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Cidade Desportiva do SC Braga
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1600 em: 09 de Maio de 2020, 13:07 »




As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Nada disso. O Porto é que quis espremer ao máximo um possível negócio e deixou arrastar a situação...os jogadores não foram na cantiga e não aceitaram as propostas que tiveram em cima da mesa (até Janeiro do ano passado). Isto serve para todos os jogadores, sejam eles fracos ou que valham milhões (que era aquilo que valiam o Brahimi e o Herrera). O que é factual é que qualquer jogador pode jogar a extensão do seu contrato e ir embora. Vender é o que é expectável numa ótica de fazer dinheiro no entanto não é uma receita recorrente é extraordinária.

Não quiseram renovar e toda a gente sabia que não o iriam fazer, as notícias foram constantemente dando nota disso mesmo...a partir do momento em que entraram no último ano de contrato e constante recusa em renovar os seus contratos o FCP sabia com grande antecedência que não iria gerar qualquer receita com esses dois jogadores.

É uma receita tão recorrente que os clubes recorrem a ela todas as épocas, são cada vez mais ingeríveis sem a sua realização.  (quanto mais alto se voa e mais irrealista é o montante projectado para essas receitas maior é o tombo, se a isso juntarmos a má gestão que nos últimos anos tem reinado no Porto...).
Lipeste
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1601 em: 09 de Maio de 2020, 13:17 »
Receita Ordinária:
"É aquela que normalmente ocorre de forma periódica, que são previsíveis, servindo de pagamento para as despesas que surgem num determinado período de tempo.
São as receitas de caráter constante, que se renovam ano a ano no orçamento".

Receita Extraordinária:
"É aquela receita imprevisível, excepcional, inconstante...".


A única inconstância que encontro é apenas a dimensão do valor arrecadado e não do valor em si porque esse está "sempre" presente, seja de X ou de Y, conforme as necessidades de cada SAD para equilibrar as suas contas.

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AMartins
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  Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1602 em: 09 de Maio de 2020, 13:17 »




As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Nada disso. O Porto é que quis espremer ao máximo um possível negócio e deixou arrastar a situação...os jogadores não foram na cantiga e não aceitaram as propostas que tiveram em cima da mesa (até Janeiro do ano passado). Isto serve para todos os jogadores, sejam eles fracos ou que valham milhões (que era aquilo que valiam o Brahimi e o Herrera). O que é factual é que qualquer jogador pode jogar a extensão do seu contrato e ir embora. Vender é o que é expectável numa ótica de fazer dinheiro no entanto não é uma receita recorrente é extraordinária.

Não quiseram renovar e toda a gente sabia que não o iriam fazer, as notícias foram constantemente dando nota disso mesmo...a partir do momento em que entraram no último ano de contrato e constante recusa em renovar os seus contratos o FCP sabia com grande antecedência que não iria gerar qualquer receita com esses dois jogadores.

É uma receita tão recorrente que os clubes recorrem a ela todas as épocas, são cada vez mais ingeríveis sem a sua realização.  (quanto mais alto se voa e mais irrealista é o montante projectado para essas receitas maior é o tombo, se a isso juntarmos a má gestão que nos últimos anos tem reinado no Porto...).
A questão é mesmo essa. Eu compreendo o porquê de se pensar que vender jogadores possa ser considerado corriqueiro, mas não é. As SADs não dependem só delas para fazer o negócio, estarão sempre dependentes de outros fatores nomeadamente dependentes dos jogadores, para terem uma receita extraordinária. Se todos os jogadores do plantel (ao longo da duração do seu contrato com o Braga) rejeitarem negociar um contrato com outro clube, mesmo após existir um acordo entre os dois clubes ou uma cláusula liquidada, não há receita para ninguém. É um cenário complicado mas que tem de ser considerado. Quem não o faz tem dissabores...
« Última modificação: 09 de Maio de 2020, 13:20 por AMartins »
Sérgio Gonçalves
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1603 em: 09 de Maio de 2020, 13:20 »




As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Nada disso. O Porto é que quis espremer ao máximo um possível negócio e deixou arrastar a situação...os jogadores não foram na cantiga e não aceitaram as propostas que tiveram em cima da mesa (até Janeiro do ano passado). Isto serve para todos os jogadores, sejam eles fracos ou que valham milhões (que era aquilo que valiam o Brahimi e o Herrera). O que é factual é que qualquer jogador pode jogar a extensão do seu contrato e ir embora. Vender é o que é expectável numa ótica de fazer dinheiro no entanto não é uma receita recorrente é extraordinária.

Não quiseram renovar e toda a gente sabia que não o iriam fazer, as notícias foram constantemente dando nota disso mesmo...a partir do momento em que entraram no último ano de contrato e constante recusa em renovar os seus contratos o FCP sabia com grande antecedência que não iria gerar qualquer receita com esses dois jogadores.

