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"O CULTO DO BRAGUISMO" - TODOS OS TEXTOS
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  "O CULTO DO BRAGUISMO" - TODOS OS TEXTOS
« em: 22 de Julho de 2014, 22:07 »
Este tópico destina-se a juntar os textos relativos ao "O CULTO DO BRAGUISMO".

O tópico manter-se-á inamovível, incluirá todos os textos já publicados e ficará bloqueado, não recebendo comentários. À parte manter-se-á apenas o texto de cada semana.

Este assunto terminará quando se iniciar a Liga 2014/2015.

Esta iniciativa visa 'limpar' o fórum, em especial na parte inamovível.

Esperamos ter a melhor compreensão de todos.
« Última modificação: 01 de Agosto de 2014, 14:15 por A.COSTA »
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #1 em: 22 de Julho de 2014, 22:08 »
1º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Nemec:

Nasci assim! Digo-o com toda a firmeza e convicção. Não posso dizer que foi algo que aprendi a amar, amo e não tem explicação nem data de início. Limito-me a tentar fazer entender os demais que é assim e ponto. Sou cego, admito-o sem qualquer tipo de preconceito e aceito-me assim, gosto de mim assim. Por isso não falo de futebol com ninguém, não me interessa o que me dizem sobre este ou aquele clube e este ou outro jogador, mas se me falam do Sporting Clube de Braga não me fico… Defendo com unhas e dentes tudo o que se relacione com o Sporting Clube de Braga, do soldado raso à mais alta patente, todos os Gverreiros desta enorme legião. Sinto-o como um pedaço de mim, um pedaço sem o qual não posso existir, um pedaço assim parecido com… com um coração! Não sou o único, somos milhares e temos vindo a crescer. Nós que nos sacrificámos, nós que sofremos, nós que estamos sempre lá, à chuva, ao sol, à neve, doentes… Sim somos doentes! Acreditámos doentiamente que um dia as coisas vão mudar, que um dia o futebol vai ser justo e que não vão existir mais casos “Vandinho”, nem mais penaltis fora da área ou mesmo fora do campo. Acreditámos e é isso que nos move. Jurámos nunca abandonar o Sporting Clube de Braga, jurámos amor eterno, jurámos apoiar na vitória e na derrota! Sim apoiar na derrota, porque na vitória todos apoiam e todos aparecem, mas se não apoiássemos na derrota nunca existiria Sevilha, ou Udine, ou Dublin… Fomos nós que criámos autênticos infernos na Pedreira, fomos nós que assombramos o Bayern Munique, Arsenal e tantos outros que por cá passaram, fomos nós os adeptos, nós os que acreditámos, nós os que sofremos, nós os que sentimos, nós os que sonhámos, nós os Braguistas… Juntos havemos de nos erguer e juntos iremos lutar para que o Mundo volte a tremer, onde tu fores jogar…
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #2 em: 22 de Julho de 2014, 22:09 »
2º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Cardoso

Sugeriram-me que fizesse um texto sobre o Braguismo; à memória veio-me, imediatamente, o Superbraga de outros tempos, em que esses textos abundavam e se vivia por aqui um clima de camaradagem invulgar e que raramente se encontrava naqueles primeiros tempos de internet, sem Facebook nem quejandos.

Alguns anos depois o Superbraga mudou. Ou melhor, eu e o Superbraga mudámos. Ambos ficamos mais velhos. Mas eu fiquei mais velho literalmente; o Superbraga, esse, envelhecendo rejuvenesceu. Porquê? Porque é feito de gente e eu sou feito de células que envelhecem.

A gente nova que por aqui se fixou deu ao fórum a vitalidade que hoje se lhe reconhece; com genica, com vontade de ultrapassar todas as fronteiras. Muita coisa mudou no fórum. No entanto, algo permaneceu: aquilo a que outros gostam de chamar “mística” mas que nós sentimos como Braguismo; esse, ficou e ficará.

Mas afinal, o que é o Braguismo?

Andamos a responder a esta pergunta desde 1998, mais ou menos. E não andarei longe da verdade se disser que Braguismo é o sentimento que projeta o nosso clubismo para o passado e para o futuro; é o cruzamento de todos os tempos num presente que vivemos intensamente. É o Braguismo que nos faz sonhar com títulos e vitórias impossíveis mas é também o Braguismo que nos faz reviver o passado; não um passado “glorioso” como outros pavoneiam; mas um passado sofrido e, acima de tudo, orgulhosamente nosso.

Para nós, braguistas da “velha guarda”, falar de passado não é falar da nossa senilidade nem assim deveria ser encarado por aqueles que se dizem braguistas do futuro; falar do passado é encontrar a identidade que, às vezes, me parece perdida.

O Braguismo que hoje projetamos em sonhos de títulos era o mesmo Braguismo que nos alimentava a alma na luta pela permanência, nas batalhas intermináveis pela sobrevivência do clube. Era esse sentimento que levava a que 3000 almas se molhassem até aos ossos no granito gelado do Primeiro de Maio para festejarmos, às vezes, um empatezinho. Era pouco; éramos pobres e modestos; mas éramos felizes na nossa luta interminável. Os nossos heróis não eram as estrelas da seleção; eram modestos mas intrépidos lutadores que sofriam até às lágrimas, por este clube; muitos desses nomes são agora quase desconhecidos para as gerações mais recentes; mas são esses quase anónimos que fizeram que este clube, gloriosamente, sobrevivesse. Recordo guerreiros como Sérgio, Baltazar, Chico Silva, Artur Jorge, Zé Nuno, Rui Correia, Valtinho, Vítor Santos, Jorge Gomes, Nelito, Dito, Toni, Hélder, João Mário, Fernando Pires, Gama, Carvalhal e tantos outros, até chegar a vez de dois jogadores “mitológicos” dos anos noventa, Karoglan e o inigualável Barroso. Talvez tenham sido estes dois, os arautos dos novos tempos; os primeiros porta-vozes de um SC de Braga maior. Eram então dados os primeiros passos para um novo Braga mas nunca para um novo Braguismo. Porque o Braguismo é intemporal. Não é dos novos nem dos velhos. Não é do Superbraga nem do Facebook. É de todos aqueles que não traíram as suas raízes; é de todos quantos não vergaram, vergonhosamente, a coluna vertebral aos interesses de quem nos quer ver de rastos!

