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As mudanças das competições europeias

As mudanças das competições europeias

A próxima época terá grandes alterações nas competições europeias. A UEFA, com a finalidade de ser mais inclusiva nas suas competições, criou uma espécie de terceira divisão, que será implementada na época 2021/2022, sob o nome de Europa Conference League. Em rigor, será a terceira competição sob a égide da UEFA, que foi aprovada, pela primeira vez, pelo Comité Executivo da UEFA em dezembro de 2018.

Portugal estava, no final da época passada, no sexto lugar do ranking da UEFA, atrás de Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, mas à frente de Rússia, Holanda (em rigor diz-se Países Baixos), Bélgica e Áustria. Ora, a posição alcançada, ultrapassando a Rússia, permite que na próxima temporada, 2021/2022, Portugal apure duas equipas diretamente para a fase de grupos da Champions League (Liga dos Campeões) e tenha uma terceira equipa envolvida nas eliminatórias de acesso a essa fase. Os primeiros seis países ganham cada vez mais dinheiro e distanciam-se ainda mais dos restantes, fruto de uma divisão pouco equitativa dos dinheiros por parte da UEFA, que é muito discutível.

A Europa League (Liga Europa) terá apenas um representante português, que seria o vencedor da Taça de Portugal, mas atendendo ao contexto atual tudo indica que, depois de o Estoril ter visto reduzidas as chances de se apurar para a final, os dois finalistas estejam, no final da época, entre os quatro primeiros classificados, pelo que assim se explica que deverá ser o quarto classificado a marcar presença na Liga Europa, pois os três primeiros classificados irão para a competição milionária da UEFA, razão que tem causado tanto ruído no futebol português nos últimos tempos e que se deve prolongar até final da época, pois existe a consciência de que os autoproclamados grandes gastam à rico, com receitas à pobre, o que tem dado asneira ao longo dos anos, onde as dívidas dos clubes (ou SADs) têm subido para números obscenos. É neste contexto que o SC Braga vai ter de lutar contra o sistema e contra as autênticas máquinas de comunicação que são os seus competidores diretos nessa luta pelo pódio, bem visível na incomparável e desequilibrada cobertura mediática dada aos clubes. Além destas dificuldades, o SC Braga tem tido algumas lesões traumáticas, como Moura, Iuri e David Carmo, que se juntaram a Rui Fonte, o que dificulta ainda mais a tarefa do grupo de Carlos Carvalhal, mas a fibra dos Gverreiros do Minho promete dar luta até final e só aí se farão as contas que realmente importam.

A terceira prova da UEFA, acima mencionada, terá dois representantes lusos, que deverão ser os quinto e sexto classificados, uma vez que o quarto deverá seguir para a Liga Europa pelas razões já explicadas, numa competição mais ajustada à dimensão portuguesa. Na minha opinião, as alterações efetuadas pela UEFA em nada melhoram a vida das equipas portuguesas, mas o futuro fará uma avaliação mais rigorosa sobre este assunto. Aguardemos, então e mais tarde voltarei a este tema.

Hoje é dia de visita ilustre da AS Roma a Braga, na Liga Europa, num regresso que se saúda de Paulo Fonseca.

 

In Diário do Minho de 18-02-2021

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