É uma receita tão recorrente que os clubes recorrem a ela todas as épocas, são cada vez mais ingeríveis sem a sua realização.  (quanto mais alto se voa e mais irrealista é o montante projectado para essas receitas maior é o tombo, se a isso juntarmos a má gestão que nos últimos anos tem reinado no Porto...).
A questão é mesmo essa. Eu compreendo o porquê de se pensar que vender jogadores possa ser considerado corriqueiro, mas não é. As SADs não dependem só delas para fazer o negócio, estarão sempre dependentes de outros fatores nomeadamente dependentes dos jogadores, para terem uma receita extraordinária. Se todos os jogadores do plantel (ao longo da duração do seu contrato com o Braga) rejeitarem negociar um contrato com outro clube, mesmo após existir um acordo entre os dois clubes ou uma cláusula liquidada, não há receita para ninguém. É um cenário complicado mas que é sempre considerado.
Assim é tudo extraordinário...imagina que sócios deixam de pagar quotas, TV deixam de comprar futebol, etc.

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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1604 em: 09 de Maio de 2020, 13:25 »
Património da SAD não é?
E tive a pesquisar notícias da segunda fase,todas diziam ou davam a entender que era património do clube.
Primeira fase é do clube. Segunda fase é da SAD.

Enviado do meu VTR-L09 através do Tapatalk
Quanto às Academia pertencer ou não ao Clube, parte ou toda, já há muito que deixei de ter qualquer certeza mas talvez os próximos RC ajudem a perceber a sua posse. 

A proxima "grande obra" deveria passar pelo Clube comprar (tudo fazer para comprar) uma boa parte das acções que até já poderiam e deveriam estar na sua posse (as da CM)...muito se disse e escreveu sobre o assunto mas definitivamente não sei se foi por negociata ou por desinteresse do Clube (não confundir com SAD) que tal não aconteceu.
Com o dinheiro de quem? O clube não tem receitas pra isso
Tinha de certeza dinheiro para pagar aquilo que alguém pagou pelas acções que a CM detinha...ter dinheiro para as comprar agora, essas ou outras, será realmente muito difícil, ainda mais com um património cada vez mais apetitoso, mas seria sempre um endividamento justificado.
:o
Já viste as contas do clube?

Por isso disse que "seria sempre um endividamento justificado" (sinceramente nem tinha pensado nisso mas arranjei aqui uma justificação porreira).
E que tal o clube pedir dinheiro emprestado à SAD para comprar ações da SAD? :D
Quem não sente não é filho de boa gente.
AMartins
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  Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1605 em: 09 de Maio de 2020, 13:26 »




As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Nada disso. O Porto é que quis espremer ao máximo um possível negócio e deixou arrastar a situação...os jogadores não foram na cantiga e não aceitaram as propostas que tiveram em cima da mesa (até Janeiro do ano passado). Isto serve para todos os jogadores, sejam eles fracos ou que valham milhões (que era aquilo que valiam o Brahimi e o Herrera). O que é factual é que qualquer jogador pode jogar a extensão do seu contrato e ir embora. Vender é o que é expectável numa ótica de fazer dinheiro no entanto não é uma receita recorrente é extraordinária.

Não quiseram renovar e toda a gente sabia que não o iriam fazer, as notícias foram constantemente dando nota disso mesmo...a partir do momento em que entraram no último ano de contrato e constante recusa em renovar os seus contratos o FCP sabia com grande antecedência que não iria gerar qualquer receita com esses dois jogadores.

É uma receita tão recorrente que os clubes recorrem a ela todas as épocas, são cada vez mais ingeríveis sem a sua realização.  (quanto mais alto se voa e mais irrealista é o montante projectado para essas receitas maior é o tombo, se a isso juntarmos a má gestão que nos últimos anos tem reinado no Porto...).
A questão é mesmo essa. Eu compreendo o porquê de se pensar que vender jogadores possa ser considerado corriqueiro, mas não é. As SADs não dependem só delas para fazer o negócio, estarão sempre dependentes de outros fatores nomeadamente dependentes dos jogadores, para terem uma receita extraordinária. Se todos os jogadores do plantel (ao longo da duração do seu contrato com o Braga) rejeitarem negociar um contrato com outro clube, mesmo após existir um acordo entre os dois clubes ou uma cláusula liquidada, não há receita para ninguém. É um cenário complicado mas que é sempre considerado.
Assim é tudo extraordinário...imagina que sócios deixam de pagar quotas, TV deixam de comprar futebol, etc.

Enviado do meu ANE-LX1 através do Tapatalk
Todo o proveito financeiro que poderá não ser obtido repetidamente no ano subsequente é considerado como extraordinário.

Receitas de contratos televisivos, exploração e uso de infraestruturas, quotizações dos associados, não são receitas extraordinárias.

