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O normal europeu

O normal europeu

Este título aparenta revelar alguma arrogância da minha parte. Puro engano, pois apenas pretendo chamar à atenção de alguns percursos europeus do SC Braga, como o registo das presenças regulares na fase de grupos, o facto de ter vencido o grupo na época passada após a pulverização de todos os recordes anteriores, ter disputado uma final de Liga Europa ou ter vencido a extinta Taça Intertoto, mereciam uma atenção da comunicação social, escrita e televisionada, que se "distraem" facilmente com penteados de jogadores de alguns clubes ou com potenciais contratações inócuas dos mesmos, em vez de sublinharam a importância de alguns feitos arsenalistas. Ainda na jornada europeia anterior o SC Braga foi a equipa que mais oportunidades criou, algo que passou uma vez mais ao lado da nossa imprensa. Num país tão pequeno e com tanta variedade, não houve um órgão que tenha dado esse destaque. Existe uma discriminação vergonhosa de jornais e televisões, incluindo a RTP, que deveria ser exemplo de isenção, mas que privilegia a representatividade de três clubes em detrimento dos restantes.

No relvado, o SC Braga conseguiu a sua primeira vitória contra uma equipa ucraniana, vencendo fora o Zorya por 2-1 e “acertando” algumas contas do passado que valeram uma eliminação não muito distante contra esta equipa. Mesmo assim, recordo que a caminhada até Dublin incluiu uma eliminatória muito difícil com o D. Kiev e que foi passada com sucesso, através de dois empates, valendo o golo então apontado fora. Voltando a este jogo, ele representou a estreia da Gaitán, um jogador que requer gestão física adequada depois da lesão da pré-época. Quem sabe, não esquece e estrear-se a marcar um grande golo, digno de um craque como ele é, a fazer jus ao número (10) que ostenta. O outro golo, também ele de belo efeito, foi apontado por Paulinho, que voltou a mostrar que em boa hora ficou em Braga e que um dia destes a porta da seleção se deverá mesmo abrir para que ele possa “entrar”.

O sucesso em terras ucranianas, perante um adversário que joga bom futebol e sofreu dois golos antes de aparecer em campo, vale a liderança partilhada e encaminha o apuramento, mas que nada define para já, pelo que deve ser mantido o foco. Creio que Carlos Carvalhal saberá disso bem melhor do que eu.

A jornada europeia dos clubes portugueses foi de sucesso total e retrata uma representação condigna do país, a justificar um olhar atento e cuidado, em todos os clubes envolvidos.

O regresso à liga portuguesa será frente ao Famalicão, mas quem designa os árbitros já perdeu completamente a vergonha. A nomeação do árbitro Rui Costa para o encontro, depois do mau trabalho realizado há três jornadas atrás, bem espelhado, entre outras coisas, na anulação de um golo limpo ao SC Braga ainda no primeiro tempo daquela derrota que contra o Santa Clara, torna esta nomeação ofensiva para a Legião do Minho.

Uma nota final negativa para o péssimo trabalho realizado por Nuno Almeida em Paços de Ferreira  que traz à tona a necessidade de serem definidos critérios claros e, especialmente, afinar a aplicação dos mesmos. Os contínuos maus trabalhos dos árbitros minam o futebol e afastam ainda mais as pessoas do futebol, precisamente o contrário do que se pretende.

In zerozero

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