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Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
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Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #360 em: 29 de Abril de 2020, 16:26 »
Quanto ganha um banqueiro? E o presidente da autoeuropa, da continental, da bosch?

A questão salarial não será o melhor critério.

Esses podem ser comparados aos  administradores das SAD mas depois nas SAD há os 20 ou 30 jogadores a ganhar, a maioria deles, algumas vezes mais do que eles.

Haverá certamente outros critérios mas não financiar as SAD para estas financiarem salários astronómicos é mesmo um critério que considero...como cerca de 70% dos orçamentos das SAD dizem respeito a salários é fácil perceber para onde iria o dinheiro que o Estado lá metesse (era o que mais faltava o nosso dinheiro, dos nossos impostos, servir para financiar salários da ordem de grandeza que todos sabemos mas também não seria nada de extraordinário tendo em consideração tantos outros roubos).
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #361 em: 29 de Abril de 2020, 17:14 »
Quanto ganha um banqueiro? E o presidente da autoeuropa, da continental, da bosch?

A questão salarial não será o melhor critério.

Esses podem ser comparados aos  administradores das SAD mas depois nas SAD há os 20 ou 30 jogadores a ganhar, a maioria deles, algumas vezes mais do que eles.

Haverá certamente outros critérios mas não financiar as SAD para estas financiarem salários astronómicos é mesmo um critério que considero...como cerca de 70% dos orçamentos das SAD dizem respeito a salários é fácil perceber para onde iria o dinheiro que o Estado lá metesse (era o que mais faltava o nosso dinheiro, dos nossos impostos, servir para financiar salários da ordem de grandeza que todos sabemos mas também não seria nada de extraordinário tendo em consideração tantos outros roubos).
Há um limite na lei para o valor do lay off, à volta de 1000€. Altos quadros não se enquadram neste programa. Os jogadores talvez se enquadrem, mas o valor  assumido pelo estado será residual face aos salários.
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #362 em: 29 de Abril de 2020, 17:27 »
Espero bem que não.
Aliás onde está o jogo por jornada em sinal aberto? Fazendo as contas aos créditos dos jogos em sinal aberto deve dar para todos os jogos que faltam.

Mau será se o estado meter 1e que seja

Enviado do meu SM-J610FN através do Tapatalk
Fonix, estado meter dinheiro? Era só o que faltava!!

Uma coisa é pedir que o estado não seja um entrave ao recomeço dos jogos, outra coisa é pedir que seja o estado a pagar.

Enviado do meu VTR-L09 através do Tapatalk
Também espero que não aconteça mas se o estado meter dinheiro (fundo perdido) noutras empresas de outros sectores de actividade também não deverá dar as empresas SAD as mesmas oportunidades? A minha resposta é não, principalmente porque ao faze-lo iria estar a financiar salários "imorais" em comparação com os salarios de 99,9% dos trabalhadores de qualquer outra empresa de qualquer outro sector de actividade.

O que eu gostaria que acontecesse seria a UEFA financiar aqueles que época após época a tornam cada vez mais rica, os clubes.
O estado já meteu dinheiro a fundo perdido nas SAD's com o lay-off

Também era o que mais faltava excluir desse medida excecional e temporária de proteção dos postos de trabalho (lay-off) empresas com as suas obrigações em dia (perante o Estado) apenas e só por serem SAD...

Considerando o contexto, quando dizes "Mau será se o estado meter 1e que seja", julgo não ser ao lay-off que te referes...não é a esse tipo de "fundo perdido" que eu refiro.
os estado não se deve meter nesta negociata das transmissões tv. Nem 1 euro para isto.
Falaste de ajudar as SAD's como outro sector de actividade. Já foram ajudados com o lay-off como qualquer outro sector de actividade. Dinheiro a fundo perdido? As medidas anunciadas são linhas de crédito para a empresa, prolongamentos dos prazos para pagamentos de impostos, etc. Não vejo o estado a nacionalizar empresas a torto e a direito. Poderia acontecer quando muito a empresas estruturantes para a economia ou que podem ter o efeito dominó, como a Banca. Não em clubes.
Além disso é um sector que tem gerado enormes lucros para as confederações que supervisionam o futebol (FIFA, UEFA, FPF) pelo que devem ser essas entidades nestes tempos a socorrer em 1ª linha os clubes. Ou os lucros da são da UEFA/Fifa, os prejuízos dos governos?

