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Os presentes que desejamos

É certo e sabido que aproximando-se o Natal toda a gente pensa em presentes. O presidente do Sporting, homem previdente, começou a pensar em prendas mais cedo do que o costume e encomendou um novo treinador para satisfazer os adeptos que há muito mostravam desagrado com o que tinham. Acontece que os adeptos estavam à espera de um presente topo de gama para mitigar o sofrimento de anos de jejum e de desacertos com timoneiros e Varandas foi às compras numa espécie de loja de terceira linha buscar um Marcel Keizer, treinador do Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, país que, como todos sabem, não é propriamente um expoente máximo do futebol. Os sorrisos esboçados ante a possibilidade de uma prenda ainda fora da época natalícia foram-se amarelando. Os sportinguistas sentem que ainda vão ter uma fava antes de terem o bolo-rei.

E por falar em Natal, falemos em Jesus, outra associação clássica, tão clássica que foi o que ocorreu a Luís Filipe Vieira mal começou a perceber que de vitória o treinador do seu clube só tinha o nome. Perante a contestação dos adeptos benfiquistas, dos lenços brancos e dos assobios, o presidente das águias, segundo alguma imprensa escrita, estará a pensar em ir ao Al Hilal, da Arábia Saudita, resgatar um Jorge Jesus saudoso do seu país, para pôr ordem numa casa que, entre escândalos e resultados aquém dos esperados, parece estar prestes a pegar fogo a qualquer hora. Resta saber se Jesus ainda vem a tempo de comer o bacalhau ou se já só chega para cantar os reis. Venha numa ocasião ou noutra, parece-me que nunca virá para cantar de galo.

Voltando ao Natal e aos presentes e, enquanto o Sporting se entretém com uma prenda equivalente às meias que muitos recebem na quadra mais festiva do ano e o Benfica volta a receber um presente repetido, o Sporting de Braga vê, mais uma vez, o seu treinador na lista dos mais desejados pelos clubes que andam à procura de quem os guie. Abel Ferreira garante que prefere partir pedra na Pedreira do que ser bombeiro para os lados de Lisboa. A verdade é que, neste momento, é no norte que estão os líderes do campeonato e é do norte que se suspeita que sairá o próximo campeão nacional. Resta saber se do Porto ou de Braga.

E enquanto vocês ainda estão a sorrir e a encolher os ombros com o meu sonho de ver o clube da minha cidade ser campeão, vou falar-vos de outra prenda muito desejada por outros clubes: Dyego Sousa. Numa época que corre sérios riscos de se vir a tornar inolvidável para o avançado bracarense, são muitos os que rumam a Braga para cobiçar o homem que mais marca nesta Liga e dos que mais dá a marcar. De cabeça, com o pé direito ou com o pé esquerdo, Dyego é letal e já são muitos aqueles que pedem ao engenheiro Fernando Santos que equacione a possibilidade de chamar à seleção nacional o brasileiro que também já é português.

Sábado, os bracarenses vão ao Porto tentar apagar o fogo do dragão e testar a fundo a candidatura ao título. Veremos como se saem. Eu fico à espera que Dyego resolva.

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