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VIA ABERTA PARA O TÍTULO

VIA ABERTA PARA O TÍTULO

A equipa feminina do SC Braga foi a Alcochete bater o Sporting por 2-0 num jogo de verdadeiros candidatos ao título e alargou, dessa forma, a vantagem de dois para cinco pontos, sobre este adversário direto. Esta vantagem representa uma via aberta para o título de campeão nacional, tão desejado em Braga, mas recomenda-se que o foco e a concentração se mantenham em níveis elevados, para não desperdiçar esta posição privilegiada, que tanto custou a conquistar. Os golos de Keane e Machia, num espaço de cinco minutos, determinaram o vencedor e consolidaram a liderança das Gverreiras do Minho. Parabéns ao treinador Miguel Santos e a todo o grupo, extensivos aos bravos adeptos que fizeram tão longa deslocação e, dessa forma, ajudaram certamente a vencer. Nota negativa para a fraca qualidade da transmissão do jogo na Sporting TV, que foi incapaz de mostrar o primeiro golo da partida. Para a história fica a primeira derrota de sempre do Sporting na liga e a demonstração de vigor bracarense na competição.

Na liga NOS, o SC Braga foi a Tondela em busca de uma vitória, que lhe permitisse manter-se no pelotão da frente, o que viria a conseguir a muito custo. O jogo, que teve um cariz solidário, ficou decidido num golo de Wilson Eduardo, após assistência de Fransérgio, num lance que tinha chegado da esquerda através da visão de jogo de Ricardo Horta. O segundo período foi tempo de recuar linhas e defender a magra vantagem, mas de uma forma que se deve evitar no futuro, pois a equipa colocou-se a jeito de sofrer um golo fortuito em algumas ocasiões, mesmo que os sobressaltos não fossem muitos. A equipa de Abel Ferreira sentiu o apoio daqueles que bravamente a acompanharam numa noite gelada e numa bancada que não permite ver o campo na sua totalidade. Este era um bom jogo para aqueles que se queixam, regularmente, da Pedreira verem como é bom ver futebol em Braga.

A conquista dos três pontos permite alimentar o sonho braguista, mas cada vez que vemos as diversas intervenções vergonhosas das arbitragens e do VAR, nos estádios onde jogam os “autoproclamados grandes”, concluímos que esse sonho terá dificuldades em passar a realidade. Em Portugal a tecnologia só tem servido para ajudar tecnologicamente os clubes do sistema, ainda que noutros jogos se tenha visto como o VAR pode ser uma ferramenta útil, em aproximação à verdade desportiva. Têm que acabar rapidamente as decisões vergonhosas de algumas arbitragens, incluindo o VAR, que definem resultados e que, normalmente, têm a cobertura miserável da fraca comunicação social portuguesa, que está em permanência ao serviço dos interesses desses três clubes, que representam o sistema. Haja seriedade.

A equipa B do SC Braga recebeu o Mafra, que ocupa a parte cimeira da classificação, e goleou por 6-1, números esclarecedores em relação ao que se passou no 1º de Maio. A nota maior vai para o avançado Henry, que aos dezanove anos de idade conseguiu marcar quatro golos num só jogo de uma competição profissional, conseguindo um poker que perdurará certamente na memória deste jovem brasileiro, que deixa água na boca para os tempos vindouros. Os restantes golos foram marcados por Muric e Crespo. É bom que todos tenham a noção clara que esta grande goleada apenas rendeu três pontos, pelo que é necessário que outros triunfos se sigam, como forma de consolidar uma classificação que faculte um crescimento saudável destes jovens jogadores. Mesmo assim, os meus parabéns a Wender Said e a todo o grupo, em especial ao jovem Henry, pelas razões mencionadas.

Ao nível da formação, o fim de semana foi negro para as cores arsenalistas, uma vez que os sub15 foram goleados por 0-4 em Guimarães e os sub17 perderam, cruelmente, em casa por 0-1, frente ao Rio Ave, com o golo a surgir no último lance do jogo.

O futebol português tem registado semanalmente diversas ocorrências de violência, quer contra equipas de arbitragem, nos desprotegidos jogos regionais, bem como entre adeptos, como se observou no Famalicão vs Leixões. O crescente sentimento de insegurança, bem espelhado nos receios de ida aos estádios, associados a chegadas tardias aos jogos, quase sempre premeditadas pelas forças de segurança e os horários aberrantes de alguns jogos afastam cada vez mais as pessoas do interior dos estádios, onde desejavelmente deveriam estar. Faço votos para que as entidades competentes não olhem para o lado, como se nada se passasse, sob pena de matar um setor importante da nossa economia, que mexe muito com sentimentos das pessoas.

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