Podem debater o que vos der jeito, mas é assim que as coisas funcionam.
PAF Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1606 em: 09 de Maio de 2020, 13:32 »
Só acrescentar que na teoria são realmente receitas extraordinárias, surgem nessa rubrica de todos os RdC, mas para quem gere a esmagadora maioria das SAD's são receitas antecipadamente projectadas e de obrigatória realização (determinado valor).

Lipeste eu compreendo o que tu e outros users dizem, porque é na realidade o que alguns clubes por cá vão fazendo, transformaram receitas extraordinárias em receitas correntes, mas é uma visão completamente errada do negócio a todos os níveis e completamente insustentável seja a curto, médio ou longo prazo e basta ter 2 olhos na cara para ver os resultados, já levou o Sporting à falência e levou o Porto a ser intervencionado pela UEFA e a estar em quase falência. Na realidade convém não esquecer, respeitando os critérios contabilísticos os 3 grandes estão falidos e que só por si diz tudo, eu já nem precisava de dizer mais nada para saber o resultado deste modelo de negócio. Modelo esse seguido também pelo Braga... Acho que as conclusões são óbvias, sabes como começa e sabes como acaba o modelo.
Como bem dizes são despesas recorrentes nos dias de hoje, mas daí a correntes... no caso do Braga sabes que no fim precisas de 10Milhões, se só arranjas 6 o que acontece aos outros 4? No ano seguinte precisas dos 10+4!
As receitas podem estar lá na teoria, mas daí à concretização vai um longo caminho. E estão lá as receitas de transferências como estão da champions (ou Liga europa no nosso caso). Servem para enganar o povo, o pior é quando chegam os resultados finais... (já nem vou meter ao barulhos as "trafulhices" contabilísticas com os estádios e afins). Obviamente os clubes têm que fazer previsões, o pior é que por cá as previsões têm sido completamente irrealistas, foram sendo sustentadas pelos bancos durante muitos anos e depois por empréstimos obrigacionistas com juros a 6 e 7% (praticamente impagáveis nos dias de hoje)
O AMartins deu 2 ou 3 bons exemplos de jogadores que valiam milhões e deram zero e assim lá se foi o orçamento do Porto. No último ano já sabiam, mas nos 2/3 anos anteriores perderam provavelmente mais de 100milhões, e com sorte até tinham vendido percentagens de passes e recebido antecipadamente dinheiro para ajudar à festa. Ficaram presos aos valores que precisavam e orçamentaram,, precisavam de 100, só iam conseguir 50, ficaram com eles mais um ano à espera de conseguir os 120, ou 150, quando deram conta ficaram a zeros.

Para terminar dizes que são de realização obrigatória... é este o problema, quando dependes dos outros para atingir os teus objetivos estás preso aos outros e vais acabar mal. Os outros sabem disso e jogam com isso, sejam os jogadores sejam os clubes. E como bem dizes quanto mais irrealista o valor maior o tombo.
A má gestão do Porto é exactamente igual à gestão que faz o Braga e que faz o Slb, é gastar mais que aquilo que recebe como certo e estar dependente de factores que não controla minimamente, mais dia menos dia dá asneira.
Sérgio Gonçalves
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1607 em: 09 de Maio de 2020, 13:44 »






As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Nada disso. O Porto é que quis espremer ao máximo um possível negócio e deixou arrastar a situação...os jogadores não foram na cantiga e não aceitaram as propostas que tiveram em cima da mesa (até Janeiro do ano passado). Isto serve para todos os jogadores, sejam eles fracos ou que valham milhões (que era aquilo que valiam o Brahimi e o Herrera). O que é factual é que qualquer jogador pode jogar a extensão do seu contrato e ir embora. Vender é o que é expectável numa ótica de fazer dinheiro no entanto não é uma receita recorrente é extraordinária.

Não quiseram renovar e toda a gente sabia que não o iriam fazer, as notícias foram constantemente dando nota disso mesmo...a partir do momento em que entraram no último ano de contrato e constante recusa em renovar os seus contratos o FCP sabia com grande antecedência que não iria gerar qualquer receita com esses dois jogadores.

É uma receita tão recorrente que os clubes recorrem a ela todas as épocas, são cada vez mais ingeríveis sem a sua realização.  (quanto mais alto se voa e mais irrealista é o montante projectado para essas receitas maior é o tombo, se a isso juntarmos a má gestão que nos últimos anos tem reinado no Porto...).
A questão é mesmo essa. Eu compreendo o porquê de se pensar que vender jogadores possa ser considerado corriqueiro, mas não é. As SADs não dependem só delas para fazer o negócio, estarão sempre dependentes de outros fatores nomeadamente dependentes dos jogadores, para terem uma receita extraordinária. Se todos os jogadores do plantel (ao longo da duração do seu contrato com o Braga) rejeitarem negociar um contrato com outro clube, mesmo após existir um acordo entre os dois clubes ou uma cláusula liquidada, não há receita para ninguém. É um cenário complicado mas que é sempre considerado.
Assim é tudo extraordinário...imagina que sócios deixam de pagar quotas, TV deixam de comprar futebol, etc.

