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Cidade Desportiva do SC Braga
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Guerreiro03 Equipa Reservas
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1580 em: 07 de Maio de 2020, 16:33 »
Estamos  fazer um projeto grandioso, vamos ficar com umas condições ao nível dos maiores clubes do mundo, se calhar melhor que grande parte deles até. No nosso campeonato mesmo os grandes não estarão provavelmente ao nosso nível, sendo que eles receberam o investimento das câmaras municipais.
Dito isto, parece-me logicamente que estamos a fazer um projeto  sobre-dimensionado para a dimensão atual do clube. Somos um clube de 3º ou 4 linha europeia com receitas apenas miseráveis, com orçamentos projetados em grande parte em receitas extraordinárias o que torna o risco muito maior.
Quando estiver pronta provavelmente terá custos de manutenção maiores que orçamentos de alguns clubes da 1ªliga. (a que vão acrescer durante os próximos longos anos- empréstimo a 25 anos?? - pagamentos da construção)
Se a construção acredito que com mais ou menos dificuldades a coisa será paga,  a longo prazo espero que exista um projeto que assegure a sustentabilidade do projeto.

O projeto é a venda de dois/três jogadores por época e/ou a entrada na Champions.
É uma questão que tem que ser gerida de forma "cirúrgica" , de modo a não tornar os custos de manutenção demasiadamente elevados para a nossa realidade. Por isso, é que importante a aposta sustentada e estruturada nos valores da nossa formação e uma gestão muito rigorosa

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guerreiro1921 Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1581 em: 07 de Maio de 2020, 21:42 »
Só segunda fase vai ficar mais cara do que era suposto custar o projecto todo!

Enfim, é comer e calar.
Isto é que me deixa mesmo frustrado.
Não foi este o projeto que eu aprovei, não foram estes os custos que eu aprovei. Eu e todos os sócios que votaram.
Enquanto sócio, sinto que não tenho poder nenhum. Tudo feito nas nossas barbas e nós sem poder de decisão.
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BRG
BRG Juniores
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1582 em: 07 de Maio de 2020, 23:03 »
Só segunda fase vai ficar mais cara do que era suposto custar o projecto todo!

Enfim, é comer e calar.
Isto é que me deixa mesmo frustrado.
Não foi este o projeto que eu aprovei, não foram estes os custos que eu aprovei. Eu e todos os sócios que votaram.
Enquanto sócio, sinto que não tenho poder nenhum. Tudo feito nas nossas barbas e nós sem poder de decisão.
Exatamente!
Depois “chora” a dizer que o Braga não é um clube de um homem só.
Eu também fico todo contente com o sucesso desportivo do Braga e fico todo contente com a construção da Cidade Desportiva, mas o clube tem de ter um plano de sustentabilidade a longo prazo e não tem, e os sócios não servem só para aprovar projetos alterados sem consentimento.
PAF Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1583 em: 08 de Maio de 2020, 00:27 »
Estamos  fazer um projeto grandioso, vamos ficar com umas condições ao nível dos maiores clubes do mundo, se calhar melhor que grande parte deles até. No nosso campeonato mesmo os grandes não estarão provavelmente ao nosso nível, sendo que eles receberam o investimento das câmaras municipais.
Dito isto, parece-me logicamente que estamos a fazer um projeto  sobre-dimensionado para a dimensão atual do clube. Somos um clube de 3º ou 4 linha europeia com receitas apenas miseráveis, com orçamentos projetados em grande parte em receitas extraordinárias o que torna o risco muito maior.
Quando estiver pronta provavelmente terá custos de manutenção maiores que orçamentos de alguns clubes da 1ªliga. (a que vão acrescer durante os próximos longos anos- empréstimo a 25 anos?? - pagamentos da construção)
Se a construção acredito que com mais ou menos dificuldades a coisa será paga,  a longo prazo espero que exista um projeto que assegure a sustentabilidade do projeto.

