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A FRIEZA DOS NÚMEROS E O CALOR DAS BANCADAS

O estádio do Dragão assistiu a uma verdadeira cimeira de líderes, entre FC Porto e SC Braga, que justificaram essa condição com o jogo realizado. O público encheu o recinto do jogo, dando ainda mais colorido a um jogo já de si entusiasmante, tendo chegado de Braga uma verdadeira legião, composta por mais de dois mil Gverreiros, que prestaram um apoio incondicional à equipa ao longo de todo o jogo, ainda que a comunicação social se esforce por omitir tal desiderato. O SC Braga não tem mesmo “boa imprensa”, vá lá saber-se porquê. Nem todos os adeptos entraram atempadamente no estádio por causa de mais um mau trabalho da polícia, que não foi capaz de elaborar um percurso pequeno no imenso tempo que teve disponível para o efeito, onde as paragens demoradas conseguiam irritar um santo. É preciso terminar com as entradas tardias nos estádios, sob pena de qualquer dia as pessoas se cansarem desta pouca vergonha e ficarem em casa.

O SC Braga fez no reduto portista uma exibição muito personalizada, jogando no campo todo e criando várias chances de golo. A performance bracarense mostrou que o futuro pode ser risonho, pois existe muita qualidade no trabalho desenvolvido pelos comandados de Abel Ferreira. O primeiro tempo foi jogado sob o signo do equilíbrio, com Tiago Sá a fazer uma defesa monstruosa na única verdadeira chance de golo dos portistas, em contraste com as duas claras oportunidades arsenalistas, surgidas nas cabeças de Dyego Sousa, que normalmente concretiza aquele tipo de lances e de Fransérgio, que surgiu em boa posição, mas cabeceou ligeiramente ao lado da baliza. O segundo período trouxe um SC Braga acutilante e azarado, com Esgaio a desferir um grande remate que só a trave conseguiu “defender”, pois Casillas apenas seguiu a bola com os olhos. A meio da segunda parte, Dyego Sousa teve uma boa chance no pé direito, mas o remate de primeira saiu por cima da barra. O mesmo jogador, já bem dentro do último quarto de hora do jogo, criou uma chance de golo escandalosa que Fransérgio disparou à barra, numa espécie de penálti em movimento, mais perto da baliza. Era muito azar para uma equipa que jogava no terreno do campeão nacional. O golo do jogo haveria de surgir aos oitenta e oito minutos de jogo, num cabeceamento de Soares, após uma jogada surgida de um lançamento de linha lateral, de regularidade duvidosa, que Fransérgio primeiro e Wilson Eduardo, que entrou mal no jogo, depois não souberam “matar” antes do cruzamento decisivo. Os portistas concretizaram uma das duas chances de golo criadas e assim venceram um jogo que não mereciam. Era a frieza dos números a determinar a primeira derrota do SC Braga, esta época, que entrou e saiu do Dragão como uma grande equipa, capaz de lutar pelo título até ao fim.

Os meus parabéns a todos os que integraram a grande deslocação efetuada ao Porto, cujo apoio foi enorme e foi capaz de silenciar na maior parte do tempo o estádio portista. Das bancadas chegou sempre um calor humano tremendo, que contrastou com a frieza que os números refletiram no resultado final. Deixo aqui um apelo, para que as pessoas se lembrem que o SC Braga faz muitas mais deslocações, onde este peso e este apoio são muito importantes. Haja fé, pois esta equipa é capaz de nos fazer sonhar. Uma Legião unida torna os Gverreiros do Minho muito mais fortes.

Ao nível da formação, a equipa de sub19 (juniores A) empatou sem golos no terreno do Beira-Mar, numa jornada em que apenas se observou uma vitória. Este empate mantém a equipa de Artur Jorge no topo da classificação. Em sub17 (juniores B) o SC Braga venceu o Chaves por 1-0 na Cidade Desportiva, com o golo do triunfo a chegar nos descontos, num jogo em que os bracarenses enviaram diversas bolas aos ferros. Pareceu sina do fim de semana. Esta vitória reforçou a liderança dos jovens Gverreiros do Minho, uma vez que os flavienses ocupavam (e ocupam) a terceira posição.

Nas modalidades do SC Braga, nota para o Kickboxing, onde os Gverreiros do Minho João Carvalho e Alexandre Cunha se sagraram campeões do mundo, em Buenos Aires. Os atletas bracarenses brilharam a grande altura no ringue e conseguiram derrotar atletas de elevadíssima qualidade. São certamente conquistas que prevalecerão na história desportiva destes dois jovens atletas da formação bracarense.

Ao nível do futebol, que move a maioria das paixões braguistas, o fim de semana passado foi negativo, com registo de resultados negativos nas três equipas seniores, uma vez que a equipa B perdeu em casa, 0-1, com a Académica e os sub23 perderam, 2-4, no terreno do Benfica.

Podem contar connosco. Voltaremos ainda mais fortes.

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