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Arbitrariedades

Arbitrariedades

A semana em Braga termina com a sensação clara de que há muito a melhorar nos critérios que devem conduzir as arbitragens, seja qual for a competição. Em diferentes competições e modalidades, num curto espaço de tempo, foram diversas as arbitrariedades observadas, que importa analisar e delas discordar, de forma veemente.

O magnífico pavilhão russo voltou a acolher uma fase final de futebol de praia. Devido às condicionantes pandémicas que se vivem na Rússia, onde a maioria da população está sem vacinação e onde o vírus não dá tréguas, a fase final da competição teve uma organização de nível amador e a sua disputa foi encurtada no tempo, chegando ao cúmulo de alguns jogadores irem diretamente do aeroporto para o balneário para integrarem a equipa arsenalista, com todas as implicações ao nível da disponibilidade física que isso implica.

Não obstante o contexto de dificuldades que o SC Braga encontrou, a equipa que Bruno Torres tão bem lidera soube ultrapassar os obstáculos e chegar à final. Recordo que as meias-finais e a final se disputaram no mesmo dia, numa modalidade que exige muito do ponto de vista físico.

A final colocou frente a frente o SC Braga, bicampeão mundial de clubes e atualmente a melhor equipa do mundo, e o Lokomotiv de Moscovo, que jogava “em casa”. Ora, o jogo mostrou logo no primeiro minuto que não ia ser nada normal, quando um dos árbitros transformou um penalti a favor dos bracarenses numa falta ofensiva. Mesmo assim, o SC Braga chegou à vantagem, primeiro por 1x0 e depois por 2x1, até que a arbitragem voltou a ser protagonista infeliz do jogo, ao expulsar Leo Martins, um dos três finalistas para a escolha de melhor jogador do mundo e, por conseguinte, para suceder a Jordan Santos, não sendo proporcionadas quaisquer imagens que permitissem aferir a veracidade da decisão, que encontrou reação enérgica do jogador arsenalista e dos colegas, perante a exclusão do jogo. Mais tarde, o jogador Filipe Silva também seria expulso, mas desta vez havia imagens que mostravam que a decisão era errada e inaceitável, o que deixou a equipa num estado de nervos latente, que impossibilitou a reentrada na luta pelo título. É que além de estar dois minutos com um jogador a menos em cada expulsão, foram subtraídos dois jogadores importantes que impediam a rotatividade que o lado físico dos atletas exigia. O resto do guião, construído em cima de vários equívocos arbitrais, culminou na vitória russa por 6x4 e na consequente perda do título mundial por parte dos Gverreiros das areias.

Pelo descrito, na minha visão sobre o tema restou-me a tristeza do mal que fizeram à verdade desportiva e à modalidade. Portanto, entendo perfeitamente a desilusão de quem trabalhou arduamente para chegar a esta fase final em condições de disputar o título e acabou por ver que tudo foi levado por fatores que nada têm a ver com o jogo dentro do seu retângulo, nem com o vento que por vezes leva várias coisas, como as palavras ou as lavaredas.

Em relação ao futebol de onze, a Pedreira acolheu o confronto entre SC Braga e Paços de Ferreira, para a Taça da Liga. Os castores tinham averbado uma derrota no jogo inaugural e sabiam que só uma vitória clara, aliada a um milagre, os levaria à final four, ao passo que os bracarenses sabiam que uma vitória por dois golos, ou diferença mínima marcando três golos, evitaria a obrigatoriedade de vencer no Bessa para se apurar para a fase das decisões, a disputar em Leiria. Para a história fica um nulo, que elimina os pacenses e adia o apuramento neste grupo para o confronto entre Boavista e SC Braga. Uma nota negativa para o árbitro Hélder Malheiro que fez uma arbitragem fraca, na senda do que já nos habituou, e deixou a equipa de Carlos Carvalhal a jogar com dez elementos alguns minutos do primeiro tempo e toda a segunda parte, depois da expulsão de Moura, numa decisão que não se voltará a ver novamente até final da época, acredito eu, a não ser que isso seja do interesse de algum dos clubes do sistema.

Nota final de pesar pela partida de Tengarrinha, que perdeu o jogo da vida cedo de mais, mostrando que talvez valha a pena refletir, de modo alargado, sobre os comportamentos que se observam no desporto em geral, e no futebol em particular. Que descanse em paz, o “jovem” Tengarrinha.

In zerozero.pt

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