandados--88dca24e


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Clubes portugueses são os campeões da dependência das receitas da UEFA e o peso dos salários nas contas está acima do aconselhável

Por
Pedro Barata

A UEFA divulgou um relatório sobre a situação financeira do futebol europeu. Em 2022, os clubes nacionais que participaram nas competições internacionais foram lá buscar, em média, 36% das suas receitas, valor que não foi ultrapassado por qualquer país das 15 principais ligas. Num ano em que se registaram recordes de receitas a nível internacional, há duas tendências que merecem reflexão: o crescente peso das apostas na publicidade e a quebra das receitas televisivas em mercados como Itália, Alemanha ou França.

Mais receitas, encaixes comerciais e de patrocínios maiores, mais gente nos estádios, muitos milhões a circularem. A UEFA publicou um relatório sobre a situação financeira do futebol europeu e, em traços gerais, o cenário é descrito pela entidade máxima do jogo no continente como altamente favorável. No entanto, um olhar mais em pormenor aconselha alguma prudência.

Vamos ao otimismo da visão mais ampliada: escrutinadas as contas de mais de 700 clubes das 55 federações-membro, a UEFA atesta que, em 2022, houve €24 mil milhões em receitas, somando os encaixes de todos os emblemas da Europa. É um valor recorde, correspondente a um crescimento de 13% face a 2021, ano altamente marcado pelos constrangimentos da covid-19, e de 4% face a 2019, antes da pandemia entrar nas nossas vidas.

O documento indica que, entre 2013 e 2023, as receitas dos clubes europeus subiram a um ritmo médio superior a mil milhões de euros por ano. Em 2023, a UEFA calcula que tenham havido €26 mil milhões em encaixes, mas essas contas ainda não estão fechadas.

Como esperado, a liga campeã do dinheiro a entrar é a Premier League. Em 2021/2022, os emblemas do principal escalão inglês registaram €6,5 mil milhões em receitas, um valor praticamente igual à soma dos 642 clubes das 50 ligas pior classificadas no ranking UEFA.

Atrás da Premier League segue a la Liga, com €3,3 mil milhões, a Bundesliga, com €3,2 mil milhões, a Serie A (€2,4 mil milhões) e a Ligue 1 (€2 mil milhões). A seguir às big five está a Rússia, cujo campeonato, apesar de todas as restrições devido à invasão à Ucrânia, ainda vale €1,1 milhões em receitas para os seus clubes. O sétimo lugar é da Eredivisie, dos Países Baixos (€629 milhões), uma posição acima de Portugal.

A I Liga é, assim, o oitavo campeonato em que os clubes geram mais receitas, com €557 milhões em 2022. Valores que dependem, mais do que em qualquer outro país de peso relevante do continente, do dinheiro que vem das competições da UEFA.

O relatório gaba o facto de 93,5% do dinheiro gerado pelos torneios europeus ser canalizado de volta para os clubes. Em 2022, €2,9 mil milhões foram distribuídos da UEFA para as equipas.

Em nenhum dos 15 países com maior coeficiente UEFA houve um peso maior das receitas da UEFA nos ingressos registados nos emblemas do que em Portugal. Em 2022, as seis equipas nacionais na Europa encaixaram, em média, €29 milhões via prémios da UEFA, equivalente a 36% das suas receitas totais, num bolo somado de €177 milhões para os clubes da I Liga.

A Áustria iguala Portugal, com os mesmos 36%, havendo ainda um valor acima dos 30% na Dinamarca (34%). Nas big five, o peso da UEFA não supera os 20%, com a campeã a ter sido, claro, a Premier League, com €500 milhões.

Países com mercados muito pequenos — abaixo dos €15 milhões de receitas totais — têm um peso superior do dinheiro da UEFA, como a Albânia (53%), Andorra (57%), Arménia (49%), Gibraltar (72%) ou Kosovo (49%), mas são realidades em que receber €2,8 milhões, como no caso de Gibraltar, significa uma parte grande do valor total que entra no futebol do país.

O estudo indica ainda um dado que deve chamar a atenção dos clubes nacionais: o peso dos salários em Portugal está acima do recomendado pela UEFA.

