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Euro de seleção

Euro de seleção

A fase de grupos do Euro 2020 terminou e ditou o regresso a casa para oito seleções. Terminaram a competição os últimos de cada grupo e, ainda, os dois piores terceiros classificados.

Portugal, depois de ter vencido a Hungria e perdido na Alemanha, empatou a dois golos com a França, um resultado que serviu aos dois intervenientes. Desta vez, Portugal registou os três resultados possíveis e ficou em terceiro lugar, em comparação com o Euro 2016, onde tinha registado três empates e tinha obtido a mesma classificação.

A fase de grupos mostrou uma Itália diferente daquela que estávamos habituados a ver, menos cínica e mais espetacular, surgindo como um dos favoritos a vencer o Europeu. Chamo à atenção dos mais distraídos, que desvalorizaram a vitória portuguesa sobre a Hungria, na sua casa repleta de adeptos, uma vez que os magiares empataram frente à França e à Alemanha, em terras germânicas, onde estiveram apurados até escassos minutos do fim, quando surgiu, meio aos trambolhões, o golo do empate que contentou e muito os alemães.

A fase a eliminar representa uma nova competição e já começou com o apuramento das seleções da Dinamarca, através de uma goleada frente ao País de Gales, e da Itália, que venceu no prolongamento a Áustria, num jogo em que o VAR mostrou a verdadeira razão da sua existência, quando anulou bem o golo que dava vantagem austríaca perto do fim do tempo regulamentar. Os italianos tiveram uma boa vitória tecnológica, mas com ela confirmaram a sua força do momento, que é sustentada por várias dezenas de jogos sem sofrer qualquer derrota. Estamos agora num Euro de seleção, onde cada jogo elimina uma equipa e apura outra. É agora que se observa, em cada jogo, a euforia de uns e a tristeza de outros. A vida é assim, feita de sucessos e de insucessos, por muito que estes custem.

A Nação Valente terá, hoje, muitos milhões no seu apoio, num jogo que se antevê difícil frente à Bélgica e que se joga em Sevilha. Esta cidade do Sul de Espanha é de boa memória para os portugueses, pois foi ali que o Porto venceu uma Taça UEFA (atual Liga Europa) e que o SC Braga conseguiu uma vitória épica frente ao Sevilha, no Ramón Sánchez Pizjuán, que levou os Gverreiros do Minho à fase de grupos da Liga dos Campeões pela primeira vez. Faço votos para que os atletas lusos permitam que os belgas possam ir de férias no imediato, pois bem merecem esse descanso. É bom que todos interiorizem que agora errar é pecado. Eu diria que é mais pecado do que nunca, pois a eliminação surge para quem pecar mais.

Paralelamente ao jogo de Portugal, existe a curiosidade de saber se CR7 se torna CR110 ao serviço da seleção, mas se ele fizer questão de elevar esse número nenhum português levará a mal. Ficar isolado como melhor marcador de sempre ao serviço de uma seleção será uma questão de tempo e, se não for hoje, que o coletivo saia a ganhar, que é mesmo o que realmente importa.

O SC Braga regressou aos trabalhos, surgindo como caras novas os jogadores Tiago Esgaio, vindo da B SAD, e Lucas Mineiro, proveniente do Gil Vicente. A estes junta-se o nome de Fábio Martins, num regresso ao plantel que deixa água na boca dos adeptos braguistas, na esperança de que ele consiga colocar em campo o valor que realmente tem. A estratégia de contratar jogadores que conhecem bem a liga portuguesa parece-me acertada, uma vez que a incerteza é menor e a adaptação é, regra geral, mais fácil. Os próximos tempos prometem a “porta aberta” em Braga, de modo a entrarem mais alguns jogadores e a saírem outros. Aliás, o que se escreve nestas alturas rapidamente se pode desmentir ao nível da constituição do plantel bracarense, que é o que realmente me importa, ainda que isso se aplique a outros clubes, obviamente.

Os trabalhos serão quentes e intensos nos próximos tempos, pois ganhar um lugar no plantel não se compadece com a desculpa das temperaturas elevadas do verão. Os próximos artigos começarão a transmitir uma ideia mais clara e definida sobre o SC Braga 2021/2022, onde a ambição de fazer melhor do que na época anterior é real. Vamos à luta, Gverreiros. Juntos.

 

In zerozero

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