O projeto é a venda de dois/três jogadores por época e/ou a entrada na Champions.
É uma questão que tem que ser gerida de forma "cirúrgica" , de modo a não tornar os custos de manutenção demasiadamente elevados para a nossa realidade. Por isso, é que importante a aposta sustentada e estruturada nos valores da nossa formação e uma gestão muito rigorosa

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Depois de teres as coisas feitas não há muito para decidir, é gastar o que for preciso para manter aquilo no nível excelente.
Sinceramente não faço ideia de custos de manutenção, mas atirando um número para o ar não me espantaria no final que andasse na ordem dos milhões anuais tendo em conta a dimensão do espaço, número de Campos e pessoal que vai exigir.
Quero esperar que o clube seja melhor gerido que as empresas particulares de algum pessoal da sad, que cresceram a um ritmo alucinante e depois deram um estouro dos grandes.
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Guerreiro03 Equipa Reservas
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1584 em: 08 de Maio de 2020, 00:43 »
Não sei se já foi equacionado a questão do maming da academia na totalidade , ou só do pavilhão , por exemplo. Seria uma forma de amortizar a dívida.

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Lipeste
Lipeste Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1585 em: 08 de Maio de 2020, 10:06 »
As receitas provenientes de transferências não são para mim receitas extraordinárias, há muito que  deixaram de o ser...
Como diz o PAF, tens uma variabilidade tão grande na venda de jogadores, que estás mais relacionada com factores de oportunidade (de negócio, pérola de formação) do que com o que tu investes. Não é uma consequência normal da actividade, ao contrário das receitas normais: tv, bilheteira, merchandising, etc, que flutuam muito menos e têm correlação melhor com o investimento.

Contar com vendas de jogadores para pagar a academia é contar com o ovo no ***** da galinha. Mas têm de se fazer um pouco nisto. A questão é o quanto estamos expostos ao risco e conseguiremos acomodar os custos sem essas receitas extraordinárias durante quanto tempo, recorrendo à banca.

Felizmente conseguimos ter um racio de dívida que para o futebol sobretudo português é bom. Agora os valores (sobretudo os de manutenção) assustam, e ficarmos um sporting não seria nada bom

Quando o futebol deixou de ser um  desporto e passou a ser uma indústria, do espectáculo e entretenimento, principalmente do espectáculo audiovisual, as receitas aumentaram bastante mas os custos aumentaram ainda mais...as receitas dos direitos televisivos levaram a maior investimento e consequente aumento da despesa...para equilibrar as contas os clubes/SAD passaram a recorrer "ordinariamente" a receitas provenientes de transferências....essas receitas continuam a ser denominadas de receitas extraordinárias mas pela sua nova notureza passaram a figurar como receitas "fixas" no esboço das contas (RdC?) de qualquer clube/SAD e não haverá orçamento que não as tenha em conta (excepto os de meia dúzia de clubes com poços de petróleo).

Hoje são muito poucos os clubes que não projectam as suas contas sem incluir operações com direitos de atletas (receitas provenientes de transferências), alguns até projectam possíveis receitas da UEFA por atingirem determinada fase da prova que irão jogar (por exemplo, receitas por atingirem os 1/8 da LC, por vezes sem sequer saberem se nela conseguem entrar como foi o caso do Porto nesta época).

Por exemplo, quando os clubes/SAD's necessitam recorrer à banca apresentam documentos com previsão de receitas estimadas que incluem, entre outras, as que acima referi.

O lema é formar, projectar e vender, ou comprar jovens, projecta-los e vende-los...as transferências, as suas receitas, são parte integral da actividade, um dos objectos do negócio futebol cada vez com maior previsibilidade.

Não digo que está bem ou mal apenas digo que o "circo" está montado dessa forma..."The show must go on" e sem transferências não há show.
« Última modificação: 08 de Maio de 2020, 12:28 por Lipeste »
Sérgio Gonçalves
Sérgio Gonçalves Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1586 em: 09 de Maio de 2020, 00:14 »
Os sócios votaram plano do clube, que é a 1a fase. 2a fase é da SAD. Creio que 1a fase ficou pelo custo inicial (+/-) apesar de projecto ser diferente.