Segundo as regras de sustentabilidade financeira que chegam de Nyon, os salários — de jogadores e restantes trabalhadores — não devem ser superiores a 70% das receitas dos clubes. Em Portugal, em média, esse valor é de 74%, com um custo total de €419 milhões, indo €292 milhões para pagar a futebolistas.

Os níveis são ainda mais preocupantes em França, onde 89% das receitas dos conjuntos da Ligue 1 são para pagar salários. Na Bélgica (88%) e Turquia (88%) e Itália (83%) também há valores muito elevados, com a Alemanha (59%) a situar-se no polo oposto.

Estádios privados e receitas com transferências, particularidades nacionais

No que toca às receitas com bilheteira, a Premier League é, novamente a vencedora, com €894 milhões. Portugal fica-se pelo 11.º lugar, com €58 milhões, atrás de países como a Bélgica, Escócia ou Suíça.

Em relação aos estádios, há um número que afasta a I Liga da média europeia. 64% dos estádios das principais divisões europeias são detidos pelos Estados ou pelos municípios, mas em Portugal apenas 22% dos recintos são públicos. É apenas o 48.º valor mais elevado entre as 55 federações-membro.

Por comparação com os país vizinhos de Portugal no ranking das ligas, 33% dos estádios na Bélgica são públicos, ao passo que nos Países Baixos são os mesmos 22% que Portugal. Há casos como a Turquia ou Israel, em que 100% dos estádios são públicos, ou a Suécia, com 75% dos recintos a serem dos governos ou municípios, e França (90%).

Outro parâmetro em que a Premier League não tem adversários são as transferências. Os 20 clubes da mais endinheirada competição do planeta gastaram, em 2022, €1,8 mil milhões em compra de jogadores, acima dos €mil milhões de Itália. Portugal foi o sétimo país que mais gastou, com €160 milhões.

Não obstante, há um ponto em que a I Liga lidera a Europa: o balanço entre compras e vendas. Graças aos €248 milhões que os emblemas nacionais encaixaram, Portugal foi, em 2022, o país da UEFA com maior balanço positivo entre futebolistas que saíram e entraram, com €88 milhões positivos.

Atrás de Portugal ficou a Eredivisie, com €68 milhões positivos. Na ponta oposta estão os €1,015 mil milhões negativos da Premier League.

O caso das apostas e as quebras na TV

Como em quase todos os campos de análise, a Premier League é a vencedora das receitas de televisão, com €3 mil milhões, mais do dobro da segunda liga que mais faz em contratos de transmissão, a La Liga, com €1,4 mil milhões. Portugal está logo a seguir às big five, com €178 milhões.

Mas quando, em muitas rubricas, as receitas gerais do futebol no continente têm subido, aqui a tendência é a oposta. As 55 primeiras divisões da Europa valeram, somadas, cerca de €8 mil milhões em direitos de TV, uma quebra de 4% face a 2019. Vendo de outro ângulo, a principal divisão de Inglaterra gera o equivalente a mais de metade em direitos televisivos do que os outros 54 campeonatos registam.

A tendência afeta alguns dos países maiores, como França (menos 19% de receitas de TV em 2023/24 face a 2019/20), Itália (menos 14% no referido período) ou Alemanha (menos 13%). A maior queda é da Turquia, com uns incríveis 67% a menos agora do que em 2019/20, mas também os Países Baixos não conseguiram melhorar o contrato anterior, com 1% a menos em 2023/24 face a 2019/20. Um aviso para Portugal quando a centralização de direitos se aproxima.

Uma outra tendência recente diz respeito à omnipresença da indústria das apostas e dos jogos de sorte e azar como patrocinadores de clubes e competições.

Cinco das 10 principais ligas da UEFA têm empresas de apostas como o mais recorrente patrocinador nas camisolas dos seus clubes: Portugal, Inglaterra, Rússia, Países Baixos e Bélgica. No total, 23% das equipas das primeiras divisões do continente têm a indústria do jogo como parceiro mais visível nos seus equipamentos.

