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Incongruência Persistente

Incongruência Persistente

O SC Braga confinou-se numa unidade hoteleira da cidade e recusa-se a sair de lá. Por muito que os seus adeptos lhes digam que há jogos para disputar, a equipa insiste em recusar. Foi assim que o Boavista venceu na Pedreira, beneficiando do facto de os arsenalistas terem uma espécie de falta de comparência. Já na jornada de regresso atípico desta espécie de Liga, frente ao Santa Clara, alguns jogadores, outrora importantes, tinham cometido erros inaceitáveis, e essa derrota nos descontos foi um soco forte no estômago dos braguistas, que este novo desaire agravou sobremaneira.

Frente ao Boavista, que já nem se lembrava de ganhar um jogo, eram esperadas dificuldades, pois é reconhecida a capacidade de superação das panteras que ultrapassam as suas limitações com uma entrega sem limites, tal como aconteceu em Braga, onde sorriram no final. O resultado, de um jogo fraco, ficou definido num erro inaceitável de Esgaio, um dos tais que era muito importante e que ainda não se apresentou em campo como era expectável, que cometeu um penalti ridículo, que decidiu o jogo. A incapacidade demonstrada pela equipa de Custódio em reagir à desvantagem “pintou” um quadro muito preocupante para os seus adeptos. A determinada altura, sem criatividade, sem ideias e com os cruzamentos a surgirem de todo o lado, veio à memória aquela equipa de Sá Pinto que cruzava muito e acertava pouco, tal como este jogo mostrou. Bastante preocupante também é o discurso de derrotado que surge para a comunicação social, referindo que se analisam os erros e se corrigem numa reação, quando na realidade a equipa tem que ser de ativa e não reativa.

Os bracarenses viram o Sporting igualar a sua pontuação na tabela classificativa, recuperando quatro pontos em apenas dois jogos depois da retoma e olham também com preocupação para o Famalicão, que está à distância de escassos três pontos, com a próxima jornada a colocar os dois clubes frente a frente. Pelo que vi, ou pelo que não vi, devo dizer que estou bastante apreensivo para o que vem a seguir, pois se a equipa continuar nesta senda miserável não auguro nada de bom.

Algumas opções bracarenses, como um estágio tão longo, que confinou a equipa muitos dias, não trouxe nada de positivo e quando esta decisão foi tomada eu questionei a sua utilidade.

O sistema tem tido a preocupação de trazer de volta a normalidade que se deseja, na luta do terceiro lugar entre SC Braga e Sporting. Esta ideia fica bem vincada a ver pelas arbitragens do Sporting em Guimarães, onde foi beneficiado, e agora em casa, frente ao Paços de Ferreira, onde Rui Costa mostrou o baixo nível da nossa arbitragem, fazendo um trabalho miserável, que claramente influenciou o desfecho final. O árbitro portuense, entre muitos erros graves, marcou um penalti a favor dos castores e anulou a decisão injustificadamente, depois de analisar as imagens, o que agrava ainda mais a sua decisão. Ora, em simultâneo, na jornada anterior, Soares Dias decidiu o jogo a favor dos açorianos, castigando inaceitavelmente os bracarenses. Tudo isto misturado, dá vontade de pedir para que esta palhaçada em que a Liga se tornou acabe rapidamente.

Como se já não bastasse este regresso em falso dos Gverreiros do Minho, que em nada têm justificado essa fama, as entidades (in)competentes insistem no erro de impedir que os adeptos entrem nos estádios, numa incongruência persistente com outros setores da sociedade, em que o público é convidado a regressar. A nossa vizinha Espanha já definiu os moldes em que os adeptos regressam aos estádios ainda este mês, ao passo que a nossa criatividade continua a ditar o afastamento continuado, que distanciará inevitavelmente cada vez mais pessoas das bancadas, num país em que a maioria dos estádios raramente tem assistência de realce. Estão a matar o futebol, de forma lenta para não parecer demasiado brusco, e ninguém consegue entender o mundo estranho em que o jogo mergulhou. Tudo é estranho neste momento em que a pandemia parece querer dar lugar a uma endemia, o que parece cada vez mais perto.

Pedro Proença continua a liderar a Liga, depois de uma Assembleia Geral bastante quente e agitada, em que alguns clubes ameaçam em várias direções, de todas a formas e feitios. O antigo árbitro tem um projeto que pode libertar o futebol português das amarras permanentes aos clubes tradicionalmente mais fortes e que a ser colocado em prática pode melhorar de forma evidente o mundo do futebol luso, que desagrada certamente aos interesses instalados. Se for para limpar a sério a podridão que domina no futebol português, desejo a Pedro Proença sorte e competência, antes que seja tarde de mais.

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