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Chamada justa de Paulinho

Chamada justa de Paulinho

A chamada de Paulinho pelo selecionador Fernando Santos representa a concretização de um sonho do jogador, que agora se vai estrear nestas andanças. Acredito que o avançado bracarense deve ter tido uma sensação de alívio quando viu que o seu nome constava na lista para os próximos três compromissos de Portugal, pois esta chamada era muitas vezes prevista, mas depois não acontecia, sendo, porém, completamente justa para o atleta. Paulinho viveu momentos incertos no final do período de transferências, mas depois renovou o contrato com o SC Braga, com melhoria óbvia de condições, estabilizou emocionalmente e começou a marcar golos, afinal o que ele sabe fazer muito bem, além daquilo que oferece ao coletivo e que é muito.

Agora de cabeça limpa, a viver um marco importante da sua carreira, só lhe resta mostrar que a aposta é correta e tem tudo para dar resultado. Faço votos sinceros para que Paulinho se estreie na equipa das quinas e consiga ajudar a seleção A desta nação valente e imortal. Parabéns, Paulinho e que muitos momentos bons se sigam, quer em Braga, quer na seleção.

O SC Braga, depois de um triunfo difícil, justo e que apenas peca por escasso frente ao Famalicão, foi a Inglaterra defrontar o Leicester. As duas equipas chegavam ao jogo empatadas em tudo, mas naqueles noventa minutos as diferenças foram muito grandes, tendo culminado numa goleada pesada e desnecessária por 4-0. Carlos Carvalhal rodou a equipa, fazendo alguma gestão, atendendo à fase de calendário apertado que agora termina na Luz, onde os arsenalistas defrontam o Benfica. O jogo, realizado no King Power Stadium, juntou um desempenho fraco de muitos elementos, que fez baixar a qualidade habitual da equipa, e algum infortúnio, bem notório na forma como os três golos primeiros ingleses foram obtidos, ficando a imagem de uma lição que urge aprender, para que um jogo assim tão fraco não se repita no futuro. Nem destaco individualmente, pela negativa, nenhum jogador, mas alguns devem ter percebido, com o fraco desempenho realizado, porque jogam menos vezes do que outros. Sublinho, no entanto, que o apuramento continua perfeitamente ao alcance dos Gverreiros de Carvalhal, desde que não voltem a registar mais nenhuma “falta de comparência”.

Um dos objetivos da época foi atingido, com o apuramento para a final a oito da Taça da Liga, obtido com os quatro triunfos consecutivos, depois de duas derrotas iniciais que fizeram tocar o despertador, especialmente ao nível dos resultados. O calendário bracarense tinha nas primeiras sete jornadas, as que definem o apuramento dos primeiros seis classificados, a deslocação aos redutos de Porto, a abrir a Liga, e ao Benfica, nesta jornada, o que valoriza o apuramento. Claro que o SC Braga, se quer dar luta aos clubes do sistema, tem de lutar pelos pontos em todos os jogos e as deslocações, aparentemente, mais difíceis não podem ser exceção.

O agravamento da situação pandémica de Portugal, onde algumas medidas óbvias demoraram muito a chegar, colocaram de novo distante o regresso efetivo dos adeptos aos estádios. Até para as entidades responsáveis isto é mau, pois não podem arranjar no futebol um bode expiatório para o contexto atual, uma vez que os estádios estão vazios e quando receberam adeptos, de modo condicionado em algumas experiências, o futebol foi exemplar. Esta obsessão doentia para com o futebol não se entende, mas a este assunto voltarei em breve.

Foto SC Braga

In zerozero

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