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O pano desceu com pompa

O pano desceu com pompa

O meu último artigo, feito depois de o SC Braga ter registado um empate em casa, frente ao Belenenses SAD, e uma derrota fora, frente ao Tondela, escrito antes de o Sporting ter cedido em empate caseiro frente ao Vitória FC, falava da perda do pódio por incompetência. Ora, antes dos referidos jogos eu tinha a convicção que se vencêssemos as três partidas ficaríamos em terceiro lugar, pois achava que o Sporting, com visita ao Dragão e à Luz nas três derradeiras jornadas da Liga, não conseguiria vencer as suas partidas. Essa convicção esmoreceu, de modo claro, com a perda de cinco pontos em dois jogos frente a adversários inferiores, sabendo ainda por cima que o jogo dos sadinos em Alvalade seria ganho pelos leões, com mais ou menos dificuldades. Enganei-me, e o tempo fez questão de me mostrar que esse engano se tornou uma realidade, pois o Sporting fez um ponto em nove possíveis e o SC Braga fez quatro pontos no mesmo período de tempo, o que foi suficiente para os Gverreiros do Minho terminarem a Liga no terceiro lugar, com o consequente e relevante apuramento direto para a fase de grupos da próxima edição da Liga Europa. Como fiquei feliz por me ter enganado na análise que fiz, pois a incompetência que eu havia referido existiu, mas do lado do nosso adversário direto. Felizmente, diria eu.

A última jornada da Liga colocava frente a frente, de uma forma invulgar, os primeiros quatro classificados, com o aliciante de o último lugar do pódio estar ao alcance de bracarenses e leões. Havia, por isso, motivos de sobra para que os adeptos de ambos os clubes ficassem colados ao ecrã a ver o jogo da sua equipa, uma vez que aquilo de ver futebol no estádio parece uma coisa distante no tempo, com as atenções a centrarem-se em simultâneo no outro jogo.

Em Braga, o Porto entrou de peito feito já na qualidade de campeão, cuja justiça ninguém ousa colocar em causa, pelo que não espantou que rapidamente chegasse à vantagem num lance do qual o marcador do golo, Uribe, saiu lesionado e teve que a abandonar a partida. Os portistas dominaram o primeiro tempo e a única boa notícia para os bracarenses era o golo que colocava o Benfica em vantagem frente aos leões, que ainda dava alento aos minhotos. A segunda parte mostrou uma equipa arsenalista disposta a mudar o destino do jogo e Ricardo Horta tratou rapidamente de devolver a esperança aos braguistas, ao marcar o golo do empate. Seguiram-se algumas intervenções meritórias do guardião portista, até que Fransérgio marcou o golo do triunfo, poucos instantes depois de ter levado a bola a beijar o poste. Curiosamente, seria o capitão bracarense a marcar o primeiro golo na Liga, frente ao Moreirense, e o último, frente ao Porto. Mas, ainda havia mais de vinte minutos para jogar, tempo mais do que suficiente para acontecerem golos nos dois campos. Se em Braga as coisas não se alteraram até final, a notícia de que o Sporting empatava o jogo na Luz alterava novamente as posições na tabela, com os leões a colocarem-se no terceiro lugar à condição. Mas haveria de chegar novo golo do Benfica já perto do fim, anulado em primeira instância, cuja decisão foi bem corrigida pelo VAR, validando o lance que devolvia justiça ao resultado e dava nova esperança aos braguistas. A ansiedade naqueles momentos finais, que pareciam eternos, disparou para níveis elevados. O fim chegaria pouco depois e com ele a certeza de que o pódio era mesmo do SC Braga, de nada valendo aos leões o facto de Rúben Amorim ter trocado o Minho por Alvalade, a troco de uma verba elevada, mas que ainda consta como calote não pago pelos leões. O treinador leonino, que tão feliz tinha sido em Braga, parece ver o seu efeito de magia diluir-se e já são várias as vozes críticas de tão arriscada decisão, então tomada pelo presidente sportinguista, de o contratar como o segundo mais caro da história. O pano desceu com pompa para os Gverreiros do Minho, cuja felicidade coletiva ficou bem evidente em diversas manifestações públicas, onde algumas imagens dispensavam quaisquer palavras. Era o orgulho Gverreiro a vir ao de cima. Parabéns, SC Braga.

Uma nota final para Eduardo que terminou a sua carreira. Não foi utilizado pelo treinador Artur Jorge no seu último jogo, mas acredito que a sua felicidade fosse imensa, fruto dos objetivos alcançados pela equipa nesta época ímpar que fica para a história. Talvez o guardião merecesse acabar a carreira a jogar, mas o brilho de um percurso cheio de sucessos não desaparece. Deve seguir-se uma nova etapa no clube, agora noutras funções, certamente. Por mim, resta-me agradecer ao Eduardo a forma como vive e sente o clube que ele adotou como seu e desejar que seja feliz no que se seguir, na sua vida profissional e pessoal. Aquele menino de Mirandela que um dia chegou a Braga é agora o ícone do clube. Felicidades, Eduardo.

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