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BICAMPEÕES NA AREIA. LÍDERES NA RELVA

O SC Braga sagrou-se bicampeão nacional de futebol de praia e juntou este título ao de bicampeão europeu, da mesma modalidade. A fase final decorreu, como é habitual, no estádio do Viveiro, na Nazaré, no último fim de semana, onde havia uma espécie de minicampeonato, em que todos jogavam contra todos. Na sexta-feira, o SC Braga goleou a Casa do Benfica de Loures por 9-3, com golos de Bê Martins (2), Léo Martins (2), Igor (2), Filipe Silva, Bokinha e Zé Henrique. No sábado, os bracarenses golearam o Nacional por 9-0, com golos de Leo Martins (2), Filipe Silva (2), Bokinha, Bruno Torres, Bê Martins, Ozu e Zé Henrique. Esta duas vitórias adiavam a decisão para domingo, uma vez que o Sporting também tinha ganho os seus dois jogos e como não podia haver empate no jogo decisivo, quem ganhasse o jogo sagrava-se campeão, pelo que o jogo era uma final, mesmo que formalmente não fosse.

O jogo de atribuição do título registou casa cheia no estádio do Viveiro, o que engrandecia ainda mais a beleza desta “final”. Os Gverreiros das areias entraram fortes no jogo e Bruno Torres, que acumula as funções de treinador, jogador e capitão, inaugurou o marcador de cabeça, resultado com que se chegou ao primeiro intervalo. No segundo período, chegou o 2-0 através de um remate forte de Bruno Xavier e o 3-0 foi obtido por Filipe Silva, num pontapé de bicicleta que resultou num bonito golo, resultado que se verificava no segundo intervalo. No terceiro período, Bê Martins fez o 4-0 e o Sporting reduziu, de seguida, para 4-2, até que Filipe Silva voltou a marcar e selou o resultado final em 5-2. O Sporting Clube de Braga sagrou-se, assim, de novo campeão nacional, a tempo de ser prestada homenagem pelas bancadas da Pedreira, no jogo contra o Aves. Parabéns SC Braga. Parabéns Bruno Torres, porque foi uma aposta ganha e personifica o espírito gverreiro. Parabéns à equipa pela época de excelência realizada.

No relvado, o SC Braga vinha de um empate traumatizante nos Açores, onde esteve a ganhar por 3-0 e consentiu o empate, que deixou apreensivos os corações e as mentes braguistas. O jogo contra o Aves assumia um caráter ainda mais importante, pois urgia reparar os efeitos negativos causados pela deslocação ao arquipélago açoriano. O capitão Goiano estava de regresso à equipa titular e Palhinha estreava-se, com o intuito de dar mais consistência defensiva e equilíbrio à equipa, o que foi conseguido, apesar do susto verificado. O primeiro tempo foi amorfo, merecendo realce uma grande defesa do guardião avense a cabeceamento de Dyego Sousa e um remate de Palhinha ao poste. Fraco pecúlio, que não trazia tranquilidade aos adeptos. O segundo tempo começou com o golo do Aves, que aproveitou um erro de transição para construir o golo que lhe dava vantagem no encontro. Ora, se até aqui o antijogo era uma prática recorrente dos avenses, a partir da vantagem essa tendência ameaçava aumentar. Na resposta imediata ao golo sofrido, uma boa jogada coletiva não foi concretizada por Ricardo Horta, por centímetros, para pouco tempo depois Fábio Martins rematar à barra, num lance em que não havia qualquer irregularidade. O empate chegava logo a seguir, num remate forte de primeira, de Wilson Eduardo, após assistência de Dyego Sousa, que resultou num golo de belo efeito. O público criou um ambiente fantástico, que ajuda a ganhar jogos, pelo que não admirou que Palhinha marcasse e, com isso, desse vantagem aos Gverreiros do Minho, numa boa finalização de cabeça. Estava desbloqueado o jogo, para alívio das bancadas. Até ao fim do jogo ainda houve mais um golo, através de Dyego Sousa, num grande remate de cabeça e mais dois remates aos ferros, por intermédio de Dyego Sousa, de cabeça e de João Novais, de livre direto. O resultado obtido permitiu aos comandados de Abel Ferreira assumir a liderança da liga NOS.

A equipa B, comandada por Wender Said, foi a Faro empatar a zero, conquistando assim o primeiro ponto na competição. Espera-se agora que as vitórias ajudem estes jovens a crescer, com a finalidade de um dia chegar à equipa principal.

Os sub 23 foram a Coimbra vencer por 2-1 e conquistaram a sua primeira vitória, depois do desaire inaugural. Os resultados não são o mais importante nesta equipa, mas crescer a ganhar é muito melhor para todos, pelo que espero que se sigam outras vitórias para o SC Braga.

 

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