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Respiração ofegante

Respiração ofegante

O SC Braga regressou à liga portuguesa, onde tem desperdiçado muitos pontos de forma que não se recomenda. São vários os erros individuais que habitam nas memórias braguistas e que subtraíram pontos não só na classificação interna, como na Liga Europa.

A anteceder a deslocação a Barcelos houve uma jornada europeia, com os arsenalistas a vencerem em Razgrad, na Bulgária, o Ludogorets, algo que combinado com o empate no outro jogo do grupo lhes abriu boas perspetivas de tentar chegar ao primeiro lugar. Este deve ser o foco a nível europeu, pois vencer o grupo garante o apuramento direto para os oitavos de final, evitando dois jogos desgastantes frente a uma das equipas que virá da Liga dos Campeões. O triunfo tangencial em terras búlgaras significou o primeiro triunfo por aquelas bandas, ainda que se trate de uma mera questão estatística, pois eram escassas as aparições bracarenses naquela zona do globo. Ricardo Horta foi o nome da decisão europeia, alargando a vantagem como melhor marcador europeu do SC Braga. Aliás, o camisola 21 renovou recentemente o seu contrato e promete continuar a fazer história em Braga, onde é atualmente uma referência do balneário, algo bem espelhado na braçadeira de capitão que ostenta.

O regresso à liga portuguesa aconteceu, como referido, com uma deslocação a Barcelos, onde o facto de se jogar um dérbi aumenta as naturais dificuldades que os galos costumam colocar aos seus adversários. Mas os comandados de Carlos Carvalhal surgiram no reduto gilista dispostos a resolver o jogo rapidamente e foi com naturalidade que o golo chegou, por intermédio de Vitinha, ele que foi a surpresa maior no onze bracarense. Ao longo do jogo foi escrito um guião que ameaçou um desenlace diferente, uma vez que os Gverreiros do Minho não souberam marcar mais golos nas várias ocasiões desperdiçadas e o Gil Vicente nunca se entregou, acreditando até ao fim num resultado positivo. Para os registos fica um importante triunfo do SC Braga, que assim chega a uma inédita terceira vitória consecutiva na presente temporada, o que alivia sobremaneira o ambiente no grupo de trabalho, agora de sorrisos mais abertos e trabalhando com uma confiança crescente.

Para esta fase positiva da equipa muito tem contribuído o aumento dos níveis de concentração e a consequente diminuição dos erros individuais. Vencendo os últimos dois jogos, em competições diferentes, pela margem mínima que espelha bem as dificuldades inerentes, os arsenalistas têm trabalhado muito e terminado os encontros com uma respiração ofegante, mas de quem sente o prazer de vencer.

Uma nota adicional para os adeptos que acompanharam o SC Braga na longínqua deslocação ao Leste, mas também para todos os que se deslocaram a Barcelos, com o sacrifício que a hora exigia. Mas é com agrado que refiro a colocação dos bilhetes a dez euros, numa decisão que ajuda a resgatar os adeptos que a pandemia desabituou de ir aos estádios. Aliás, considero que neste contexto de dificuldade os dez euros deveriam ser o limite máximo, e não o mínimo, na maioria dos jogos da liga portuguesa, pois os preços elevados na maioria dos casos não se coadunam com a qualidade dos espetáculos proporcionados.

 

In Diário do Minho de 28-10-2021

Foto SC Braga

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