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TAÇA NÃO, TAÇA SIM E SÁ PINTO FORA

TAÇA NÃO, TAÇA SIM E SÁ PINTO FORA

A Taça de Portugal já não faz parte dos objetivos do SC Braga na presente época, depois da derrota por 2-1 no reduto do Benfica, a meio da semana e a Taça da Liga continua a ser um objetivo, depois da goleada obtida, no domingo, em Paços de Ferreira, por 4-1. Regista-se assim o não à Taça de Portugal e o sim à Taça da Liga.

Na Taça de Portugal, o SC Braga deslocou-se à luz, num contexto que apresenta sempre um complicado. Curiosamente, Ricardo Sá Pinto apostou apenas em dois médios, Palhinha e Fransérgio, colocando mais um elemento na frente, tal como já fizera em Leça da Palmeira e em que a resposta tinha sido boa. A eliminatória pendeu para a equipa da casa, apesar de ter estado em desvantagem no marcador, num jogo equilibrado e que se definiu num lance infeliz de Tiago Sá, que marcou o golo decisivo na própria baliza. Globalmente foi uma exibição personalizada dos Gverreiros do Minho, que no final tiveram a devida retribuição dos seus adeptos, sob a forma de merecidos aplausos, que os jogadores souberam retribuir. Os sorteios têm sido azarados na presente temporada, tal como aconteceu na Taça de Portugal ou na Liga Europa.

A deslocação a Paços de Ferreira, para a Taça da Liga, subiu exponencialmente de importância para a definição da época, para jogar frente um adversário que tinha vencido em Braga uma semana antes para a liga portuguesa, de modo injusto e com a incompreensível influência do árbitro e do VAR nesse jogo de má memória, mas que estava bem presente na mente de todos. Os castores estavam na luta pelo apuramento e o SC Braga jogava com dois resultados, o empate e a vitória. Porém, decorrido um minuto de jogo tudo se modificava com o golo dos pacenses, na única vez que remataram à baliza no primeiro tempo. Com muito tempo pela frente, os bracarenses foram em busca do golo, criando diversas oportunidades, mas cujo desperdício avivava a possibilidade de se repetir o resultado recente, que tinha premiado o futebol defensivo e castigado quem mais procurou a vitória. Até que perto do intervalo o Capitão Fransérgio marcou de cabeça, depois de mais uma excelente jogada de Francisco Trincão e, desse modo, devolveu a tranquilidade que a equipa necessitava. O empate ao intervalo era um mal menor, mas era lisonjeiro para os locais. O segundo tempo trouxe um SC Braga a assumir o jogo novamente, mas melhorando os índices de concretização, pelo que não admirou que com o decorrer do tempo chegassem os números finais de 4-1, com os golos de Palhinha, Ricardo Horta e Wilson Eduardo, em forma de uma goleada completamente merecida. Aliás, os números poderiam ter sido ainda mais amplos, tantas foram as oportunidades desperdiçadas. Estava garantida a presença na final four, através de um pleno de vitórias nesta fase da competição. Os adeptos e a equipa puderam festejar juntos no final do jogo, em ambiente de tranquilidade, que a época natalícia recomenda. Notas para mais uma grande exibição de Trincão, com o “menino da formação” a justificar plenamente a titularidade na equipa por esta altura e para a utilização de dois avançados, em 4-4-2, algo que, na minha opinião, já deveria ter sido feito noutros jogos em que os adversários fazem do antijogo a sua arma predileta. Esperemos que os próximos jogos na liga permitam dar seguimento ao resultado positivo alcançado na Capital do Móvel, depois de mais uma pausa longa e insensata de quem define os calendários desportivos. Urge somar pontos de modo a subir na classificação, num futuro que afinal parece recomeçar agora.

O futebol feminino prossegue na Taça de Portugal, depois de as Gverreiras terem vencido com dificuldade no Marítimo, por 2-1, após prolongamento.

A equipa B do SC Braga venceu o Marítimo por 2-1, seguindo em segundo lugar, o que lhe permite acalentar a esperança de se apurar para a fase decisiva da subida de divisão. Mas o caminho ainda é longo.

Ao nível da formação destaca-se o triunfo dos Sub-19 frente ao Rio Ave, por 2-1, que permitiu aumentar a vantagem para o segundo classificado, que era este adversário e o triunfo dos Sub-15 por 6-1 frente ao Famalicão, que valeu a manutenção da liderança isolada só com vitórias.

A excelente campanha na Liga Europa e o apuramento para a final four da Taça da Liga não foram suficientes para Ricardo Sá Pinto passar o Natal como treinador do SC Braga. Os maus resultados na liga, bastante aquém dos esperados pelo universo braguista, foram determinantes para a saída do técnico. Voltarei a este tema no próximo artigo, já com o conhecimento daquele que será oficialmente o novo dono do cargo. O dado positivo da situação é que o interregno competitivo dá algum tempo para preparar o reinício dos jogos oficiais já em janeiro do próximo ano.

Bom Natal a todos.

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