Hoje, como ontem e como sempre, o BRAGA SOMOS NÓS.
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #3 em: 22 de Julho de 2014, 22:10 »
3º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - FIDELIS

Fui, também eu, convidado, para tentar transmitir em algumas palavras sobre o que é isso de Braguismo. O que é que nos faz chorar de emoção quando alguém com a camisola "arsenalista" marca um golo, o que é que nos enche de orgulho sempre que vemos o símbolo do SCBraga seja onde for, numa prova de natação ou no peito de um atleta a correr corta mato, o que nos faz programar a nossa vida em torno dos jogos do nosso clube, o que nos faz fazer Km atrás de Km só para agitar uma bandeira num qualquer estádio, esteja frio ou calor, esteja a chover ou a nevar. O Braguismo é este sentimento, que acelera o coração que nos causa arrepios, que nos faz sonhar, dia após dia, ano após ano, que nos deixa rendidos a uma causa.

Eu nasci braguista, porque essa era a ordem natural das coisas. Mas não sou mais braguista do que aquele que também ele passou a sentir, logo a entender, há meia dúzia de dias o Braguismo. O Braguismo somos nós, os que estão lá sempre, fisicamente ou não, mas que estão lá sempre. O Braguismo é aquele orgulho que nos preenche sempre que vestimos a "nossa" camisola, ou usamos as "nossas" cores. O Braguismo é ensinar uma criança  a cantar uma qualquer música do clube. O Braguismo é aquele abraço que dá-mos ao nosso vizinho de bancada na alegria de uma vitória, é aquele olhar de tristeza mas de firmeza na eminência de uma derrota. O Braguismo é também este espaço onde nos reunimos, onde buscamos forças, onde discutimos, onde sonhamos.

O Braguismo somos nós e enquanto qualquer um de nós for braguista, o Braguismo nunca morrerá, antes pelo contrário, será  mais forte.

Como defendo há muitos e muitos anos.......BRAGA E BASTA !!!
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #4 em: 22 de Julho de 2014, 22:11 »
4º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Zé

EU SOU DO BRAGA
O Benfica a Jogar é sinónimo de romaria. Não sou bruxo nem adivinho, no entanto, facilmente prevejo que o Estádio Municipal de Braga, com o SLB, vai mesmo encher.
O SLB onde quer que vá enche estádios e naturalmente os clubes aproveitam para rechear os paupérrimos cofres, colocando bilhetes para o público a preços acima do usual.
Diz a Comunicação Social regional de Lisboa que Braga é a 2ª casa do SLB. Não concordo totalmente, pois quem conhece sabe que Braga é dos Braguistas, no entanto, o mesmo não se pode dizer dos concelhos limítrofes. Lá imperam outras crenças que não a do SCB. Esses dizem presente, comparecem no estádio ávidos de verem as vedetas que lhes incham o ego.
A nossa região está repleta de benfiquistas… esta é a verdade inquestionável por mais que digamos o contrário. Não podemos, se desejamos ser coerentes e verdadeiros com nós próprios, ocultar, esconder na nossa mente o que os nossos olhos vêem.
Confesso… Não nutro simpatia pelo Benfica. Nem pelo Sporting e tão pouco o FCP. Gosto do SCBraga. O meu coração pertence por inteiro ao SCB.
Fico perplexo. Por que algumas pessoas não apoiam o clube mais representativo da região? Por que as pessoas não apoiam o SCB? O GVFC ou mesmo o VSC? Apoiam os 3 “grandes”… Porquê?
Procuro uma explicação, uma razão. Uma razão de ser assim… Será que a encontrarei? Por mais que medite não encontro os motivos para este fenómeno. Eles têm uma enorme vantagem. Têm um historial, uma base de apoio que dificilmente terá equiparação no nosso país. Vivem do passado, exaltam-no… e no presente fazem passar a mensagem de esperança para o futuro. Fazem passar a mensagem de que o passado glorioso renascerá, qual fénix das cinzas… E eles – os benfiquistas – piamente acreditam. Têm fé ou pelo menos desejam que assim seja. Os benfiquistas envolvem tudo por onde passam pois nunca deixam de acreditar… mesmo quando o fôlego da razão da sua existência está débil e moribundo, eles acreditam.
Hoje…ontem… é sempre assim. Tanto quanto os meus olhos permitem ver, é sempre assim.
Triste, é este o sentimento, mas também revoltado. As pessoas da nossa região não estão com o SCB. Pergunto a mim próprio: - Por que é assim? Serei eu velho e esta situação permanecerá? Será que vai ser sempre assim?
- Faça-se algo… mas faça-se!
O preço nunca será demasiado caro… o futuro trará dividendos 10…100 vezes maiores.
Fecho os olhos e imagino… imagino um estádio cheio, mas cheio de pessoas a apoiar um clube. Um mar de gente orgulhosa do seu clube. Um mar de gente que apoia nos bons, mas principalmente nos maus momentos… um mar de gente a apoiar o SCB!!!!
Alegria, beleza, paixão a pairar no ar… e um grito uníssono nas bancadas: . “BRAAAAGAA”!!!! como que a agradecer o espectáculo que deslumbravam e que a equipa do SCB os  brindava.
Sim… o SCB significa muito para mim. Tenho consciência que tal como eu, há muita gente que é genuinamente do SCBraga. Muita…
A quem de direito, apelo que faça algo em prol de engrandecer este clube. O SCB merece.
Acho importante iniciativas com o objectivo de inverter esta situação. Se Braga tem muitos habitantes oriundos de outras localidades, a quem o SCB nada diz, há que tentar junto da 2ª geração incutir o “braguismo”. É necessário inverter esta situação, pois desejamos todos um SCB cada vez maior e melhor.
Iniciativas nas escolas; acções e parcerias com o objectivo de proporcionar aos sócios benefícios, assim como incrementar o marketing…
Além dos aspectos acima enunciados, há pormenores que merecem reflexão a quem de direito. Ainda há muito trabalho a fazer: que desesperante é ver ainda alguns pormenores que inibem e frustam os associados do SCB: 3 meses à espera do cartão de associado; filas de trânsito e problemas de estacionamento; entrada demorada no estádio; promiscuidade nos sectores reservados a sócios; claques do adversário a ocupar lugares reservados a associados…
Posso constatar que perante muitas adversidades e condicionalismos, ser sócio do SCB é só próprio de alguns, não de todos. O SCB não ganha títulos. Não ganha campeonatos. Não tem vedetas internacionais. Não é falado todos os dias nos media…Apesar disso os braguistas são fortes e acreditam no seu clube.
Obviamente que esse futuro passa invariavelmente por António Salvador de quem espero não deseje ser mais um presidente, cuja fotografia ficará esquecida, para sempre,  num qualquer corredor frio e escuro do Estádio Municipal de Braga.


