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PAULO TAVARES EM ENTREVISTA
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  PAULO TAVARES EM ENTREVISTA
« em: 22 de Julho de 2014, 11:45 »
Em entrevista com Paulo Tavares: ''Vamos voltar a fazer uma grande época''

Paulo Tavares começou a sua vida no mundo do futsal como jogador em 1987, com a participação no Torneio de Futebol Salão organizado pelo Freixieiro. Jogou até à época de 97/98 e em 98/99 iniciou a sua carreira como treinador. Orientou vários clubes em Portugal como o Miramar, o FJ Antunes e o Modicus, passando também pelo estrangeiro, mais precisamente na RÚSSIA onde orientou o CSKA de Moscovo. Em 2012 regressa a Portugal para orientar o SC Braga/AAUM.
 
O técnico vai para a sua terceira época à frente dos destinos bracarenses e, fruto do excelente trabalho, colocou a equipa como uma das principais do nosso campeonato. Ao modalidades.com.pt, Paulo Tavares falou da época que findou e das espectativas para a nova época.

Paulo Tavares foi recentemente eleito o melhor técnico da época 2013/14 premiando o excelente trabalho que tem vindo a realizar em Braga. A direção do SC Braga/AAUM juntamente com a equipa técnica já está a preparar a pré-época tendo em vista e participação em alguns torneios e a realização de jogos de preparação.
Modalidades: No início da época abraçou este projeto do SC Braga/AAUM, dizendo ser um grande desafio. Acha que o venceu ou ainda há muito caminho a percorrer?
Paulo Tavares (PT): Claro que ainda há um longo caminho a percorrer e muito mais a conquistar. Primeiro, a começar pela formação, pois é um objetivo da direção do SC Braga e da UM (Universidade do Minho) termos uma formação de qualidade, desde dos Benjamins, Juvenis até aos Juniores. Depois temos o futsal universitário com o objetivo de recuperar o título nacional com a vantagem do campeonato se poder realizar em Braga o que nos pode ajudar muito e estar no Europeu, a nível de futsal federado, continuar este trabalho para mantar o clube no patamar mais elevado.

''Os dois principais clubes estão a investir forte com grandes contratações''

MO: O terceiro lugar alcançado é para manter ou sonha algo mais?
PT: Os objetivos passam por manter a equipa neste lugar apesar de sabermos que é muito complicado, pois mesmo com a crise financeira, os dois principais clubes estão a investir forte com grandes contratações. Depois temos equipas como o Leões de Porto Salvo e o AD Fundão, que se batem connosco pelos mesmos objetivos, que também se estão a reforçar. O AD Fundão parte com a vantagem de ser uma equipa semiprofissional, que já trabalha num sistema bidiário como Sporting e Benfica. O SC Braga/AAUM vai manter este grupo de trabalho o que também é uma vantagem ao contrário do que aconteceu na época passada onde saíram sete jogadores. Alcançar de novo o terceiro lugar será uma tarefa difícil, mas é assim que nos sabe bem.

MO: Como foi lidar com este grupo de trabalho?
PT: É muito fácil lidar com este grupo de trabalho, porque é excelente. O facto de a grande maioria ser formado e a outra parte estar a formar-se simplifica muito o nosso trabalho, daí eu poder dizer que os objetivos vão manter-se. Os jogadores vão continuar a crescer e, desde já, aproveito para agradecer ao grande mentor e responsável pelo sucesso deste projeto: o professor Paisana.

MO: O SC Braga/AAUM com o desenrolar do campeonato cedo deixou de ser uma incerteza para ser uma certeza e agora é para consolidar essa posição?
PT: Nós internamente sabíamos que não eramos uma incerteza. As pessoas é que não conheciam o nosso valor. Inicialmente, o nosso objetivo era o quinto lugar, igualando o ano anterior em virtude das muitas mudanças no plantel com a entrada de jogadores sem experiência na primeira divisão, mas nós, equipa técnica, direção e jogadores, trabalhando em conjunto, chegámos ao terceiro lugar com muito mérito não por um acaso. A partir daí, o terceiro lugar de surpresa não teve nada a não ser para o público.

