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Sonolência e ineficácia de preço elevado

Sonolência e ineficácia de preço elevado

A equipa do SC Braga recebeu o Santa Clara, com a tradição a dizer que os açorianos em Braga nunca ganhavam. Mas a tradição já não é o que era, sendo contrariada neste jogo, para desgosto dos corações braguistas e para gáudio dos ultradefensivos vindos dos Açores.  O onze inicial bracarense deixava algumas dúvidas no ar, que o tempo dissiparia. O jogo até começou bem com Moura, um estreante no primeiro escalão, a ganhar bem a frente e isolar-se, mas a não ser capaz de marcar, tal como Paulinho que, pouco depois, viu o guardião adversário impedir os seus festejos. Daniel Ramos montou uma estratégia defensiva, algo que o caracteriza, não hesitando em negar o futebol como espetáculo, mas foi premiado com isso, vencendo o jogo por 1-0, graças ao golo de Thiago Santana, que beneficiou de um “balão” que levou uma bola meia perdida a isolar o jogador, para decidir ali o jogo, concretizando o primeiro e único remate enquadrado da sua equipa, que teve ainda uma nova chance de golo na segunda vez que chegou com perigo à baliza minhota. Os jogadores de Carvalhal estavam previsíveis, realizaram uma primeira parte sonolenta e fraca, a pedir mexidas do comandante. Mesmo assim chegaram ao golo limpo, através de André Horta, que Rui Costa anulou de modo incompreensível, sem recorrer às imagens disponíveis, como seria sua obrigação. Este árbitro do Porto é um caso intrigante, a merecer ser objeto de estudo, pois não se consegue entender como fez uma carreira tão longa no primeiro escalão que em nada se coaduna com a sua irritante incompetência. A relação deste árbitro com o SC Braga ao longo dos anos é de fracas recordações, quase sempre em claro prejuízo minhoto.

Ao intervalo, o técnico bracarense fez duas alterações, que colocaram o segundo período com um jogo de sentido único, em que o ataque bracarense criou chances atrás de chances, mas sem conseguir traduzir em golos, numa ineficácia, a que acresce certa dose de azar, que urge corrigir. Destaco neste período, entre outros lances, dois remates aos ferros da baliza açoriana, duas oportunidades flagrantes de Esgaio, um remate frontal de Ricardo Horta e uma bola que este jogador, de costas e de modo involuntário, impediu que entrasse na baliza, numa jogada digna de constar dos apanhados da época desportiva. Esse lance caricato ilustra bem o que se passou em campo, numa noite para esquecer ou recordar, por parte dos de Braga. Mas o que mais me apraz registar do segundo tempo deste jogo é a capacidade ofensiva demonstrada pela equipa, que permite acalentar esperanças de uma entrada rápida nos trilhos das vitórias.

Carlos Carvalhal tem ainda alguns equívocos para desfazer, que exigem muito trabalho e tempo, tendo em vista a obtenção urgente de resultados positivos.

A atuação com sonolência, da primeira parte, e a ineficácia, da segunda parte, tiveram um preço demasiado elevado para os bracarenses, que perderam, de modo inglório, um jogo que poderiam ter vencido folgadamente, tal foi a superioridade demonstrada em campo. Mas o futebol vive de golos (validados) e nesse aspeto os açorianos foram implacáveis, regressando à ilha com um triunfo inesperado e que o seu treinador reconheceu como imerecido, apesar de premiar aquilo a que ele chamou de “estratégia”.

Uma palavra final para o futebol de praia que segue invicto na fase regular da Divisão de Elite portuguesa, somando por vitórias todos os jogos disputados. Espero que no próximo fim de semana a equipa consiga confirmar na quadra o estatuto de melhor equipa do mundo e conquiste o título de campeão nacional, que tão desejado é por estes dias no seio do grupo de trabalho.

In zerozero.pt

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