E depois, milhares e milhares de empresas entram em falência todos os anos e o estado não aplica medidas excepcionais, porque haveria de aplicar aos clubes de futebol que agora se queixam, e por coincidência andam há anos e anos a viver acima de possibilidades.
O problema do sporting, do porto, do aves, do setúbal, do belenenses, do cova da piedade, etc são do covid? Se calhar o Beira-mar, o estrela da amadora, o alverca, o salgueiros, etc também apanharam gastroentrite ou assim.

O estado deve assegurar as medidas para que o futebol possa regressar ao activo e desenvolver actividade, quando houver condições de segurança tidas como mínimas, e fazer aplicar medidas que protejam a população e os próprios trabalhadores do futebol. Agora não vejo porque se deva ajudar a quem paga a tarde e a más horas todos os anos, com dezenas de credores, ou quem tem uma dívida que aumenta todos os anos, mas mesmo assim todos os dias fala em comprar jogadores e treinadores.
Quem não sente não é filho de boa gente.
Lipeste
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #363 em: 29 de Abril de 2020, 17:35 »


Espero bem que não.
Aliás onde está o jogo por jornada em sinal aberto? Fazendo as contas aos créditos dos jogos em sinal aberto deve dar para todos os jogos que faltam.

Mau será se o estado meter 1e que seja

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Fonix, estado meter dinheiro? Era só o que faltava!!

Uma coisa é pedir que o estado não seja um entrave ao recomeço dos jogos, outra coisa é pedir que seja o estado a pagar.

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Também espero que não aconteça mas se o estado meter dinheiro (fundo perdido) noutras empresas de outros sectores de actividade também não deverá dar as empresas SAD as mesmas oportunidades? A minha resposta é não, principalmente porque ao faze-lo iria estar a financiar salários "imorais" em comparação com os salarios de 99,9% dos trabalhadores de qualquer outra empresa de qualquer outro sector de actividade.

O que eu gostaria que acontecesse seria a UEFA financiar aqueles que época após época a tornam cada vez mais rica, os clubes.
O estado já meteu dinheiro a fundo perdido nas SAD's com o lay-off

Também era o que mais faltava excluir desse medida excecional e temporária de proteção dos postos de trabalho (lay-off) empresas com as suas obrigações em dia (perante o Estado) apenas e só por serem SAD...

Considerando o contexto, quando dizes "Mau será se o estado meter 1e que seja", julgo não ser ao lay-off que te referes...não é a esse tipo de "fundo perdido" que eu refiro.
os estado não se deve meter nesta negociata das transmissões tv. Nem 1 euro para isto.
Falaste de ajudar as SAD's como outro sector de actividade. Já foram ajudados com o lay-off como qualquer outro sector de actividade. Dinheiro a fundo perdido? As medidas anunciadas são linhas de crédito para a empresa, prolongamentos dos prazos para pagamentos de impostos, etc. Não vejo o estado a nacionalizar empresas a torto e a direito. Poderia acontecer quando muito a empresas estruturantes para a economia ou que podem ter o efeito dominó, como a Banca. Não em clubes.
Além disso é um sector que tem gerado enormes lucros para as confederações que supervisionam o futebol (FIFA, UEFA, FPF) pelo que devem ser essas entidades nestes tempos a socorrer em 1ª linha os clubes. Ou os lucros da são da UEFA/Fifa, os prejuízos dos governos?

E depois, milhares e milhares de empresas entram em falência todos os anos e o estado não aplica medidas excepcionais, porque haveria de aplicar aos clubes de futebol que agora se queixam, e por coincidência andam há anos e anos a viver acima de possibilidades.
O problema do sporting, do porto, do aves, do setúbal, do belenenses, do cova da piedade, etc são do covid? Se calhar o Beira-mar, o estrela da amadora, o alverca, o salgueiros, etc também apanharam gastroentrite ou assim.

O estado deve assegurar as medidas para que o futebol possa regressar ao activo e desenvolver actividade, quando houver condições de segurança tidas como mínimas, e fazer aplicar medidas que protejam a população e os próprios trabalhadores do futebol. Agora não vejo porque se deva ajudar a quem paga a tarde e a más horas todos os anos, com dezenas de credores, ou quem tem uma dívida que aumenta todos os anos, mas mesmo assim todos os dias fala em comprar jogadores e treinadores.

