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O mês de setembro marca a rentrée de diversas atividades entre as quais se incluí o reinício da publicação de variadas opiniões sobre o panorama desportivo nas páginas deste jornal. Contudo, no que ao futebol diz respeito, queiramos ou não o desporto rei em Portugal, a entrada em campo dos diversos intervenientes já se fez há bastante tempo. Mas, apesar de um novo ciclo, as temáticas mantêm-se e os títulos dos jornais gravitam em torno de questões escalpelizadas até ao tutano. O Sporting continua a ter que levar com as diatribes de Bruno de Carvalho, agora em formato ressabiado de ex-presidente e de candidato a candidato ao cargo a que já possuiu, o Benfica continua a correr o sério risco de ver a águia substituída pela toupeira e os seus dirigentes a verem o sol aos quadradinhos nos próximos tempos, o VAR, além das falhas técnicas, continua a ser uma dor de cabeça a outros níveis, gerando tensões e celeumas que têm sido difíceis de evitar e as claques continuam a assumir protagonismo enquanto se discute se serem legais ou ilegais tem alguma importância, ao mesmo tempo que se procura justificar castigos e comportamentos olhando para os vizinhos do lado e apontando o dedo naquele exercício tão costumeiro do tu também fazes, tu também dizes, tu também cantas.

E se para a Champions Portugal volta a ter duas equipas depois da eliminação do PAOK pelo Benfica, de uma forma superior, diga-se, na UEFA as coisas não correram tão bem às equipas portuguesas com Rio Ave e Braga a tombarem prematuramente. E se a queda do Rio Ave até poderia ser expetável, já o mesmo não se pode dizer da do Sporting de Braga, eliminado por uma equipa com nome de vidente em feira popular que deixou a descoberto fragilidades de uma equipa que se tenta reinventar depois da saída de peças fulcrais na sua engrenagem. A frustração tomou conta dos adeptos que viram as suas expetativas esvoaçarem enroladas nos milhares de euros que vão volitar para outros campos e para outros clubes.

A frustração dos adeptos braguistas pela eliminação prematura das competições europeias deu, contudo, rapidamente lugar à esperança de ver a equipa lutar pelo título nacional por ter menos competições com que se preocupar mas bastou uma ida aos Açores para o Carmo e a Trindade caírem e os profetas da desgraça vaticinarem um futuro negro para a equipa arsenalista. A verdade é que, a despeito dos imensos golos sofridos, de uma defesa que a espaços causa calafrios, de um meio campo que ainda não se encontrou e de imensos jogadores lesionados de uma forma séria, a equipa bracarense está em primeiro lugar e o sonho de fazer o que ainda não foi feito pode e deve manter-se.

E enquanto os adeptos bracarenses sonhavam com reforços para a sua equipa e milhões para os seus cofres depositando na última semana de agosto a fé num jackpot que não chegou a acontecer, quer porque não houve contratações de última hora, quer porque Xadas no vai, não vai acabou por ser tramado pelo quinto metatarso, os adeptos do Rio Ave e do Portimonense tiveram direito a um verdadeiro negócio da China. Resta saber se o produto não vai ser como o das lojas dos chineses.

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