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O fim da pausa

O fim da pausa

Começou o caminho de defesa do título de Campeão da Taça de Portugal, que eu espero venha a ser longo e permita chegar aos momentos de decisão.

O Moitense foi um digno vencido, num jogo em que deve ter tido a maior falange de apoio de sempre, pois foram muitos os adeptos presentes e vestidos a rigor, como quem quer receber dignamente o ilustre visitante. O jogo permitiu a estreia nos golos de Mario González, que ainda fez uma assistência, num jogo que pode aumentar os índices de confiança do espanhol, tal como ele necessitava. Curiosamente os autores dos golos arsenalistas ainda não tinham marcado esta época pela equipa principal e de todos só Vitinha o tinha conseguido por uma vez, na época anterior. Para a história fica o resultado de 0-5, que poderia perfeitamente ser dobrado no seu final.

O jogo de estreia na Taça de Portugal marca, de modo indelével, as perspetivas de futuro em Braga e como a Cidade Desportiva dá os seus frutos, uma vez que estiveram em campo sete jogadores da formação, dos quais destaco, com alguma naturalidade, o menino Roger Fernandes, que aos quinze anos se estreou a marcar oficialmente e cuja celebração foi carregada de simbolismo pela recente perda do seu pai e que o fez olhar para as estrelas, e, ainda, Vitinha, um jovem avançado que entrou a tempo de marcar dois golos, além de uma assistência e de uma bola no ferro. Este jovem cabeceirense teve uma tarde profícua, que o fará certamente acreditar em voos mais altos no futuro. Foi dia de festa no estádio emprestado e, principalmente, para as gentes do clube da Moita, que guardarão nas suas memórias esta jornada. Parece ter sido o fim da pausa na intermitência dos resultados, mas veremos se isso se confirma já durante a semana.

A Liga Europa surge agora no horizonte próximo dos Gverreiros do Minho, numa deslocação à Bulgária, que dá início a uma jornada dupla frente ao Ludogorets, que pode ser importante nas contas finais da fase de grupos, onde o objetivo de passar em primeiro é perfeitamente alcançável, por agora. Veremos, a seu tempo, o balanço global que se fará da referida jornada dupla.

Uma boa notícia recente em Braga foi a renovação, por mais dois anos, do capitão Ricardo Horta, que assim ganha tempo e espaço para bater diversos recordes bracarenses. Espero, agora, que não se melindre, à semelhança de alguns maus exemplos recentes, que forçaram a saída depois da renovação, deixando bem visível a ideia clara de imbecilidade em estado puro. Ricardo, o nosso Gverreiro, encontrou o clube e espaço certos, pelo que só espero o seu contínuo crescimento enquanto jogador. Apesar de o verde (da esperança) estar distante do SC Braga ao nível cromático das suas vestes, pode ser que um dia o selecionador nacional tenha um momento de lucidez e faça alguma justiça, mesmo que tardia, aos sucessivos bons desempenhos do atleta ao longo das últimas temporadas. Andy Wharol disse uma vez que “um dia todos terão direito a quinze minutos de fama” e eu acrescento que todos podemos ter uns momentos de lucidez. Haja fé.

Quem parece ter encontrado o rumo certo é a equipa B arsenalista, que venceu o Montalegre respirando aos ares litorais de Fão. “Finalmente”, terá pensado o treinador Artur Jorge no momento em que sentiu a leveza nos ombros de quem viu partir um peso imenso de ainda não ter vencido antes. Que comece aqui um caminho mais de acordo com o valor destes jovens jogadores, terminando de vez o ciclo negativo de resultados, de modo que o trabalho de cada um lhe alimente o sonho de alcançar o patamar mais alto no clube.

 

 

In zerozero

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