Questionei e respondi no mesmo sentido que tu... não!

Estamos de acordo no que toca a não meter um tostão nas SAD.
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #364 em: 29 de Abril de 2020, 17:39 »
Quanto ganha um banqueiro? E o presidente da autoeuropa, da continental, da bosch?

A questão salarial não será o melhor critério.

Esses podem ser comparados aos  administradores das SAD mas depois nas SAD há os 20 ou 30 jogadores a ganhar, a maioria deles, algumas vezes mais do que eles.

Haverá certamente outros critérios mas não financiar as SAD para estas financiarem salários astronómicos é mesmo um critério que considero...como cerca de 70% dos orçamentos das SAD dizem respeito a salários é fácil perceber para onde iria o dinheiro que o Estado lá metesse (era o que mais faltava o nosso dinheiro, dos nossos impostos, servir para financiar salários da ordem de grandeza que todos sabemos mas também não seria nada de extraordinário tendo em consideração tantos outros roubos).
Na realidade, mais de 50% do que as SAD gastam em salários vai para o estado via SS e IRS. Quanto mais altos os salários, maior a % descontada para IRS. Isso para o estado é bem melhor que uma empresa textil a pagar salários mínimos.

Atenção, no geral eu estou de acordo contigo. Apenas para reforçar que há sempre 2 formas de ver o problema.

Na penúltima AG do clube, o AS disse que a SAD pagava ao estado mais de 10 milhões de euros por ano em impostos (SS, IVA, IRC, IRS).

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O verdadeiro adepto vê-se nas derrotas!
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #365 em: 29 de Abril de 2020, 17:46 »


Quanto ganha um banqueiro? E o presidente da autoeuropa, da continental, da bosch?

A questão salarial não será o melhor critério.

Esses podem ser comparados aos  administradores das SAD mas depois nas SAD há os 20 ou 30 jogadores a ganhar, a maioria deles, algumas vezes mais do que eles.

Haverá certamente outros critérios mas não financiar as SAD para estas financiarem salários astronómicos é mesmo um critério que considero...como cerca de 70% dos orçamentos das SAD dizem respeito a salários é fácil perceber para onde iria o dinheiro que o Estado lá metesse (era o que mais faltava o nosso dinheiro, dos nossos impostos, servir para financiar salários da ordem de grandeza que todos sabemos mas também não seria nada de extraordinário tendo em consideração tantos outros roubos).
Há um limite na lei para o valor do lay off, à volta de 1000€. Altos quadros não se enquadram neste programa. Os jogadores talvez se enquadrem, mas o valor  assumido pelo estado será residual face aos salários.

Não pretendia referir-me ao lay-off mas sim a outras formas de financiamento a fundo perdido (basicamente dar dinheiro aos clubes/SAD) que a acontecer, tendo em conta o peso que a massa salarial tem nas contas dos clubes (cerca de 70% da despesa),
seria maioritariamente para pagar salários milionários.

As linhas de crédito que forem abertas para as empresas deverão também estar disponíveis para as SAD (recorrendo a elas a banca perante cada caso analisará o nível de risco e como para qualquer outra empresa em função dele concederá ou não crédito).
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #366 em: 04 de Maio de 2020, 15:36 »
Indústria do desporto com perdas de quase 60 mil milhões de euros em 2020

A indústria do desporto irá registar perdas de 57 mil milhões de euros devido à pandemia da Covid-19, revela este domingo, 3 de maio, o jornal espanhol “Expansión”, com base nas estimativas apresentadas pela ‘Two Circles’, uma agência desportiva que trabalha diretamente com mais de 300 organizações em todo o mundo, incluindo a Premier League e a Liga Francesa e que atualiza os seus dados diariamente com base nas mudanças das taxas de infecção e alterações no calendário de eventos.

A empresa estima que este ano o volume de faturação seja de 73,7 mil milhões de euros, quase metade dos 135 mil milhões que tinham sido projetados antes do surto da Covid-19. As previsões mais otimistas para este ano do setor apontavam para um crescimento de até 5%. Contudo, a pandemia do coronavírus veio mudar radicalmente estas previsões, estimando-se agora uma queda de 43% em relação a 2019, quando o volume de faturação foi de 129 mil milhões de euros.