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Todo o proveito financeiro que poderá não ser obtido repetidamente no ano subsequente é considerado como extraordinário.

Receitas de contratos televisivos, exploração e uso de infraestruturas, quotizações dos associados, não são receitas extraordinárias.

Podem debater o que vos der jeito, mas é assim que as coisas funcionam.

OK. Discordamos, mas eu não faço gestão de uma SAD (felizmente).

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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1608 em: 09 de Maio de 2020, 13:52 »
Só acrescentar que na teoria são realmente receitas extraordinárias, surgem nessa rubrica de todos os RdC, mas para quem gere a esmagadora maioria das SAD's são receitas antecipadamente projectadas e de obrigatória realização (determinado valor).

Lipeste eu compreendo o que tu e outros users dizem, porque é na realidade o que alguns clubes por cá vão fazendo, transformaram receitas extraordinárias em receitas correntes, mas é uma visão completamente errada do negócio a todos os níveis e completamente insustentável seja a curto, médio ou longo prazo e basta ter 2 olhos na cara para ver os resultados, já levou o Sporting à falência e levou o Porto a ser intervencionado pela UEFA e a estar em quase falência. Na realidade convém não esquecer, respeitando os critérios contabilísticos os 3 grandes estão falidos e que só por si diz tudo, eu já nem precisava de dizer mais nada para saber o resultado deste modelo de negócio. Modelo esse seguido também pelo Braga... Acho que as conclusões são óbvias, sabes como começa e sabes como acaba o modelo.
Como bem dizes são despesas recorrentes nos dias de hoje, mas daí a correntes... no caso do Braga sabes que no fim precisas de 10Milhões, se só arranjas 6 o que acontece aos outros 4? No ano seguinte precisas dos 10+4!
As receitas podem estar lá na teoria, mas daí à concretização vai um longo caminho. E estão lá as receitas de transferências como estão da champions (ou Liga europa no nosso caso). Servem para enganar o povo, o pior é quando chegam os resultados finais... (já nem vou meter ao barulhos as "trafulhices" contabilísticas com os estádios e afins). Obviamente os clubes têm que fazer previsões, o pior é que por cá as previsões têm sido completamente irrealistas, foram sendo sustentadas pelos bancos durante muitos anos e depois por empréstimos obrigacionistas com juros a 6 e 7% (praticamente impagáveis nos dias de hoje)
O AMartins deu 2 ou 3 bons exemplos de jogadores que valiam milhões e deram zero e assim lá se foi o orçamento do Porto. No último ano já sabiam, mas nos 2/3 anos anteriores perderam provavelmente mais de 100milhões, e com sorte até tinham vendido percentagens de passes e recebido antecipadamente dinheiro para ajudar à festa. Ficaram presos aos valores que precisavam e orçamentaram,, precisavam de 100, só iam conseguir 50, ficaram com eles mais um ano à espera de conseguir os 120, ou 150, quando deram conta ficaram a zeros.

Para terminar dizes que são de realização obrigatória... é este o problema, quando dependes dos outros para atingir os teus objetivos estás preso aos outros e vais acabar mal. Os outros sabem disso e jogam com isso, sejam os jogadores sejam os clubes. E como bem dizes quanto mais irrealista o valor maior o tombo.
A má gestão do Porto é exactamente igual à gestão que faz o Braga e que faz o Slb, é gastar mais que aquilo que recebe como certo e estar dependente de factores que não controla minimamente, mais dia menos dia dá asneira.

Referindo-se a parte do teu primeiro parágrafo, no início desta discussão disse num post:
"Não digo que está bem ou mal apenas digo que o "circo" está montado dessa forma..."

Aproveitando a imagem, sem palhaços (transferências) não há "circo" que aguente (Clube/SAD).

O FCP não conseguiu realizar a receita espectável com transferências e qual foi a consequência? Basicamente a mesma que aconteceu a todos com o corte da receita televisiva...uma é denominada de extraordinário e a outra de ordinária mas o "corte" de qualquer uma delas acaba por, na esmagadora maioria dos Clubes, ter a mesma consequência nas suas contas...enquanto não aparecer outra forma de gerar receita, para além das que existem, para manter a máquina a trabalhar o recurso à "extraordinária" receita gerada pelas transferências  continuará ser uma constante necessidade anual.
« Última modificação: 09 de Maio de 2020, 14:06 por Lipeste »
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1609 em: 09 de Maio de 2020, 13:54 »
So uma pergunta, aquisição de passes de jogadores é despesa extraordinária, certo?