Em 2012, havia 10 campeonatos europeus cujo nome incluía uma empresa de apostas, valor que cresceu para 18. Há, ainda, 12 taças nacionais cujo naming foi vendido a firmas da indústria do jogo. Números que merecem reflexão tendo em contas os alertas que vão sendo lançados em torno do problema da ludopatia.

em: https://tribuna.expresso.pt/futebol-internacional/2024-02-16-Clubes-portugueses-sao-os-campeoes-da-dependencia-das-receitas-da-UEFA-e-o-peso-dos-salarios-nas-contas-esta-acima-do-aconselhavel-f215925b

« Última modificação: 20 de Fevereiro de 2024, 18:53 por Lipeste »
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2721 em: 22 de Fevereiro de 2024, 09:11 »
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« Responder #2722 em: 22 de Fevereiro de 2024, 12:33 »
Faleceu Artur Jorge, antigo jogador, treinador e seleccionador nacional

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« Responder #2723 em: 22 de Fevereiro de 2024, 12:41 »
Faleceu Artur Jorge, antigo jogador, treinador e seleccionador nacional

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« Responder #2724 em: 25 de Fevereiro de 2024, 09:33 »

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« Responder #2725 em: 25 de Fevereiro de 2024, 09:36 »
O SC Braga é "nomeado" nas escutas...

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2726 em: 28 de Fevereiro de 2024, 09:31 »
« Última modificação: 28 de Fevereiro de 2024, 09:36 por Lipeste »
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2727 em: 28 de Fevereiro de 2024, 09:36 »

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2728 em: 28 de Fevereiro de 2024, 16:40 »
tribuna.expresso.pt

O futebol profissional deu 667 milhões de euros ao PIB português. São 0,26% da riqueza nacional

O contributo do futebol aumentou 8% em relação à época passada e as SAD que competem na I e II Liga pagaram mais de 228 milhões de euros em impostos, 78% dos quais relativos a IRS e contribuições para a segurança social. E gerou mais de 3.500 postos de trabalho

Por
Lusa

O futebol profissional em Portugal gerou, na época passada, uma receita superior a 987 milhões de euros, contribuindo com mais de 667 milhões para o PIB nacional, anunciou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Os dados foram revelados no Porto, na apresentação do Anuário do Futebol Profissional Português, produzido pela empresa EY, em parceria com a LPFP, que registou um aumento de 8% no contributo do futebol para a económica portuguesa em relação à época anterior, representando já 0,26% da riqueza nacional.

Ainda segundo o mesmo documento, as sociedades desportivas que competem na I e II Liga, pagaram, na temporada transata, mais de 228 milhões de euros em impostos, 78% dos quais relativos a IRS e contribuições para a segurança social.

No mesmo anuário, foi exposto que o futebol profissional no nosso país gerou mais de 3.500 postos de trabalho, sendo que os emblemas da I Liga são responsáveis por 76% desses empregos, com um total de 2.682 pessoas, das quais 930 jogadores, 257 treinadores e 1.473 funcionários afetos às áreas de suporte, gestão e administração.

O estudo fez ainda um balanço do mercado de transferências da época passada, apontando um saldo positivo de 319 milhões de euros para a totalidade dos clubes portugueses, nomeadamente com a transferência de 277 jogadores da I Liga para campeonatos estrangeiros.

O mercado de verão foi o período mais ativo, oficializando 77% de todas as saídas da época 2022/23, onde, curiosamente, e à semelhança das entradas, os defesas centrais foram a posição mais transferidas pelos clubes nacionais.

O estudo da EY sustenta o plano estratégico da LPFP, para 2023-2027, que se sustenta em quatro eixos fundamentais: “Profissionalização da indústria, novas competições e formatos, alteração do perfil do adepto e intensificação das preocupações e sociais e éticas”.

Assim, os desafios passam pela “aproximação ao adepto, a valorização das competições e da sociedades desportiva, a internacionalização e a centralização dos direitos audiovisuais”.

“A centralização dos direitos será um passo muito importante para o crescimento do futebol em Portugal. Atualmente, as receitas da televisão correspondem a cerca de 20% do setor, mas muito concentradas em três clubes. Acreditamos que a centralização pode construir um produto melhor e com maior valor associado, podendo contribuir para uma distribuição mais equitativa entre os clubes”, disse Miguel Farinha, da EY Portugal, Angola e Moçambique, que apresentou o estudo.

O responsável aferiu que “o futebol português é viável”, mesmo reconhecendo que o aumento de receitas também tem sido acompanhado por um aumento de custos.