MO: Sentiu alguma frustração por não voltar a atingir os play-off da Taça de Portugal?
PT: Senti duas frustrações: a primeira com o Benfica em casa para Taça de Portugal. A paragem do campeonato nessa altura prejudicou-nos bastante porque não conseguimos nem soubemos gerir isso e pagámos uma fatura muito alta. Jogámos contra os dois principais candidatos ao título nessa altura e saímos derrotados de uma forma clara o que abalou um bocado o grupo de trabalho. Depois com o Sporting para o campeonato não tivemos sorte, pois perdemos o primeiro jogo nos penaltis e no segundo perdemos 4-3 em casa do Sporting, injustamente, merecíamos pelo menos levar a eliminatória a um terceiro jogo.

MO: Com o desenrolar da época, lesões e desgaste físico temeu que o SC Braga/AAUM pudesse cair na classificação?
PT: Nós com o projeto universitário temos de ter sempre algum cuidado porque temos vários jogadores que jogam pela universidade e pelo clube e temos de saber gerir isso. Este ano não fomos muito penalizados, só tivemos pequenas lesões à exceção do Ciro que o retirou por muito tempo da competição. Aproveito a ocasião para agradecer ao médico do SC Braga pela ajuda preciosa que nos deu, juntamente com o Pedro, na rápida recuperação dos atletas. De facto, os dois fizeram um excelente trabalho nesse sentido o que permitiu não termos grande lesões durante a época.

''Estamos a tentar contratar um jogador que eu tenho em mente, mas o mercado é complicado e com falta de verba fica difícil''

MO: O Paulo referiu durante a época que tinha uma equipa muito jovem, pouco experiente, com muitos jogadores vindo de clubes secundários e em formação. Acha que a próxima época será de afirmação e consolidação?
PT: Tem que ser de consolidação, porque se este ano fizeram esta época, para o ano, no mínimo, terão de fazer igual. Tivemos o André Coelho, que foi jogador revelação, mas temos também o Fábio, o Tiago Brito, o Nilson e o próprio Ciro, jogadores na casa dos 22 anos, que estão a crescer. É verdade que temos um plantel curto, mas, com uma boa gestão e sem grandes lesões, vamos voltar a fazer uma grande época. Saíram três jogadores e estamos a tentar contratar um jogador que eu tenho em mente, mas o mercado é complicado e com falta de verba fica difícil. Todavia, nós, equipa técnica, juntamente com a direção, estamos a tentar arranjar recursos para trazer esse jogador, que será um pivot. Para além disso, temos dois jogadores que sobem a seniores: o Rui e o Luís Paulo - uma aposta na formação.

MO: Todos os clubes têm as suas dificuldades, principalmente os não profissionais como o SC Braga/AAUM. Tem sido fácil para si trabalhar em Braga?
PT: Nós aqui trabalhamos diretamente com o professor Paisana e com o Dr. Paulo Resende. Eu falo diretamente com estes dois que têm feito de tudo para dar umas excelentes condições de trabalho à equipa técnica e aos jogadores. Considero que temos um bom relacionamento e fazer mais, acho que é impossível.

MO: Como vê a evolução do futsal em Portugal?
PT: Tem evoluído principalmente a nível técnico, dado que apareceram novos treinadores. É uma classe que faz pela vida: vão a clínicos, vão ao estrangeiro e tentam adquirir conhecimentos. Por isso, a classe evoluiu muito. No campeonato em si, é natural que se tenha perdido alguma qualidade muito por culpa do desinvestimento dos clubes e por falta de dinheiro que levou jogadores de qualidade para outros campeonatos, mas, mesmo assim, temos um campeonato bastante competitivo com bons trabalhos. Não concordo nada quando as pessoas dizem que o nosso campeonato não é de qualidade.

MO: Acha que a FPF está a olhar com outros olhos para esta modalidade, com as alterações que anunciou para a próxima época?
PT: Com esta nova direção sim, porque tem uma pessoa só para o futsal, o que é benéfico para a modalidade e agora olham com outros olhos para esta modalidade, ajudando e melhorando os clubes em tudo o que podem.

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