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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1610 em: 09 de Maio de 2020, 14:14 »
Receita Ordinária:
"É aquela que normalmente ocorre de forma periódica, que são previsíveis, servindo de pagamento para as despesas que surgem num determinado período de tempo.
São as receitas de caráter constante, que se renovam ano a ano no orçamento".

Receita Extraordinária:
"É aquela receita imprevisível, excepcional, inconstante...".


A única inconstância que encontro é apenas a dimensão do valor arrecadado e não do valor em si porque esse está "sempre" presente, seja de X ou de Y, conforme as necessidades de cada SAD para equilibrar as suas contas.
Lipeste é claro que o que está em causa nisto tudo é a dimensão do valor arrecadado e a sua importância para manter a parte fixa do negócio.
Não é o mesmo ter 5% do orçamento em receitas extraordinárias e ter 60%.
Nós estamos a falar das receitas, mas também temos as despesas das compras de passes... também elas extraordinárias..
É que se vendes a seguir vais precisar de comprar e trocas o certo pelo incerto.
É fácil perceber porque é uma receita extraordinária, é olhar para as receitas do Trincão ou do Felix cada um no nível dos clubes e a excepcionalidade desses negócios nas contas.
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1611 em: 09 de Maio de 2020, 14:52 »
Só acrescentar que na teoria são realmente receitas extraordinárias, surgem nessa rubrica de todos os RdC, mas para quem gere a esmagadora maioria das SAD's são receitas antecipadamente projectadas e de obrigatória realização (determinado valor).

Lipeste eu compreendo o que tu e outros users dizem, porque é na realidade o que alguns clubes por cá vão fazendo, transformaram receitas extraordinárias em receitas correntes, mas é uma visão completamente errada do negócio a todos os níveis e completamente insustentável seja a curto, médio ou longo prazo e basta ter 2 olhos na cara para ver os resultados, já levou o Sporting à falência e levou o Porto a ser intervencionado pela UEFA e a estar em quase falência. Na realidade convém não esquecer, respeitando os critérios contabilísticos os 3 grandes estão falidos e que só por si diz tudo, eu já nem precisava de dizer mais nada para saber o resultado deste modelo de negócio. Modelo esse seguido também pelo Braga... Acho que as conclusões são óbvias, sabes como começa e sabes como acaba o modelo.
Como bem dizes são despesas recorrentes nos dias de hoje, mas daí a correntes... no caso do Braga sabes que no fim precisas de 10Milhões, se só arranjas 6 o que acontece aos outros 4? No ano seguinte precisas dos 10+4!
As receitas podem estar lá na teoria, mas daí à concretização vai um longo caminho. E estão lá as receitas de transferências como estão da champions (ou Liga europa no nosso caso). Servem para enganar o povo, o pior é quando chegam os resultados finais... (já nem vou meter ao barulhos as "trafulhices" contabilísticas com os estádios e afins). Obviamente os clubes têm que fazer previsões, o pior é que por cá as previsões têm sido completamente irrealistas, foram sendo sustentadas pelos bancos durante muitos anos e depois por empréstimos obrigacionistas com juros a 6 e 7% (praticamente impagáveis nos dias de hoje)
O AMartins deu 2 ou 3 bons exemplos de jogadores que valiam milhões e deram zero e assim lá se foi o orçamento do Porto. No último ano já sabiam, mas nos 2/3 anos anteriores perderam provavelmente mais de 100milhões, e com sorte até tinham vendido percentagens de passes e recebido antecipadamente dinheiro para ajudar à festa. Ficaram presos aos valores que precisavam e orçamentaram,, precisavam de 100, só iam conseguir 50, ficaram com eles mais um ano à espera de conseguir os 120, ou 150, quando deram conta ficaram a zeros.

Para terminar dizes que são de realização obrigatória... é este o problema, quando dependes dos outros para atingir os teus objetivos estás preso aos outros e vais acabar mal. Os outros sabem disso e jogam com isso, sejam os jogadores sejam os clubes. E como bem dizes quanto mais irrealista o valor maior o tombo.
A má gestão do Porto é exactamente igual à gestão que faz o Braga e que faz o Slb, é gastar mais que aquilo que recebe como certo e estar dependente de factores que não controla minimamente, mais dia menos dia dá asneira.

Referindo-se a parte do teu primeiro parágrafo, no início desta discussão disse num post:
"Não digo que está bem ou mal apenas digo que o "circo" está montado dessa forma..."

Aproveitando a imagem, sem palhaços (transferências) não há "circo" que aguente (Clube/SAD).