In Diário do Minho 15/04/2004

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O artigo acima indicado foi escrito e publicado no Diário do Minho em 2004. Decorridos 10 anos, algumas coisas foram mudando e outras permanecem inalteradas. O Braguismo esse nasceu  e continua a crescer…  Mais importante que o aumento de adeptos do SCB é a consolidação do Braguismo.  Isso vê-se, não nos bons momentos, mas nos maus momentos…a exemplo da época que agora findou. Quantas vezes eu vi a desolação e a tristeza bem expressa no rosto daqueles que me rodeiam... Quantas vezes vi a lágrima muitas vezes reprimida no canto do olho. Quantas vezes vi  a angústia no coração que acaba por levar, qual rio que corre para mar, para um estado de espírito doloroso e indiscritível…

Não vi a indiferença nos adeptos do SCB. Isso que demonstra? O óbvio… o SCB reside na sua alma. Está no seu sangue…

O SCB pode ser um clube pequeno. O historial não é de feitos gloriosos como é apanágio de outros clubes nomeadamente o Benfica que se auto-intitula glorioso… essa auto-intitulada glória quantas vezes não é mais que vitórias sustentadas no mais podre que existe no futebol.  Para alguns que interessa… os fins justificam os meios! Para alguns a sede, a avidez de vencer ultrapassa valores que deveriam estar sempre presentes na nossa vida… Se para alguns tudo vale, e o que interessa é ganhar, os braguistas já demonstraram que estão com o SCB incondicionalmente,  apesar  do SCB  não ganhar muitas vezes o carácter e a alma dos braguistas demonstram que afinal a sua natureza, a essência… é Enorme. Enorme em dignidade; Enorme em humildade; Enorme em valores… que outros esquecem! Os braguistas podem não ganhar, nem sentir o doce sabor da vitória como os adeptos de outros clubes mas isso nunca os fará esmorecer pois eles são adeptos do SCB e o que os move são  valores muito mais nobres que a vitória ou ganhar muitas vezes. Todos gostamos de sentir os bons momentos de felicidade, da alegria de jogar na Champions… todos nós gostamos de sentir os momentos únicos e inesquecíveis de conquistar a Taça da Liga.. . Mas não foram essas conquistas que os fez despertar para o SCB. Antes disso acontecer, sempre disseram presente e nunca questionaram o seu amor e entrega ao clube. SCB para sempre!!!


"Zé"
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #5 em: 22 de Julho de 2014, 22:12 »
5º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - GALEGO

Agora e sempre: força Braga!, a luta continua...!

QUÉ É O BRAGUISMO?
Que é o Braguismo?. Uma opção. Sem dúvida. À que chegamos livremente. Fomos uma vez, duas vezes, três vezes... a ver jogos do Sporting Clube de Braga. E sentimos algo. Algo difícil de expressar com palavras. Porque estas não podem definir -ao completo- o que tão especialmente sentimos. Por isso é um sentimento íntimo, de pertencer, de orgulho; mas de muitas coisas mais. Que está acima de que o Braga ganhe ou perca; de tal forma que, se uma época resulta tão nefasta como a 2013-14, somos capazes de passar página  quanto antes e transformar desencanto em esperança, amargura em sonhos renovados.

UMA FILOSOFÍA DE VIDA
O Braguismo é uma filosofia de Vida, inclusive poderia dizer-se. É uma forma de ser e de estar. De reagir ante o adverso. De aprender a reagir. A levantar-se após cair. A tomar a bandeira do braguista que morreu... e continuar nos com ela, sempre adiante. O Braguismo ensina que, desde a humildade, se pode crescer  e chegar longe; mas lembra-nos sempre que não devemos perder nunca a referência de onde vimos. Não podemos renegar do passado; não podemos esquecer as nossas origens, se queremos ser grandes no futuro.

UMA APOSTA PERMANENTE
O Braguismo é uma aposta permanente por lutar, por perseverar, por ir adiante sempre. Por sacar forças da fraqueza, por demonstrar que se um dia pudemos ser grandes, amanhã poderemos o ser outra vez.
É nas horas baixas, nos momentos mais débeis, quando o Braguismo se faz presente. Quando esses dez ou doze mil fiéis braguistas de sempre, levantam a bandeira vermelha e branca e mostram o seu orgulho de ser -acima de resultados e fracassos- braguistas ferrenhos, braguistas a preceito.