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Sócio nº 2506
Sérgio Gonçalves
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1587 em: 09 de Maio de 2020, 00:22 »
A venda de jogadores não é receita extraordinária pois a venda de atletas é parte da atividade das sad. Receita extraordinária seria vender cidade desportiva ou estádio (caso o tivéssemos). Pode-se discutir valor que se coloca em orçamentação para venda de jogadores mas normalmente no orçamento de um nova época grande parte das vendas já foram feitas. Orçamento é apresentado em Outubro e vendas até Julho.

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Sócio nº 2506
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PAF Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1588 em: 09 de Maio de 2020, 00:51 »
A venda de jogadores não é receita extraordinária pois a venda de atletas é parte da atividade das sad. Receita extraordinária seria vender cidade desportiva ou estádio (caso o tivéssemos). Pode-se discutir valor que se coloca em orçamentação para venda de jogadores mas normalmente no orçamento de um nova época grande parte das vendas já foram feitas. Orçamento é apresentado em Outubro e vendas até Julho.

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A venda de jogadores é uma receita extraordinária, ponto final.
Tudo o resto são teorias que levaram os clubes tugas quase todas à falência. Ou seja, quiseram usar receitas extraordinárias para compor os orçamentos, basicamente inventaram receitas, e foram colocando cada vez mais valores para tentar tapar os buracos, correu mal.
Todas as vendas que só ocorram uma vez são extarordinárias, ou será que para o ano vamos vender novamente o Trincão? Uma contabilidade há tuga é fazer isso, este ano vendemos 40 milhões para o ano vamos vender 50! E claro orçamentar nas despesas outro tanto para as contas ficarem bonitas.

Lipeste quando os clubes necessitam de recorrer à banca neste momento sabes o que acontece? Levam um chuto no traseiro e obrigam-nos a fazer empréstimos obrigacionistas ao preço do ouro  e chutam o risco para os desgraçados que na maior parte das vezes nem sabem o que estão a comprar. Ou então emprestam 5 e exigem 10 de garantia em direitos televisivos, esses sim, receitas não extraordinárias. Como fez o porto que já recebeu as do próximo ano (ou perto disso)

Ao contrário de ti acho que as receitas de vendas são a coisa mais imprevisível do mundo... mesmo aceitando de bom grado que são uma parte integrante das receitas de clubes de 2º linha europeia quase todos os anos. (o quase é que faz a diferença, é que um mau ano futebolístico e lá se foi tudo ao ar, se forem 2 temos um desastre, se forem 3 temos o Porto, se forem mais começamos a ter o Sporting)

A questão do naming seja do que for é interessante, mas em Portugal a maior parte dos acordos publicitários dignos desse nome soam todos a frete de alguém a outrem.
Guerreiro03 Equipa Reservas
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1589 em: 09 de Maio de 2020, 03:18 »
A venda de jogadores não é receita extraordinária pois a venda de atletas é parte da atividade das sad. Receita extraordinária seria vender cidade desportiva ou estádio (caso o tivéssemos). Pode-se discutir valor que se coloca em orçamentação para venda de jogadores mas normalmente no orçamento de um nova época grande parte das vendas já foram feitas. Orçamento é apresentado em Outubro e vendas até Julho.

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A venda de jogadores é uma receita extraordinária, ponto final.
Tudo o resto são teorias que levaram os clubes tugas quase todas à falência. Ou seja, quiseram usar receitas extraordinárias para compor os orçamentos, basicamente inventaram receitas, e foram colocando cada vez mais valores para tentar tapar os buracos, correu mal.
Todas as vendas que só ocorram uma vez são extarordinárias, ou será que para o ano vamos vender novamente o Trincão? Uma contabilidade há tuga é fazer isso, este ano vendemos 40 milhões para o ano vamos vender 50! E claro orçamentar nas despesas outro tanto para as contas ficarem bonitas.