O FCP não conseguiu realizar a receita espectável com transferências e qual foi a consequência? Basicamente a mesma que aconteceu a todos com o corte da receita televisiva...uma é denominada de extraordinário e a outra de ordinária mas o "corte" de qualquer uma delas acaba por, na esmagadora maioria dos Clubes, ter a mesma consequência nas suas contas...enquanto não aparecer outra forma de gerar receita, para além das que existem, para manter a máquina a trabalhar o recurso à "extraordinária" receita gerada pelas transferências  continuará ser uma constante necessidade anual.
Não podes comparar as duas situações, embora as consequências possam ser as mesmos. Não é a consequência que define se a receita é ou não extraordinária. Em cada ano já tens os valores a receber das TVs definidos, obviamente contando que vai haver jogos, não podes contar com uma excepcionalidade de um vírus ou de uma guerra ou de um atentado, etc. (ou melhor se calhar até deves contar com isso no teu orçamento, os próprios Estados o fazem prevendo catástrofes por exemplo, mas sempre esperando que não seja preciso). Até porque sem jogos não há clube, nem receitas correntes e muito menos extraordinárias...
Agora vais ter uma crise, as TVS vão continuar os contratos, as transferência vão levar um rombo gigantesco, quem orçamentou as suas receitas totais  60 ou 70% com base nas transferências, já estás a ver o filme?
Se para manter a máquina a trabalhar continuar a ser necessário as receitas extraordinárias nas dimensões atuais te garanto que vão acabar todos falidos, porque o futebol é feito de ciclos. Obviamente os grandes com o poder que têm vão-se aguentando cheios de esquemas (basicamente vai-nos saindo do bolso), os pequenos vão ao charco.
As receitas correntes devem pagar as despesas correntes, e o que estás a fazer é pagar despesas correntes como salários de jogadores com despesas extraordinárias como transferências. Basta pensar nesta relação para ser mais que óbvio que as transferências nunca podem ser receita corrente. É exactamente o mesmo que tu gerires o teu orçamento familiar com base em prémios incertos, mais dia menos dia é 100% certo que vais ter problemas. Se esses prémios forem 60% do teu orçamento familiar então é uma catástrofe à tua espera ao virar da esquina.
As transferências quase desde sempre fizeram parte do futebol e mesmo assim por motivos óbvios nunca foram consideradas despesas correntes, diria até mais, é na gestão das despesas extraordinárias e na sua dimensão dentro do orçamento que vês a sustentabilidade e futuro de um clube ou de uma empresa.
Não é apenas uma mera questão contabilística de pormenor como nalguns posts querem fazer crer. E não é por os clubes portugueses já as tratarem quase como despesa corrente que elas o passam a ser, porque é um erro crasso e diria em gestão grave, porque é insustentável. (isto claro na dimensão que é feito por cá)
Eu neste momento não investia 1 cêntimo que fosse em qualquer clube português (nem na maior parte das empresas já agora)
Lipeste
Lipeste Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1612 em: 09 de Maio de 2020, 14:55 »
Receita Ordinária:
"É aquela que normalmente ocorre de forma periódica, que são previsíveis, servindo de pagamento para as despesas que surgem num determinado período de tempo.
São as receitas de caráter constante, que se renovam ano a ano no orçamento".

Receita Extraordinária:
"É aquela receita imprevisível, excepcional, inconstante...".


A única inconstância que encontro é apenas a dimensão do valor arrecadado e não do valor em si porque esse está "sempre" presente, seja de X ou de Y, conforme as necessidades de cada SAD para equilibrar as suas contas.
Lipeste é claro que o que está em causa nisto tudo é a dimensão do valor arrecadado e a sua importância para manter a parte fixa do negócio.
Não é o mesmo ter 5% do orçamento em receitas extraordinárias e ter 60%.
Nós estamos a falar das receitas, mas também temos as despesas das compras de passes... também elas extraordinárias..
É que se vendes a seguir vais precisar de comprar e trocas o certo pelo incerto.
É fácil perceber porque é uma receita extraordinária, é olhar para as receitas do Trincão ou do Felix cada um no nível dos clubes e a excepcionalidade desses negócios nas contas.
Eu estou a olhar para o tema em função da necessidade constante de recurso a essa receita para manter a actividade sustentável, é nessa prespectiva que as considero mais ordinárias do que extraordinárias...o negócio futebol, independentemente dessa necessidade, também tem "agora" como objecto da sua actividade a transferência de jogadores.

Esses dois negócios que referes  foram de facto excepcionais pelos valores envolvidos mas a necessidade de gerar anualmente determinado valor com  transferências de jogadores é, até ver, incontornável para os Clubes equilibrarem as suas contas.

