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Virar em terceiro

Virar em terceiro

SC Braga acabou a primeira volta a vencer o Portimonense e consegue virar em terceiro para a segunda volta, na sequência de três vitórias consecutivas na liga, recuperando pontos aos rivais diretos no topo da classificação, com exceção do Sporting, que por esta altura parece uma espécie de “noivo em fuga” na liderança. Foi a única vez, até aqui, que os Gverreiros do Minho conseguiram uma "remontada", o que pode ser um sinal positivo para o futuro, pois os algarvios, atrevidos, estiveram na frente do marcador, o que revela bem a forma positiva como abordam os jogos. O momento do jogo foi o grande golo de Lucas Piazon, que permitiu aos arsenalistas chegar ao empate e depois partir em busca da vitória, que acabaria por chegar, para felicidade do grupo, ainda que Matheus tenha sido importante na sua obtenção.

O jogo da Pedreira permitiu as estreias absolutas de Borja e Šporar, chegados dois dias antes à cidade dos arcebispos, provenientes do Sporting, na sequência da mudança de Paulinho para Alvalade, satisfazendo um desejo obsessivo do treinador leonino. A utilização tão precoce dos jogadores deve-se ao calendário muito apertado dos minhotos, que requer uma rotatividade da equipa em todos os jogos. A nota negativa deste jogo vai para a lesão de André Castro, que espero que seja sem gravidade, na sequência de um contacto involuntário com um adversário.

Três dias antes deste jogo, o SC Braga goleou fora o Moreirense, por 0-4, ainda que a equipa tenha marcado cinco golos legais, pois no minuto inicial foi anulado um golo a Ricardo Horta de modo estranho e inconcebível, dado que o jogador estava em jogo 1,18 metros. O árbitro até validou o golo, mas, para espanto geral, o VAR deu indicação de irregularidade, o que levou à sua invalidação. Posteriormente, o Conselho de Arbitragem veio reconhecer o erro, mas a explicação dada não é aceitável, uma vez que o lance era tão claro quem nem de linhas, com ou sem calibre, precisava para aferir a sua legalidade. Será bom que um erro tão grosseiro como este não volte a acontecer no futuro a nenhuma equipa, sob pena de o VAR ver denegrida a sua imagem de ferramenta que tem tudo para ajudar a aproximar a verdade desportiva e deixar, ainda mais, desconfiadas as pessoas que vivem sentidamente o futebol.

A liga prossegue já hoje em Braga, com a receção ao Porto, num jogo que se antevê de elevado grau de dificuldade e que exige à equipa de Carlos Carvalhal, por certo, abnegação e competência. Este jogo vale, certamente, mais do que três pontos, devido ao contexto de proximidade pontual em que se realiza. Curiosamente, este jogo terá repetição três dias depois, dessa feita a contar para as meias-finais da Taça de Portugal, num ritmo de jogos alucinante, pois o calendário não dá tréguas. Não se afigura nada fácil a gestão da equipa num contexto tão difícil e que a lesão de Castro adensou certamente.

O mercado de inverno fechou e pode agora regressar alguma tranquilidade às equipas, que nessa altura é prejudicada, com rumores ou confirmações de mudanças relativas a vários jogadores. Tudo isto mexe com o aspeto emocional dos atletas visados, acredito eu. Os jogadores que chegaram ao SC Braga juntaram-se aos que ficaram e são esses os que importam realmente, pois formam o grupo que vai à luta em busca do sucesso.

In zerozero.pt

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