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As duas partes distintas

As duas partes distintas

O SC Braga foi a Famalicão e empatou um jogo que deveria ter ganho. As condições até eram favoráveis aos de Braga, pois os estados de espírito eram distintos e resultavam das respetivas classificações. Os famalicenses chegavam ao jogo em último lugar, com o espectro de descida na mente, mesmo que ainda faltem disputar muitos pontos, e os bracarenses tinham iniciado a jornada em segundo lugar, perdido para um Porto pragmático, que vencera o Paços de Ferreira na parte final do encontro, pelo que a recuperação da vice-liderança passava pelo triunfo em Famalicão, algo que não viria a acontecer, para desgosto dos braguistas.

A partida começou equilibrada, até chegar o golo inaugural para os da casa, num lance que deveria ter sido anulado, por mão atacante, ainda que involuntária, de um famalicense. Mas de Braga chegaria a “remontada”, em poucos minutos, com golos obtidos na sequência de um penalti duvidoso e de um canto. Estava feito o mais difícil, pensou-se, e o intervalo chegou com a vantagem natural da equipa visitante.

A segunda parte foi dominada pelo Famalicão, que teve diversas chances de chegar ao golo, algo que viria a conseguir já perto do fim do jogo, repondo alguma justiça no marcador, algo que me entristeceu, pois preferia ter vencido, mesmo com sorte e sacrifício, uma vez que estes triunfos na dificuldade ajudam muito nas contas finais, como mostra o líder da liga, de quem apenas já se espera a que minuto vai acontecer o golo do triunfo, que um dia destes acontecerá já depois de o jogo ter terminado.

A minha análise detalhada tem por finalidade mostrar o quão distintas foram as duas partes na equipa de Carlos Carvalhal, piorando depois do intervalo. Já na jornada anterior, frente ao rival Vitória SC, a segunda parte foi de domínio do adversário, com os Gverreiros do Minho a cederem a bola e a iniciativa ao adversário, algo que até correu bem, mas que se percebe que aumenta as probabilidades de correr mal. A equipa não aprendeu nada com essa postura e esta repetição acabou por correr mal perto do fim da partida, com a perda de dois pontos, que podem vir a ser importantes, quando os braguistas já só esperavam que o tempo corresse sem quaisquer alterações e que o fim da partida chegasse.

Um dado estatístico relevante, que merece a reflexão de toda a equipa, prende-se com o excessivo número de golos sofridos na parte final dos jogos, o que parece indiciar algum relaxamento dos atletas à medida que o tempo se vai esgotando e várias vezes o adversário acaba por conseguir, nesse período final, a obtenção de golos, cujo exemplo mais vincado foi a visita do Tondela à Pedreira, que depois de escapar a uma goleada histórica ainda conseguiu disfarçar a derrota, marcando dois golos nos minutos finais. Assim, peço à equipa que se mantenha concentrada até ao apito final dos jogos e evite que os adversários acreditem de modo crescente que é possível ganhar pontos ao SC Braga. O Benfica é o próximo adversário e coloca, desde já, todos em alerta máximo, a fim de evitar algum desgosto desnecessário, antes da paragem da liga, que tão necessária parece neste momento.

In Diário do Minho de 18-03-2021

Foto SC Braga

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