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Adeptos, esses delinquentes

Adeptos, esses delinquentes

Os últimos tempos têm sido uma paródia nacional, com os principais responsáveis, do governo e da DGS, a proferirem em público as suas “brilhantes conclusões” sobre a situação atual. “Somos um país exemplar”, onde tudo é pensado atempadamente e a ação surge em vez da reação. Ou então não.

As pessoas têm relaxado os seus comportamentos em tempo de pandemia, deixando de lado alguns cuidados recomendados, o que fez subir rapidamente os números das pessoas infetadas, alarmando o país.

Numa atitude preventiva, as entidades responsáveis delinearam um conjunto de regras baseadas na gritante dualidade de critérios em situações análogas. Basta atentar, por exemplo, na existência de pessoas nas touradas, na Fórmula 1 ou no grande prémio de Portugal de MotoGP, assim como o incrível aglomerado de pessoas em Fátima, em comparação com a vergonhosa discriminação que estão a fazer ao futebol, que por acaso se joga ao ar livre, mas que não pode ter adeptos. Afinal esses delinquentes, que se abraçam e revelam comportamentos boçais, “justificam” a continuidade de estádios vazios. A continuar esta situação no desporto, quando for a hora de acordar do coma muitos clubes já terão sucumbido.

A comparação da responsável pela DGS, Graça Freitas, foi de dizer que era preciso esperar para ver como corre a abertura das escolas e avaliar a situação do futebol em função disso. Não faz sentido esta posição, porque uma coisa não tem a ver com a outra, visto que nos estádios as pessoas estão ao ar livre, com possibilidade de ficarem afastadas, mediante regras definidas, ao passo que as salas de aula são espaços fechados, onde o distanciamento é uma miragem. Nem sei muito bem o que dizer mais, sem ser deselegante. Posteriormente, a posição de não permitir adeptos foi corroborada pelo primeiro-ministro, debaixo da explicação que as pessoas não se comportam da mesma maneira no cinema ou no teatro e no futebol. Pois, senhor primeiro-ministro, fez muito bem, pois os adeptos são pessoas sem educação, que não sabem estar, com pouca instrução, ou seja, são uns delinquentes. Nem sei como ainda apoia um clube de futebol e até integra a comissão de honra do atual presidente para as próximas eleições. Promiscuidades indesejáveis.

O retorno da Segunda Liga começou de modo normal, sem adeptos nas bancadas e sem casos positivos. Mas foi sol de pouca dura, uma vez que ao segundo dia surgia a visita do Chaves ao terreno do Feirense, com os flavienses a comunicarem atempadamente, várias horas antes do jogo, a existência de casos positivos de COVID-19. A situação surreal surgiu a dois minutos do início do jogo, com o árbitro a ser chamado ao telefone, para cancelar o jogo em seguida. Logo ao terceiro dia foi adiado o jogo entre Ac. Viseu e Académica, devido ao surgimento de casos positivos nos viseenses.

Entretanto, no escalão principal, o Sporting revelou ter seis infetados com coronavírus, ao passo que o Benfica anunciou que o guarda-redes Svilar também testou positivo. Mas a ganhar claramente ficou o Gil Vicente que anunciou ter quinze infetados, sendo dez deles jogadores. A coisa promete.

O SC Braga falhou a conquista do tetra na Euro Winners Cup, que é uma espécie de Liga dos Campeões no futebol de Praia, ao perder a final para os russos do Kristall, no desempate de pontapés da marca de grande penalidade, depois de um empate 3-3. Ao longo do jogo os Gverreiros do Minho nunca estiveram em desvantagem, mas não tiveram sorte nos momentos decisivos, nem uma arbitragem isenta, que chegou a “inclinar” a quadra de areia para os novos campeões, que conquistaram o seu primeiro título europeu. Uma palavra de incentivo à equipa bracarense, dizendo que este é o caminho e que foi apenas uma batalha perdida, mas que outras importantes se seguirão. Levantem a cabeça, Gverreiros e mostrem porque são os melhores do mundo.

O SC Braga terminou a pré-época com uma vitória sobre o Farense por 2-0, graças a um bis de Ricardo Horta, para Fernando Santos ver, se tiver vontade. Que venha a competição, pois a equipa parece pronta para a época difícil que se avizinha, abordando um jogo de cada vez, sendo que o primeiro é no Dragão e exige, por certo, uma resposta muito competente da equipa de Carlos Carvalhal.

Boa época, Gverreiros do Minho, dando um passo de cada vez, rumo a um final feliz que se deseja.

 In zerozero.pt

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