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Condução com DGS

Condução com DGS

Ao longo da última semana, o SC Braga tentou que o jogo disputado na Pedreira frente aos espanhóis do Real Valladolid contasse com a presença de público nas bancadas, em regime experimental, o que mereceu a anuência e o apoio da Liga, cujo desejo de ver os adeptos regressarem aos jogos é do conhecimento público e já foi várias vezes manifestado pelos seus responsáveis. Neste sentido, foi feito um pedido à Direção Geral de Saúde (DGS), algo que deixou desde logo uma vontade geral de que uma resposta positiva surgisse. São conhecidos os receios de uma segunda vaga da pandemia e as respostas incongruentes que surgiram no país sobre diversos eventos por parte das autoridades sanitárias nos últimos tempos, pelo que a resposta ao pedido, sob condução da DGS, foi negativa, frustrando quer as expectativas dos adeptos braguistas e do futebol em geral, quer da Liga, que via neste jogo um teste para uma abertura condicionada dos estádios no futuro próximo. A não aceitação deste pedido, que poderia iniciar um período de regresso a alguma normalidade nos estádios portugueses, torna-se ainda menos compreensível quando se sabe que foi dada autorização para a realização, neste fim de semana, da Festa do Avante, cujas regras só foram tornadas públicas depois das palavras de exigência do Presidente da República, que a Fórmula 1, de regresso a Portugal após vinte e quatro anos de ausência, vai ter gente presente no autódromo do Algarve, entre 23 e 25 de outubro próximo, ou que as touradas têm público autorizado nas bancadas. A justificação apontada pelo organismo liderado por Graça Freitas, de querer esperar para ver como vai decorrer a abertura do novo ano letivo em modo presencial, não teve grande sentido, uma vez que a presença dos alunos em salas de aula fechadas, com o distanciamento possível, em nada tem a ver com a abertura dos estádios à presença de adeptos nas bancadas, como já se vê em alguns países.

A resposta negativa da DGS deve deixar apreensivas as autoridades que gerem o futebol e o desporto em geral em Portugal, pois parece ter ficado mais distante a concretização do desejo de voltar a ver público nos eventos desportivos. Mas, como na vida tudo muda muito rapidamente, pode ser que em breve a posição das autoridades sanitárias se altere, o que não me surpreenderia muito.

O SC Braga prossegue os trabalhos de pré-época e nesta semana realizou três jogos particulares, que culminaram nos três resultados possíveis. Mas analisemos por partes.

Na última quarta-feira, ocorreu o primeiro encontro frente ao Benfica, no estádio da Luz, onde os arsenalistas foram superiores de um modo global e estiveram em vantagem, sem surpresa perante o que se passava em campo. As várias alterações surgidas, naturais nesta fase, complementadas por erros individuais, como no golo do triunfo benfiquista obtido no último minuto dos descontos, ditaram um desfecho negativo, que não é muito preocupante perante os sinais positivos que a equipa de Carlos Carvalhal mostrou, reforçada por um trabalho em fase mais avançada dos benfiquistas.

Neste último sábado o SC Braga disputou dois encontros particulares, jogando de manhã em Fão frente ao Santa Clara, triunfando por 3-1, com destaque natural para dois atletas jovens da formação, Francisco Moura que marcou os últimos dois golos que selaram a vitória, confirmando as indicações positivas dadas nos últimos tempos, e o menino Falé, de apenas 16 anos e a quem se augura um futuro risonho, que foi lançado pelo treinador bracarense a tempo de contribuir decisivamente no desfecho do encontro. Houve, ainda, destaque para o jovem espanhol Abel Ruiz, que marcou com classe o primeiro golo que iniciou a “remontada” depois de os açorianos bem cedo se terem adiantado no marcador, o que o pode ajudar a subir para níveis elevados, uma vez que sobre ele recaem muitas esperanças em Braga. À noite, a Pedreira teve o jogo frente ao Real Valladolid, acima referido, onde Carlos Carvalhal apenas fez duas alterações, com destaque natural para uma delas que permitiu a estreia do jovem guarda-redes checo Lukas Hornicek, de apenas 18 anos, e que terminou empatado a dois golos. Os espanhóis chegaram a uma vantagem de dois golos, mas viram os Gverreiros de Carvalhal chegar ao empate, com os golos de Paulinho e Esgaio, tendo inclusive visto no último minuto a reviravolta completa esbarrar no poste primeiro, após cabeceamento de Fransérgio, e numa grande defesa na recarga de cabeça de Ricardo Horta, o que representaria uma prémio justo para a boa segunda parte realizada pelos arsenalistas. É notório que Carlos Carvalhal tem um trabalho árduo pela frente com vista a corrigir os erros defensivos que são ainda naturais nesta fase da época, uma vez que ofensivamente as coisas parecem bem encaminhadas.

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