“Na última época foram geradas 948 milhões de receitas, face a 918 milhões de euros de despesas. Claro que há temas a melhorar, nomeadamente a macrocefalia do futebol português, em que as receitas e despesas ainda estão muito concentradas, sobretudo, em três clubes. Acredito que a centralização vai ajudar a reduzir essas diferenças”, apontou Miguel Farinha.

A apresentação da sétima edição do Anuário do Futebol Profissional Português decorreu durante as Jornadas Anuais da LPFP, realizadas no estádio do Bessa, no Porto.

Helena Pires, diretora executiva coordenadora da LFPP, considerou que o documento “é um alerta sobre o que o futebol português representa para o país como indústria".

“Temos um grande contributo para o PIB, produzimos muitos postos de trabalhos, e pagamos muitos impostos. Por isso, reclamamos o direito de sermos olhados com uma verdadeira indústria. Vamos solicitar a descida dos custos de contextos, é fundamental para a nossa competitividade e sustentabilidade”, disse a dirigente à agência Lusa.

Helena Pires insistiu que perante “os números que expostos, a indústria do futebol tem de ser olhada de forma diferente pelo contributo que dá ao país”, e apontou que estudos como este anuário “apontam o caminhos para estrategicamente serem definidas as prioridades do futebol português”.

em: https://tribuna.expresso.pt/futebol-nacional/2024-02-27-O-futebol-profissional-deu-667-milhoes-de-euros-ao-PIB-portugues.-Sao-026-da-riqueza-nacional-c1bee482
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« Responder #2729 em: 01 de Março de 2024, 09:37 »

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2730 em: 16 de Março de 2024, 11:05 »

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2731 em: 17 de Março de 2024, 13:46 »
Esta historinha das tarjas nas claques do Porto é muito engraçada. Então mas com o clube a perder ao intervalo abandonam o estádio porque roubaram uma tarja do museu?

As prioridades na cabeça daquela gente estão todas trocadas...

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2732 em: 17 de Março de 2024, 14:32 »
Esta historinha das tarjas nas claques do Porto é muito engraçada. Então mas com o clube a perder ao intervalo abandonam o estádio porque roubaram uma tarja do museu?

As prioridades na cabeça daquela gente estão todas trocadas...

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Se forem as tarjas da fundação a claque tem de ser extinta. Mesmo que não o façam deixam de ser respeitadas dentro do mundo ultra.
Pelo menos foi o que me contaram quando aqui há tempos roubaram também a tarja de um clube israelita, penso que o beitar.
Quem não sente não é filho de boa gente.
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2733 em: 17 de Março de 2024, 14:35 »
Esta historinha das tarjas nas claques do Porto é muito engraçada. Então mas com o clube a perder ao intervalo abandonam o estádio porque roubaram uma tarja do museu?

As prioridades na cabeça daquela gente estão todas trocadas...

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Se forem as tarjas da fundação a claque tem de ser extinta. Mesmo que não o façam deixam de ser respeitadas dentro do mundo ultra.
Pelo menos foi o que me contaram quando aqui há tempos roubaram também a tarja de um clube israelita, penso que o beitar.
Não sei, a verdade é que não percebo nada disso (e não tenho interesse nenhum em perceber, diga-se, eu e claques nunca tivemos grande ligação).

Mas mesmo que isso seja verdade, do respeito da comunidade ultra (o que quer que isso seja), mantenho o que disse: as prioridades estão todas trocadas, se isso é mais importante que o apoio ao clube.

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2734 em: 17 de Março de 2024, 15:45 »
Esta historinha das tarjas nas claques do Porto é muito engraçada. Então mas com o clube a perder ao intervalo abandonam o estádio porque roubaram uma tarja do museu?

As prioridades na cabeça daquela gente estão todas trocadas...

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É preciso perceber o que são as claques para perceber o que aconteceu.
A tarja "vale" mais que a simples vitória ou derrota num jogo.
Gostando-se ou não das claques, quem segue mínimamente o futebol sabe o valor que isto tem naquele mundo.
No fim não tem nada de engraçado, conseguirem entrar num museu e roubar sem ninguém dar conta, é surreal.
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2735 em: 17 de Março de 2024, 16:33 »
Esta historinha das tarjas nas claques do Porto é muito engraçada. Então mas com o clube a perder ao intervalo abandonam o estádio porque roubaram uma tarja do museu?