Se deres uma rápida vista de olhos nos nossos RdC, aos resultados operacionais (sem receitas provenientes da venda de jogadores) facilmente constatas que ficariam "todos" no vermelho...a que recorre a SAD,, exercício após exército, para manter as contas equilibradas? Fa-lo excepcionalmente (extraordináriamente) ou constantemente (ordinariamente)?
A previsão do encaixe necessário para equilibrar as contas, via receitas de transferências, é feito com a devida antecedência e com a respectiva expectativa mínima a, "obrigatoriamente"  alcançar?
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1613 em: 09 de Maio de 2020, 15:05 »
As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios
Isso não é bem assim.
Neste caso foi gestão danosa... é a mesma coisa que o R. Horta e o Paulinho terminarem contrato em 2021 e nós não os vendermos este verão por, suponhamos, 10 milhões cada.
O Porto chegou a receber propostas a rondar os 20M pelos dois, não vendeu porque não quis e porque, neste momento, o treinador lá é capaz de mandar mais que o presidente...
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1614 em: 09 de Maio de 2020, 15:22 »
As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios
Isso não é bem assim.
Neste caso foi gestão danosa... é a mesma coisa que o R. Horta e o Paulinho terminarem contrato em 2021 e nós não os vendermos este verão por, suponhamos, 10 milhões cada.
O Porto chegou a receber propostas a rondar os 20M pelos dois, não vendeu porque não quis e porque, neste momento, o treinador lá é capaz de mandar mais que o presidente...

Tenho muita dificuldade em creditar na existencia dessas propostas com  recusa do Porto em as aceitar, não só devido ao estado em que as contas já estavam mas também por saber de antemão que iriam sair a custo zero no final da época...a ter sido assim então seria como dizes, gestão danosa (infelizmente abunda no futebol português sem consequências para os protagonistas dessa gestão)...danosa ou não certo é que a gestão do Porto nos últimos anos tem sido catastrófica, espero que assim continue.
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  Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1615 em: 09 de Maio de 2020, 15:23 »
As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios
Isso não é bem assim.
Neste caso foi gestão danosa... é a mesma coisa que o R. Horta e o Paulinho terminarem contrato em 2021 e nós não os vendermos este verão por, suponhamos, 10 milhões cada.
O Porto chegou a receber propostas a rondar os 20M pelos dois, não vendeu porque não quis e porque, neste momento, o treinador lá é capaz de mandar mais que o presidente...
Não percebeste o trocadilho?
O que disseste só vai de encontro à resposta que dei nesse post. O que não falta no futebol português é gestão danosa! O Paulinho e o Horta (e outros) só valem aquilo que alguém estiver disposto a pagar por eles...sendo que as percentagens que um clube tem de cada jogador entra em equação no momento de vender. No entanto se a SAD achar que a mais valia de os ter no plantel suplanta uma eventual oferta vai mantê-los e possivelmente renovar-lhes o contrato.

É devido aos clubes estarem a contar com o ovo no cü da galinha em relação a vendas de passes de jogadores e sobre-orçamentarem as suas finanças que depois ficaram a ver navios. Os tripeiros tanto podiam ter vendido esses quando efetivamente tinham ofertas como podiam ter cedido às exigências na renovação para venderem depois (o que a meu ver já era um cenário altamente improvável numa perspectiva de lucro). O que aconteceu é que esticaram a corda e eles mandaram-nos pó cr*lho. Por isso é que gerir um clube tendo por base as receitas que são incertas (como no caso as vendas de passes e participações nas competições europeias) quando tens um passivo absurdo é irresponsável e a longo prazo o caminho da falência técnica é o mais certo. Isso é coisa de gente que vive bem com o dinheiro dos outros.
« Última modificação: 09 de Maio de 2020, 15:38 por AMartins »
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1616 em: 09 de Maio de 2020, 15:44 »
Que clube português é gerido consolidadamente sem recurso a receitas provenientes de transferências (principalmente aqueles cujos os resultados são negativos sem essas receitas)? Arrisco dizer nenhum.

Quando não as conseguem fazer escavam mais uns milhões ao buraco onde já estão enterrados porque as outras, na generalidade, não são suficientes para ter contas equilibradas...quanto maior, maior é a receita mas também maior é a despesa e consequente  necessidade de a essas receitas  recorrer.
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« Responder #1617 em: 09 de Maio de 2020, 15:52 »
Que clube português é gerido consolidadamente sem recurso a receitas provenientes de transferências (principalmente aqueles cujos os resultados são negativos sem essas receitas)? Arrisco dizer nenhum.

Quando não as conseguem fazer escavam mais uns milhões ao buraco onde já estão enterrados porque as outras, na generalidade, não são suficientes para ter contas equilibradas...quanto maior, maior é a receita mas também maior é a despesa e consequente  necessidade de a essas receitas  recorrer.
Todos sabemos disso, no entanto quando chega a hora, o universo de associados nas AGs dos clubes (que é onde se aprovam os orçamentos e relatórios de contas) é o que sabemos. Na última, foi engraçado ver o Salvador fazer birra por causa das abstenções...
« Última modificação: 09 de Maio de 2020, 16:27 por AMartins »
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1618 em: 09 de Maio de 2020, 17:51 »
No tempo da Troika (e já antes) o estado vendeu tudo o que tinha valor, como participações em empresas (PT, Galp, EDP, REN, etc) porque todos os anos as despesas correntes eram superiores às receitas, e quando o crédito ficou mais difícil lá tiveram de ir às receitas extraordinárias entretanto. Ou será uma actividade do estado vender participações em empresas?

