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Ano de taças

Ano de taças

O ano 2021 marca, de modo indelével, o centenário do SC Braga, a julgar pela data oficial de fundação do clube. Neste artigo não vou, obviamente, entrar na discussão de datas possíveis do nascimento do clube, pela simples razão de me cingir à idade oficial deste “jovem velhote”.

Na Legião do Minho todos sabem que o grande sonho era ser campeão nacional, no futebol de onze masculino, antes de ultrapassar um século de idade, mas existe a consciência de que as armas dos competidores pelo cetro são muito diferentes. Nem essa consciência derruba o sonho de “um dia destes”, ver o SC Braga sagrar-se campeão nacional, sem hipotecar o futuro, aprendendo com os erros do Boavista que chegou ao título, mas que depois já fez uma travessia do deserto, ao tombar, por razões judiciais e/ou desportivas, no terceiro escalão, de onde foi resgatado, outra vez pela “justiça” que o condenara anteriormente. Isto ilustra Portugal.

O ambicionado título de campeão masculino não chegou a tempo dos festejos centenários, mas o futebol feminino já conquistou o campeonato e o futebol de praia já leva muitos títulos conquistados, num domínio claro das competições internas e além-fronteiras que guindou os Gverreiros das areias à liderança do ranking mundial.

O presente ano de 2021 é um verdadeiro ano de taças, uma vez que depois das conquistas no futebol sénior, masculino e feminino, o futebol de praia também conquistou, com brilho e justiça, a Taça de Portugal, conseguindo neste caso a sempre desejada dobradinha, dado que já havia (re)conquistado o título nacional.

A última das três taças conquistadas aconteceu no último fim de semana, no areal do mítico estádio do Viveiro – Jordan Santos, na Nazaré, onde o SC Braga venceu com toda a clareza a Casa do Benfica de Loures (7x2), curiosamente o mesmo adversário que encontrara na final da Liga de Elite, onde as dificuldades foram muito superiores às que se verificaram neste último encontro. O grupo liderado por Bruno Torres está todo de parabéns, porque a equipa dá prazer a ver jogar e por ter aumentado o espólio do museu bracarense, que começa a ficar demasiado pequeno para as conquistas que se vão sucedendo, para gáudio das almas braguistas, mas não posso deixar passar sem registo o regresso de Jordan Santos à competição, depois de um longo período de paragem devido a lesão. É caso para dizer que taça é taça e este é um ano onde alegrias futebolísticas em Braga chegaram, primordialmente, por essa via.

O mercado de verão aparentemente fechou e com ele, depois das entradas e saídas verificadas, ficou ao dispor de Carlos Carvalhal um plantel com qualidade suficiente para que a equipa possa ambicionar fazer melhor do que na época passada, sem descurar o equilíbrio financeiro que deixe ar respirável no clube ao nível da sua contabilidade.

Uma nota final de regozijo para o orgulho que qualquer braguista sentiu ao ver Abel Ruiz jogar como titular da seleção principal de Espanha, dando o seu contributo para a goleada conseguida, mesmo sem ter tido a felicidade de marcar. Parabéns, Abel Ruiz e que esta chamada se repita mais vezes no futuro.

 

In Diário do Minho de 09-09-2021

Foto SC Braga

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