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O Triunfo dos Imbecis

O Triunfo dos Imbecis

A bola promete voltar a rolar em Portugal, de modo oficial, brevemente. As regras vão mudando ao sabor dos ventos, como se vê no crescimento diário de estádios com condições para acolher os jogos, no contexto pandémico que vivemos. Parece que as normas exigidas pela Direção Geral de Saúde (DGS) são elásticas e vão-se moldando às condições existentes, numa exigência decrescente que chega a preocupar. Assim, ainda admito como possível que os adeptos possam ocupar, regradamente, o seu lugar nas bancadas dos estádios antes do final da época desportiva. O futuro dirá se isso pode acontecer, mas neste momento é pouco provável. A situação de ver futebol sem adeptos é triste e afasta a paixão que caracteriza a ligação das pessoas ao futebol, representando o triunfo dos imbecis. Na minha opinião, era preferível que as competições fossem interrompidas de vez, uma vez que não querem aplicar ao futebol as regras do gradual desconfinamento de outros setores da sociedade, como os restaurantes, os cafés ou as salas de espetáculos.

Está instalado o caos no futebol português, com ameaças de várias proveniências sobre impugnações e ações jurídicas diversas, ao que se junta a liderança a prazo de Pedro Proença e seus pares, cujo desfecho provável será a queda da direção da Liga Portugal. O presidente bracarense António Salvador pediu a saída dos clubes que integravam a gestão do órgão que tutela o futebol profissional e o Benfica seguiu de imediato essa recomendação, abandonando o cargo. Aliás, o facto de Benfica e Porto estarem juntos nas pretensões de saída de Pedro Proença faz-me desconfiar desde logo, uma vez que eles não fazem nada no vazio ou a bem da evolução do futebol. A próxima Assembleia Geral promete ser escaldante.

O SC Braga, contrariando o regresso progressivo do país a uma certa normalidade, entrou num processo de confinamento voluntário, juntando todo o grupo de trabalho num hotel. O clube assumiu as despesas inerentes e criou um hotel dentro do hotel, aumentando exponencialmente os níveis de segurança dos atletas, que são determinantes para a prestação que se espera da equipa nos dez jogos que separam este momento do fim da competição.

Dentro do relvado, o treinador Custódio continuou com os trabalhos de preparação da equipa que permitam um retorno profícuo aos jogos a valer, nos primeiros dias do próximo mês de junho. A bola e os treinos de conjunto dão aos jogadores uma sensação de normalidade. Ainda que seja uma falsa sensação, pode ser um fator positivo e motivador para o grupo de trabalho, que tem no horizonte uma vontade indomável de ficar no pódio quando a época terminar.

O dia 22 de maio voltou a ser lembrado pela Legião, uma vez que nesse dia os bracarenses conquistaram duas Taças de Portugal, separadas por 50 anos. A mensagem de Gverreiro vinda do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou esse marco histórico. A curiosidade reside no facto de um menino adolescente ter presenciado a primeira conquista e cinco décadas depois ser ele a entregar o troféu no Jamor, como líder máximo da nação.

A reestruturação técnica da formação em Braga ficou agora completa, com a subida de Artur Jorge para a equipa de Sub23 e a chegada do antigo central Moisés para os Sub19. Este brasileiro é uma referência em Braga desde o período em que defendeu as cores arsenalistas, onde era conhecido como Xerife. A existência na estrutura de pessoas que transportem a mística creio que pode ajudar a formar atletas de eleição, com base na exigência elevada de quem oferece as melhores condições.

O regresso às aulas presenciais para os alunos do ensino secundário que estão em ano de exame aconteceu esta semana. As regras são muito exigentes e o seu cumprimento faz das escolas um local mais seguro do que um café ou um hipermercado. Foi com saudade que regressei à sala de aula, que deve ser o local de ensino de referência, por muitas plataformas que se inventem. É na sala de aula, num estranho contexto em que todos estão de máscara, que tudo acontece, dado que outros contextos diferentes dão aos alunos uma falsa sensação de aprendizagem.

É para rir a ameaça do Ministério da Educação em monitorizar a inflação das classificações. No artigo anterior falei da discrepância existente nas classificações internas entre o ensino público e privado. Vão ter muito para registar se quiserem ser sérios e por isso eu defendo, intransigentemente, a existência dos exames nacionais como fator algo regulador de todo o processo de seriação.

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