Lipeste quando os clubes necessitam de recorrer à banca neste momento sabes o que acontece? Levam um chuto no traseiro e obrigam-nos a fazer empréstimos obrigacionistas ao preço do ouro  e chutam o risco para os desgraçados que na maior parte das vezes nem sabem o que estão a comprar. Ou então emprestam 5 e exigem 10 de garantia em direitos televisivos, esses sim, receitas não extraordinárias. Como fez o porto que já recebeu as do próximo ano (ou perto disso)

Ao contrário de ti acho que as receitas de vendas são a coisa mais imprevisível do mundo... mesmo aceitando de bom grado que são uma parte integrante das receitas de clubes de 2º linha europeia quase todos os anos. (o quase é que faz a diferença, é que um mau ano futebolístico e lá se foi tudo ao ar, se forem 2 temos um desastre, se forem 3 temos o Porto, se forem mais começamos a ter o Sporting)

A questão do naming seja do que for é interessante, mas em Portugal a maior parte dos acordos publicitários dignos desse nome soam todos a frete de alguém a outrem.
Suponho que ele está a falar com conhecimento de causa. Não está a atirar um "bitaite" para o ar . Do pouco conhecimento que tenho da área contabilística também consideraria como elas não sendo receitas extraordinárias

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Lipeste
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1590 em: 09 de Maio de 2020, 07:55 »
PAF,
Sim, no papel continuam a ser receitas extraordinárias mas de extraordinário nada tem, são uma das principais componentes do negócio e receitas que os clubes passaram a gerar todas as épocas com bastante previsibilidade.

O valor da venda de um jogador  pode ser imprevisível mas não a venda em si nem o valor estimado que cada SAD pretende encaixar com transferências por época.

Quanto aos empréstimos à.banca independentemente da conjuntura e predisposição da mesma para o risco não tenhas tenhas dúvidas que em variadas situações são projectadas receitas da natureza que referi.

Analisando os RdC da nossa SAD, da última década, em quantos não foram geradas receitas provenientes da venda de jogadores? Os valores não são sempre os mesmos mas estão lá em "todos" eles tal como estão outras receitas (bilheteira, publicidade, provas europeia e que também não são sempre do mesmo valor).

Se um clube vai à banca pedir um empréstimo e apresenta as contas dos últimos três quatro anos e em todas elas, na rubrica referente a transferências, surgem valores de determinada ordem, quem faz a análise de risco desse empréstimo tem em consideração essa rubrica pois está sempre presente logo há previsibilidade de assim continuar a ser (o montante do valor que poderão considerar como receita é que é subjectivo mas não a receita em si).

Os direitos televisivos são usados para outro tipo de operação, o factoring pois são um valor certo e objectivo, sem risco (troca do valor de receitas televisivas futuras por dinheiro na hora).
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Somos Braga! Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1591 em: 09 de Maio de 2020, 09:13 »
PAF, uma imobiliária tem apenas receitas extraordinárias? É que uma casa só se vende uma vez.

Por outro lado, se os orçamentos fossem feitos apenas com receitas "certas", o do Braga tinha que baixar pelo menos para metade e tinhas que despachar os 7 ou 8 jogadores com salários mais altos.

O Braga, ao contrário de outros, tem feito algo positivo, coloca no orçamento receitas de vendas já certas. As vendas de Julho já contam para o orçamento de Outubro. Ou seja, quando o orçamento é apresentado, essas "receitas extraordinária s" já são praticamente certas.

Vendas como a de Neto e outros que são pagas em prestações ao longo de vários anos também ajudam a essa previsibilidade. Gosto desse tipo de venda que deixa parte da receita para épocas seguintes.

O investimento de 20 milhões na academia em tempo de recessão económica é que me deixa muito, muito apreensivo. Espero que Salvador saiba o que está a fazer.
« Última modificação: 09 de Maio de 2020, 09:18 por Somos Braga! »
O verdadeiro adepto vê-se nas derrotas!
AMartins
AMartins Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1592 em: 09 de Maio de 2020, 11:03 »
Alienações de passes de jogadores (vendas) e mesmo empréstimos com retorno financeiro são considerados receitas extraordinárias.
PAF Equipa Principal
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1593 em: 09 de Maio de 2020, 11:32 »
A venda de jogadores não é receita extraordinária pois a venda de atletas é parte da atividade das sad. Receita extraordinária seria vender cidade desportiva ou estádio (caso o tivéssemos). Pode-se discutir valor que se coloca em orçamentação para venda de jogadores mas normalmente no orçamento de um nova época grande parte das vendas já foram feitas. Orçamento é apresentado em Outubro e vendas até Julho.