A GRANDEZA DO BRAGUISMO
A grandeza do Braguismo vem dada não só pelo sentimento de carinho e amor a umas cores. É, também, muito importante, a sensação partilhada entre os próprios adeptos, a irmandade que entre eles se reflete; a solidariedade que entre eles se mostra. O Braguismo é assim, também, uma unidade de destino, um sentimento coletivo, que se expressa não somente para a equipa representativa, senão entre os próprios integrantes da coletividade braguista.
Nesse sentido, nunca esquecerei, como me senti e me sento acolhido, desde o primeiro dia, pelos grandes aficionados do Braga. Como senti o seu afeto, o seu carinho, a sua generosidade por compartilhar comigo esse sentimento único que damos em chamar o Braguismo.
Não é, por tanto, somente o ser seguidor de uma equipa; é bem mais que isso, é fazer parte de uma coletividade muito especial, absolutamente diferente às massas associativas de outros clubes. Os braguistas, a coletividade dos braguistas, são algo muito especial; absolutamente diferentes ao coletivo dos melhores adeptos de qualquer outro clube.
O Braguismo, assim, não se mede por milhares, por mais ou por menos número de adeptos; senão pela qualidade humana dos seus integrantes, pela capacidade de sofrimento e entrega que os seus integrantes têm.

FINALMENTE...
É para mim um profundo orgulho ser sócio do Sporting Clube de Braga. Não o posso ocultar.
E só peço a Deus seguir tendo a saúde necessária e o dinheiro suficiente para poder seguir fazendo, com muito agrado, o esforço de ir a todos os partidos que em Braga se desenvolvem, mas também em algumas localidades mais.
Há uns anos, quando faleceu o meu pai (q.e.p.d.), eu estava sumido em profunda depressão. Foi quando decidi -lembrando tantas tardes do passado no primeiro de Maio-, me fazer sócio do Braga. E posso dar fé que o SCB foi uma das melhores medicinas para sair da depressão. Fez-me recuperar a ilusão por algo, semana a semana, me obrigou a viver, a fazer parte, a participar, a sentir...
Agora, na recente morte da minha mãe (q.e.p.d.), não tive a fortuna (pois o campeonato já tinha terminado) de poder ocupar os meus fins de semana com os jogos do SCB. Mas o simples facto de ser braguista, de ter incorporado à minha Vida essa filosofia do Braguismo -antes descrita neste artigo-, permitiu-me levantar-me após cair; soube fazê-lo para continuar adiante, porque a Vida segue; e porque nós, os braguistas, temos que demonstrar sempre que sabemos encarar a adversidade, por muita dor que isso comporte.

O final a estas emocionadas linhas, pelas que peço desculpas, não pode ser outro
que o de sempre, com o que termino habitualmente as minhas torpes intervenções
no fórum do SuperBraga :


Força Braga!

A luta continua!!
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #6 em: 22 de Julho de 2014, 22:13 »
6º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Elsa

O Meu Braguismo...

É paixão, é orgulho, é alegria,
É "doença", crónica e incurável,
Com sintomas bem variados...
Se ganhamos toda eu sou energia,
Caso contrário fico insuportável!

A causa é conhecida e tem nome,
É o meu Pai o Maior "culpado"...
Ele que fez questão de ter sempre
A sua menina ao seu lado!

No velhinho 1.º de maio
Víamos os jogos no "peão"
À chuva ou ao sol, tanto fazia...
E assim foi crescendo a paixão!

Entretanto fiz-me sócia,
A idade pra borlas acabou!
E logo arranjei companhia...
Uma grande amiga de infância
Que sempre me acompanhou.

Naquele estádio belíssimo
Muitos jogos emocionantes vimos!
Na luta pra não "cair"
Sofremos, choramos e rimos...
E se à Europa conseguíssemos ir
Até promessas fizemos!

Não é fácil explicar por palavras
Toda esta predileção...
Que mesmo já namorando
Aos domingos lá ía eu
Com ou sem ele ao meu lado!
Ele sempre compreendeu
Esta minha enorme paixão!

Nunca nada nem ninguém
Me impediu de acompanhar
O meu clube do coração...
E até grávida da minha filha
Ao estádio eu fui de "barrigão"!

Depois de ser mãe, igualmente –
Fui aos jogos o mais possível!
Ela depressa se fez “gente”,
E logo formamos mãe e filha
Uma dupla de Gverreiras terrível!

Pra minha Margarida se tornar
Numa pequena Gverreira,
Não foi necessário “ameaçar”,
Nem prometer “mundos e fundos”…
Só precisei de ser Verdadeira!
As expressões da minha alegria,
Ou o meu entusiasmo vibrante
Foram bastantes pra conquistar.
Esta minha loucura sadia
Que insisto em espalhar,
Se calhar é contagiante!

Entretanto mudamos de "casa"
E à "Pedreira" passamos a ir.
Foi uma obra arrojada
Muito polémica também,
Mas é o estádio mais bonito
Que no mundo deve existir!

E o nosso Braga foi crescendo
A todos os níveis, se pode dizer…
Com um "Salvador" prometendo
Que o melhor ainda estava por ver!

Vitórias, muitas e saborosas,
Que nem em sonhos esperei ter…
Os melhores momentos de sempre
Que o clube pôde viver!

Fez-se história em cada ano…
Quase fomos campeões!
Houve túneis e castigos inéditos
Começamos a meter medo aos “barões”!

Na Europa batemos recordes,
Fomos à Liga dos Milhões!!!
Só de ouvir aqueles acordes,
Do hino mais desejado,
Bateram forte os nossos corações…
Foi um sonho realizado!

Jogamos com clubes de topo,
Estivemos em estádios míticos,
Recebemos colossos europeus
Assistimos a jogos magníficos!

Foram tempos memoráveis,
Impossíveis de esquecer!
E aquela Final de Dublin…
Alguém consegue descrever???
Foi um jogo de muita emoção,
Nada abalou a nossa crença...
Sofreremos até às lágrimas
Foi brilhante a nossa presença!

Não foi preciso esperar muito
Para voltarmos a viver
As emoções de uma Final;
O adversário foi o mesmo,
Agora numa competição nacional,
Só que desta, fomos nós a vencer...
A Taça da Liga FOI NOSSA!
E "Coimbra teve mais encanto
Vestida de vermelho e branco!"

