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Vazio de Aveiro

Vazio de Aveiro

O artigo anterior tinha como título “super pronto”, algo que levou a interpretações diversas, o que não significa necessariamente que isso seja negativo. Esse título nunca representou arrogância ou quis dizer que a equipa do SC Braga estivesse excessivamente pronta para iniciar as competições, pois mal seria se assim fosse, mas antes que estava pronta para disputar a supertaça, dentro do contexto em que ela se inseria.

Os Gverreiros do Minho disputavam a sua terceira final em cerca de oito meses e esta revestia-se de importância, porque nunca tinha sido conquistada. Assim continua, porque de Aveiro veio uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma, para dar voz ao dito popular, num vazio que doeu nas almas braguistas e expôs as fragilidades da equipa, algumas delas naturais para quem faz o seu primeiro jogo oficial. Resulta deste vazio de Aveiro a constatação de que a equipa pode e deve fazer mais e melhor, uma vez que existe qualidade para isso, num caminho que se antevê difícil, mas com perspetivas de sucesso no horizonte.

A equipa de Carlos Carvalhal já ia para o jogo desfalcada de Lucas Piazon, Lucas Mineiro e Fábio Martins, todos devido a castigo, porque os tribunais desportivos só se julgam competentes em Portugal perante casos de alguns emblemas. Nada que espante, portanto. A estas ausências forçadas, juntavam-se as de David Carmo, Moura e Iuri Medeiros, num lote que surgiu indesejavelmente “reforçado” por André Castro, que ficara indisponível no último treino realizado. Ora, parece gente a mais para uma equipa, o que a tornou mais frágil, algo que se entende com facilidade.

Para a história fica um triunfo do Sporting por 2-1, num jogo que começou bem para os bracarenses, mas que acabou melhor para os lisboetas, que assim conquistaram o troféu. No futebol importa como as coisas acabam e não como começam, ainda que, muitas vezes, começar bem pode ser uma boa ajuda. Não foi o caso deste jogo, claramente. Um dado histórico que fica registado é referente à estreia de Roger, um menino de 15 anos, que assim fica como o jogador mais novo de sempre a estrear-se oficialmente por uma equipa do primeiro escalão, que exala perfume de rua no seu futebol e a quem se augura um futuro sorridente, desde que possa “crescer” com tranquilidade e sem pressas. Mas, a nota de maior destaque do jogo vai para o regresso dos adeptos ao futebol, um ano e meio depois do seu abandono forçado por uma pandemia, que teima em manter-se, mas que em breve passará a fazer parte das nossas memórias. Os diversos clubes, onde incluo o SC Braga, devem agora encontrar formas que permitam a regularização dos seus associados que, por várias razões, se atrasaram nas cotas, não deixando ninguém para trás, mas “premiando”, também, quem sempre conseguiu manter essa ligação atualizada. Um dado para os responsáveis dos clubes pensarem, certamente.

Um dado que dá que pensar é a localização do estádio Municipal de Aveiro, que fica muito distante da própria cidade, não admirando, por isso mesmo, que a sua rentabilidade em termos de adeptos seja muito baixa. Uma decisão que, por certo, envergonha quem acreditou que podia surgir ali uma boa ideia.

A liga portuguesa vai começar e com ela os sonhos de muitos adeptos, bem à medida de cada clube. Pela parte que me toca, torço para que o SC Braga lute por fazer melhor do que na época anterior, ou seja, por ficar dentro dos três primeiros lugares, ainda que a missão se revele muito exigente, a ver pela forma como alguns concorrentes se reforçaram.

Uma nota final para os dois portuguesas medalhados nos “desertos” Jogos Olímpicos de Tóquio, com os meus sinceros parabéns a Jorge Fonseca e a Patrícia Mamona, sem esquecer outras prestações lusas de elevado nível. Veremos se até final o número de medalhas conquistadas ainda cresce, mas a prestação global da Nação Valente deve orgulhar qualquer um, quer goste, quer não goste de desporto.

 

In zerozero

Foto de autor desconhecido

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