Estes cálculos são baseados na receita acumulada gerada pelos detentores de direitos desportivos profissionais, através das suas receitas nos dias de jogos e a venda de direitos de media e patrocinadores. Até agora, o confinamento interrompeu 120 mil acordos de patrocínio com mais de cinco mil marcas.

Alguns patrocinadores terão direito a ser reembolsados, mas os especialistas dizem que a maioria dos contratos podem não estipular claramente o que acontece numa situação fora do comum como o coronavírus, deixando o setor numa quarentena anormal.

(...)

em: https://www.abola.pt/economia/2020-05-03/industria-do-desporto-com-perdas-de-quase-60-mil-milhoes-de-euros-em-2020/583716
Lipeste
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #367 em: 04 de Maio de 2020, 15:48 »
Vale bem a pena "perder" algum tempo e ler o conteúdo deste link:

Covid-19 and Sports’ New World Order


https://twocircles.com/us-en/articles/sports-new-world-order/
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #368 em: 04 de Maio de 2020, 22:22 »
Isto no futebol é mau. E nas modalidades? Ninguém fala disto, mas, quantas vão fechar portas? Quantas vão reduzir 50 ou 60% os seus orçamentos?

Num clube como o Braga, manter o mesmo número de modalidades e respectivos orçamentos seria catástrofico. Terá AS a coragem de cortar o que for necessário?

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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #369 em: 27 de Maio de 2020, 21:23 »
Fernando Gomes assume conversas com operadoras


A TSF garante que Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), esteve à conversa com as operadoras de televisão para tentar tranquilizar estes parceiros, isto numa altura em que o clima é mais tenso no futebol.

A poucos dias do regresso do campeonato, e uma altura em que a posição de Pedro Proença na liderança da Liga está tremida, vivendo-se dias de instabilidade e turbulência no futebol nacional, o líder da FPF procurou passar uma mensagem de confiança e serenidade à NOS, Altice e Sport TV.

O principal tema em discussão foi o pagamento por parte das operadoras aos clubes, tema, esse, que tem gerado algum desconforto entre os emblemas nacionais.

Na última semana, recorde-se, foi notícia um suposto desconforto entre clubes e as operadoras de transmissão televisiva, que estão descontentes também com Pedro Proença depois de o presidente da Liga ter enviado uma carta ao governo, para o gabinete do ministro da Economia, e para o Presidente da República onde, entre outras coisas, lançou a proposta de que alguns jogos do campeonato pudessem passar em sinal aberto no contexto da pandemia.

A NOS, que nos últimos anos tem dado nome ao principal escalão do futebol, já avisou que não irá renovar o contrato que une a empresa à Liga.

em; https://bancada.pt/futebol/portugal/fernando-gomes-assume-conversas-com-operadoras
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #370 em: 28 de Maio de 2020, 00:29 »
A saída da NOS como patrocinador da LPFP nada deve ter que ver com esta historieta que anda por aí.

A NOS anda a vender alguns ativos e a necessidade que tem de fazer investimentos a curto prazo terão afetado esta decisão. Se a isto juntarmos a saída da princesa angolana tudo se conjuga para ter muitas complicações para gerir. Além disso, a NOS precisou de investir numa área com impacto para se afirmar como marca nacional. Acho que esse objectivo foi plenamente cumprido e chega ao fim. Agora sai de cena e o presidente da LPFP ainda fica mal na fotografia.

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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #371 em: 28 de Maio de 2020, 10:09 »
Eu tenho alguma dificuldade em perceber como é que qualquer marca portuguesa de renome tem interesse em patrocinar o lamaçal que é o nosso futebol. Patrocinar diretamente um ou outro clube (ou a seleção) ainda posso perceber, principalmente pelas competições europeias, mas patrocinar a liga não sei que tipo de dividendos trás a uma empresa. Não me parece que a NOS (tal como a MEO) precise de patrocinar a liga para criar brand awareness. Nem me parece que o patrocínio da liga tenha trazido qualquer benefício à NOS (aliás, isso mesmo é dito no comunicado da NOS). Ainda por cima com o clima de suspeita que grassa no futebol.

