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Pré taça

Pré taça

Em Braga faz-se a contagem decrescente para aquele que pode ser o grande jogo da época, já no próximo domingo, em Coimbra, frente ao Benfica, na final da Taça de Portugal. Não admira, por isso, que os últimos tempos tenham sido pré taça, divididos em três fases, uma vez que a posição na liga estava arrumada há algum tempo.

O tempo de preparação da grande final englobou dois jogos em competição, o que eleva sempre os níveis de exigência e contribui para que exista mais proficuidade com isso. Analisemos separadamente os dois encontros, porque o contexto o justifica.

Em primeiro lugar ocorreu a receção ao vizinho Moreirense, que surgiu em Braga descomplexado e sem querer fazer de figurante no filme do jogo, mesmo sabendo que não podia apurar-se para as competições europeias por causa de uma decisão que avalio como um erro crasso da direção, ao não efetuar a pré-inscrição, numa época em que se apuravam seis equipas. O SC Braga tinha como objetivo maior o regresso aos triunfos, algo que conseguiu já no período de descontos, depois de ter deixado escapar a vantagem que detinha a escassos minutos do fim do tempo regulamentar, através de uma jogada em que os cónegos beneficiaram de vários erros defensivos no mesmo lance. Mas a vontade de vencer levou a equipa para a frente e a felicidade, que tantas vezes escapou, acabou por sorrir aos arsenalistas.

Pode abordar-se um segundo objetivo na equipa comandada por Carlos Carvalhal, que passava por recuperar o nível exibicional já patenteado ao longo da época, algo que foi conseguido a espaços, em especial no segundo tempo, altura em que houve oportunidade para dar algum conforto ao marcador, bem antes de o empate ter acontecido. No fim, fica a vitória que reforça os níveis de confiança dos jogadores para a final a disputar na “cidade dos estudantes”, algo bastante positivo que aqui registo.

A segunda parte da preparação aconteceu nos treinos que decorreram nos últimos tempos e nos que ainda vão acontecer antes da final. É neste espaço do trabalho diário que será trabalhada toda a estratégia do encontro que poderá decidir o campeão da Taça de Portugal, analisando e corrigindo erros e definindo formas de ferir o adversário.

Houve uma terceira parte deste pré taça que passou, ao de leve, por Portimão, onde os Gverreiros do Minho finalizaram a sua prestação na liga. O encontro não acrescentava nada aos bracarenses, pelo que a gestão efetuada é bastante compreensível. Assim, contando com oito alterações, a equipa brácara surgiu no Algarve com níveis competitivos mínimos, sendo positivo o facto de não terem existido lesões ou castigos.

O resultado traduziu-se empate sem golos, que serviu na perfeição ao Portimonense, que deste modo evitou a descida, ou nela continuar envolvido, num jogo em que as oportunidades de golo foram escassas.

A nota final vai para o meu desejo de que os jogadores tudo façam para ficar na história centenária bracarense, trazendo para o museu a terceira Taça de Portugal do seu palmarés. Por isso, vamos à luta.

Boa sorte, SC Braga.

 

In Diário do Minho, de 20-05-2021

Foto SC Braga

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