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Efervescência

Efervescência

Hoje, dia 22 de maio, faz 5 e 55 anos que Braga brilhou mais, com a conquista da Taça de Portugal. Se da primeira conquista, em 1966, apenas sei pelo que li e pelas imagens que vi até hoje, na segunda, em 2016, estive presente e vibrei com o triunfo final.

Vou debruçar-me um pouco sobre a vitória da equipa que Paulo Fonseca levou ao Jamor, em 2016, porque as memórias são muito boas e vieram curar algumas feridas daquela final perdida, de modo cruel, no ano anterior.

A deslocação ao Jamor aconteceu de autocarro, repleto de pessoas amigas e conhecidas e com a companhia dos meus dois descendentes, também braguistas de todos os costados.

O jogo frente ao FC Porto de José Peseiro parecia uma réplica do ano anterior, pois o SC Braga chegou à vantagem de 2-0, o que levou muita gente às lágrimas de felicidade, mas sempre com os acontecimentos da última final ainda bem presentes na memória. E, também nesta final, o adversário chegou mesmo ao empate, com o segundo golo a surgir novamente sobre o fim da partida. As mentes braguistas reviveram a perda anterior, temendo que o filme se voltasse a repetir. Foi assim que surgiu o prolongamento e depois os penaltis, que permitiram a conquista da Taça da Portugal, exatamente 50 anos depois da primeira. Foi o regresso das lágrimas de felicidade, mas agora em versão segura e definitiva, pois a Taça já era nossa, depois das defesas do Marafona e do penalti decisivo de Marcelo Goiano.

Neste parágrafo vou homenagear um Gverreiro que perdeu a vida nessa noite – Manuel Braga. Por coincidência vi o jogo, com os meus filhos, junto da família “Braga”. A esposa, senhora atenta, ficou preocupada porque o meu filho mais novo tinha chorado durante o jogo e não estava connosco no momento dos festejos iniciais, dado que não tinha visto os penaltis junto de nós. A sua preocupação levou à posterior localização do meu descendente, para felicidade de todos. Mas estaria ela longe de imaginar que o seu marido iria morrer nesse dia, ou melhor nessa noite, à chegada de autocarro a Braga, talvez na sequência do turbilhão de emoções vividas. Ainda hoje agradeço a preocupação demonstrada e visito várias vezes a sepultura, no cemitério de Dume, onde descansa aquele bravo Gverreiro. Acredito mesmo que o Manuel Braga tenha partido feliz, pelo que continuo a desejar que descanse em paz.

Amanhã volta a ser dia em que se pode escrever mais uma página dourada na história do SC Braga, pois há nova final, desta vez em Coimbra, frente ao Benfica. O público não estará presente nas bancadas, pelo que a festa estará sempre incompleta, por lhe faltar um ingrediente essencial, mas a efervescência das almas braguistas é real, na esperança de novo êxito.

Os Gverreiros de Carlos Carvalhal animaram uma boa parte da época, com a beleza do futebol praticado. Os últimos jogos mostraram que a equipa estaria a recuperar os vários indicadores, após uma fase menos fulgurante, que a colocam agora em boa posição para disputar a final de Coimbra. Aos jogadores, bem como ao restante grupo de trabalho, só peço que conquistem a terceira Taça de Portugal e marquem lugar nesta história centenária.

A final da Taça de Portugal será arbitrada por Nuno Almeida, que tem aqui uma espécie de prémio de carreira. Na minha opinião, este jogo decisivo deveria ter Artur Soares Dias a apitar, o melhor de todos em Portugal. Mas não será, infelizmente, pelo que só me resta desejar que Nuno Almeida se despeça da arbitragem com um trabalho isento e sem qualquer influência no desfecho da partida. Mas a falta de senso surge na nomeação para o VAR de João Pinheiro, nada recomendável depois do miserável trabalho feito no jogo SC Braga vs Benfica, disputado na Pedreira, para a liga portuguesa. Enfim, só lamento que não haja algum decoro em certas decisões.

Uma palavra final para as eleições do SC Braga, que renovaram, por maioria esmagadora dos votos válidos expressos, o nome de António Salvador nos destinos do clube. Desejo que o novo mandato seja de muitas alegrias para os braguistas e que a vitória em Coimbra marque o início de novo ciclo.

Boa sorte, SC Braga.

 

In zerozero

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