Acho que a liga (tal como tem acontecido aos clubes) terá uma grande dificuldade em encontrar um parceiro que lhe pague o que quer pela marca. A não ser alguém de fora que, esse sim, queira criar brand awareness cá, tipo "betano" e coisas do género.
« Última modificação: 28 de Maio de 2020, 10:15 por NightHawk »
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #372 em: 28 de Maio de 2020, 11:56 »
Creio que o futebol português vai ter de se preparar para uma década muito complicada, não só porque os patrocínios que agora vão desaparecer vão demorar muito tempo a voltar, como também a falta de investimento decorrente desta situação vai piorar ainda mais competitividade das nossas equipas nas competições europeias (e consequente quebra de receita por essa via).
No entanto, qualquer euro dado de apoio às SAD (excluindo os que são destinados a todas as empresas, como o lay-off) é uma péssima decisão, porque todos sabemos que foram as próprias a meterem-se nesta situação, com negócios pouco transparente e a operar sempre no limite da liquidez. A pandemia apenas acelerou o inevitável e, muito embora o desporto seja fundamental na vida de todos nós, as SAD não o são.

Naturalmente, situações de grande risco representam sempre grandes oportunidades para alguns. Os clubes melhor financiados e com melhor capacidade financeira poderão aproveitar para alavancar a sua performance desportiva e subir na hierarquia do futebol. A questão é se há algum clube com boa capacidade financeira em Portugal.
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #373 em: 28 de Maio de 2020, 12:41 »
Eu tenho alguma dificuldade em perceber como é que qualquer marca portuguesa de renome tem interesse em patrocinar o lamaçal que é o nosso futebol. Patrocinar diretamente um ou outro clube (ou a seleção) ainda posso perceber, principalmente pelas competições europeias, mas patrocinar a liga não sei que tipo de dividendos trás a uma empresa. Não me parece que a NOS (tal como a MEO) precise de patrocinar a liga para criar brand awareness. Nem me parece que o patrocínio da liga tenha trazido qualquer benefício à NOS (aliás, isso mesmo é dito no comunicado da NOS). Ainda por cima com o clima de suspeita que grassa no futebol.

Acho que a liga (tal como tem acontecido aos clubes) terá uma grande dificuldade em encontrar um parceiro que lhe pague o que quer pela marca. A não ser alguém de fora que, esse sim, queira criar brand awareness cá, tipo "betano" e coisas do género.
A NOS, MEO, Sagres, Super Bock, são grandes marcas com elevadas taxas de penetração e no entanto são das empresas que mais gastam em publicidade. Necessitam de volume de vendas e o público é volátil por isso sim, precisam de estar constantemente a incutir no consumidor a necessidade de consumir o produto (e não o concorrente ou nenhum). Pensando na quantidade de eventos que estas 4 marcas patrocinam, assim como clubes de futebol e jogos, acho que contradiz a tua opinião.

Aliás dos patrocinadores da I Liga, só a betadine era uma criação de marca, de resto tivemos Galp, Zon/NOS, e Sagres (que me lembre). E nenhuma marca destas investe para ter prejuízo, para serem amigos ou para ajudar um clube. Fazem porque beneficiam disso.

Agora há um dado interessante: houve um relatório de uma consultora (provavelmente pedido pela Liga) em que revela uma aumento substancial do valor da Liga. Desconhecendo as questões contratuais, a NOS provavelmente não estaria disposta a pagar este novo valor, ou se calhar nem o valor actual. Tinham um plano, e o objectivo foi cumprido, ou poderão ter encontrado outros patrocínios com melhor relação custo benefício.

A conjuntura actual é extremamente gravosa para todos, mas a situação financeira da Liga neste últimos 2 mandatos mudou muito para positivo. A própria Taça da Liga, que continua longe de ser um sucesso estrondoso, e na parte da final-four responsabilidade da liga na politica de preços, no entanto aumentou em muito o seu valor e mediatismo com a final-four (e a organização em Braga a isso ajudou imenso), sendo que aqui faço um mea culpa.
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #374 em: 28 de Maio de 2020, 12:51 »
A Liga portuguesa pode centralizar os direitos televisivos e fazer uma justa distribuição dessa receita mas, para valer o dinheiro que os clubes precisam para se tornarem verdadeiramente competitivos e dessa forma transformarem a I Liga num produto muito mais apetecível do que aquele que actualmente é (pouco apetecível), terá obrigatoriamente que estar  disponível para um universo de potenciais consumidores de muitos milhões acima daquele a que actualmente está e conquistar uma parte deles (milhões)...a nossa Liga tem que traçar como estratégia prioritária a sua internacionalização, desde as grandes comunidades de emigrantes espalhados pela Europa e pelo resto do mundo (Paris e arredores tem mais de um milhão de portugueses) aos países de língua oficial portuguesa, desde os PALOP ao Brasil sem esquecer a dimensão do mundo...sem esta conquista além fronteiras a nossa Liga continuará a valer "trocos" e 14/15 dos seus 18 clubes, mesmo com a centralização dos direitos televisivos, continuarão também a receber "trocos" (mais uns trocos), a sua competitividade continuará a ser praticamente a mesma e sem ela, sem competitividade e qualidade, o produto continuará a não ser apetecível.