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A venda de jogadores é uma receita extraordinária, ponto final.
Tudo o resto são teorias que levaram os clubes tugas quase todas à falência. Ou seja, quiseram usar receitas extraordinárias para compor os orçamentos, basicamente inventaram receitas, e foram colocando cada vez mais valores para tentar tapar os buracos, correu mal.
Todas as vendas que só ocorram uma vez são extarordinárias, ou será que para o ano vamos vender novamente o Trincão? Uma contabilidade há tuga é fazer isso, este ano vendemos 40 milhões para o ano vamos vender 50! E claro orçamentar nas despesas outro tanto para as contas ficarem bonitas.

Lipeste quando os clubes necessitam de recorrer à banca neste momento sabes o que acontece? Levam um chuto no traseiro e obrigam-nos a fazer empréstimos obrigacionistas ao preço do ouro  e chutam o risco para os desgraçados que na maior parte das vezes nem sabem o que estão a comprar. Ou então emprestam 5 e exigem 10 de garantia em direitos televisivos, esses sim, receitas não extraordinárias. Como fez o porto que já recebeu as do próximo ano (ou perto disso)

Ao contrário de ti acho que as receitas de vendas são a coisa mais imprevisível do mundo... mesmo aceitando de bom grado que são uma parte integrante das receitas de clubes de 2º linha europeia quase todos os anos. (o quase é que faz a diferença, é que um mau ano futebolístico e lá se foi tudo ao ar, se forem 2 temos um desastre, se forem 3 temos o Porto, se forem mais começamos a ter o Sporting)

A questão do naming seja do que for é interessante, mas em Portugal a maior parte dos acordos publicitários dignos desse nome soam todos a frete de alguém a outrem.
Suponho que ele está a falar com conhecimento de causa. Não está a atirar um "bitaite" para o ar . Do pouco conhecimento que tenho da área contabilística também consideraria como elas não sendo receitas extraordinárias

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Não sei se no caso era bitatite ou não, mas eu por acaso estava a falar com conhecimento de causa, as receitas de transferências são extraordinárias nas receitas dos clubes. Este ano até vai ser um bom ano para comprovar o motivo pelo qual o são.
Vocês estão a confundir 2 conceitos, que é haver transferências todos os anos com as transferências serem certas, pode parecer o mesmo, mas a distância é gigantesca. E como disse acima, estes próximos meses são a melhor prova disso, muita coisa, no caso dezenas de milhões,  que eram certos passaram a completamente incertos.

Os clubes fazerem as seus orçamentos com base em receitas extraordinárias ( no caso do Braga com vários anos a passar os 50%, sendo alguns buracos tapados com vendas de passes antecipadas), tem tudo para dar asneira e para resultar num desastre por muito que pintem as contas de cor de rosa (mas esta é apenas a minha opinião). O Porto passou das melhores contas dos 3 grandes para um clube intervencionado pela UEFA em 3 ou 4 anos, e pelo meio ainda foi campeão 1 ano e participou na champions sempre.
Em 2018 em Portugal essas receitas representaram 61%, isto a mim só me diz uma coisas, os clubes estão mal geridos, e com riscos de falência gigantescos, nada mais que isso.
https://tvi24.iol.pt/liga/uefa/direitos-televisivos-dominam-receita-em-portugal-passivo-aumenta
Em Inglaterra, Alemanha provavelmente deve andar pela metade a percentagem ou nem tanto.
Fazer uma academia de 40 ou 50M de € para um clube da dimensão do Braga é só acrescentar mais uns pozinhos ao risco  que já existe na gestão do clube.
Os clubes em Portugal trocam o certo pelo incerto, existe zero de trabalho na promoção da liga.

Somos Braga
O negócio da imobiliária é vender casas, o negócio do Braga não é vender jogadores, é ter uma equipa de futebol e de preferência que gere receitas sem vender jogadores, a venda deve ser a excepção e  não a regra. Estão a ver o negócio do futebol completamente ao contrário (embora como ele é feito por cá principalmente nos principais clubes). Se quiseres comparar a imobiliária no futebol são os empresários. Pior ainda ao fundamentar os orçamentos em receitas extraordinárias ano após ano estão a desleixar completamente o resto, nomeadamente aquilo que poderia ser mais certo, como fidelização ao clube, melhoria da competição em geral.