As prioridades na cabeça daquela gente estão todas trocadas...

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É preciso perceber o que são as claques para perceber o que aconteceu.
A tarja "vale" mais que a simples vitória ou derrota num jogo.
Gostando-se ou não das claques, quem segue mínimamente o futebol sabe o valor que isto tem naquele mundo.
No fim não tem nada de engraçado, conseguirem entrar num museu e roubar sem ninguém dar conta, é surreal.
Quantas vezes tenho que repetir: se uma tarja vale mais do que apoiar a equipa, então as prioridades estão trocadas.

Para dar um exemplo paralelo (com as nuances que isso acarreta): se um acontecimento intra-partidário tem maior relevância para o partido do que um acontecimento relativo ao país, então as prioridades desse partido estão trocados (a sua propria existência assenta-se unica e exclusivamente à volta do serviço ao país).

É colocar os assuntos de claques/ultras à frente dos assuntos do clube. Se assim é, para é que serve essa claque?

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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2736 em: 17 de Março de 2024, 17:56 »
Sim, supostamente no mundo ultra uma claque acaba quando a faixa é roubada por outro grupo ultra. Mas foi a faixa principal que metem em todos os jogos ou uma cópia? (Não deve ser difícil de replicar uma igual visto os gajos fazerem print a tudo que é coreografia). E depois, mesmo que tenha sido roubada não foi num confronto com outro grupo rival, por isso não sei se conta. De qualquer das maneira, não estou a ver a máquina dos SD a parar de vender o merch e tudo o que gira em torno dessa "claque" por causa duma faixa. E depois como é que fazem os esquemas?
PAF Equipa Principal
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2737 em: 17 de Março de 2024, 19:04 »
Esta historinha das tarjas nas claques do Porto é muito engraçada. Então mas com o clube a perder ao intervalo abandonam o estádio porque roubaram uma tarja do museu?

As prioridades na cabeça daquela gente estão todas trocadas...

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É preciso perceber o que são as claques para perceber o que aconteceu.
A tarja "vale" mais que a simples vitória ou derrota num jogo.
Gostando-se ou não das claques, quem segue mínimamente o futebol sabe o valor que isto tem naquele mundo.
No fim não tem nada de engraçado, conseguirem entrar num museu e roubar sem ninguém dar conta, é surreal.
Quantas vezes tenho que repetir: se uma tarja vale mais do que apoiar a equipa, então as prioridades estão trocadas.

Para dar um exemplo paralelo (com as nuances que isso acarreta): se um acontecimento intra-partidário tem maior relevância para o partido do que um acontecimento relativo ao país, então as prioridades desse partido estão trocados (a sua propria existência assenta-se unica e exclusivamente à volta do serviço ao país).

É colocar os assuntos de claques/ultras à frente dos assuntos do clube. Se assim é, para é que serve essa claque?

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O exemplo do partido até pode ser um bom exemplo, há situações nos partidos que se não forem resolvidas acabam por trazer problemas ao país. Dentro do meio acho que se percebe-se perfeitamente o burburinho que se passou. Obviamente que face ao que foste escrevendo, também não espero que percebas isso, mas certamente também não percebes 99% do que se passa entre as claques e os presidentes dos clubes, incluindo o nosso...
(e eu nem de perto nem de longe anda pelas claques ou coisa do género)
No limite a situação da tarja podia acabar com a claque, isso teria consequências no apoio. A sua saída e reentrada no jogo deduzo que foi para tirar satisfações com o clube sobre o que se passou. Uma cena destas não foi tornada pública, nem sequer a claque informada pelos vistos.
Eu se tivesse lá os meus bens como acontece com muita gente não sei se os deixava lá neste momento.
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2738 em: 17 de Março de 2024, 21:24 »
Que chatice cirúrgica...não estará FCP a tentar resolver a chatice de forma cirúrgica?!
« Última modificação: 17 de Março de 2024, 21:58 por Lipeste »
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  Re: Futebol português em debate
« Responder #2739 em: 28 de Março de 2024, 07:32 »
 

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