Estes números já estão desactualizados, actualmente há mais de 2,6M de portugueses espalhados pelo mundo (7,7MM de potenciais consumidores).
AMartins
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  Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #375 em: 28 de Maio de 2020, 13:17 »
A Liga portuguesa pode centralizar os direitos televisivos e fazer uma justa distribuição dessa receita mas, para valer o dinheiro que os clubes precisam para se tornarem verdadeiramente competitivos e dessa forma transformarem a I Liga num produto muito mais apetecível do que aquele que actualmente é (pouco apetecível), terá obrigatoriamente que estar  disponível para um universo de potenciais consumidores de muitos milhões acima daquele a que actualmente está e conquistar uma parte deles (milhões)...a nossa Liga tem que traçar como estratégia prioritária a sua internacionalização, desde as grandes comunidades de emigrantes espalhados pela Europa e pelo resto do mundo (Paris e arredores tem mais de um milhão de portugueses) aos países de língua oficial portuguesa, desde os PALOP ao Brasil sem esquecer a dimensão do mundo...sem esta conquista além fronteiras a nossa Liga continuará a valer "trocos" e 14/15 dos seus 18 clubes, mesmo com a centralização dos direitos televisivos, continuarão também a receber "trocos" (mais uns trocos), a sua competitividade continuará a ser praticamente a mesma e sem ela, sem competitividade e qualidade, o produto continuará a não ser apetecível.




Estes números já estão desactualizados, actualmente há mais de 2,6M de portugueses espalhados pelo mundo (7,7MM de potenciais consumidores).
Só pode existir internacionalização se houver clientes para isso. E a nossa liga não tem interesse para ninguém fora de Portugal e o interesse tem diminuído cá dentro.

Para aumentar o interesse de uma liga que é periférica e que tem o carimbo da corrupção estampado na cara (quem anda lá fora sabe do que falo) tens de aumentar a qualidade do produto bem como a credibilidade dos intervenientes.

Os direitos televisivos e a sua centralização (mesmo que o valor seja revisto em baixa) aliado ao escrutínio das leis de mercado e transferências internas (esquemas de empréstimos etc) são a principal medida para que isso aconteça. Devem também ser implementadas regras de produtividade e metas de saúde financeira dos clubes que têm de ser cumpridas (espécie de fair-play financeiro interno). Claro que o poderio contratual (mentiroso) dos eucaliptos vai ser ajustado para baixo, mas a verdade é que eles já não contratam bem, sem fazer overpay há muito tempo. Há alguns que até se dão ao luxo de contratar e pagar só quando os tribunais exigem...até lá é mais um empréstimo a fundo perdido. Só puxando para cima quem tem menos condições e obrigando os clubes a cumprir as metas financeiras definidas internamente (para todos sem exceção!) é que isto poderá dar uma volta no sentido do aumento da qualidade, da competitividade e da receita!

A centralização dos direitos, feita de forma justa, configurando um valor base (que represente uma percentagem alta do bolo total) próximo para cada clube e com acréscimos tendo por base o mérito desportivo é o passo mais lógico. Mas é o passo mais lógico para quem quer levar isto a sério para outro patamar financeiro e desportivo, não é para quem quer governar o próprio bolso e manter a fantochada.
« Última modificação: 28 de Maio de 2020, 13:20 por AMartins »
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #376 em: 28 de Maio de 2020, 14:40 »
Eu tenho alguma dificuldade em perceber como é que qualquer marca portuguesa de renome tem interesse em patrocinar o lamaçal que é o nosso futebol. Patrocinar diretamente um ou outro clube (ou a seleção) ainda posso perceber, principalmente pelas competições europeias, mas patrocinar a liga não sei que tipo de dividendos trás a uma empresa. Não me parece que a NOS (tal como a MEO) precise de patrocinar a liga para criar brand awareness. Nem me parece que o patrocínio da liga tenha trazido qualquer benefício à NOS (aliás, isso mesmo é dito no comunicado da NOS). Ainda por cima com o clima de suspeita que grassa no futebol.

