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Quase, quase

Portugal quase que ganhou ao Uruguai naquela que foi uma das suas melhores exibições neste Mundial de Futebol. Foi quase mas não chegou dominar o jogo, era preciso ter marcado mais golos. O verdadeiro Ronaldo esteve do lado do Uruguai e chama-se Cavani. O número sete português viu-se sem espaços, veio quase sempre buscar as bolas atrás para cruzar mas Godin estava em todo o lado. A verdade é que mesmo que não estivesse Godin temos de lembrar-nos que estava André Silva, ou seja, a qualquer momento podíamos ver um sorriso bonito e um ajeitar de cabelo mas dificilmente veríamos qualquer habilidade com a bola. Contudo deve ter sido dos jogadores que mais lucrou com a ida à Rússia. Quase que aposto que o número de seguidoras no Instagram aumentou exponencialmente.

Não fomos aos quartos e nuestros hermanos, que de hermanos não têm nada, festejaram o nosso insucesso efusivamente. Foi sol de pouca dura para La roja que passou a maior parte do jogo em preliminares de passes para o lado. Iniesta estava no banco e acho que isso diz tudo sobre Hierro. A Rússia, com menos posse de bola e menos remates acabou por levar o jogo para prolongamento e ser feliz nas grandes penalidades. Chama-se a isto eficácia. A Espanha esteve, como nós, quase a ir aos quartos. Faltou o quase.

E quem também esteve quase foi a Argentina. Mas foi apenas quase porque uma jovem equipa francesa onde Mbappé é rei mandou a equipa de Sampaoli para casa mais cedo do que era suposto. E o próprio selecionador argentino parece estar quase de partida da função que ocupou, o que atendendo ao seu percurso até pareceria não ser mau para a seleção albiceleste. Fica verdadeiramente mau quando percebemos que Maradona está a oferecer-se desesperadamente para o cargo.

E na senda do quase, o quase mais inquietante dos últimos dias vem dos lados de Alvalade. Quando se pensava que o Sporting estava quase a começar a endireitar-se, percebemos que Sousa Cintra contrata para treinador da equipa principal de futebol o verdadeiro treinador do quase: José Peseiro, o homem que quase foi feliz no Sporting de 2004, quase, porque em poucos dias perdeu uma Taça UEFA a jogar em casa e o campeonato para o Benfica. E enquanto se fazem apostas para ver se chega ao Natal, a malta equaciona se o homem é corajoso ou se estava apenas com medo de não ter nenhum clube para treinar. Em Portugal, até agora, só tinha existido um clube a ter a peregrina ideia de contratar Peseiro duas vezes e, cá na terra, lembramo-nos bem de quem é esse clube e do que foi a passagem desse senhor pela cidade dos arcebispos. Deve ser por isso que depois os clubes têm de contratar bruxos para ver se dão umas ajudas. Ou por isso ou por outra razão qualquer mas ultimamente são muitas as conversas sobre a entrada desses benzedeiros nas contabilidades paralelas de alguns clubes. Há coisas que eu quase não percebo.
E por falar em quase, parece que é quase certo que uma Vecchia Signora vai levar o nosso Ronaldo. E nem Georgina Rodriguez se parece importar.

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