Em todas estas vivências,
Que pudemos experimentar,
Foi possível perceber,
Que esta paixão desmedida
Não é única nem exclusiva...
Somos cada vez mais a cantar
Que "Eu sem ti não sei viver!"

E num mundo globalizado,
Onde não existem distâncias
Não foi difícil encontrar
Quem como eu faz questão
De estar sempre atualizado!
Emoções, sentimentos, opinião...
De quem os quer partilhar
Só o pode fazer onde?
No SuperBraga.com!

Os anos foram passando,
Já não "postamos" como antes...
A "velha guarda" foi desistindo
De ter discussões interessantes!

Dos jantares, nem falemos...
Quase desapareceram!
Foi neles que conhecemos
Amigos que pra vida permaneceram!

Estes convívios fazem-nos falta...
Aos novos "foristas" também,
Pra perceberem como é afinal
Ter que se integrar com esta malta,
Que não sabe nada da vida de ninguém,
Mas cuja ligação é tão especial,
Que quase inexplicavelmente,
Parece uma Enorme Família
Que se conhece desde sempre!

Muitas coisas boas vivi...
Mas não posso deixar de lembrar
Alguns amigos que perdi
A Vós, Gandulo e João,
Estas palavras quero dedicar
Com pesar e muita emoção...

Partiram cedo demais...
Tão apaixonados que eram
Pelo nosso Enorme Braga!
Custa tanto a aceitar...
Não vos esqueço jamais!
E gostava de acreditar
Que a cada vitória nossa
Estarão juntos a celebrar!

É assim que aprecio viver
O meu orgulhoso Braguismo
Só quem sente pode entender
Este saudável clubismo
E nosso lema de sempre...
SOU DO BRAGA ATÉ MORRER!

Elsa
(Sócia n. 2358)
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #7 em: 22 de Julho de 2014, 22:14 »
7º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - KARL

Nemec, Fidelis, Cardoso e Zé, são quatro adeptos e amigos que eu tenho o prazer de conhecer pessoalmente. Eles escreveram quatro artigos que mostram o orgulho e a escrita fantástica que agraciou o fórum ao longo dos anos. Quatro personagens que, por razões diferentes, têm-me mostrado as diferentes maneiras de como eles têm crescido a amar este clube. Sinto-me honrado por ter sido convidado a escrever sobre o “Culto de Braguismo”.

Família...

Há jogos que permanecerão para sempre na minha memória como alguém que ama o futebol e também há jogos que eu gostaria de esquecer, mas a coisa que permanecerá sempre são as pessoas.

A cidade, o clube, o símbolo, a busca da excelência do futebol e a alegria de vitória, são as principais razões pelas quais a maioria das pessoas segue o clube. A indução para a família Braguista foi de grande importância para mim. As idas para os jogos foram e são sempre importantes, mas as amizades formadas fora dos estádios têm sido surpreendentes. Eu considero-me um sortudo por ser estrangeiro e essas amizades fizeram-me sentir parte da “família Braga”.

As memórias das vivências fora do estádio são muitas. O Nandes ensinou-me a comer Navalheiras, o Ric a conduzir para um jogo em Barcelos, na estrada durante a viagem. Os primeiros jantares do Superbraga, que não foram organizados através de populismo. Vestindo a minha camisola do Braga em Guimarães, durante o Euro 2004 e uma animada discussão louca com alguns ultras na casa deles.

Recordo um jantar com gente do Superbraga, improvisado após o jogo contra os "Hearts", em que Zé Gandulo, Lininho e Comandante X nos fizeram rir até cair por causa dos adeptos escoceses. A Maria, eu e outras três almas resistentes às quatro da madrugada no aeroporto à espera para ver Nem e Vandinho, sem sucesso, lutando para obter o amendoim de uma máquina, depois o retorno de Belgrado, em 2005. Recordo uma corrida louca, que mais parecia Fórmula Um (F1), no meio da semana para assistir ao jogo da taça contra a Naval, acompanhado da Maria, do Jorginho e do Filipe, que me faziam orgulhoso a cada dia que passava.

Assistir na televisão aos jogos que se disputavam fora, os jogos europeus com Maria e Luís Machado, que foram não apenas uma fonte de informação, mas amigos fantásticos. Encontrar o Zé, a corrida das heinekens, em Paris e o abraço forte de Escolhinhas no estádio. Num jantar do Superbraga.com com Domingos encontrei no Galego uma força inabalável na promoção do Braga e tive orgulho de ser convidado para falar na frente de todos, sem esquecer a mesa louca que tínhamos. O SuperBragaBus, o Nakamura  das 10.000 fotos, o grande desfile pelas ruas de Sevilha e a família Costa. A bandeira da sorte e mega viagem para Dublin através de Faro (perdido nas estradas nacionais no Algarve) e entrevistas de televisão às 7 de manhã no aeroporto de voo para Birmingham e depois Dublin, com Armando e Elísio, fizeram-nos rir sem parar. Jogadores a mais para mencionar, que eu tive a sorte de conhecer. O grupo de amigos dentro do estádio. O jantar-surpresa do Reis para mim, no ano passado, que foi um dos meus momentos favoritos em Braga. Estas vivências que eu recordo fomentaram o sentimento que nutro pelo S.C.Braga.

O prazer de fazer parte desta família é incrível. São as pessoas que fazem o clube. São as amizades que perduram. Cada pessoa que mencionei e muitos que eu não tenha mencionado. O silêncio, o alto, o crítico, o desanimado, o louco, o ainda mais louco, a cada adepto que eu tive o prazer de conhecer. Todos têm moldado o meu Braguismo para aquilo que ele é hoje, traduzido num amor incessante e progressivo por o clube, pelo sonho de mais conquistas e do aparecimento de mais amizades.

O futebol é uma família. Você não pode escolher a sua família, mas você pode escolher seus amigos. A minha segunda família é S.C.Braga. Não há coisa mais importante na vida do que a família e os amigos.