Acho que a liga (tal como tem acontecido aos clubes) terá uma grande dificuldade em encontrar um parceiro que lhe pague o que quer pela marca. A não ser alguém de fora que, esse sim, queira criar brand awareness cá, tipo "betano" e coisas do género.
A NOS, MEO, Sagres, Super Bock, são grandes marcas com elevadas taxas de penetração e no entanto são das empresas que mais gastam em publicidade. Necessitam de volume de vendas e o público é volátil por isso sim, precisam de estar constantemente a incutir no consumidor a necessidade de consumir o produto (e não o concorrente ou nenhum). Pensando na quantidade de eventos que estas 4 marcas patrocinam, assim como clubes de futebol e jogos, acho que contradiz a tua opinião.

Aliás dos patrocinadores da I Liga, só a betadine era uma criação de marca, de resto tivemos Galp, Zon/NOS, e Sagres (que me lembre). E nenhuma marca destas investe para ter prejuízo, para serem amigos ou para ajudar um clube. Fazem porque beneficiam disso.

Agora há um dado interessante: houve um relatório de uma consultora (provavelmente pedido pela Liga) em que revela uma aumento substancial do valor da Liga. Desconhecendo as questões contratuais, a NOS provavelmente não estaria disposta a pagar este novo valor, ou se calhar nem o valor actual. Tinham um plano, e o objectivo foi cumprido, ou poderão ter encontrado outros patrocínios com melhor relação custo benefício.

A conjuntura actual é extremamente gravosa para todos, mas a situação financeira da Liga neste últimos 2 mandatos mudou muito para positivo. A própria Taça da Liga, que continua longe de ser um sucesso estrondoso, e na parte da final-four responsabilidade da liga na politica de preços, no entanto aumentou em muito o seu valor e mediatismo com a final-four (e a organização em Braga a isso ajudou imenso), sendo que aqui faço um mea culpa.

A minha observação é a de que o tipo de publicidade que eles fazem por outros canais (TV, festivais de música, etc) faz mais sentido e cria menos desgaste à marca do que o futebol nas atuais circunstâncias (sendo um exemplo o facto de a NOS e a Altice andarem agora "metidas" no barulho dos patrocínios e no pagamento aos clubes - sendo que este último tem a ver com os direitos de TV que é algo diferente do que um patrocínio simples). Quando se fala em problemas de suspeição e de corrupção no futebol e na TV aparecem imagens da "Liga NOS", a marca acaba associada a tal notícia (ainda que sem culpa nenhuma). Este tipo de desgaste duvido que seja bem visto por outras grandes marcas no sentido de gastarem milhões em patrocínios... Aliás, viu-se o que muitas marcas fizeram ao Sporting depois do ataque a Alcochete, ou marcas que patrocinavam atletas apanhados no doping e coisas do género.

Esse tal estudo de uma consultora cheira a "encomenda" por todo o lado. É normal que a liga queira ter algo desse género no bolso quando partir para uma negociação.
« Última modificação: 28 de Maio de 2020, 14:47 por NightHawk »
rpo.castro
rpo.castro Equipa Principal
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #377 em: 28 de Maio de 2020, 17:38 »
Eu tenho alguma dificuldade em perceber como é que qualquer marca portuguesa de renome tem interesse em patrocinar o lamaçal que é o nosso futebol. Patrocinar diretamente um ou outro clube (ou a seleção) ainda posso perceber, principalmente pelas competições europeias, mas patrocinar a liga não sei que tipo de dividendos trás a uma empresa. Não me parece que a NOS (tal como a MEO) precise de patrocinar a liga para criar brand awareness. Nem me parece que o patrocínio da liga tenha trazido qualquer benefício à NOS (aliás, isso mesmo é dito no comunicado da NOS). Ainda por cima com o clima de suspeita que grassa no futebol.

