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Devolvam os adeptos aos estádios

Devolvam os adeptos aos estádios

A liga portuguesa regressou e em pouco tempo, o que já era atípico, mostrou sinais preocupantes. A incerteza era previsível em todas as equipas e os resultados mostram isso mesmo, em apenas uma jornada depois deste regresso. O mundo do futebol torna-se demasiado estranho sem adeptos nas bancadas, além de todas as etiquetas sanitárias exigidas a bem da saúde geral. A jornada mostrou-se demasiado atípica, pois nenhum dos quatro primeiros classificados conseguiu vencer. O Porto perdeu em Famalicão e deixou a liderança à mercê do Benfica, que desperdiçou a oportunidade ao empatar, no dia seguinte, em casa com o Tondela. Este resultado das águias parece ter irritado uma franja de tipos que atentaram de modo selvagem contra a vida dos jogadores da equipa que dizem apoiar, apedrejando o autocarro em movimento acelerado. A tristeza da violência impune voltou a dar má imagem de Portugal lá fora, com as entidades responsáveis portuguesas a não agirem como deviam, uma vez mais. Os regulamentos têm que prever que este tipo de comportamentos desviantes e perigosos, que se sucedem, tenham implicações pontuais nas equipas e castigos severos nas pessoas, sob pena qualquer dia estarmos a lamentar a morte de um jogador, de um treinador ou de outro elemento afeto a um clube. Não consigo aceitar esta apatia observada, perante comportamentos demasiado graves de algumas pessoas.

Voltando à triste aparência das bancadas apetece dizer às autoridades que devolvam os adeptos aos estádios, pois é lá que eles devem estar e não aglomerados em cafés ou restaurantes, em frente a um ecrã.

O SC Braga não aproveitou a oportunidade de consolidar o terceiro lugar, que o empate entre V. Guimarães e Sporting proporcionou, mas que esta derrota lamentável não capitalizou. Custódio estreava-se em jogos fora e este insucesso fica na sua memória e na dos jogadores, espero eu. Os Gverreiros do Minho entraram em campo na Cidade do Futebol, um recinto que recebe o seu primeiro jogo do escalão principal, sem mudar o sistema de três defesas, que por opção são centrais, e que tão bom resultado deu no passado recente, tendo guindado a equipa ao terceiro lugar, de modo folgado. O Santa Clara era o adversário que, corajosamente, fará estes dez jogos restantes sempre fora do seu habitat natural. Assim, o jogo foi disputado em campo neutro, bem longe dos Açores e nem isso teve proveito para os bracarenses no resultado final. O jogo até começou com a equipa de Custódio a entrar de modo forte e a chegar à vantagem, por intermédio de Fransérgio, mas, na reação, os insulares empataram o resultado e ainda desperdiçaram várias chances de golo a seguir, antes do intervalo. A segunda parte devolveu cedo a vantagem arsenalista, graças a um golo de Trincão, que justifica a cada jogo o preço que o Barcelona pagou por ele. O jovem jogador foi o melhor jogador em campo, pois fez coisas diferentes que nenhum outro conseguiu fazer. O jogo corria de feição, até que Artur Soares Dias teve uma alucinação e marcou um penalti inexistente, que o VAR não corrigiu e, nesse lance, mostrou o segundo cartão amarelo, com o consequente vermelho, a Raul Silva. Era o momento do jogo, claramente. Não se consegue entender como alguns lances escapam ao VAR e a tecnologia não é útil como devia. Em vantagem numérica, os açorianos, equilibraram o jogo e chegaram à vantagem nos descontos, escassos instantes depois de Paulinho ter falhado clamorosamente o terceiro golo da sua equipa. O tento decisivo chegou após um erro individual de Matheus, cuja pressa em jogar se tornou a sua pior inimiga nesse momento. Entretanto, o treinador dos Gverreiros não passa ao lado da crítica, pois mandava a perspicácia que ao intervalo substituísse Raul Silva, que estava claramente longe dos seus melhores dias, como mostravam alguns erros cometidos e que o árbitro fez questão de penalizar, injustamente.

Em Braga existe a promessa de não falar de arbitragens até ao final da época, mas por este caminho a promessa vai ser quebrada em breve. Pela parte que me toca, não estando inserido na estrutura, sinto-me livre para dizer que o árbitro portuense influenciou o resultado, fazendo um trabalho a roçar o miserável, como se vê no já analisado momento do jogo ou nos lances dos penaltis assinalados, em que o brasileiro do SC Braga viu amarelo, seguido de vermelho, e o jogador açoriano passou impune na falta cometida aquando do castigo máximo que permitiu inaugurar o marcador.

A luta pelo pódio promete ser difícil e uma tarefa exigente, como já referi noutras ocasiões. A pressão dos maiores concorrentes ao último lugar do pódio, SC Braga e Sporting, é claramente diferente, com a vantagem a ser dos lisboetas, o que vai pedir uma dedicação e uma competência, nos bracarenses, superiores às evidenciadas, pois sobre as arbitragens o filme já parece anunciado.

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