Abraços e beijos.

KARL DONNELLY
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #8 em: 22 de Julho de 2014, 22:14 »
8º texto:

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Carvalhinha

Braguismo; Uma palavra que não consta no dicionário da língua de Luís Vaz de Camões mas que significa para lá de muito! Ser adepto é torcer ao máximo pelo clube que se gosta, tanto nas horas boas como nas horas más, mas ser braguista é ser diferente de todos os outros adeptos. Nós não nascemos com a chama de conquistas, de títulos. Nós não acreditamos que vamos sempre vencer. Nada disso. Nós amamos o nosso clube, mas estamos sempre com os pés assentes na terra. Temos a noção da realidade. Sabemos analisar, sabemos apoiar, sabemos estar. Não vamos com sede demais ao pote. Crescemos, é verdade. O clube evoluiu, tem uma estrutura sólida, tem segurança e apresenta todas as bases para conseguir bons resultados. Prémios? Ainda não vai há muito tempo que marcámos presença numa final europeia, estivemos na final da Europa League em Dublin! Descobrir... sentir algo pela primeira vez, ter uma emoção nunca antes experimentada é algo maravilhoso. Mas seguimos humildes, sem darmos muito nas vistas. Não queremos protagonismo. Não procuramos fama. Queremos que os atletas entrem em campo, suem a camisola, que honrem o emblema. Ao fim ao cabo, que demonstrem profissionalismo, que busquem a felicidade. A deles, a nossa. Os golos, as vitórias, que para nós têm um sabor desigual, um sabor mais doce. Gostaríamos apenas de ser tratados como deve ser, com consideração e dignidade, por parte dos media, por parte dos entendidos na matéria (APAF, Comissão Disciplinar da FPF e por aí fora).

E eu sigo os jogos mesmo a 2'200 km do Estádio AXA aka Pedreira, pela TV (bendita Zon; agora NOS), pela rádio (nos jogos da Taça de Portugal) ou Internet (quando tudo o resto não é possível), mas nem sempre foi assim. Não nasci assim. Não nasci adepta do Sporting Clube de Braga. Eu fui crescendo, e o amor e o carinho pelo clube foram crescendo comigo. E como? Ponto de viragem, mudança de país. Foi aí que percebi que não fazia sentido torcer por um outro clube qualquer. Estávamos na década de 90.

Naquele tempo, fora de portas só se apanhava a RTP Internacional. Tempos antigos, difíceis e de uma saudade gritante. Imaginam-se sem computador, sem telemóvel? Pois bem. A comunicação era escassa, a tecnologia era outra. De difícil acesso e de custo mais elevado. Uma outra época, onde os hábitos eram outros. Quando estamos fora é que percebemos o quão é importante a nossa casa. É aí que damos o devido valor às nossas raízes. Ficámos a entender de forma muito mais clara o que nos move e o que nos desperta sentimentos únicos. Borboletas no estômago. Paixão. Mostramos, sem receio algum, o orgulho em sermos portugueses, em sermos de onde somos. E ser de Braga, é ser do Braga. Dos Gverreiros do Minho. Demonstramos coragem e força. Mesmo quando nos tentam derrubar não baixamos os braços. Vamos à luta. E eu identifico-me (completamente) com o clube. Sou assim. A minha maneira de estar na vida é esta. Sou uma filha da terra. Uma apaixonada pelos meus. Juntos, fazemos a diferença. A união faz de nós ainda mais belos e fortes.

Cidália Carvalho
Sócia 13471
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #9 em: 22 de Julho de 2014, 22:15 »
9º texto

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Afonso Matos

Em Junho de 2000 o Superbraga.com, fruto do trabalho e visão do seu fundador “Miguel”, já existia há um bom par de anos e, nós os foristas de então (Eu, Fidelis, Estrada, Mitsubisho, Zé...), resolvemos conhecermo-nos pessoalmente.

Decorria o Euro2000 na Holanda/Bélgica e outro país qualquer, para onde o “Miguel” e outros seus amigos se deslocaram de carro.

Combinamos o encontro na ponte no pavilhão das farturas “DIANA” e fui o primeiro a chegar. Após algum tempo de espera e algum nervosismo já que me ia encontrar com pessoas “estranhas”, vi um indivíduo de aspeto no mínimo duvidoso (pior que RAMBO!!!) a aproximar-se e que julguei ser o Estrada, apesar de nunca o ter visto mais gordo. Pensei: “Seja o que Deus quiser, vou cumprimentá-lo. Faço isto pelo Braga!”.

Resignadamente, dirigi-me a ele não acreditando na minha sorte e, no último momento, quando me preparava para falar, num passe de magia, o tipo vira à direita e pede um "cerbeija gelada" à senhora das farturas! Ufa...!

Sabem quem vinha logo, logo atrás dele? O verdadeiro e grande Estrada! Felizmente não tinha nada mas mesmo nada a ver com o tipo que o precedia!

Depois chegou o Fidelis, o Mitsubisho que já conhecia dos meus tempos magníficos da Juventude Bracarense e mais alguém que não me lembro.

Recordo-me que comemos, bebemos e falamos do sonho de ver o S.C.Braga campeão o  que, seguramente, em 10 anos, iria acontecer face ao crescimento sustentado do clube a que se assistia. Na altura tínhamos o João Gomes de Oliveira ao leme.

Não fomos campeões nesse período mas aconteceu algo maravilhoso. Mudamo-nos para o estádio AXA e tornamo-nos um clube respeitado e temido nacional e internacionalmente.

Fomos a Dublin, raios! Disputamos a final de uma competição europeia! Qual sonho amigos!?

Digo-vos que nunca pensei que a perda dessa final doesse tanto e, confesso, chorei como uma criança no final na bancada. Foi cruel...

O meu SuperBraga.com que orgulhosamente, ajudei a erguer, está aqui são e salvo.

Só vos peço uma coisa. Respeitem todas, repito, todas as opiniões expressas pelos outros foristas e não se deixem levar pelo insulto facil. É este o segredo do nosso Superbraga.com.