Quanto a Salvador saber o que está a fazer, sinceramente tenho as minhas duvidas, posso ser velho do restelo, mas neste caso não me importo de o ser. Hoje não estou preocupado, Salvador está no negócio e se for preciso até vende um coxo por 5milhões através do Mendes, mas eu penso no projeto a médio e longo prazo e nem Salvador nem Mendes vão estar aí sempre, sendo que pelo que vou vendo nem sequer é garantido que Salvador ganhe as próximas eleições.
Não sei o impacto que 2 ou 3 épocas más podem fazer ao clube, nem crises como a que estamos a passar agora.
As receitas projetadas a curto prazo vindas das transferências são importantes porque dão previsibilidade ao negócio, mas por outro lado criam uma ilusão, vais adaptando as despesas a essas receitas e se chegas a um ano em que acabam essas receitas ficas com um buraco que dificilmente consegues tapar.
Se quiseres um exemplo da vida real nestes tempos de pandemia, muita gente adaptou a sua vida ao que ia ganhando, juntando ao salário base, prémios, sub refeição, etc, ao fim de um mês sem receber esse valor (basicamente receitas extraordinárias), já estavam sem um cêntimo no bolso. É isto que aocntece a muitos clubes e que espero não aconteça ao Braga.
Lipeste
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1594 em: 09 de Maio de 2020, 12:35 »
As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou de B ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
AMartins
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1595 em: 09 de Maio de 2020, 12:35 »
As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios
Lipeste
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1596 em: 09 de Maio de 2020, 12:37 »


As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Lipeste
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1597 em: 09 de Maio de 2020, 12:41 »
Só acrescentar que na teoria são realmente receitas extraordinárias, surgem nessa rubrica de todos os RdC, mas para quem gere a esmagadora maioria das SAD's são receitas antecipadamente projectadas e de obrigatória realização (determinado valor).
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1598 em: 09 de Maio de 2020, 12:55 »


As transferências são programadas com antecedência, claro que nem sempre acontecem como esperado mas a receita prevista tem que ser gerada porque cada orçamento depende em grande parte dessa receita "extraordinária" seja com a venda de A ou De ou de A+B... independentemente do valor é uma receita constante com a qual o SCB conta para fazer face aos números do seu orçamento... não consigo considerar extraordinária uma receita anualmente programada e que salvo raras excepções se concretiza (claro que no papel o é).
Os tripeiros também esperavam vender o Brahimi, Herrera e etc e extraordinariamente ficaram a ver navios

Não esperavam nada porque eram jogadores que há muito sabiam estar perdidis pela constante recusa em renovar.
Nada disso. O Porto é que quis espremer ao máximo um possível negócio e deixou arrastar a situação...os jogadores não foram na cantiga e não aceitaram as propostas que tiveram em cima da mesa (até Janeiro do ano passado). Isto serve para todos os jogadores, sejam eles fracos ou que valham milhões (que era aquilo que valiam o Brahimi e o Herrera). O que é factual é que qualquer jogador pode jogar a extensão do seu contrato e ir embora. Vender é o que é expectável numa ótica de fazer dinheiro no entanto não é uma receita recorrente é extraordinária.
Sérgio Gonçalves
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  Re: Cidade Desportiva do SC Braga
« Responder #1599 em: 09 de Maio de 2020, 13:05 »
Todos os clubes vendem/compram jogadores. Para além de ter uma equipa de futebol a atividade é transação de jogadores, por isso a venda de jogadores não é receita extraordinário. O Braga, por exemplo, tem uma equipa de scout para detectar talentos para formação e/ou equipa principal. Se tem esta equipa é para que? Porque é a sua atividade identificar jogadores para as várias equipas que têm, equipa principal, sub23, b e vários escalões de formação para atingir objectivos desportivos e financeiros.

O OFRS 15 permite registar venda de jogadores como lucro mas cada clube faz como entender.

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Sócio nº 2506
 

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