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O CAMINHO PARA O JAMOR CONTINUA

O CAMINHO PARA O JAMOR CONTINUA

A semana que antecedeu a eliminatória da Taça de Portugal teve a cidade de Braga envolvida em polémica entre a edilidade e o clube mais representativo, SC Braga. A Câmara Municipal anuiu a um pedido da imensa comunidade brasileira para colocação de um ecrã gigante na Praça do Município, para ver a final da Taça Libertadores, algo que causou desconforto entre os braguistas, especialmente devido a uma coincidência parcial de horários desta final com o jogo SC Braga vs Gil Vicente. Essa coincidência levou a uma reação oficial, através de um comunicado publicado pelo clube, que em nada beneficia das tensas relações existentes. Mais importante que o ruído criado, importa que o departamento de marketing do SC Braga deixe a sua apatia habitual e consiga chegar, rapidamente, à comunidade brasileira, convidando-a para a Legião. As bancadas vazias da Pedreira agradecem quando isso acontecer, nem que seja tardiamente como está a acontecer.

À parte da polémica, o SC Braga recebeu o Gil Vicente, em jogo a contar para mais uma eliminatória da Taça de Portugal, com algumas centenas de adeptos a acompanharem os gilistas, na verdadeira festa do futebol, não havendo registo de quaisquer incidentes, como se deseja sempre no desporto em geral.

Os Gverreiros do Minho entraram fortes e determinados no encontro, tendo chegado à vantagem bem cedo, por intermédio de Ricardo Horta, na conclusão de uma excelente jogada coletiva. Estavam abertas as hostilidades com este golo, que viria a ditar o resultado final e que foi muito festejado nas bancadas. Insaciáveis, os comandados de Ricardo Sá Pinto foram em busca de ampliar a vantagem, mas o habitual desperdício e o guardião adversário mantiveram a equipa gilista na disputa da eliminatória ao longo do jogo. A vantagem mínima ao intervalo sabia a pouco, claramente. A segunda parte trouxe menor fulgor da equipa arsenalista, mas o desperdício continuou, o que fez acreditar o adversário que, orientado por uma velha raposa do futebol português, Vítor Oliveira, foi capaz de se abeirar da baliza de Eduardo algumas vezes e de colocar a dúvida sobre o desfecho final. Os jogadores bracarenses tinham em mente a gestão do jogo pensando na receção ao Wolves, já na próxima quinta-feira, o que fez crescer a crença gilista, por um lado, e trouxe alguma ansiedade à “Legião”, por outro. A vitória final foi justa, pecando por escassa, mas é bom lembrar que o SC Braga pontualmente se “colocou a jeito” de sofrer um indesejado golo do empate. Eduardo é uma voz de comando na equipa e com ele a equipa só sabe vencer, tendo passado três testes seguidos com distinção, em três competições diferentes.

A vitória alcançada permite afirmar que o caminho do Jamor continua. Que a sorte acompanhe o clube no sorteio que se realizará em breve. Este triunfo representa o segundo êxito consecutivo em dérbis do Minho, depois da categórica vitória em Guimarães para a liga.

O calendário segue preenchido e os “portugueses” do Wolves visitam a Pedreira já na quinta-feira, quando faltarem cinco minutos para as dezoito horas desse dia, em jogo a contar para a penúltima jornada da fase de grupos da Liga Europa. Um empate apura desde logo as duas equipas, pelo que pode ser um jogo com cautelas redobradas de ambos os conjuntos. Se o Slovan não vencer no difícil terreno do Besiktas, portugueses e ingleses seguem em frente, independentemente do resultado do confronto entre ambos. Ao nível da liga portuguesa, a próxima jornada traz a Braga o Rio Ave de Carlos Carvalhal, em mais um teste complicado, que exigirá elevados níveis de concentração e competência

A equipa feminina recebeu e venceu o Estoril por 2-0, mantendo-se na luta pelo título, com Laura Luís a marcar um golaço. Foi a sétima vitória consecutiva das comandadas de Miguel Santos.

Ao nível da formação, o SC Braga teve um fim de semana cinzento, com os empates caseiros verificados nas equipas de sub-23, 2-2 frente ao Sporting, e dos sub-19, a um golo, frente ao lanterna vermelha Nacional da Madeira.

Termino como comecei a falar do Flamengo, que venceu a Taça Libertadores trinta e oito anos depois, dando a Jorge Jesus o seu segundo título internacional, depois da Taça Intertoto vencida ao serviço do SC Braga, algo que o clube sublinhou na mensagem de parabéns ao técnico português publicada nos seus canais oficiais e que alguma comunicação social miserável quer ver omitido. Os meus parabéns à extensa comitiva que trabalha no “Mengão”.

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