Viva o Braga!

Afonso Matos - Sócio S.C.Braga/Forista superbraga.com
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #10 em: 22 de Julho de 2014, 22:16 »
10º texto

"O CULTO DO BRAGUISMO" - brigada da relote


Não é fácil escrever sobre este assunto tão díspar e único mas ao mesmo tempo tão coletivo como o futebol deve ser praticado. Principalmente quando antes de nós vêm vários textos de qualidade a relatarem o mesmo sentimento que nos une neste clube, nesta cidade, neste espaço virtual, neste braguismo cada vez mais forte e enraizado na nossa gente, mas que muitos fazem força para o desvalorizar, tentando manchar-nos com intolerância, violência e ignorância.

Nós somos aqueles que mudam o humor de acordo com o resultado do jogo, que acompanham este período de especulações e definições do mercado de transferências, que ficamos apreensivos e ansiosos com o próximo jogo, à espera do golo que nos garanta a vitória!

O Sp. Braga é tudo para nós, e a partir dele tudo se origina.

É o Sp. Braga que está acima das extravagâncias, vaidades, das rixas gratuitas, dos conflitos egocêntricos e da vingança que os outros procuram para nos abater. Não somos grandes ou únicos. Nem o queremos ser. Esses não são exemplo para ninguém. A copiar que se copiem os melhores.

Porque hoje é dia de futebol, de confraternizar, de rivalizar com o adversário sendo ele de que clube for, de saborear a vitória, de lamentar a derrota, ou de se indignar com o empate. É dia de celebrar a beleza da partida, por mais que ela não seja tão bela assim, porque ali estão os limites postos pelo desafio, o gosto doce da superação, o amargo do erro, a exaltação do objetivo alcançado. Que saudades de Dublin.

O adversário está caído. Vencemos!

Era o nosso fado. Coimbra vestida de vermelha e branco. Porque assim quisemos, porque mais força fizemos. O futebol é um desporto onde a certeza poucas vezes prevalece. Quase nunca. Algumas equipas carregam no seu sangue a arte de contrariar a lógica. E este Braga consegue-o. E nós somos as vitaminas que este clube precisa para continuar a sua vocação. É esta beleza toda que nos difere de todos os outros. Somos mágicos. Somos enormes. Somos braguistas. Quer em casa, quer fora.

Estamos no início de temporada e ela está lá, paciente à espera do seu fiel e habitual morador. A cadeira de sonho dos braguistas.

Por muito que se critique, por muito que se censure (e até com certa razão) o estádio AXA, estes pouco mais de dez anos de existência coincidem com o melhor momento da história desportiva do Sp. Braga. Habituámo-nos a lutar pelos primeiros lugares, a morder os calcanhares aos grandes e a participar com brio nas provas internacionais. O Benfica deixou de jogar em casa e até os triunfos sobre os encarnados são mais saborosos. É a nossa casa.

É ela, mansa e acolhedora, que recebe, compreensiva, a avalanche de sentimentos que rondam uma batalha. É nela que se misturam paixão, ódio, alívio, apreensão, alegria, tristeza, festa, deceção, sorriso, lágrimas. É certamente impossível encontrar outro lugar onde se viva tantos sentimentos livremente, e ver que ao nosso lado muitos estão a partilhar a mesma condição. Aquela meia-final, com o Benfica, no longo caminho até Dublin me irá acompanhar para todo o sempre.

A casa dos braguistas é o estádio AXA e o cimento da bancada é a nossa razão de ser. Simples e humilde, tal como o velhinho 1º de Maio. Apesar de vivermos tempos onde se tenta impor um determinado padrão, na minha opinião, um estádio capaz de abrigar o verdadeiro sentimento pelo clube deve ter o cimento da bancada completamente à mostra. Simples, assim, mas o bastante para acolher e deixar extravasar o que há de mais puro nos braguistas, a paixão pelo seu clube, edificando-se um culto vermelho ao Sp. Braga, que cada um traz consigo para iluminar o nosso caminho!

Nas bancadas do AXA, há sentimento, há alma. E mesmo que vazia (ou aparente pelo cinzento que não é preenchido), a mera admiração traz-nos à mente as lembranças ou a mera imaginação dos momentos de euforia ali vividos. Desde a inauguração do estádio, ao golo do Renteria ao St. Liège, do Matheus ao Celtic, do Mossoró ao Benfica, do Lima ao Partizan, às vitórias sobre o Sevilha, Arsenal, Liverpool, Benfica, entre tantas e tantas outras maravilhas proporcionadas pelos nossos Gverreiros do Minho.

O Braguismo viverá a partir do sagrado espaço da nossa cadeira, do aconchego da morada do braguista que fará com que o Sp. Braga nunca seja esquecido. Jamais será! Está na história e nos corações dos braguistas. No meu, no teu, no nosso.

Obrigado Sp. Braga, por nos proporcionar tantos momentos de alegria a quem te quer bem! E não é tão pouca gente assim! #Estamos Juntos.


“brigada da relote” – Miguel Gonçalves – sócio e adepto do S.C.Braga
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #11 em: 26 de Julho de 2014, 00:13 »
11º texto

