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Extremos que (não) se tocam

Extremos que (não) se tocam

O último artigo era baseado na construção do novo plantel do SC Braga e, nessa altura, eu referi que ele poderia ficar desatualizado em tempo real. Dito e feito, uma vez que, por exemplo, eu tinha colocado Xadas no Marítimo e parece que o seu destino é ficar bem mais perto de Braga. Mas houve outras alterações no plantel, desde logo com a saída de Ricardo, o mais velho dos Esgaios, que regressa ao Sporting, depois de um percurso de sucesso em Braga. Pela postura que sempre teve e pela despedida elevada que fez desejo que ele seja feliz, desde que isso nunca implique o SC Braga, pois aí não há votos de simpatia para ninguém. Agora fica o irmão mais novo, quatro anos, com uma margem de progressão promissora como Gverreiro do Minho e com vontade de aproveitar esta oportunidade. Veremos se é capaz. Não chegaram a encontrar-se em competição estes Esgaios, que ocupam a mesma posição e cuja luta prometia.

As mudanças no plantel de Carlos Carvalhal prometem continuar, tanto nas saídas, como nas entradas. É que o número de jogadores com ligação ao clube é excessivo e a colocação nem sempre agrada às várias partes, como se viu no caso de Assis, que parece ter cumprido um contrato de décadas, quando na realidade isso não aconteceu. Mas este já faz parte do passado, ainda que muito oneroso em função do parco rendimento oferecido.

Os jornais dispensam e contratam jogadores a um ritmo alucinante, que nem sempre é fácil acompanhar, em ações tão contrárias que por vezes parece que se tocam, mesmo que isso não passe de uma aparência.

Os atletas que estavam de quarentena entraram ao trabalho junto do plantel e a vontade já deveria ser muita, uma vez que o tempo, por vezes, é um bom aliado na competição por um lugar ao sol (ou à chuva). Assim, os próximos dias deverão trazer novidades nos ajustes do plantel e na sua definição atempada, com vista a uma preparação adequada do primeiro grande e difícil objetivo da época, que passa por tentar a conquista de uma inédita Supertaça, para o espólio bracarense.

Os jogos preparativos já começaram com a visita aparente ao Vizela, uma vez que os trabalhos decorreram em Fão, a segunda casa bracarense, ainda que o alinhamento fosse um Vizela vs SC Braga. Para os registos fica o triunfo por 4-3, num jogo típico de pré-época, mas com indicações positivas dadas por Ricardo Horta, que entra em grande ao marcar três golos, assim como a estreia de Mario González a marcar e o regresso de Moura aos relvados, que se saúda. Uma nota adicional e merecida para a estreia, a titular, de Roger, um menino de 15 anos apenas, a quem se augura um grande futuro.

Um apontamento para o regresso, à Legião do Minho, de Custódio Castro, que para os adeptos será sempre, simplesmente, Custódio, com a finalidade de orientar a equipa de Sub 23. Bem-vindo a casa, Custódio.

Na atualidade está a decisão da UEFA de acabar com a regra dos golos fora terem um valor acrescentado em caso de empate numa eliminatória, algo que eu saúdo por ser bom para o futebol, um assunto debatido na NEXT, no pre e no post-match de um dos jogos em que integrei, com enorme prazer, aquela equipa que chegava ao público e a outra, que trabalha nos bastidores, que tem menos visibilidade, mas que é muito importante.

In Diário do Minho de 08-07-2021

Foto SC Braga

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