Acho que a liga (tal como tem acontecido aos clubes) terá uma grande dificuldade em encontrar um parceiro que lhe pague o que quer pela marca. A não ser alguém de fora que, esse sim, queira criar brand awareness cá, tipo "betano" e coisas do género.
A NOS, MEO, Sagres, Super Bock, são grandes marcas com elevadas taxas de penetração e no entanto são das empresas que mais gastam em publicidade. Necessitam de volume de vendas e o público é volátil por isso sim, precisam de estar constantemente a incutir no consumidor a necessidade de consumir o produto (e não o concorrente ou nenhum). Pensando na quantidade de eventos que estas 4 marcas patrocinam, assim como clubes de futebol e jogos, acho que contradiz a tua opinião.

Aliás dos patrocinadores da I Liga, só a betadine era uma criação de marca, de resto tivemos Galp, Zon/NOS, e Sagres (que me lembre). E nenhuma marca destas investe para ter prejuízo, para serem amigos ou para ajudar um clube. Fazem porque beneficiam disso.

Agora há um dado interessante: houve um relatório de uma consultora (provavelmente pedido pela Liga) em que revela uma aumento substancial do valor da Liga. Desconhecendo as questões contratuais, a NOS provavelmente não estaria disposta a pagar este novo valor, ou se calhar nem o valor actual. Tinham um plano, e o objectivo foi cumprido, ou poderão ter encontrado outros patrocínios com melhor relação custo benefício.

A conjuntura actual é extremamente gravosa para todos, mas a situação financeira da Liga neste últimos 2 mandatos mudou muito para positivo. A própria Taça da Liga, que continua longe de ser um sucesso estrondoso, e na parte da final-four responsabilidade da liga na politica de preços, no entanto aumentou em muito o seu valor e mediatismo com a final-four (e a organização em Braga a isso ajudou imenso), sendo que aqui faço um mea culpa.

A minha observação é a de que o tipo de publicidade que eles fazem por outros canais (TV, festivais de música, etc) faz mais sentido e cria menos desgaste à marca do que o futebol nas atuais circunstâncias (sendo um exemplo o facto de a NOS e a Altice andarem agora "metidas" no barulho dos patrocínios e no pagamento aos clubes - sendo que este último tem a ver com os direitos de TV que é algo diferente do que um patrocínio simples). Quando se fala em problemas de suspeição e de corrupção no futebol e na TV aparecem imagens da "Liga NOS", a marca acaba associada a tal notícia (ainda que sem culpa nenhuma). Este tipo de desgaste duvido que seja bem visto por outras grandes marcas no sentido de gastarem milhões em patrocínios... Aliás, viu-se o que muitas marcas fizeram ao Sporting depois do ataque a Alcochete, ou marcas que patrocinavam atletas apanhados no doping e coisas do género.

Esse tal estudo de uma consultora cheira a "encomenda" por todo o lado. É normal que a liga queira ter algo desse género no bolso quando partir para uma negociação.
Sendo tudo marcas para consumo interno, não vejo grande desgaste, até pk a grande maioria deve achar que o futebol vai bem. Corrupção só nos outros clubes.

E atendendo aos escândalos que envolvem/envolveram NOS (Santa Isabel) Altice (PT zeinal baba e cia) isto do futebol até dá jeito.
Quem não sente não é filho de boa gente.
Sérgio Gonçalves
Sérgio Gonçalves Equipa Principal
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #378 em: 29 de Maio de 2020, 00:08 »
As marcas querem estar ligadas às emoções e o futebol é isso por excelencia. A NOS é uma empresa/marca com 6 anos.

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Sócio nº 2014
Sérgio Gonçalves
Sérgio Gonçalves Equipa Principal
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  Re: Distribuição dos dinheiros dos direitos televisivos. A ditadura dos grandes.
« Responder #379 em: 29 de Maio de 2020, 00:15 »
Sobre a centralização, não sei se sou tão apologista da centralização como já fui no passado. Há duas fases no mundo da TV em Portugal, há o antes e o depois da Benfica TV.

Em princípio sou a favor mas se começar a pensar creio que a quebra de receitas que nós e grandes terão só nos afastará ainda mais do topo da Europa e ficaremos a um nível ainda mais baixo. Ficaremos, talvez, equiparados com outros países com o nosso número de habitantes, ou seja, seríamos uma liga periférica. Algo que atualmente não somos.

Honestamente, não sei.

E depois há o Benfica que mina toda esta discussão. Benfica tem um poder negocial brutal e não havera centralização sem Benfica e não há formas de obrigar o Benfica a participar nisso.

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Sócio nº 2014
 

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