Com o aumento exponencial de dinheiro no topo da pirâmide de futebol (via tv e via magnatas), há muito dinheiro a circular todos os anos que passou a aparentar normal todos os anos se comprar e vender uma equipa nos clubes de 3a e 4a linha, mas  não é preciso ver mt para perceber que isto não é sustentável e que mais dia menos dia, como todos negócios especulativos, a bolha tem de rebentar mesmo em condições normais, sem catástrofes. Aceitar o planeamento do futuro baseado fortemente (não são 15 ou 20%) em receitas que podem não acontecer é jogar na roleta todos os anos, e caminhar no sentido de um fcp.

Aliás o que não faltam são milhões em transferências. Era o Xadas, foi o Dyego, foram tantos outros a custo zero, já para não falar do Rafa que de tantos milhões pouco sobrou. Podem pedir o que quiserem, não significa que o consigam
Quem não sente não é filho de boa gente.
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1619 em: 10 de Maio de 2020, 14:22 »
PAF, o problema é que a tua forma de ver o negócio é o mundo perfeito. Na prática provavelmente só 4 ou 5 clubes no mundo conseguem estar no topo só com receitas ordinárias (tv, merchandising, quotas e bilhetes): real, barcelona, bayern, man utd e liverpool. Excluindo os clubes que têm uma torneira infinita de dinheiro, man city, psg, chelsea (nos últimos anos nem tanto), arrisco-me a dizer que todos os outros clubes no mundo precisam da compra/venda de jogadores para serem competitivos. Nenhum clube no mundo consegue ter um plantel de topo que concorra com estes que referi acima, sem contar na sua atividade com a venda periódica de jogadores.

No caso, basta mudar o tipo de atividade de uma SAD para a venda de jogadores deixar de ser extraordinária. A atividade da SAD pode ser a de rentabilizar jogadores para, todos os anos, obter X de vendas. Bem administrado, como qualquer outra atividade, dá lucro e, no caso, resultados desportivos (se consegues vender por um valor acima do que compraste ou vender alguém formado na academia é porque houve tambem rendimento desportivo).

Tal como uma sapataria tem como receita ordinária os sapatos que vende (onde prevê no orçamento qtos sapatos vai vender baseado no passado e nos investimentos a fazer em mktg etc), uma SAD pode ter como receita os jogadores que vende, baseado na mesma premissa. No caso, o produto de uma SAD são, tambem, os seus jogadores e não apenas os jogos de futebol.

Outro exemplo é a amazon. No início o produto que lhe dava rendimento vinha das vendas da loja online, agora vem também dos servidores e plataforma tecnológica que vende/aluga a outros. Nada impede uma empresa de vender mais do que um produto ou ter mais do que um tipo de atividade.

O caso do Porto é paradigmático. Funcionou enquanto foi bem gerido. Deixou de funcionar quando começaram a contratar caro e deixaram de ter rendimento desportivo. Depois, para terem rendimento desportivo não venderam. Aquelas épocas de desvario do Lopetegui em que contrataram à grande espanhóis de qualidade duvidosa destruiram completamente os anos dourados (resultados desportivos e financeiros) de mourinho, villas boas e vitor pereira. Usando o exemplo da amazon era como se comprassem um produto a 10 eur e o vendessem por 8 ou nem o vendessem sequer, ou a sapataria acumular stock e não vender nada porque uma sapataria abriu ali ao lado com melhores sapatos e mais baratos.

O Boavista fez o mesmo. Depois de ser campeão começou a contratar à grande, gastou milhões em toscos. Foi o início do fim, o estádio foi a machadada final.

Foi este tipo de atividade que nos tirou de um buraco em 2003 e nos meteu na champions e na final da liga europa. Se o Salvador em 2003 tivesse gerido o clube da forma perfeita que falas (só receitas ordinárias) já tínhamos falido. Nós e todos os clubes portugueses. Todos, sem exceção.

Enquanto for bem gerido, não vejo problema nenhum a atividade de uma SAD ter como base a venda periódica de jogadores, porque no futebol atual é a única forma de se ser competitivo. Só na Inglaterra há receitas ordinárias capazes de manter os clubes. Mas tirando os que referi acima, os outros todos para lhes fazerem frente e serem competitivos têm que vender todos os anos.

Se os clubes tugas usassem só receitas ordinárias a nossa liga estava ao nível da da bielorrússia... nem 1 equipa na champions tínhamos e provavelmente nenhuma na FG da LE

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« Última modificação: 10 de Maio de 2020, 14:47 por NightHawk »
 

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