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Maria

E já está quase! Até parece que sinto o cheiro da relva. Ai que estou mortinha por limpar a minha cadeira!
Já reabri a gaveta dos cachecóis, abri-os todos e "vivi" novamente muitos dos jogos europeus e as viagens atrás do meu Braga.
Recordo com saudade os velhos tempos e os "velhos" amigos que me acompanharam nesses jogos e os muitos momentos de convívio. Foram imensas as emoções vividas só ao olhar para os cachecóis. Recordo com especial emoção o trajeto do Braga na época do Domingos. Que tempos esses! Que loucura! Quem viveu, como eu vivi, a "final" de Sevilha, o Liverpool, SLB e a final de Dublin sabe com certeza do que estou a falar. Será que vou ver novamente o meu Braga brilhar Europa fora como brilhou nessa época? Que saudades de ver o Axa cheio como um ovo, com todos a cantar a plenos pulmões e os jogadores a deixarem tudo em campo... Que saudades de ver a minha cidade pintada de vermelho e branco. Que saudades de ver o meu povo a aparecer de todas as ruas com camisolas, cachecóis e bandeiras na mão numa imensa "peregrinação" rumo ao Axa. Que saudades...
Depois de uma desastrosa época, há a esperança renovada. Aliás, nós braguistas, temos sempre esperança e fé redobrada. E depois, aconteça o que acontecer, ninguém nos demove desta fé inabalável, ninguém nos convence ou nos tira a imensa alegria que é pertencer a esta enorme família.
Por tudo isto meus amigos, para aqueles que já aqui andam há muito e aqueles que agora chegaram, está novamente na hora de movermos montanhas e (e)levar o nosso Braga ao patamar que merece. O pódio aguarda-nos. E que seja nosso por direito próprio.
Orgulhosamente sou, e serei, só e apenas Braguista de corpo e alma.

Maria Almeida,
sócia e adepta so S.C.Braga e Forista do superbraga.com
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  Re: "O CULTO DO BRAGUISMO" - GLOBAL
« Responder #12 em: 01 de Agosto de 2014, 11:43 »
12º texto

"O CULTO DO BRAGUISMO" - Olho Vivo

Pediram-me para escrever sobre o Braguismo. Nãos acho que seja a pessoa indicada para isso mas deixo aqui algumas palavras.
Antes de mais o que é isto do Braguismo? A mim, custa-me sinceramente ouvir a conversa “ser braguista é ser diferente”. Desculpem-me a frontalidade mas essa conversa é a mesma que oiço aos benfiquistas, aos portistas, aos sportinguistas, aos vitorianos, etc… Se calhar, nestas coisas sou demasiado racional para o gosto de muitos, mas a única diferença que vejo é no clube a que cada adepto vota o seu amor. Se é nesse sentido que se diz que “ser braguista é ser diferente”, não há como discordar, é uma evidência mas que, no entanto, acrescenta muito pouco.
Eu acho que o que marca o ser braguista é, na realidade, o contrário: é não ser diferente de outros “ismos” clubísticos aos quais era (e ainda é) reconhecido um pedigree distintivo. É valer por si próprio, é não ter complexos de inferioridade em relação a outros “ismos”. Não quero com isto dizer que não reconheça que há um fundamento particular (se podemos referir-nos a tal coisa quando falamos de afectos) que distingue, por norma, a forma como um dos nossos se afeiçoa ao Braga do modo como o adepto-tipo de um dos (ditos) grandes é “recrutado” pelo seu clube. Há uma referência espacial que se reflecte no plano dos afectos no caso do nosso clube e da maioria dos restantes mas que não é a regra entre os adeptos dos (ditos) grandes. Mas, quanto ao amor clubístico, propriamente dito… eu sou braguista e ponto: tenho as mesmas aspirações de vitória de um adepto de um dos (ditos) grandes, sofro da mesma forma com as derrotas, orgulho-me dos “nossos” feitos como eles se orgulham dos “deles”, vivo o dia-a-dia do meu clube da mesma forma que “eles” vivem o “deles”. O meu clube não é menor, o meu amor pelo clube não é menor, por muito que “eles” (e os media) pensem de forma diferente. E é isto que me parece que a palavra Braguismo pretende sublinhar.
O facto de o termo Braguismo ter sido cunhado (pelos adeptos) muito recentemente não significa que antes não houvesse braguistas. O Cardoso, no texto que publicou nesta mesma rubrica, referia-se mesmo a um sentimento que vai beber ao passado e se projecta no futuro. Simplesmente – e isso também é um sinal do crescimento do clube – (alguns d’) os nossos adeptos sentiram a necessidade de afirmar a sua identidade; de dizer a alto e bom som que o seu amor pelo clube não é algo que mereça menos dignidade do que o amor de outros por outros clubes com mais galões. E é neste sentido que entendo o surgimento do termo Braguismo. Não que ele traga uma alteração de conteúdo – já havia braguistas antes de o termo ter nascido - mas reflecte, quanto a mim, a vontade de afirmação de uma identidade e reclama uma dignidade idêntica à que é dispensada aos “outros”.
O Superbraga, nomeadamente através dos seus “pioneiros” (e não os vou nomear porque certamente cometeria a injustiça de esquecer alguns), foi importante, neste sentido. Foi-o para mim que não me incluo nesse lote. Mostrou-me a mim e mostrou a tantos como eu que não estávamos tão desacompanhados quanto julgávamos. Que havia mais gente apaixonada pelo clube, que o vivia dia-a-dia; gente para a qual a sua relação com o clube era tão importante, independentemente do protagonismo, do historial e do sucesso do clube. Hoje, passados alguns anos de algum sucesso desportivo, isto parece uma coisa de somenos. Mas, nas circunstâncias em que surgiu, não o era. Para mim, não o foi. O Superbraga, não tenho dúvidas, deu o seu contributo na difusão e consciencialização desta identidade clubística. O simples colocar das pessoas em contacto umas com as outras, o mostrar publicamente que há pessoas que sentem apaixonadamente e pensam permanentemente o clube trouxe-nos um pouco mais de auto-estima, de sentido de identidade. Naturalmente, também fruto da explosão da internet e do sucesso desportivo do clube, mais e mais pessoas se foram juntando aos (que chamei) pioneiros. O Superbraga “cresceu” e tornou-se diferente. Podemos não gostar tanto da forma como evoluiu mas, com todos os defeitos que se lhe possam apontar, o Superbraga não deixa de continuar a ser um local privilegiado do sentir quotidiano dos adeptos do clube e, nesse sentido, o local de culto por excelência do Braguismo.


Pedro Ribeiro - sócio e adepto do C.C.Braga - Olho Vivo - Administrador, Moderador e forista do superbraga.com
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